Isto é algo que li, numa das vezes que ia ter com o meu namorado, ou melhor ex. Numa das vezes que ia de comboio, e para aproveitar o tempo lia o livro O livro da mulher, de Osho. Atenção isto já tinha publicado no outro blog. Assim o tema é: nós nascemos sementes, e podemo-nos tornar ou não em flores.
Poucas são as pessoas que dão logo tudo delas, sem receio, sem medo. Não digo dar dinheiro, nem nada assim, mas dar de si próprias, dar de alma e coração como se costuma dizer. Costumamos ter sempre o pé atrás, e cada vez que nos acontece algo de mal, mais atrás colocamos o nosso pé. Porquê?! Com medo, receio de sofrer.
Ser uma semente significa estar seguro, ao passo que ser flor é algo muito frágil. As sementes está seguras, ao passo que as flores estão expostas ao meio envolvente, qualquer vento forte, e ela pode ficar destruída. Qualquer coisa pode acontecer à flor, porque se mostra, se revela, vive; e a semente?! Essa fica ali fechada, na reserva, mas segura de todo o mal no mundo.
Nunca sabemos como é a outra pessoa, por tal ficamos com o pé atrás, não mostramos toda a nossa nudez, a nossa fealdade, o nosso vazio. Mas acabamos não vivendo em pleno, mas isso são escolhas. Por tal muitas pessoas continuam a ser sementes, e não flores. Decidem não crescer, continuando a ser possibilidades.
“O relacionamento só é possível entre duas pessoas realizadas.” Enquanto formos sementes isso não é possível, ou seja não é possível relacionarmo-nos. “O relacionamento é uma das melhores coisas da vida; significa amor, significa partilhar. Mas antes de poder partilhar é preciso ter.”
A desconfiança por vezes é um impeditivo para avançar, de mostrarmos tudo o que somos. Por vezes esperamos que sejam os outros a tomar essa iniciativa, de confiar em nós. Temos medo que usem as nossas fraquezas, e fiquemos sem nada, fracos, vulneráveis, por tal ficamos em forma de semente, protegidos.
Ninguém possui ninguém. Possuir não é relacionar-se. De facto o relacionamento nada tem haver com relação. Relação é algo que chegou ao fim, uma coisa parada, o relacionamento é algo em construção. Para nos relacionarmos primeiro temos de ser, e depois o resto aparece. Quando falo em relacionamento não é só nos tradicionais entre homem e mulher, mas sim em relacionamentos na sua amplitude.
“O amor é muito raro. Para conhecer o âmago de uma pessoa é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso permitir que essa pessoa também alcance o nosso âmago.”
Relativamente à segurança, muitos buscam isso num relacionamento, mas isso não é possível. Um relacionamento é algo inseguro, uma vez que as pessoas nunca são totalmente previsíveis, sendo que são vivas. Viver significa ser espontâneo, natural, e por tal imprevisível. Se vermos bem, a morte é segurança, ao passo que a vida é insegurança. Por tal quando vivemos corremos riscos.
Uma flor é feliz, transpira alegria, amor, e por tal consegue-se relacionar. Antes de nos relacionarmos com os outros, temos de nos relacionar connosco primeiro. Primeiro temos de ser, e o resto aparece por acréscimo.
“Dois amantes suportam algo invisível e algo imensamente valiosa: uma certa poesia do ser, uma certa música ouvida nos recantos mais profundos da sua existência. Ambos o suportam, suportam a mesma harmonia, mas continuam a ser independentes. Podem expor-se ao outro, porque não há medo. Eles sabem que são. Eles conhecem a sua beleza interior, conhecem o seu perfume interior; não há medo.”

Poucas são as pessoas que dão logo tudo delas, sem receio, sem medo. Não digo dar dinheiro, nem nada assim, mas dar de si próprias, dar de alma e coração como se costuma dizer. Costumamos ter sempre o pé atrás, e cada vez que nos acontece algo de mal, mais atrás colocamos o nosso pé. Porquê?! Com medo, receio de sofrer.
Ser uma semente significa estar seguro, ao passo que ser flor é algo muito frágil. As sementes está seguras, ao passo que as flores estão expostas ao meio envolvente, qualquer vento forte, e ela pode ficar destruída. Qualquer coisa pode acontecer à flor, porque se mostra, se revela, vive; e a semente?! Essa fica ali fechada, na reserva, mas segura de todo o mal no mundo.
Nunca sabemos como é a outra pessoa, por tal ficamos com o pé atrás, não mostramos toda a nossa nudez, a nossa fealdade, o nosso vazio. Mas acabamos não vivendo em pleno, mas isso são escolhas. Por tal muitas pessoas continuam a ser sementes, e não flores. Decidem não crescer, continuando a ser possibilidades.
“O relacionamento só é possível entre duas pessoas realizadas.” Enquanto formos sementes isso não é possível, ou seja não é possível relacionarmo-nos. “O relacionamento é uma das melhores coisas da vida; significa amor, significa partilhar. Mas antes de poder partilhar é preciso ter.”
A desconfiança por vezes é um impeditivo para avançar, de mostrarmos tudo o que somos. Por vezes esperamos que sejam os outros a tomar essa iniciativa, de confiar em nós. Temos medo que usem as nossas fraquezas, e fiquemos sem nada, fracos, vulneráveis, por tal ficamos em forma de semente, protegidos.
Ninguém possui ninguém. Possuir não é relacionar-se. De facto o relacionamento nada tem haver com relação. Relação é algo que chegou ao fim, uma coisa parada, o relacionamento é algo em construção. Para nos relacionarmos primeiro temos de ser, e depois o resto aparece. Quando falo em relacionamento não é só nos tradicionais entre homem e mulher, mas sim em relacionamentos na sua amplitude.
“O amor é muito raro. Para conhecer o âmago de uma pessoa é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso permitir que essa pessoa também alcance o nosso âmago.”
Relativamente à segurança, muitos buscam isso num relacionamento, mas isso não é possível. Um relacionamento é algo inseguro, uma vez que as pessoas nunca são totalmente previsíveis, sendo que são vivas. Viver significa ser espontâneo, natural, e por tal imprevisível. Se vermos bem, a morte é segurança, ao passo que a vida é insegurança. Por tal quando vivemos corremos riscos.
Uma flor é feliz, transpira alegria, amor, e por tal consegue-se relacionar. Antes de nos relacionarmos com os outros, temos de nos relacionar connosco primeiro. Primeiro temos de ser, e o resto aparece por acréscimo.
“Dois amantes suportam algo invisível e algo imensamente valiosa: uma certa poesia do ser, uma certa música ouvida nos recantos mais profundos da sua existência. Ambos o suportam, suportam a mesma harmonia, mas continuam a ser independentes. Podem expor-se ao outro, porque não há medo. Eles sabem que são. Eles conhecem a sua beleza interior, conhecem o seu perfume interior; não há medo.”







És uma flor? Ou ainda uma semente?
ResponderEliminarQuem escreve assim tem de ter pétalas coloridas! Já deve ter ultrapassado a solidão escura do frio solo e ter germinado, já deve ter rompido a terra e ter visto a luz, já deve ter aguentado ventos e chuvas e ter-se erguido no meio de outras plantas que tudo fizeram para lhe tirar o lugar, deve ter-se enchido de folhas que a alimentaram e permitiram irradiar beleza nesta... saga! IN BLOOM! :)