
PERTO DA IGREJA
Tocam os sinos. Os miúdos correm apressados pela rua. Alguém ao longe grita desalmadamente ao longo da escadaria – onde estás tu desavergonhada?. Uma voz de homem, que por ventura perdeu os sentidos, e ficou à nora. Sentada num canto estava uma rapariga adolescente agachada. Parecia estar a chorar. Supôs que talvez fosse esta a rapariga por quem o outro chamava. Pensei em ir ao encontro dela, tentar ampará-la, mas tinha um encontro marcado, por isso continuei o meu percurso, embora levasse comigo uma ligeira dor por não a poder ajudar.
Começa a fazer vento, de tal maneira que o meu vestido quase se levanta. Eu na tentativa de o segurar, ao mesmo tempo que caminhava apressada, tropecei na calçada. Feri o joelho, mas continuei persistente, pois tinha o autocarro para apanhar. Cheguei lá, olho para o relógio, e reparei que ainda faltavam 5 minutos. Sentei-me e não conseguia esquecer aquela rapariga, e tentar perceber a razão pela qual ela estava a chorar.
Respirei fundo, e pensei - que se lixe! Peguei no telemóvel, e expliquei que não seria possível comparecer, pela razão xpto. Lá inventei algo. Odeio mentir, mas às vezes tem de ser, mas não me darem na cabeça. Vou ao encontro dela, e de novo oiço aquela voz alterada. Ele estava ao pé dela, acho que só não lhe batia ali, porque havia mais pessoas.
Parei, e engoli o medo. Fui em direcção a eles, e fiz-me de parva, e fingi que já a conhecia – Olá! À tanto tempo que não te vejo, por onde é que tens andado? Tudo bem? Então pareces triste, o que se passa?. Ele olhou para mim, com cara de poucos amigos, e foi-se embora. Pensei – que sorte a nossa!. Peguei na mão dela, e disse-lhe que só a queria ajudar. Ela agradeceu, e explicou-me que o tal sujeito era seu pai. E que a razão de tanta fúria, era que ela estava grávida, e o namorado ao saber do acontecimento a abandonou. Fiquei sem saber o que dizer, mas agora reparo com alguma atenção, e vejo que já se notava a barriga.
Eu tentei consolá-la, e disse-lhe que agora apesar de tudo, tinha era de ficar feliz, porque tinha ali dentro dela uma vida, que com certeza iria ser uma criança maravilhosa. Não foi fácil convencê-la disso, mas depois de umas graçolas, lá consegui que ela sorrisse. Pensava para mim, que na verdade não a conseguia ajudar muito, mas talvez aquele tempo que passei com ela, já tivesse sido bom. Pelo menos eu sentia-me melhor.
E foi assim que fiz mais uma amizade, uma grande amiga.
Começa a fazer vento, de tal maneira que o meu vestido quase se levanta. Eu na tentativa de o segurar, ao mesmo tempo que caminhava apressada, tropecei na calçada. Feri o joelho, mas continuei persistente, pois tinha o autocarro para apanhar. Cheguei lá, olho para o relógio, e reparei que ainda faltavam 5 minutos. Sentei-me e não conseguia esquecer aquela rapariga, e tentar perceber a razão pela qual ela estava a chorar.
Respirei fundo, e pensei - que se lixe! Peguei no telemóvel, e expliquei que não seria possível comparecer, pela razão xpto. Lá inventei algo. Odeio mentir, mas às vezes tem de ser, mas não me darem na cabeça. Vou ao encontro dela, e de novo oiço aquela voz alterada. Ele estava ao pé dela, acho que só não lhe batia ali, porque havia mais pessoas.
Parei, e engoli o medo. Fui em direcção a eles, e fiz-me de parva, e fingi que já a conhecia – Olá! À tanto tempo que não te vejo, por onde é que tens andado? Tudo bem? Então pareces triste, o que se passa?. Ele olhou para mim, com cara de poucos amigos, e foi-se embora. Pensei – que sorte a nossa!. Peguei na mão dela, e disse-lhe que só a queria ajudar. Ela agradeceu, e explicou-me que o tal sujeito era seu pai. E que a razão de tanta fúria, era que ela estava grávida, e o namorado ao saber do acontecimento a abandonou. Fiquei sem saber o que dizer, mas agora reparo com alguma atenção, e vejo que já se notava a barriga.
Eu tentei consolá-la, e disse-lhe que agora apesar de tudo, tinha era de ficar feliz, porque tinha ali dentro dela uma vida, que com certeza iria ser uma criança maravilhosa. Não foi fácil convencê-la disso, mas depois de umas graçolas, lá consegui que ela sorrisse. Pensava para mim, que na verdade não a conseguia ajudar muito, mas talvez aquele tempo que passei com ela, já tivesse sido bom. Pelo menos eu sentia-me melhor.
E foi assim que fiz mais uma amizade, uma grande amiga.







adorei o teu cantinho :)
ResponderEliminarbjinho*