
MULHER À JANELA (4)
Nesta janela, onde o meu olhar se cruza em pensamentos estranhos da minha mente. Na janela do meu quarto, onde tudo é menos cor de rosa, onde me perco na imensidão da minha imaginação, perco o meu tempo a olhar através dela. Decido, para não ficar sem fazer nenhum, ir estender a roupa. Começo a pensar no último namorado, que tive já há algum tempo, um namoro que juro nunca compreendi porque terminou. Para mim, ele era maluco, ou medricas. Os homens são tão complicados, e depois dizem que somos nós que somos. Realmente!
- Upssss…. (digo eu)
No meio dos meus pensamentos deixei cair um vestido amarelo para baixo. Saio porta fora, desço do 8º andar, e vou ter com o tal vestido que uma amiga que ofereceu pelos anos. Nisto…quando regressava a casa, já com o vestido nas mãos, quem vejo eu….Quase que fico de boca aberta com o que vejo. Deparo-me com o tal homem a quem dei a chapada, o António. Ele todo sorridente para mim, e eu meio aparvalhada a olhar para ele. Cumprimenta-me, e pergunta se já estou bem. Eu respondo que está tudo bem. Nisto ele diz:
- Vejo que hoje estamos destinados a nos encontrar.
- Pois…
- Sabe que eu já a conhecia?!
- Como? De onde?
- Eu nem devia dizer isto, mas todos os dias a vejo à janela. De certo vai pensar que sou um doido varrido, um tarado. Mas olhe! Pense o que quiser.
Eu fico a pensar - Oh meu Deus! Este mundo ou é pequeno, ou eu estou metida em alhada. Ele continua a falar;
- Mas sabe! Você por vezes até parece que está lá para mim. Por vezes o seu ar distraído me faz rir. Não leve a mal por eu lhe dizer isto. Mas olhe estou a ser sincero. Mas se quiser deixo de o fazer. Ou pelo menos tentar. Não posso prometer que vou conseguir resistir de olhar para si.
- Pois…
- Mas você só sabe dizer pois. Parece nervosa.
- Ah! Não…que ideia.
- Não me tente enganar. Eu sei que você apesar de ser bruta, impulsiva, e tudo mais, é uma rica pessoa. Eu acho que você é diferente.
- Pois…não seremos todos diferentes!
- Tem razão. Mas você tem algo de especial.
- Se está a tentar-me engatar não vai ter sorte. Aviso já.
- Você deve ter a paranóia que os homens andam atrás de si, não!.
- Você é que tem a paranóia que anda a vigiar-me.
- Não exagere.
Eu meio confusa nos meus pensamentos, não sabia o que pensar, se ele estava no gozo comigo, se estava a ser sincero, ou se era mesmo um tarado. Não tinha cara disso, parecia muito são, de facto apesar de tanta conversa, e tanta espontaneidade, parecia ser um pouco tímido. Mas sem certezas, decidi inventar uma desculpa esfarrapada, afim de me livrar dele.
- Sabe…tenho de ir para casa…é…que tenho …uma panela ao fogão. Sabe como é! (com um riso parvo na cara)
Virei costas e vou para casa. Entro com os pensamentos muito nublados, decido deitar-me no sofá, e tentar dormir, a ver se esquecia este dia, que parecia não terminar.
(Nota: não! ainda não terminou esta história)
- Upssss…. (digo eu)
No meio dos meus pensamentos deixei cair um vestido amarelo para baixo. Saio porta fora, desço do 8º andar, e vou ter com o tal vestido que uma amiga que ofereceu pelos anos. Nisto…quando regressava a casa, já com o vestido nas mãos, quem vejo eu….Quase que fico de boca aberta com o que vejo. Deparo-me com o tal homem a quem dei a chapada, o António. Ele todo sorridente para mim, e eu meio aparvalhada a olhar para ele. Cumprimenta-me, e pergunta se já estou bem. Eu respondo que está tudo bem. Nisto ele diz:
- Vejo que hoje estamos destinados a nos encontrar.
- Pois…
- Sabe que eu já a conhecia?!
- Como? De onde?
- Eu nem devia dizer isto, mas todos os dias a vejo à janela. De certo vai pensar que sou um doido varrido, um tarado. Mas olhe! Pense o que quiser.
Eu fico a pensar - Oh meu Deus! Este mundo ou é pequeno, ou eu estou metida em alhada. Ele continua a falar;
- Mas sabe! Você por vezes até parece que está lá para mim. Por vezes o seu ar distraído me faz rir. Não leve a mal por eu lhe dizer isto. Mas olhe estou a ser sincero. Mas se quiser deixo de o fazer. Ou pelo menos tentar. Não posso prometer que vou conseguir resistir de olhar para si.
- Pois…
- Mas você só sabe dizer pois. Parece nervosa.
- Ah! Não…que ideia.
- Não me tente enganar. Eu sei que você apesar de ser bruta, impulsiva, e tudo mais, é uma rica pessoa. Eu acho que você é diferente.
- Pois…não seremos todos diferentes!
- Tem razão. Mas você tem algo de especial.
- Se está a tentar-me engatar não vai ter sorte. Aviso já.
- Você deve ter a paranóia que os homens andam atrás de si, não!.
- Você é que tem a paranóia que anda a vigiar-me.
- Não exagere.
Eu meio confusa nos meus pensamentos, não sabia o que pensar, se ele estava no gozo comigo, se estava a ser sincero, ou se era mesmo um tarado. Não tinha cara disso, parecia muito são, de facto apesar de tanta conversa, e tanta espontaneidade, parecia ser um pouco tímido. Mas sem certezas, decidi inventar uma desculpa esfarrapada, afim de me livrar dele.
- Sabe…tenho de ir para casa…é…que tenho …uma panela ao fogão. Sabe como é! (com um riso parvo na cara)
Virei costas e vou para casa. Entro com os pensamentos muito nublados, decido deitar-me no sofá, e tentar dormir, a ver se esquecia este dia, que parecia não terminar.
(Nota: não! ainda não terminou esta história)







Retribuindo sua visita, comecei a ler seu blog e me senti como lendo um livro, muito bem escrito. Adorei as figuras e o cabeçário, tudo muito bem elaborado e combinado entre si. Se você não é escritora digo que tem todas as chances de se tornar uma de sucesso! Muito bem escrito seus posts, parabéns, e estarei sempre por aqui! :))
ResponderEliminarFico feliz por gostares do meu blog. :) Ainda é um principio, ou melhor um renascer de outro blog que bloquei que era o secreta floresta, onde tu uma vez comentaste, e por aí conheci o teu blog.
ResponderEliminarNão sei se me tornarei numa escritora, mas até gostava de um dia escrever um livro, quiça. :)
Mas tu eu acredito que sim. :)
Beijinhos