
O FEITIÇO DE JADA (2)
O sol nasceu, e ao longe ouvia-se um galo a cantar, já todos estavam acordados. Jada a mais rebelde, foi dar um passeio pela praia. Adorava o mar, por vezes parecia que sentia o chamamento dele. Vestia uma saia azul marinho, uma camisola rosa, com lenços amarelos pendurados. Estava descalça com as sandálias nas mãos, adorava sentir a areia nos pés. “Onde estás tu pai? Estarás a navegar em busca do desconhecido, ou a abandonar alguém conhecido?” – dizia Jada no seu pensamento. Nunca conheceu o seu pai, ela foi fruto de uma aventura, entre um pescador e sua mãe. Era verão e, fazia tanto calor, que ela decidiu dar um mergulho. Adorava desafiar as regras, mas apesar disso era fiel às suas origens. Quando saiu da água, deparou-se com um rapaz, pouco mais velho que ela. Ela ficou hipnotizada a olhar para ele, apenas sorria. “Tens um olhar tão lindo, tão sedutor, que me enfeitiça...” – pensou ela. Ele também ficou parado a olhar para ela; não era todos os dias que se via uma mulher de combinação, toda molhada. Os seus longos cabelos castanhos escuros, e o seu esbelto corpo moreno atraíram a atenção dele. Passados minutos, o rapaz, virou costas e foi-se embora, mas ela nunca mais esqueceu aquele olhar, e o sorriso que ele tentou esconder. A partir daí começou a crescer um sentimento tórrido em volta desse olhar sedutor.
Dia 16 de Setembro de 1872, era dia de festa, até as cigarras pareciam celebrar, e cantar a música favorita de Jada. Esta celebrava o seu aniversário, 22 anos. Houve uma grande festa, com muita comida, e música. Jada bebeu e dançou freneticamente, como se não houvesse um amanhã. O seu corpo mexia-se ao ritmo dos tambores, numa perpétua demonstração de alegria. Continuava a pensar naquele olhar sedutor, de quando voltaria a vê-lo. Mas ela que era dotada de características fora do comum, sabia do fundo de si, que o iria ver em breve.
Dia 16 de Setembro de 1872, era dia de festa, até as cigarras pareciam celebrar, e cantar a música favorita de Jada. Esta celebrava o seu aniversário, 22 anos. Houve uma grande festa, com muita comida, e música. Jada bebeu e dançou freneticamente, como se não houvesse um amanhã. O seu corpo mexia-se ao ritmo dos tambores, numa perpétua demonstração de alegria. Continuava a pensar naquele olhar sedutor, de quando voltaria a vê-lo. Mas ela que era dotada de características fora do comum, sabia do fundo de si, que o iria ver em breve.
No dia seguinte Jada encontrou-se com o rapaz da praia, e perguntou como se chamava ele. Com as mãos nos bolsos, respondeu que o seu nome era Jorge. Ela espontânea como sempre, disse: “Escusas de estar tão nervoso, não te vou fazer mal.”. Ele sorriu, um sorriso tão maravilhoso, que Jada não se controlou e deu-lhe um beijo. O coração de Jorge começou a bater mais forte, e ele também não conseguia esconder que se sentia atraído por ela. Mas a verdade é que Jorge já era comprometido, e Jada não sabia. Mas também era verdade que Jorge não sabia que Jada tinha poderes especiais. Depois do beijo, Jorge disse que tinha que ir embora, e perguntou quando se podiam encontrar outra vez. Jada achou estranho, mas marcaram novo encontro.
Continua....







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