MULHER À JANELA (6)
Fico ali especada a olhar para os quadros, e admito que ele tem muito jeito. Parece que me vejo como sou mesmo, distraída e com cabeça na lua. Mas continuo a achar muito estranho tudo isto, quase que parece que estou num sonho. De facto até me chego a me beliscar para ter a certeza que de um sonho não se tratava, mas não! era mesmo realidade. A minha colega fartava-se de rir, nem sei porquê, mas penso que deva ter sido pela minha cara de parva. Não sabia o que fazer, mas senti-me tão dispersa e confusa que só me apetecia desaparecer ou então ir para a minha casinha, sítio onde me sinto segura.
A minha colega pergunta-me:
- Então tu não sabias?
Eu respondo que não, e nem sei o que dizer. Decido nem dizer que entretanto tinha conhecido António, pois não via nexo em estar com tanta explicação.
Fomos para o trabalho, e lá fiquei submersa nos problemas por assim dizer laborais e por momentos, esqueci tudo o resto.
No fim do dia consegui entregar a mala à tal senhora, que me agradeceu imenso. Afinal sempre tinha sido roubada.
Indo para casa, decidi antes disso, fazer um desvio, indo para o jardim das conchas, para um cantinho onde costumo repensar na vida sossegada, com a natureza. Por momentos, até me esqueço que estou na cidade.
Penso que coincidências estranhas aconteceram, será o destino?! Humm penso que não. Foi mesmo estranho dar uma chapada na cara de alguém que me pintou. Até isso é super estranho, mas enfim…coisas estranhas existem em todos os sítios. Engraçado como nunca dei pela existência dele ali, mas também porque havia eu de dar! Mas porque ele não me disse nada?! E que coincidência em encontrar aquelas pinturas, mas também vendo bem eu não era a única modelo de pintura, por assim dizer. Não devia fazer mais nada que era pôr-se à janela a espreitar os outros à janela, ou melhor elas à janela. Mas achei piada ao tema da pintura, “Mulher à janela”. às tantas sou eu que sou paranóica que ando aqui com os meus macaquinhos, ele também não me fez nada de mal, né!. Não me posso preocupar tanto. Mas sei lá! sinto-me exposta por um lado, mas também quem é que me vai conhecer na pintura.
Vou para casa, e retorno à vida normal.
A minha colega pergunta-me:
- Então tu não sabias?
Eu respondo que não, e nem sei o que dizer. Decido nem dizer que entretanto tinha conhecido António, pois não via nexo em estar com tanta explicação.
Fomos para o trabalho, e lá fiquei submersa nos problemas por assim dizer laborais e por momentos, esqueci tudo o resto.
No fim do dia consegui entregar a mala à tal senhora, que me agradeceu imenso. Afinal sempre tinha sido roubada.
Indo para casa, decidi antes disso, fazer um desvio, indo para o jardim das conchas, para um cantinho onde costumo repensar na vida sossegada, com a natureza. Por momentos, até me esqueço que estou na cidade.
Penso que coincidências estranhas aconteceram, será o destino?! Humm penso que não. Foi mesmo estranho dar uma chapada na cara de alguém que me pintou. Até isso é super estranho, mas enfim…coisas estranhas existem em todos os sítios. Engraçado como nunca dei pela existência dele ali, mas também porque havia eu de dar! Mas porque ele não me disse nada?! E que coincidência em encontrar aquelas pinturas, mas também vendo bem eu não era a única modelo de pintura, por assim dizer. Não devia fazer mais nada que era pôr-se à janela a espreitar os outros à janela, ou melhor elas à janela. Mas achei piada ao tema da pintura, “Mulher à janela”. às tantas sou eu que sou paranóica que ando aqui com os meus macaquinhos, ele também não me fez nada de mal, né!. Não me posso preocupar tanto. Mas sei lá! sinto-me exposta por um lado, mas também quem é que me vai conhecer na pintura.
Vou para casa, e retorno à vida normal.
Sem dar muito por isso semanas passam.
Nota: continua…
Nota: continua…







Sem comentários:
Enviar um comentário