Espinhos cravados em meu coração,
O meu rosto sem cor
Pálido e sem expressão.
Feriste minha alma,
Torturaste meu frágil corpo,
Minha inocência levaste na palma
Da tua mão num surto.
Ainda hoje choro,
Ainda hoje sinto a dor no meu corpo,
De noite ou de dia tenho pesadelos,
De algo que me fizeste no escuro.
Será que um dia posso amar?!
Será que um dia posso ser amada?!
A ti sei que nunca te posso perdoar,
Mas a mim ainda me resta uma esperança.
Espero um dia ser livre,
Poder voltar a ser criança,
Poder voltar a acreditar,
Poder voltar enfim a sonhar.
Este poema é dedicado, e foi feito a pensar em quem teve a infelicidade de ser mal tratada/o ou mesmo sendo alvo de abuso sexuais, em criança. Na poesia, ou mesmo na escrita em geral, podemos ter essa facilidade de nos colocar ou tentarmo-nos colocar na pele dos outros.








Belíssimo poema e muito bem dedicado. De uma certa forma, é mostrares solidariedade para com quem sofreu esses abusos/maus tratos.
ResponderEliminarExcelente blog.
Obrigada Hugo.
ResponderEliminarÉs sempre bem vindo aqui. E fico contente por gostares. =) Também tenho visto o teu blog.
Fica bem!