
CARTAS AMARGURADAS
Nem sei porque te escrevo, talvez seja mesmo doida, ou talvez por não conseguir esquecer o que se passou entre nós. Sinto-me culpada, culpada por não ter juízo. Parece que atraio uma onda de incerteza para a minha vida, o que a torna mais complicada e confusa. Sei que também estás confuso, e que para ti foi apenas mais uma razão para teres mais problemas, como se já não bastasse os que já tinhas. Gostava de pedir perdão, mas de nada serve, pois os erros já foram cometidos. Porque as palavras têm que ser tão confusas e baralhar o sistema tudo, porquê que certas coisas não podem ser apenas vistas como um sonho somente?! Não queria que levasses a mal, queria só passar uma borracha.
Sabes o que se passa, é esta minha mania de sonhar, sonhar acordada, e depois isso se realizar, quando no inicio foram simples brincadeiras com o meu imaginário, simples fantasias que não eram para terem saído da mente. Mas não! Eu que nem sei porque buraco me ponho, deixo-me arrastar pela corrente do prazer. Porquê?! Ficaste magoado comigo, até ofendido, por mais tarde fingir que nada tinha acontecido. Até me perguntaste se eu pensava que eras burro, ou até quando é que ias ficar cego e não saber o que se tinha passado. Mas não foi por mal, mas a verdade é que não tenho maturidade suficiente para certas coisas da vida. Se calhar sou uma mulher por fora, com vontades, que depois tenho outro alguém que condena isso tudo. Condeno-me a mim mesma, e por tal arrependo-me de muita coisa, como se tivesse sido usada. Se calhar pensas que eu te usei, mas não. A intenção não seria essa, mas talvez sem pensar tentar-te conquistar, ou então cometer o mesmo erro de sempre.
Ficas logo chateado quando alguém tenta dar-te conselhos, que devias de ter mais auto-estima, que pelo contrário tu pensas muito como os outros te avaliam. Mesmo tu, mo dissestes que dizes certas coisas só com o objectivo de te avaliarem. Mas que sentido faz isso?! Cá para mim usas uma carapaça, e escondeste lá dentro, caso contrário não terias dias maus, caso contrário não usarias certas substâncias para fazer esquecer por momentos os problemas, nem nunca terias pensado em terminar com a tua vida.
Recusas-te a mudar, porque dizes que têm que gostar de ti como és, contudo estás só. E apelas que certas mulheres com quem já tiveste, e mesmo aquelas que já te traíram, quiseram voltar para ti. Mas que sentido faz isso? Se gostas delas volta tu para elas. Ou justificaste com os outros, com as atitudes dos outros para contigo! Para depois pensares para ti mesmo, que pelos menos em certas coisas eras bom, e que só eu foi a parva que disse que não queria mais. Que eu é que estou errada, que devia estar contente e satisfeita com tudo, como se me tivesses feito um favor, é isso?!
Ficaste super magoado comigo, porque conversa menos conversa, entendeste que tu para mim não valias nada, quando isso é mentira, quando para mim tu vales mais, pois é a tua amizade que quero somente.
O teu mal como o meu é pensar demais, é tentar perceber o que não é para perceber. Queres que seja sempre sincera, mas não vês que isso também não é possível, quando tu mesmo também não o és comigo. Achas que a razão pela qual me sinto culpada, que quero esquecer, é mal teu, ou então mal meu mesmo. Também não te compreendo, só sei que não temos futuro, e que para mim basta a tua amizade, quando nem sei o que tu queres.
Culpas-me pois dizes que já há muito tempo mostro que te quero, mas não queria assim. Não tenho culpa do meu pensamento desvairar de repente em sonhos que nem entendo, quando o quero no fundo é segurança.
Sabes o que se passa, é esta minha mania de sonhar, sonhar acordada, e depois isso se realizar, quando no inicio foram simples brincadeiras com o meu imaginário, simples fantasias que não eram para terem saído da mente. Mas não! Eu que nem sei porque buraco me ponho, deixo-me arrastar pela corrente do prazer. Porquê?! Ficaste magoado comigo, até ofendido, por mais tarde fingir que nada tinha acontecido. Até me perguntaste se eu pensava que eras burro, ou até quando é que ias ficar cego e não saber o que se tinha passado. Mas não foi por mal, mas a verdade é que não tenho maturidade suficiente para certas coisas da vida. Se calhar sou uma mulher por fora, com vontades, que depois tenho outro alguém que condena isso tudo. Condeno-me a mim mesma, e por tal arrependo-me de muita coisa, como se tivesse sido usada. Se calhar pensas que eu te usei, mas não. A intenção não seria essa, mas talvez sem pensar tentar-te conquistar, ou então cometer o mesmo erro de sempre.
Ficas logo chateado quando alguém tenta dar-te conselhos, que devias de ter mais auto-estima, que pelo contrário tu pensas muito como os outros te avaliam. Mesmo tu, mo dissestes que dizes certas coisas só com o objectivo de te avaliarem. Mas que sentido faz isso?! Cá para mim usas uma carapaça, e escondeste lá dentro, caso contrário não terias dias maus, caso contrário não usarias certas substâncias para fazer esquecer por momentos os problemas, nem nunca terias pensado em terminar com a tua vida.
Recusas-te a mudar, porque dizes que têm que gostar de ti como és, contudo estás só. E apelas que certas mulheres com quem já tiveste, e mesmo aquelas que já te traíram, quiseram voltar para ti. Mas que sentido faz isso? Se gostas delas volta tu para elas. Ou justificaste com os outros, com as atitudes dos outros para contigo! Para depois pensares para ti mesmo, que pelos menos em certas coisas eras bom, e que só eu foi a parva que disse que não queria mais. Que eu é que estou errada, que devia estar contente e satisfeita com tudo, como se me tivesses feito um favor, é isso?!
Ficaste super magoado comigo, porque conversa menos conversa, entendeste que tu para mim não valias nada, quando isso é mentira, quando para mim tu vales mais, pois é a tua amizade que quero somente.
O teu mal como o meu é pensar demais, é tentar perceber o que não é para perceber. Queres que seja sempre sincera, mas não vês que isso também não é possível, quando tu mesmo também não o és comigo. Achas que a razão pela qual me sinto culpada, que quero esquecer, é mal teu, ou então mal meu mesmo. Também não te compreendo, só sei que não temos futuro, e que para mim basta a tua amizade, quando nem sei o que tu queres.
Culpas-me pois dizes que já há muito tempo mostro que te quero, mas não queria assim. Não tenho culpa do meu pensamento desvairar de repente em sonhos que nem entendo, quando o quero no fundo é segurança.







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