Será o meu enlouquecer a surgir?
Eu já nada sei, apenas vou vestindo
Os fatos de sentimento ocultos sem sair
Sem poder sorrir pelas ruas vistosas.
Não consigo entender o que pressinto,
Tento, mas é em vão, são plenas palavras
Gastas e com desgosto que tenho dito.
Tenho afirmado que nada sou sem amor,
Que tolice! Amor, nem sei se o sinto,
E vou esperando sem nada ter feito,
Sento-me a olhar o passado,
Nem penso no futuro; para quê?
Se nem sei o que sinto no corpo,
Se arde de saudade, de solidão
Ou apenas de tão vazio o coração.
Peço, suplico que me digam algo,
Uma expressão amigável sem rancor
Para que eu possa ao mesmo sorrir
E assim poderia ser que fosse maior
O lugar de haver ar para poder vir
A abrir o coração e entrasse amor.
Larga imaginação que tenho!
Breve fantasia do desconhecido.
tanta palestra sem nada dizer
O que sinto em meu corpo.
Doí-me a mente de tanta aflição
Se razão de algum valor.
Mas não hei-de de desistir, hei-de saber
O que pressinto e aí finalmente poderei ver
E entender melhor o que sou sem fatos
Planeados dum viver escondido
Entre as sombras da dor.
[Escrito em 1997]







Exactamente. E para comprovarmos as palavras, são os momentos (:
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