terça-feira, 8 de junho de 2010

"Filosofia Sexual"

O acto sexual não é apenas um acto físico, mas algo muito espiritual, é de certa forma a personificação do amor. É quando duas energias se unificam. É assim a ligação entre a terra e o universo. De maneira que o acto sexual não limita apenas ao desejo, mas ao amor incondicional, à devoção e respeito ao outro. Segundo a visão tântrica, “cada ser humano representa o universo em miniatura, tendo em conta que o todo está incluído na parte e que a parte reflecte o todo.” (Arcand, 2001:180). Assim o homem e a mulher são vistos como seres divinos, e no acto amoroso todas as imperfeições desaparecem. “Cada um é então realmente amado por aquilo que é, a necessidade egoísta do outro desagrega-se. Os parceiros tornam-se verdadeiramente livres e esta liberdade permite-lhes gozar um do outro mais intensa e espontaneamente, no amor, no respeito e no dom de si próprio.” (Arcand, 2001:184).
No que diz respeito às energias, o Tao visa unir a energia feminina e masculina. O Tao é constituído por dois princípios, ying e yang. A energia ying é representada pela mulher, com as suas secreções sexuais e fluidos. A energia yang representa o masculino. Ao passo que a mulher é um depósito inesgotável de energia ying, no homem essa energia diminui, contudo é compensada pela energia feminina.“O homem deve excitar a mulher até conseguir que a humidade da zona erógena dos dois chegue à sua abundância máxima. Ao conseguirem ambos esta sensação de ying, chega o momento do yang intervir com a penetração do homem na mulher, até chegar ao prazer máximo do casal. Concluído o acto sexual em estado de êxtase, o casal deve esperar alguns minutos e permitir que o corpo relaxe por completo. Quando se chega a esse ponto de descanso, os amantes devem visualizar, dando-se as mãos um ao outro e beijando-se ao mesmo tempo, a imagem da terra e do céu integrados entre eles.” (Iam, 2004:23)“O sexo não é considerado uma sensação, mas sim um sentimento; a atracção não é um apetite, mas sim um “contacto de olhares”; o amor não é uma reacção, mas sim uma criação cuidadosamente fomentada, um prolongado êxtase mental e corporal cujos fogos se mantêm vivos por meio do estímulo prolongado dos órgãos sexuais, e não pelo simples alívio recíproco.” (Iam, 2004:29)

Bibliografia:
- Iam, Mabel (2004), O Amante Perfeito, Publicações Europa-América, 1ª edição, Mem Martins
- Arcand, Manon (2001), O Poder da Meditação, Publicações Europa-América, 1ª edição, Mem Martins


1 comentário:

  1. Do que li, gostei desta filosofia! Vou tentar ler um livro sobre isso e quem sabe um dia pôr em pratica esta filosofia tão diferente da rotina quotidiana!

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