Sempre pensei para mim mesma que a rotina é algo que nos tira o brilho, e nos torna simples máquinas. E continuo a pensar. Contudo não estou a dizer que não vivo a tal rotina, era bom que assim não o fosse. De certa forma certas rotinas são necessárias, mas nada mais lindo e magnífico do que quebrar a rotina fazendo algo diferente.
Existem pessoas que controlam a vida toda, passo a passo, e não há fuga para coisas diferentes. Se alguém apresenta uma boa ideia para fazer, não pode ser, porque tinha decidido passar a roupa a ferro naquela hora. Enfim...estou a dar um exemplo, mas sei de pessoas que levam a vida de forma tão controlada que deixam de viver mesmo. "Não basta viver, é preciso saber viver", já diz a minha avó materna.
"A vida é desconhecida, imprevisível, e a sua mente é muito
estreita: ela quer viver no conhecido, no previsível. A mente está sempre com
medo do desconhecido. Há uma razão: é porque a mente consiste no conhecido.
Tudo o que você conheceu, experimentou, aprendeu, a mente consiste nisso." (Osho)
A pessoa vive de forma tão rotineira, que nem perde tempo para se conhecer a si mesmo de verdade. E então vive na rotina, amiga do Ego. Por isso há pessoas que para as quais o emprego enfadonho que por vezes se queixam é tão importante lutar, e por uma relação já não. Prioridades, enfim...cada um lá acha o que acha. Eu continuo a achar que o amor é mais importante que uma carreira profissional. Vamos todos morrer, mais vale viver o amor antes de morrer. Mas tem pessoas que não o chegam a viver. Pode fazer muito sexo, mas amor amor, não.
Nada mais lindo do que acordar e fazer algo que nem nós prevíamos.
Nada mais lindo do que viajar.
E que tal experimentar receitas novas, estar com amigos ou pessoas diferentes? E que tal ir ao encontro de alguém que achamos que não nos quer, e pode nem querer, mas ao menos tivemos coragem de enfrentar?
E que tal parar de fazer coisas para agradar os outros? Hum ...tanta coisa podia escrever aqui.








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