Por vezes andamos aqui a desempenhar papéis, funções, que depois nos apegamos e não conseguimos nos livrar de tal. Ontem vi na televisão, sobre mães super protectoras, em como uma mãe se apagou e tal forma ao papel de mãe, que nem deixava o filho crescer, ter responsabilidades, por medo. Ela até assumiu que ficava triste por ver que o filho conseguia fazer coisas sem ela. Ela tinha medo de o deixar ser independente, pois depois não ia precisar dela, e posteriormente a vida dela deixava de ter sentido. Acreditava que para ser boa mãe tinha que o proteger, mas depois caia no exagero, caia num papel de mãe e não em ser uma mãe somente.
Tanto no seio da família, como numa empresa, ou outra instituição, desempenhamos papéis tão afincadamente que nos esquecemos que somos humanos, que por detrás de uma função está uma pessoa com sentimentos. Aprendemos a mecanizar tudo, inconscientemente a tornar pessoas em máquinas. Temos à nossa volta indústrias que nos exploram, com o objectivo de lucrar e não de nos proporcionar bem estar, apenas um prazer instantâneo, uma ilusão da alegria, da felicidade. Mesmo na saúde são indústrias em visam lucrar com o nosso suposto bem estar, e muita gente preocupa-se mais com o dinheiro do que em nos fazer bem. Mas contudo para certas pessoas parece ser algo tão natural isso. Valores são sobrepostos por algo como dinheiro.
Onde fica a amizade mesmo? Onde vagueia a energia do amor? Muitas pessoas acham que sabem o que é o amor, outros esperam que o amor entre na vida deles como um raio de magia. Nós muitas vezes nem sabemos lidar, nos relacionar com os outros, apenas lidamos com a imagem que temos dessa pessoa.
Por vezes não nos preocupamos com os outros, apenas continuamos a desempenhar um papel de tal, ou o papel de mãe protectora, ou de amigo com bom coração que só quer ajudar, etc etc. Não queremos deixar papel, pois isso significa deixar o ego, deixarmos de ter valor, significado. Exigir coisas dos filhos, querer que eles faça isto ou aquilo, criticar certas atitudes, achar que eles nem sabem escolher uma namorada quando são adultos, é algo que vem da faceta do papel de mãe, E por vezes os filhos acreditam mesmo que os pais só os querem proteger, mas não, estão apenas a desempenhar os tais papéis, para se sentirem úteis, com valor. Parece que sem isso a vida deixa de ter sentido. Os filhos por outro lado também desempenham o papel de filhos, e desejam a aprovação dos pais, e caso não consigam sentem-se mal com eles mesmos.







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