Nem parece que fiz uma viagem de tantos kilometros. Estou aqui sentada na rua, num banco de uma esplanada em que o nome é Paulaner. Podia ser outro, mas calhou ser este. A cerveja que bebo, da mesma marca, assemelha-se a uma portuguesa a meu ver. Claro está que, não sou boa entendedora de bebidas. Contudo em vez dos tradicioniais 33 cl, é 50 cl. Mas nunca podia sair daqui sem beber cerveja, sendo este a meu ver o exlibris da Alemanha. Já andei bastante e, também durante algum tempo andei perdida, como de costume. Tenho de instalar no telemóvel uma bussula ou então comprar uma mesmo, porque de vez em quando não sei distinguir o norte do sul. Apesar da 2ª guerra mundial ter desvastado grande parte da cidade, está tudo lindo, pois muita coisa foi reconstruída com base no que era antes. O povo deve ter sofrido imenso e deve ter sido uma luta terrível, e ainda nós falamos do Salazar. É que não acredito que todos os alemões tenham sido favor do Hitler, apenas tiveram de se sujeitar. Enfim...cada um pensará como pensa.
Hoje choveu e apesar disso está calor. A chuva foi imensa de uma só vez, de uma só vez levou tudo e deixou um lindo pôr do sol. Nada é eterno, e por tal tão precioso tudo o é. Há cerca de uma hora atrás, junto ao rio, enquanto caminhava, estavam uns jovens a beber cerveja, algo muito típico aqui, e a ouvir música. Era a música que me fez de novo sonhar e pensar em ti, em toda a razão ou inspiração que não consigo esquecer. Parece que tudo o que penso sobre ele é como se fosse uma mentira e sinto-me injustiçada por ele não querer amizade comigo. Uma das coisas que adoro aqui são as bicicletas, e isso faz parte de uma cultura e não de uma simples moda. Era bom que em Portugal fosse mais assim.








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