Uma vez tinha lido que quem movimenta-se no caminho do desejo é porque ainda tem ignorância. E que a inocência é a ausência de desejos. Por isto vejo que eu ainda caminho no caminho da ignorância. A muturidade tem haver com a consciência. Normalmente queremos uma vida ideal, só com coisas boas, sem dor, sem tristeza, sem problemas, mas esquecemos que a vida é feita de dualidade, ou seja é impossível ter alegria sem ter dor também. Que sentido tinha a luz sem a escuridão?!
"A morte define a vida, dá-lhe uma espécie de intensidade." (Osho)
Acho que muitas vezes vivemos na pura hipocrisia, em que defendemos uma coisa e depois sentimos outra ou vivemos outra. Eu mesma ando também nesse filme por vezes. Mas a maioria não consegue ver isso. Achamos que negar as coisas é o certo, que esconder as coisas é o certo, senão iremos fomentar o pecado e bla bla. Aprendemos a esconder o nosso eu, ou então o mostramos demasiado e perdermos a noção do sensato, porque por vezes o problema não está em nos apontarem o dedo e nós, mas também à nossa família. E talvez certas coisas devam ser mesmo resgardadas. Uma coisa é falar em geral sobre certos assuntos, que falta muito, e outra é falar promenores íntimos sobre nós. Claro está que ao dar opiniões sobre o geral acabamos por dizer o que fazemos ou faríamos.
Desenho de Karl Kopinski








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