domingo, 7 de março de 2010

Poema: Pálida de dor

Fico pálida de dor,
A dor assola o meu ser,
A dor perfura sem entender
A minha falta de cor.
A inflamação cresce,
A corrupção destrói-nos por dentro,
O dinheiro é o que mexe
E o desejo que atropela
Minha alma num só golpe.
Fico pálida de dor,
A dor é tanta
Que nem sentada consigo estar,
A dor é tanta,
Que nem chorar consigo mais.
Quem sou eu afinal?
As promessas se desfazem,
Os valores se desvanecem,
E quem és tu afinal?
“Não chores meu bem,
A esperança existe sempre
Desde que exista amor.”
Fico pálida de dor,
As injustiças culminam,
A escravatura nunca terminou,
E já nem sei onde ir.
A dor é tanta,
Que fico pálida,
Pálida de dor.

(Escrito dia 04/04/2009)

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São as letras que dão azo a que hajam palavras, progressivamente frases com algum ou sem nenhum sentido. Francamente não sei se o que escrevo faz ou deixa de fazer algum sentido, mas enfim... Assim o que escrevo aqui é o que me vai na alma, ou no pensamento. Desabafos, poesia, histórias inventadas ou alguma pesquisa referente a algum assunto. Enfim...o que me apeceter escrever naquele momento, e partilhar com todos vós.

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