A dor assola o meu ser,
A dor perfura sem entender
A minha falta de cor.
A inflamação cresce,
A corrupção destrói-nos por dentro,
O dinheiro é o que mexe
E o desejo que atropela
Minha alma num só golpe.
Fico pálida de dor,
A dor é tanta
Que nem sentada consigo estar,
A dor é tanta,
Que nem chorar consigo mais.
Quem sou eu afinal?
As promessas se desfazem,
Os valores se desvanecem,
E quem és tu afinal?
“Não chores meu bem,
A esperança existe sempre
Desde que exista amor.”
Fico pálida de dor,
As injustiças culminam,
A escravatura nunca terminou,
E já nem sei onde ir.
A dor é tanta,
Que fico pálida,
Pálida de dor.
(Escrito dia 04/04/2009)







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