Aquele momento de prazer foi insuficiente. Por instantes perdi os sentidos, reenviei essa energia para a loucura do meu corpo, tentando preencher o vazio que me rompe a alma, mas de nada adiantou. Foram momentos de prazer, que mais tarde servem para me sentir mal. Como se fosse algo sujo, desprezível, fácil e viciante como o álcool ou tabaco. Porquê?! Porque é que a minha mente se perde no devaneio insano do prazer?! Serei fraca?! Sopra uma brisa suave. Retenho na memória esta imagem, a ondulação suave, as gaivotas a voar desvairadas, e o sol a brilhar ao fundo. O cheiro, cheiro do mar, salgado, como da minha mão. Que mal fiz eu?! Que profanos pensamentos tenho eu, em que me perco com facilidade, caindo na imensidão do vulgar. Tenho esta memória na mente, do mar onde gosto de vaguear, quando estou num quarto, perto da janela, no 2º andar. A loucura insana é tanta que tenho a janela entreaberta, por onde vem a tal brisa suave tentar suavizar esta minha vontade de querer mais. Aquele momento foi insuficiente, não saciando nem aliviando a minha verdadeira falta, de ter alguém que me ame.







Pensamentos que vagam, voam tão distante. Essa angústia que o corpo não entende e que somente o coração é que compreende. É a solidão...
ResponderEliminarAchei lindo demais esse desabafo!
Parabens!
Bjs
Obrigada por gostares e compreenderes. ´
ResponderEliminarÉs sempre bem vinda aqui.
Beijinhos
Não és a única que nunca se satisfaz. A minha sede também é insaciável. E foi bom para mim saber que não estou só em ser assim.
ResponderEliminarBeijim! ;-)
Giuseppe
No meu caso penso que seja um pouco a carência afectiva que tenho. E depois dá nisto. Enfim...
EliminarFica bem Giuseppe