domingo, 28 de junho de 2015

A descoberta de mim mesma


"O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos anda desnudos. O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso. O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos. O medo agride, o amor apaziga." ( Nelae Donald Walsh)

Desenho de Paula Bonet

Foi a uma terapia de cristais, há quem diga que é algo marado, mas até acho que muitas respostas aparecem ali e, que se descobre alguma coisa sobre mim mesma. Não tinha sido a primeira vez, mas desta vez eu senti-me mesmo inibida, mas também penso - como não hei-de sentir isso. Ela simplesmente mostrou a sua experiência de vida, e ao dizer, implicitamente condenava certas coisas, fazendo me a mim estar mais inibida e com sentimento de que falei demais com ela já. Nem todas as pessoas conseguem aceitar o outro, e por vezes existe uma projecção dos nossos valores, do que deve ser para os outros. Sei que fiquei confusa, porque eu vendo bem agora acho que esse não há de ser o problema, o sexo, o facto de ser fácil ou não, mas sim uma outra planóplia de cenas tristes na minha vida que não consigo ultrapassar e que me fazem com que tenham comportamentos menos dignos para mim mesma. 

É que vendo bem antes era virgem, uma rapariga que ninguém imaginaria esta minha faceta, supostamente o exemplo de boa rapariga em muitos sentidos, mas mesmo assim ninguém estava interessado em mim. Agora parece que só se interessam pelo sexo. será que o problema está mesmo em mim? Ou não será nos preconceitos e ideias pre concebidas que a sociedade lança para o ar e as pessoas captam e reproduzem para obter o resultado final? Dizem que o sexo é natural agora e que não deve ser condenado, contudo continua-se a condenar tudo e achar que a mulher tem que ser difícil; que se se for fácil então o homem depois perde o interesse? Mas pergunto-me que tem o sexo haver com os valores ou não das pessoas? ou a vontade de depois terem uma relação séria ou não? É isso que vai fazer com que o homem depois perca o interesse? Não será isso cenas de um ego?

Acho é que por vezes o medo nos inibe de fazer certas coisas com medo do que os outros passam achar. E quando as pessoas à priori já dizem que acham mal a pornografia, quem é que a seguir vai dizer que sente prazer com isso, quando anteriormente tinha-se dito que gostasse disso não era saudável? O importante é entender que todas as pessoas são diferentes, e que o próprio corpo é diferente assim como a forma que a mente vive isso. É bom não fazermos algo que nos dará prazer porque temos medo do outro? Também não será certo fazer por medo de morrer talvez.


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