Fecho os olhos, abro os braços e deixo-me cair. Se isto não é confiar só pode ser loucura. E de certo que sou uma louca. Mas em parte também confio muito, embora tente andar com o olho aberto, mas por vezes esqueço-me de usar o instinto. Sinto o vento sobre o meu rosto, oiço o silêncio do desconhecido, onde murmúrios surgem mas eu jogo-me antes de conseguir entender. Agora sim o medo se instala, ficando literalmente sem chão. Tarde demais passando depois a ser insegurança. Onde estás? Onde está o homem que tanto preciso e sonho? Talvez por ainda não saber como é o seu rosto, ainda não o encontrei. Onde está ele para me dar segurança e abrigo? Abro os olhos e entro na realidade, o ar gela-me o rosto.
Poema
Há 7 anos








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