domingo, 1 de fevereiro de 2015

Liberdade Feminina



"Você não pode parar (as moscas), mas pode proteger-se" 

Este é uma publicidade que foi usada no Egipto, em que as moscas representam homens e o chupa representa a mulher. Isto é a chamada culpabilização da vítima. Do género, " coitadinhos dos homens, não têm culpa, a mulher é que os seduziu, bla bla bla". Please, quando será que isto termina e de facto a mulher começa a ser respeitada como tal?! 

A cultura em que vivemos está virada para um capitalismo puro e controle de massas. E mesmo hoje em dia tenhamos liberdade de expressão, por vezes isso é virado contra nós, pois é esquecido os valores, é esquecida que a minha liberdade termina quando começa a liberdade da outra pessoa. Vive-se numa era que quem tem dinheiro manda, e não interessa o bem estar da outra pessoa. Frequentemente é feita uma objectivação da mulher, que em interessa sim satisfazer os desejos e fantasias do homem. 

A violência na mulher é algo que se assiste constantemente, fruto de uma cultura/sociedade ignorante. E a violência não é só física, mas psicológica também. O que por outro lado provoca que a mulher fica com desconfiança em relação ao homem, pois muitas vezes o interesse do homem passa unicamente pelo sexo. Dizem então que a mulher se deve dar ao respeito, e então deverá quase que enclausurar-se. Mas será que adianta?! Sim! porque mulheres que vestem burga também são vítimas, logo estamos longes ainda de nos vermos livres do assédio por exemplo entre outras coisas contra a mulher. 


"A supervalorização da liberdade sexual como objetivo da luta das mulheres está intimamente ligada ao crescimento da “sociedade de consumo” e é uma corrente que fortalece o individualismo. Em termos práticos, desvia a atenção das mulheres da questão fundamental de classe. Elas deixam de fortalecer a luta pela coletivização das múltiplas jornadas, contra a divisão sexual do trabalho e da luta pelos espaços de poder proletário da sociedade. É importante ressaltar que estas ideias aparecem com força entre intelectuais, estudantes ou mulheres presentes nos meios culturais, que já atingiram certo prestígio ou posição social um pouco mais favorecida ou reconhecida, e que, em geral, não vivem as contradições e os problemas do trabalho doméstico na mesma intensidade das mulheres proletárias. Estes movimentos privilegiam uma moral privada, que se opõe à necessidade da criação de uma moral social proletária e, ao mesmo tempo em que reivindicam diretos das mulheres, incentivam resquícios históricos da poligamia, que sempre foi, na prática, poligamia para os homens e monogamia para as mulheres." (Raphaella Mendes)







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