quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pensamentos nefastos

Debato-me em pensamentos incertos, loucuras, gritos que não me deixam descansar. Porque será que o passado não me deixa dormir? Debato-me, e quanto mais luto, mais presa fico a este sentimento de frustração e impotência. Ficando minha auto-estima desfeita em lama, e minha cabeça em lodo. Porque não me conformo? Porque luto, mesmo só servindo para eu sofrer? Quero me libertar, mas certos condicionalismos me prendem, asfixiando minha criatividade, perdendo minha força de vontade. E vozes externas me dizem que não presto, que tenho que me esforçar mais, que o que faço não é suficiente, e isso deixa-me pior, deixa-me alagada em lágrimas nefastas. Serei eu a culpada? Terei eu a ingenuidade e estupidez suficientes por ter sido enganada por pessoas que se diziam minhas amigas? Sim, sou uma tola, mas que tenta fazer as coisas correctas, sou uma tola, mas que luta por um momento melhor neste mundo.

2 comentários:

  1. Escrevemos o que nos vai na alma. Palavras nossas, vadias, como vadio é o fado que se canta nas vielas desta cidade que percorremos sem direcção. Partimos, sem eira nem beira, à conquista do nada e deixando para trás o "Cântico Negro" de Régio. Não seguimos ao encontro de alguém, mas quem sabe nos cruzamos com algum palhaço travestido e decalcado do mal que possa carregar o peso desta raiva cuja origem nos impede o sonho.
    Sentimo-nos filhos bastardos desta escrita mal amada, mas é aquilo que sabemos e que nos deixam saber. Mesmo assim, pelos vistos, conseguimos mais do que alguns filhos legítimos a quem lhes dão tudo (quiçá, fruto da beleza ou do poder da simpatia pessoal) sem que os outros conheçam a razão de tal generosidade. Mas, não liguem, porque de tolos e loucos todos tempo um pouco. Feliz daquele que é ignorante, porque o pecado mora na consciência que temos do mal que fazemos. Todos os outros são inocentes. Quantos de nós encontramos pela frente pessoas que usam o espelho para olhar a cara que lhes falta na verticalidade da vida? Serão por certo as rugas que vigiam de perto outras incongruências físicas que se reflectem no rosto do comportamento que lhes vem da alma. O ideal seria que esse mesmo espelho mostrasse também outras ruínas, disfarçadas em verrugas, que infestam certos semblantes, enferrujando e desfigurando-os. Uma degradação muitas vezes reflectida no comportamento pessoal, transformado ao longo do tempo em descaramento que aniquila quem percorre a estrada da vida de cabeça levantada e com vontade de ser mais e melhor.
    Quando temos paciência de apontar palermices, falamos da simplicidade, da modéstia humana que domina e caracteriza uma grande parcela de nossa genuína gente. Quando identificamos a prosápia, registamos a silhueta isolada de um pequeno grupo de sabidos frutrados que ditam regras, conceitos e apontam as mazelas dos outros, porque as suas próprias só um “espelho mágico” as poderia mostrar.
    Quando rimos do moralismo e nos entregamos aos prazeres e lazeres que a vida nos oferece, estamo afastar-nos da hipocrisia, sem cometer a heresia de praticar virtudes da boca para fora. Temos aprendizes e mestres. Os primeiros sorriem perante o desenrolar da fita, os segundos ficam indignados quando apontamos o dedo, esquecendo muitas vezes a humildade de quem reconheçe que quanto mais aprende menos sabe. Remédio para a cura também não temos, as deficiências são genéticas e, pelo que vemos, os novos tempos não trouxeram mudança. Tudo será como antes, aprendizes a chumbar e os mestres a facturar. Neste meio ainda por conhecer resta-nos o espelho mágico que reflicta a própria face e faça com que alguns possam ver a realidade de uma visão, estigmatizada, mostrando assim, finalmente, que embora todos diferentes, somos todos iguais.

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  2. Viva Interpessoal

    bem...escreves de uma maneira um pouco complicada para eu perceber. :P Tenho que ler com mais atenção, pois à primeira vista é dificil perceber o conteudo.
    cumprimentos

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São as letras que dão azo a que hajam palavras, progressivamente frases com algum ou sem nenhum sentido. Francamente não sei se o que escrevo faz ou deixa de fazer algum sentido, mas enfim... Assim o que escrevo aqui é o que me vai na alma, ou no pensamento. Desabafos, poesia, histórias inventadas ou alguma pesquisa referente a algum assunto. Enfim...o que me apeceter escrever naquele momento, e partilhar com todos vós.

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