domingo, 20 de setembro de 2015

Preciso de TI


You are there alone, not waiting for me, not feeling alone. A bear in the wild, strong legs, beautiful eyes, and still with that smile when you were a kid. I wish I know you, I wish that you could open your soul to me and share your feelings, even the dark ones.   


Pintura de Kris Lewis

Antigamente vivia os tais amores platónicos, a pensar que possivelmente saberia o que era amor, quando não o sabia. Como muitas pessoas e talvez por influência de algumas pessoas, julgava que o amor era a tal rosa com espinhos que fazia sofrer. Talvez por não haver uma separação de amor e paixão. Sempre ansiei ter alguém, e cheguei a ter e quase dar certo. Mas não estava destinado a ser, tantos foram os problemas que a maioria das pessoas mesmo com o dobro da minha idade não passaram, que para mim não deu mais. E depois irrita-me profudamente pessoal a me dizer - mas se terminou não era um amor verdadeiro. Eu acho que muita gente vive numa ilusão e gosta de dizer aos outros que eu não sei nada, quando eles talvez também não o saibam, mas quando eu faço o mesmo que me fazem já acham mal. O que é a tal ironia da vida. 

Há gente que diz que é fácil mostrar o corpo e não a alma, que é mais fácil fazer sexo do que mostrar a tal alma. Talvez como para mim tenha sido diferente, quando o meu corpo se dá, e ele entra dentro de mim, tudo em mim se abre. Eu falo de sexualidade e vejo que apesar de muita mulher parecer ser emancipada, tipo já ter experiência afinal não o é. Julga ser, mas ainda estão cheias de falsos tabus, falas puritanas ou então armadas em safadas quando na hora H a cena é chegar ali tumpa e terminou. Para mim tesão é mental também, e se nem sei explicar o que raio quero fazer, nem penso nas consequências dos meus actos, então não sei o que isso é. 

Penso que muita gente viva a sexualidade no expoente máximo, mas na verdade não pensa, quer sentir a adrenalina, a sensação de proibido, pecado, desafio, tapar o buraco do vazio que sentem dentro deles. Porque na verdade quando alguém se sente mesmo seguro a sensação de sexo diminui. Esta é a minha visão claro e, como tudo o que escrevo aqui é a minha visão. Mas para mim quando estou com alguém íntimo, alguém que confio mais, um namorado então o sexo é mais selvagem sim, tudo levado ao máximo, mas não é preciso mais ninguém. Se é egoísmo ou não, não quero saber, porque vejamos a paixão é de certa forma egoísta, e se gosto mesmo de alguém basta me ele. Existem depois outras coisas impostantes numa relação, e agora que estou sozinha também não tenho sempre sexo. Tem pessoas bem piores que eu, então porque quando estão com alguém depois a querem trair?! Chega a ser caricato às vezes.

Sabem o engraçado que não tem graça nenhuma mesmo, e é um assunto sério, é que três homens me apareceram na vida e dos três têm algo em comum, perderam o pai. Pergunto-me se isto não significa algo em relação à minha vida ou apenas uma infeliz coincidência. Mas sim! foram mais que três, se é que o número importa mesmo.

À procura de TI


Hold me back, tell me something
Something that will bring me closer to you, 
Had enough, fall back in
Falling for the thing that brought me.

(Jarryd James - Music This Time)


Pintura de Linnea Strid

Com quantos homens já estive? Uma boa pergunta, que eu nem mesma sei responder assim rápido, e tenho que pensar e contar com os dedos. Alguns não passou de só sexo, e outros foram algo mais, pelo que me fizeram sentir. Uns amigos que nunca me apaixonei, e outros tantos que nem tesão mesmo sentia. Raros então foram os que aqui a parvinha se apaixonou ou se ia apaixonando, mas adianta?! Bem quando surge a paixão surge uma estupidez imensa de querer possuir o outro e fazer um jogo que eu nunca soube fazer. Verdade seja dita que sou esquisita, e não é que busque a perfeição, senão nem por um me tinha encantando. O que é certo é que odeio quando jogam comigo a brincar com os meus sentimentos, parece que me testam para ver algo de mim. Concerteza que andam confusos e querem agora ser as fémeas. Sei lá o que é sinceramente, mas gostava de ter tudo aberto e sem esquemas. Mas o ego cega muita gente, e deseja ser desejado pelo outro. 

O que me custa mais é quando não querem a minha amizade, quando não querem ser meus amigos. Que custa isso?! E pior alguns até admitem que não são amigos, mas outros dizem que são amigos, e depois jogam-me isso na cara, e sem nenhuma atitude de amigo para comigo, eu viro-me da cabeça e dizem que eu é que sou louca. Mas ser amigo não é dizer que é amigo e depois estar meses e nunca se lembrar do outro, amizade é uma forma sublime de amor, e logo amor comporta a preocupação genuína e não uma preocupação de fingimento, da tal boa educação, em que perguntam e depois jogam na cara que perguntam se estou bem. Ficou cumprida a obrigação ou boa educação, enfim...

No meu caso nunca poderei ser hipocrita e não é só uma questão de querer, mas preciso de um que seja bom no sexo. Porque sim o sexo é parte da relação, assim como a paixão e amor. Amor carrego comigo, e paixão é a tal cena que acontece, quando normalmente a fasquia da química é bastante alta, e a forma como as coisas acontecem. Não só o que se vê, mas como o outro nos faz sentir. Mas para isso o coração tem que estar aberto para deixar-se ver e sentir o que o outro quer dar. Uma relação não é complicado, basta que ambas as pessoas tenham maturidade suficiente e que saibam o que querem. Maturidade inclui ter o coração aberto sem medo, sem barreiras, sem nada que impeça o outro entrar. Mas o medo impede muita coisa, porque algumas pessoas têm medo de sofrer e acham que não devem deixar entrar qualquer pessoa na sua vida, não havendo o perigo que seja uma louca transloucada que queira dar cabo do seu mundo. Existem outras pessoas porém que não querem ter uma relação e a essas nada existe a fazer, é uma opção. 


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Liberdade da Mulher


Infelizmente em muitos casos não sabemos o que é a liberdade. E quando não existe liberdade não existe efectivamente um amor verdadeiro. Hoje pensamos e conseguimos comparar e ver melhor o que é certo e errado, mas em muitos casos as pessoas continuam fechadas a ouvir certas coisas, ou melhor não é facto de não ouvirem, mas sim o facto de não se questionarem sobre as coisas e não pensarem logo assim. E isto da liberdade aplica-se mais à mulher, que hoje em dia na Europa por exemplo a mulher de facto é mais livre, mas em muitos países ainda não o é. E mesmo aqui sendo, por vezes em certos casos não o é. É o medo que corta a liberdade da mulher, o medo do homem. Medo da mulher não ser mais pura, medo de ela não ser fiel, entre outras coisas. 

A sociedade que somos todos nós ensina à mulher a se conter e não ao homem a ter contenção no seu coportamento. E depois se acontecer algo, claro está, foi a mulher que aliciou o homem a tal. Na cultura mulcumana isso se constata muito, ensinarem às meninas que elas têm que estar puras e virgens e não se ensina ao homem a respeitar. Vejamos que sentido faz um homem poder perder a virgindade e a mulher não?! Que sentido faz que para casar ela tenha de ter essa condição?! Será mesmo que a virgindade muda algo em nós, então quando faz sexo deixa de estar pura, se assim o é, quando faz com o marido ele tirou a pureza dela. Mas é a tal cena do ego e da estupidez humana. Criou regras, preconceitos, dogmas aos quais não podem ser contestados para controlar as pessoas, para controlar neste caso as mulheres. 

Mulheres e homens são diferentes e precisamos de nos unificar e não de bloquear-nos. Segundo Osho, o homem devia buscar a iluminação através da meditação e a mulher consegue-o através do homem, por meio do amor. Muitas relações vivem na esfera da periferia, não se conhecem mesmo, não se respeitam, em vez de haver amor existe um controlo. Muita vezes as pessoas também estão juntas porque socialmente fica bem, e em termos financeiros também fica tudo muito melhor. Em vez de estarem num quarto alugado, estão num apartamento. Cenas assim do género, mas que depois quase ninguém admite e diz que está porque ama o outro. Outras vezes é o conforto e rotina, ao fim de uns anos as pessoas estão acostumadas a estar juntas, e já não sabem viver sem o outro. E muitas vezes julgo ser esse o amor que muita gente diz que depois faz sofrer. E depois de sofrerem sentem medo de entrar numa outra relação e fecham-se.

Algumas mulheres não as entendo, parece que acham que não têm direitos, como o do prazer, masturbação, orgasmo, e ficam achando talvez que sejam superiores a isso tudo, que têm outras coisas, ou até que são mais iluminadas talvez, não sei. Mas eu acho que a descoberta do nosso corpo é importante e, que devemos ter a liberdade de fazer o que quisermos dele, sem ninguém nos julgar por tal. Nunca deviamos ser julgados por certas coisas que fazemos, mas sim pelo que somos. Ou seja deve-se realçar o que somos e não o que fazemos. E parece me a mim que muita gente vive entretendo o tempo para não pensar, porque pensar talvez vejam depois o vazio que suas vidas carregam. Je ne sais pas. 

Inna Shevchenko

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Não sentes o meu coração?!



"Some people come into your life and the second they do you realize how better it is because of them. Other people leave your life and have the exact same effect on you. Keep the ones who make you happy and get rid of those who don't. very simple concept but potentially life changing. " 
(Dirty Romantic)

Fotográfo: Dean Fidelman

Muitas vezes ando perdida e, mais perdida ando depois de ouvir certas palavras de quem não me quer ajudar, mas simplesmente acha que sabe da minha vida. Hoje é moda andar de coração fechado, selecionar as pessoas com quem devemos dar a nossa amizade, o nosso amor. Eu claro me pergunto que amor é esse?! Ora se estamos fechados e escolhemos será isso será mesmo amor?! Será que tem haver com o meu signo, uma vanguardista que me faz sentir diferente neste mundo?! Não sei lidar com meio mundo, e pior é que tenho de lidar com essa gente e essa gente me faz sentir como se eu fosse uma merda. Por vezes sinto-me como se não fosse boa profissional. Eu sei que não sou perfeita, mas parece que às vezes exigem perfeição e isso é demais sobertudo vindo que quem não o é. Às vezes a vida é tão curta e as pessoas limitam tanto, e não se dão. Não entendo. 

Sinto-me desemparada e muitas vezes busco aprovação e valorização em quem não devia, mas não tenho onde buscar. Parece que preciso que me digam que sou boa, senão acho mesmo que não presto e me fecho para sempre. Preciso de acreditar em mim, coisa que não sei. Tenho dias que estou bem e outros que tudo se abate sobre mim. Não entendo porque afinal as pessoas não são humanas, e depois dizem que eu é que estou mal. Acho que algumas pessoas adaptam-se bem porque simplesmente se fecham, fecham o coração ou deixam de acreditar que o amor pode ser algo para todos. E pior é quando dão amor a alguém que merece menos que outra. Então porquê que o amor, que é a energia dentro de nós, a fonte de criação, não damos a todos?! Amor é inesgotável, e não é isso que faz sofrer, porque amor é o que faz com que consiguamos ultrapassar as dificuldades e sofrimentos. Que custa dar o nosso amor a outra pessoa quando essa está em baixo?! 

Há quem diga que sou criança, outros que sou louca, mas talvez seja a minha veia artistíca que me faz ver as coisas de um prisma diferente, e contudo verdadeiro. Porque se dizeram que amor como falam não existe, isso depende do que falam. Acho que muitas pessoas têm medo de dar amor, algo que nem descobriram dentro delas a outros e depois ficar sem isso; do género investir e depois ficar sem nada. Mas amor verdadeiro não busca nada em retorno, não busca controlo, nem posse. Acho que muita gente quer amor de outra pessoa, mas depois não sabe dar isso. Inventam cenas que veem e que acham ser o amor, mas o amor é sempre o que sobra e não o início de nada. Para ser amor as pessoas precisam de encontrar isso nelas, e de serem elas mesmas sem jogos, sem esconder nada. 

Esconder nada não significa dizer tudo atenção, significa apenas sermos nós mesmos sem medo. Porque cada ser tem a sua individualidade e há que respeitar isso, senão torna-se sufoco. Ninguém pertence a ninguém e acho que uma verdadeira relação é aquela que se conquista o outro todos os dias, e não se toma por assumido algo pensando que vai ser para sempre. Ok! devemos pensar que sim a relação vai durar, mas não tomar isso como assumido. Eu saber sei tanta coisa e também sei de lidas domésticas e cenas a raio à quatro, mas depois não serve de nada. Parece que quem é cordeirinho é que é bom. Pois eu sou mais fera e torna a cena mais assustadora. E também queixam-se queixam-se mas muita gente não quer melhorar as relação, vive achando que a culpa está no outro, e por vezes a solução é procurar fora para variar. 

Will I see you again? Your arms around me. I wish you love me even if you don't want to be with me. I know that we will not be together, but I still dream. You are inside of me, I fell you, every day you give me some courage, reason to be brave and don't give up. 


domingo, 13 de setembro de 2015

O tabu da prostituição


Depressa tirou a roupa, deixando sua alma tapada e seu coração com uma venda num canto para assim permanecer inocente. Despiu-o, deixou alguém usá-lo, como se ela fosse só mesmo um corpo e nada mais. Para ela sexo assim já não tem sentido, o sentido estaria na sedução, tesão, paixão, emoção, e algum respeito que raramente encontra. 


Existe ainda muito tabu em relação a prostituição, muito conceito gerado em volta disso. Muitos conceitos em volta deste assunto. Existem uns que são efectivamente contra prostituição e outros que dizem que essas são as sérias e, que putas são as outras que fazem de graça. Há quem justifique dizendo que algumas fazem por necessidade. Eu julgo que por necessidade não será bem assim na maioria dos casos, pois se fosse isso fariam outra coisa. Atenção, eu sou de opinião que mais vale isso que roubar. Mas não acho que haja umas que sim e outras que não. Vou mais longe devia ser uma profissão de uma vez por todas, Com dignidade e respeito, com mais condições e devia ser abordado de outra maneira. 

Existem países que existe prostituição e é muito má, sou contra serem obrigadas a fazerem isso e contra crianças estarem nisso. Na Índia é um país caricato porque é de onde veio o kamasutra, mas depois parece que se retroce no tempo e volta-se a ser fechado e tarado. Para mim quanto mais andar à mostra menos taradismo anda por aí. Existem países a meu ver mais evoluídos e outros menos evoluídos, e isso vê-se muito na liberdade em cada país apresenta.

Basicamente prostituição é fazer sexo em troca de dinheiro, e também existem homens que o fazem, mas claro está que é muito mais frequente serem mulheres. Existem países na Europa onde a prostituição é legal e tem leis a controlar isso. Pelo que vi na net, os países mais liberais no que concerne isso são os Países Baixos e Alemanha. E diz que na Suécia, Noruega e Islândia é ilegal, contudo quem pratica crime é o cliente e não a pessoa que presta o serviço. Os países de leste são contra e quem é condenado de certa forma são as prostitutas. E a Romênia é um desses países onde elas saem de lá para praticar prostituição noutros países, mas muitas vezes iludidas e/ou compradas ou raptadas por uma mafia que impera lá. Na Romênia é crime a prostituição, e em Portugal a lei é muito mais branda nesse aspecto. Por isso algumas veem para aqui.

Pensem bem, não será mesmo legalizar, porque vendo bem nos países onde existe mais restrisão é onde existem mais problemas. Que seja livre uma mulher alugar seu corpo por algum tempo a um homem, e que mal terá se ela também ter prazer?! Sim! Só porque está a ser usada por assim dizer não pode ter prazer?! Vejamos se for uma profissão, nós na nossa profissão não temos que supostamente o fazer com prazer, de boa vontade?! Então porque elas não pode ser o mesmo?! Às vezes me parece que se ela ter prazer, aí sim é uma puta, mas que raio de cena é essa afinal?!

Legalizado trazia algumas implicações, mas eu acho a meu ver se seria mais positivas, claro está que tudo depende da mentalidade das pessoas, de cada um de nós, e também dos patrões. Mas aí está! alguns dirão que vão ser exploradas, sim! acho que sim, mas também vejo que hoje em dia muita gente noutros trabalhos é explorada, logo a solução é tentar fazer da lei acção e não uma simples cena escrita num papel, onde depois existem muitas maneiras de a manobrar. Acima de tudo respeito. Acho que a prostituta devia prestar um serviço até diferente, e ter dignidade. Para além do mais! iria trazer muito dinheiro para os cofres do Estado, e elas poderiam ter direito também à saúde como nós e ter uma reforma. Porque se formos mais a descontar existe dinheiro sim, e menos gente a passar dinheiro por baixo da mesa.



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

River - VIII


River keeps flowing
Making my heart love,
Love everyone,
Making my heart beat,
Beat my ass honey.
 - Oh gosh your ass!?!
 - Yeh! my lovely ass.
 - Yes! It is a very sexy ass.
Bears don't drink beer,
They don't travel like the river.
The river comes and goes,
Never the same.
 - Want a tequila?
 - Yeh why not!
 - Want a hug?
 - Come darling and hug me.
The bears dance
The foxes laughing,
What a nice party,
And we drinking tequila. 
What a show!




Pintura de Andrew Salgado

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Medo de sofrer é ter medo de amar


Fotografia de Laurel Guido

A vida nem sempre é fácil, porque acho que com o tempo perdemos e, em vez de prosseguir retrocemos. Olhemos as crianças, quantas coisas estúpidas ensinamos a elas, Elas são tão elas, tão expontãneas e nós sofucamos isso. Uma criança depressa faz amigos, mas depois fazemos crer que isso não é assim e metemos regras e imposições para tudo. Dificultamos as coisas, porque nos queremos proteger. Mas porquê?! Nem faz sentido. Então em criança está tudo bem e depois já existe mal?! O mal é a maldade que metemos dentro das crianças quando elas crescem. A ironia da vida é dizermos às crianças para acreditarem no amor, mas depois mostramos coisas que só revelam que nos devemos fechar para o amor, senão sofremos. Se temos medo de sofrer que amor é este?! 

Abraço uma criança, um bebé inocente e ele dá-se comigo, faz ligação comigo. Mas nós temos medo dessa ligação, porque temos medo da subsequente separação e/ou perda. Amor é quebrar limites e mostrar que podemos ser mais. E mais não falo aqui em ambições, porque nem sempre acho isso produtivo e, infelizmente é o que se ensina. Ensina-se que a criança na escola tem que ser boa, melhor que o vizinho, para quê?! Muitas vezes é mesmo pelo ego dos pais, que depois dizem algo como - ai o meu filho passou a tudo e vai estudar para engenheiro bla bla. Quantas vezes eu não senti por parte dos meus vizinhos uma certa vontade que eu não conseguisse, e que eu não poderia ter mais que eles. Que diferença faz mesmo isso?! Mas digo esse tipo de gente não interessa nem ao diabo, só gostarem de mim quando tenho um bom emprego e posição, e quando baixo de nível já não gostarem de mim. E infelizmente vê-se muito. 

Diz-se hoje em dia que muita coisa não tem haver com educação, que um pai tem 5 filhos e e como os dedos, são todos diferentes. Concordo, mas também tenho que salientar que muita boa parte da culpa é da educação sim. Porque vejamos um pai que ensina que o filho para ter sucesso tem que atingir certo patamar, então em parte está a neglienciar depois o amor. Sim! quantas vezes os pais falam em amor?! E vejamos não basta falar, é preciso mostrar. Se o filho vê que a mãe está com o pai porque este tem um bom emprego e coisa e tal que exemplo é esse?! Ou que o pai diz que ama a mãe mas depois a trai com outras?! As crianças não são parvas, conseguem ver as coisas e elas não seguem na maior parte das vezes o que lhes é dito, mas o que veem no seu dia à dia. Os pais lutam por trabalhar para dar condições que acham melhores para os filhos e eles vão seguir o exemplo. 

Um dia conheci um rapaz, ele tinha mais ou menos a minha idade, dizia que queria ter filhos um dia. Mas que tinha de ter condições, mas ele falava em condições monetárias. Mas o dito cujo tem um carro para mim topo gama, então que cena será essa de ter mais condições monetárias para os filhos. Ele dizia que tinha que trabalhar muito agora para ter muito dinheiro, e ele felizmente tinha um bom vencimento, para depois mais tarde pensar nisso. Porque os pais trabalharam muito e passavam pouco tempo com ele para ele ter o que tem. Eu não entendo certas coisas, porque talvez comigo fosse diferente. No fim a criança, julgo eu não dá valor a bens, mas sim mais ao amor. E eu tive falta de ambos, mas sinto mais falta do amor. Mas se, atenção, acho eu, os pais não passerem tempo com o filho e só darem bens materiais, ele fica achando que isso é importante, quando não o é. Acho que estou a complicar, não me consigo expressar bem no que quero. Mas vejo muita criança com tanto brinquedo, o que dizem que até estraga a criatividade da criança, e depois tão pouco tempo com os pais. E agora mesmo com os pais, eles metem um erã na frente da criança e voalã. Simples não é. Sim! as crianças deliram com isso, mas será mesmo o melhor. Isso só faz com que ela não pense. 

E pior dizem que agora as crianças são mais inteligentes, porque mexem em telemóveis e pc, mas será mesmo?! Aquilo está preparado para qualquer pessoa mexer. Eu acho a isso facilitismo, e fazer com que se perde a capacidade de pensar com a própria cabeça. Facilitismo que se vê mesmo na minha geração em que tinhamos de falar para conseguir algo e hoje podemos falar atrás de um pc protegidos. É mesmo isso que buscamos!? Mecanizar?! Meter medo?! Enfim....


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