segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fumando ou fingindo que fuma


He look at her, pretend that she was no important, that it was really only one afternoon sex. But inside his heart something was growing, something was making him confuse. She was different from  others. She was not more awesome that others, but it was something, something in her heart.  Of course he also wanted her again because she was really amazing in sex, and he love the way she scream.


Ela questiona-se se algum dia encontrará o tal chamado amor da sua vida, ou melhor dizendo, a tal alma gémea. Alguns dizem que o que ela quer não existe e, que homens fieis assim, bons maridos e apaixonados é algo em vias de extinção. Ela caminha a pensar nisso, pega num cigarro e mete-o na boca. Suga o dito cujo e o fumo faz-a pensar de forma mais clara, mais calma. 

Sente a alma revoltada, danificada e ao mesmo tempo meio envergonhada. Mudou ao longo destes anos e apesar de já ter há muito uma mente aberta, sente que está mais perto da verdade. Mais perto do amor e, por tal o sofrimento é muito inferior. Vai tentando cultivar o desapego, apesar de ser algo contra a natureza dela, e tentando entender que amar é libertar. Por isso estar presa a alguém porque precisa ou dá jeito está fora de questão. Ela quer mais, quer além de um homem cheio de valores, inteligência, cultura, um homem que a faça arder de desejo, seja o melhor amigo e um pai dos filhos que ela tanto deseja ter. Um homem que seja aventureiro e não seja agarrado a empregos de rotina, mas que um dia esteja preparado para largar tudo e viajarem os dois na loucura, ou então já com os filhos dentro de uma autocaravana. 


domingo, 9 de agosto de 2015

Ela se apaixonou


"Don't be afraid to walk away if someone doesn't give what you need from them. Don't settle because you think there's no one better out there for you. There is, and you will find them, as long as you don't accept good enough. Expect and insist on being with someone perfect for you. demand the one." 

(Dirty Romantic - tales of love, lust & loss)



Tudo mudou e nada mudou na vida dela. Quem olha para ela vê nela uma rapariga que não quebra um prato, mas a realidade não será bem essa. Se bem que sua mente seja algo difusa e, muitas vezes ande meio perdida neste mundo sem saber bem já o que quer. Nada nela é vulgar, embora ao mesmo tempo tudo nela tenha uma certa vulgaridade que ela abomina. Sempre desejou ter o amor da vida dela, sempre viveu entre paixões platónicas, e após anos sem viver efectivamente no plano terreno, lá descobriu os prazeres da carne. Mesmo assim continou com o sonho de menina. Contudo, hoje vive numa esfera em que mais parece uma ânsia louca de viver tudo de uma só vez, uma loucura febril que não a deixa racional, e deixa seu corpo vunerável. 


Continua constamente a falar dele, o pensamento dele surge em cada aresta do seu pensamento, em cada momento que toca no seu corpo; ela sabe que está obcecada por ele. Mas ao mesmo tempo que se quer libertar disso, não o quer, e é como uma fonte de inspiração para continuar a sua vida. As músicas que aconchegaram os corpos num sinfonia, seguem-na nas suas viagens também inspiradas por ele. Venceu alguns medos, e sozinha conseguiu colocar o pé noutros países sozinha. Só que ela sozinha não estava, ele estava lá com ela, a sussurar no âmago da sua alma. 


Ele nunca se apaixonou por ela, nunca o quis. Ela também não o esperava, mas aconteceu. E aí está a porra mesmo, porque se fosse só atracção provavelmente era fazer sexo com outro homem e a cena terminava, mas não termina. Ele mostra agora que só a quer usar, será mesmo usar?! Ou simplesmente não quer ter amizade com ela?! Porque sente-se ela mal por ele só se interessar por ela por sexo?! Será fruto do ego?! 

Naquele dia tudo surgiu de forma repentina, ela não estava à espera, mas ele pelo contrário soube avaliar tudo e como homem desejava-a possuir. Mas nunca foi objectivo dele entrar na sua confusa alma. Ela por outro lado, também ansiava ser desejada, dominada. Nesse dia até pareciam namorados, mãos dada na rua, a falar sem neuras, sem máscaras, sem projecções futuras. Mas depois ela queria mais, construir uma amizade o que para ela é natural, e ele contudo queria estar bem livre e solto. Ela foi apenas mais uma entre tantas, e isso é o que magoa o coração dela. 

"So am I wrong?
For thinking that we could be something for real?
Now am I wrong?
For trying to reach the things that I can't see?
But that's just how I feel
That's just how I feel." (Música de Nico & Vinz - I am wrong)



sábado, 8 de agosto de 2015

River V


 - Do you want a beer?
 - Maybe a spanish beer.
 - What?! Are you crazy?!
 - Of course not baby, but I am in Spain.
 - Yeh Yeh! And I am Santa Claus.
River comes and goes,
Keeps playing with my heart,
Keeps the rhythm on my feet.
The bear is on the river
Wanting for some salmon to eat,
So...he will not drink beer.
Yeh! bears don't drink beer,
But me and you do love it.
Oh gosh!
The salmon just jumb
And run away from the bear.
What a funny thing.
Ah ah ah
The bear is pissed off,
But he is so funny nevertheless.
He seams more fat,
Maybe he eaten too much salmon.
Ah ah ah
River comes and goes
Never the same,
Even so I still dream,
Even so I still love;
I do love a good beer.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Desce e sobe, Sobe e desce


Artista: Vhils Alfama

A irrregularidade da vida vê-se nesta calçada igualmente irregular, em que no sobe e desce, desce e sobe, vai notando-se as mazelas nos ossos, de quem passa aqui; inflamações, deslocamentos, entorses, artoses, uma planópia de efemeridades que deixa o povo desvastado, empobrecido, cansado e sem alegria na vida. Perde-se a vontade de sair de casa, quando as pernas custam a descer os degraus de um quinto andar e após isso, ainda enfrentar colinas e vales de calçada. Apesar de tudo alguma simpatia perdura e, um bom dia ainda surge aqui e ocolá. 

A riqueza da variedade de cada casa, prédio, esquina, dá uma visão interessante, sobertudo para quem vem de alguns países em que fora tudo desvastado pela 2ª Guerra Mundial. Porém certas ruas muitas vezes estão sujas, com papéis, papelinhos, beatas de cigarro, pinceladas de tinta pelas paredes, em que danificam ou, melhor fazem perder muita beleza. Mas tudo parte de um civismo individual, que se vai perdendo porque algumas pessoas estão a se barimbar e dizem que não é com elas. Desmotivam-se, verbalizam repetidamente que estão contra o sistemas, contudo muitas vezes nada fazem individualmente para mudar o mundo à sua volta. Revoltados, mas ao mesmo tempo conformados. 

As marcas da idade não deixam indiferente todo o sofrimento que aquela pessoa passou, uma vida de sacríficio a trabalhar para ter algo, para depois sustentar algumas vezes o filho já com idade de ser independente. Filho ou filha esse que sim faz o que quer e gasta o que quer, mas que ainda é suportado pelos pais como se fosse algo normal. Oiço casos que os pais dão uma renda aos filhos, mas também inversamente já ouvi falar num caso em que o filho paga para viver com os pais uma renda. 

O andar torna-se pesado, denso, a própria forma de caminhar muda com a idade. A curvatura das costas além de mostrar anos de maus hábitos, mostra o peso de muitas preocupações. Tenho na verdade de envelhecer sozinha e, a minha avó diz que nada melhor do que ter alguém que depois cuide de nós. Diz ela que das melhores coisas que ela tem é ter uma filha e neta que cuidam dela, embora raramente o façamos. mas lembro-me agora novamente, que tenho de ir à praia com ela fazer um piquenique com a família (ou parte dela) lá, pois recordo-me bem de ela dizer que gosta de praia e que faz anos que não passa lá. 




domingo, 26 de julho de 2015

Algo me prende


Algo me prende. Não sei o que é. Sei em parte que não conseguir ter confiança suficiente e não conseguir poder dizer toda a verdade à minha família. Mas falta-me apoio. Quem vai ser o meu apoio?! Por mais que digam nós mesmo, só nós, nunca poderemos ser apoio de nós mesmos por muito tempo. Precisamos sempre de alguém, de um backup. De um amigo ou alguém da família, no fundo alguém que nos ame (e não falo em amor no sentido de mulher-homem), que tenha tempo para nós também. Precisava de ser mais solta, mas ainda ronda o medo, e por mais que tente é tão complicado, está tão recalcado o que sou que não me consigo soltar mais. Fico sempre a querer entender tudo da outra pessoa, na esperança talvez porém de me entender a mim mesma. E o que quero eu para a minha vida?! Qual o propósito?! O que me fará feliz?! Não sei, nunca soube e acho que nunca foi boa numa coisa só. Mas sempre quis ter alguém (homem) e filhos. Hoje também sonho com um negócio que além de dinheiro também me dê realização. Confusa eu. Porque eu não consigo vencer tudo sozinha. 

sábado, 25 de julho de 2015

River IV


Years passed
And the river keeps running.
Keeps my heart beating,
Keeps my soul alive.
Ideas blowing in the air.
River goes and comes,
And you came again.
The sun was hot
But the water was cold.
My lips felt empty,
My body couldn't stop.
Yeh! Music was in the air,
And the bear didn't have a humor.
Funny bear that didn't laugh,
But still likes beer.
Belgium, Germany, Portuguese,
All types of beer he drinks.
What smell is this?
It's not coffee.
Yeh! its not.
It doesn't matter anyway.
The river get together with the sea,
All melt softy.
Eat a icecrem,
and jump in a trampoline.
What a mess!!
River will always
Come and goes.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Depois da chuva vem o pôr do sol


Nem parece que fiz uma viagem de tantos kilometros. Estou aqui sentada na rua, num banco de uma esplanada em que o nome é Paulaner. Podia ser outro, mas calhou ser este. A cerveja que bebo, da mesma marca, assemelha-se a uma portuguesa a meu ver. Claro está que, não sou boa entendedora de bebidas. Contudo em vez dos tradicioniais 33 cl, é 50 cl. Mas nunca podia sair daqui sem beber cerveja, sendo este a meu ver o exlibris da Alemanha. Já andei bastante e, também durante algum tempo andei perdida, como de costume. Tenho de instalar no telemóvel uma bussula ou então comprar uma mesmo, porque de vez em quando não sei distinguir o norte do sul. Apesar da 2ª guerra mundial ter desvastado grande parte da cidade, está tudo lindo, pois muita coisa foi reconstruída com base no que era antes. O povo deve ter sofrido imenso e deve ter sido uma luta terrível, e ainda nós falamos do Salazar. É que não acredito que todos os alemões tenham sido favor do Hitler, apenas tiveram de se sujeitar. Enfim...cada um pensará como pensa. 

Hoje choveu e apesar disso está calor. A chuva foi imensa de uma só vez, de uma só vez levou tudo e deixou um lindo pôr do sol. Nada é eterno, e por tal tão precioso tudo o é. Há cerca de uma hora atrás, junto ao rio, enquanto caminhava, estavam uns jovens a beber cerveja, algo muito típico aqui, e a ouvir música. Era a música que me fez de novo sonhar e pensar em ti, em toda a razão ou inspiração que não consigo esquecer. Parece que tudo o que penso sobre ele é como se fosse uma mentira e sinto-me injustiçada por ele não querer amizade comigo. Uma das coisas que adoro aqui são as bicicletas, e isso faz parte de uma cultura e não de uma simples moda. Era bom que em Portugal fosse mais assim. 



Pintura de Erik Jones
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