sábado, 8 de agosto de 2015

River V


 - Do you want a beer?
 - Maybe a spanish beer.
 - What?! Are you crazy?!
 - Of course not baby, but I am in Spain.
 - Yeh Yeh! And I am Santa Claus.
River comes and goes,
Keeps playing with my heart,
Keeps the rhythm on my feet.
The bear is on the river
Wanting for some salmon to eat,
So...he will not drink beer.
Yeh! bears don't drink beer,
But me and you do love it.
Oh gosh!
The salmon just jumb
And run away from the bear.
What a funny thing.
Ah ah ah
The bear is pissed off,
But he is so funny nevertheless.
He seams more fat,
Maybe he eaten too much salmon.
Ah ah ah
River comes and goes
Never the same,
Even so I still dream,
Even so I still love;
I do love a good beer.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Desce e sobe, Sobe e desce


Artista: Vhils Alfama

A irrregularidade da vida vê-se nesta calçada igualmente irregular, em que no sobe e desce, desce e sobe, vai notando-se as mazelas nos ossos, de quem passa aqui; inflamações, deslocamentos, entorses, artoses, uma planópia de efemeridades que deixa o povo desvastado, empobrecido, cansado e sem alegria na vida. Perde-se a vontade de sair de casa, quando as pernas custam a descer os degraus de um quinto andar e após isso, ainda enfrentar colinas e vales de calçada. Apesar de tudo alguma simpatia perdura e, um bom dia ainda surge aqui e ocolá. 

A riqueza da variedade de cada casa, prédio, esquina, dá uma visão interessante, sobertudo para quem vem de alguns países em que fora tudo desvastado pela 2ª Guerra Mundial. Porém certas ruas muitas vezes estão sujas, com papéis, papelinhos, beatas de cigarro, pinceladas de tinta pelas paredes, em que danificam ou, melhor fazem perder muita beleza. Mas tudo parte de um civismo individual, que se vai perdendo porque algumas pessoas estão a se barimbar e dizem que não é com elas. Desmotivam-se, verbalizam repetidamente que estão contra o sistemas, contudo muitas vezes nada fazem individualmente para mudar o mundo à sua volta. Revoltados, mas ao mesmo tempo conformados. 

As marcas da idade não deixam indiferente todo o sofrimento que aquela pessoa passou, uma vida de sacríficio a trabalhar para ter algo, para depois sustentar algumas vezes o filho já com idade de ser independente. Filho ou filha esse que sim faz o que quer e gasta o que quer, mas que ainda é suportado pelos pais como se fosse algo normal. Oiço casos que os pais dão uma renda aos filhos, mas também inversamente já ouvi falar num caso em que o filho paga para viver com os pais uma renda. 

O andar torna-se pesado, denso, a própria forma de caminhar muda com a idade. A curvatura das costas além de mostrar anos de maus hábitos, mostra o peso de muitas preocupações. Tenho na verdade de envelhecer sozinha e, a minha avó diz que nada melhor do que ter alguém que depois cuide de nós. Diz ela que das melhores coisas que ela tem é ter uma filha e neta que cuidam dela, embora raramente o façamos. mas lembro-me agora novamente, que tenho de ir à praia com ela fazer um piquenique com a família (ou parte dela) lá, pois recordo-me bem de ela dizer que gosta de praia e que faz anos que não passa lá. 




domingo, 26 de julho de 2015

Algo me prende


Algo me prende. Não sei o que é. Sei em parte que não conseguir ter confiança suficiente e não conseguir poder dizer toda a verdade à minha família. Mas falta-me apoio. Quem vai ser o meu apoio?! Por mais que digam nós mesmo, só nós, nunca poderemos ser apoio de nós mesmos por muito tempo. Precisamos sempre de alguém, de um backup. De um amigo ou alguém da família, no fundo alguém que nos ame (e não falo em amor no sentido de mulher-homem), que tenha tempo para nós também. Precisava de ser mais solta, mas ainda ronda o medo, e por mais que tente é tão complicado, está tão recalcado o que sou que não me consigo soltar mais. Fico sempre a querer entender tudo da outra pessoa, na esperança talvez porém de me entender a mim mesma. E o que quero eu para a minha vida?! Qual o propósito?! O que me fará feliz?! Não sei, nunca soube e acho que nunca foi boa numa coisa só. Mas sempre quis ter alguém (homem) e filhos. Hoje também sonho com um negócio que além de dinheiro também me dê realização. Confusa eu. Porque eu não consigo vencer tudo sozinha. 

sábado, 25 de julho de 2015

River IV


Years passed
And the river keeps running.
Keeps my heart beating,
Keeps my soul alive.
Ideas blowing in the air.
River goes and comes,
And you came again.
The sun was hot
But the water was cold.
My lips felt empty,
My body couldn't stop.
Yeh! Music was in the air,
And the bear didn't have a humor.
Funny bear that didn't laugh,
But still likes beer.
Belgium, Germany, Portuguese,
All types of beer he drinks.
What smell is this?
It's not coffee.
Yeh! its not.
It doesn't matter anyway.
The river get together with the sea,
All melt softy.
Eat a icecrem,
and jump in a trampoline.
What a mess!!
River will always
Come and goes.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Depois da chuva vem o pôr do sol


Nem parece que fiz uma viagem de tantos kilometros. Estou aqui sentada na rua, num banco de uma esplanada em que o nome é Paulaner. Podia ser outro, mas calhou ser este. A cerveja que bebo, da mesma marca, assemelha-se a uma portuguesa a meu ver. Claro está que, não sou boa entendedora de bebidas. Contudo em vez dos tradicioniais 33 cl, é 50 cl. Mas nunca podia sair daqui sem beber cerveja, sendo este a meu ver o exlibris da Alemanha. Já andei bastante e, também durante algum tempo andei perdida, como de costume. Tenho de instalar no telemóvel uma bussula ou então comprar uma mesmo, porque de vez em quando não sei distinguir o norte do sul. Apesar da 2ª guerra mundial ter desvastado grande parte da cidade, está tudo lindo, pois muita coisa foi reconstruída com base no que era antes. O povo deve ter sofrido imenso e deve ter sido uma luta terrível, e ainda nós falamos do Salazar. É que não acredito que todos os alemões tenham sido favor do Hitler, apenas tiveram de se sujeitar. Enfim...cada um pensará como pensa. 

Hoje choveu e apesar disso está calor. A chuva foi imensa de uma só vez, de uma só vez levou tudo e deixou um lindo pôr do sol. Nada é eterno, e por tal tão precioso tudo o é. Há cerca de uma hora atrás, junto ao rio, enquanto caminhava, estavam uns jovens a beber cerveja, algo muito típico aqui, e a ouvir música. Era a música que me fez de novo sonhar e pensar em ti, em toda a razão ou inspiração que não consigo esquecer. Parece que tudo o que penso sobre ele é como se fosse uma mentira e sinto-me injustiçada por ele não querer amizade comigo. Uma das coisas que adoro aqui são as bicicletas, e isso faz parte de uma cultura e não de uma simples moda. Era bom que em Portugal fosse mais assim. 



Pintura de Erik Jones

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mochila nas costas


Pintor: Tilo Uishner (em madeira)

Sozinha com uma mochila nas costas, eu caminho. Na eventualidade de encontrar alguém não aconteceu, mas consegui provar a mim mesma que era capaz e que tinha coragem para conseguir estar sozinha. Estar com amigos, rir, partilhar é tudo mais lindo eu sei, e maravilhoso, mas acho que às vezes saber estar sozinho também o é. Tudo depende, mas sozinha caminho para onde quero, e vejo o que quero. Simples. Ok! ok a maior parte do tempo ando perdida, sim! sem sei onde raio é o sul. E depois sozinha falo sozinha comigo mesma, ou com o que acho ser ele. A estupidez é tanta que até falo em inglês no meu pensamento a dizer graçolas e claro na minha mente ele responde e ambos nos rimos. Eu sei que nunca devia fazer isso, mas a verdade é que acontece, e em parte ele foi a razão pela qual comecei a viajar sozinha.

Eu sei que se vermos filmes e imagens também captamos outra cidade, mas nada como estar ali mesmo, sentir para ter a nossa prespectiva sobre o assunto. Novas experiências, conseguir-se desembaraçar-se. Sempre quis ter uma autocaravana, mas ainda não se proporcionou e como está a conjuntura dos nossos dias tenho que ter algum cuidado com o que faço ao dinheiro, porque ficar sem nenhum não pode ser. Para haver alguma liberdade tem que haver também algum dinheiro. Já me dizeram - mas o que vou eu fazer no sítio X?! Tipo não entendem e ficam bem sempre ali no mesmo sítio, mas eu preciso de vez em quando de fugir ao normal e ver novas coisas. Tenho também muita coisa para trabalhar em mim mesma, mas a cena é mais complicada do que parece.

Acho que os nosso ministros deviam viajar como turistas e usar transportes e comprar comida e etc etc, para depois comparar um país com os outros, além de ver outros aspectos de organização. E sinceramente cada vez que volto acho isto muito caro. Porque para o salário que temos de facto, por exemplo, transportes públicos são muito caros. Este País tinha que ser todo revisto e esquecer isso de agradar a gregos e troianos, ou de agradar aos pequeninos para conseguir ganhar eleições.





quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na calçada ela caiu


Artista:Vhils, na Rua de São Tomé em Lisboa

Foi acordei cedo para ir a uma entrevista. Mas ainda meio a dormitar, senti algo que me atormentou. Tomará eu que fosse algum desejo, mas não, simplesmente, e não tão simples, uma dor nas anginas. A inflamação na minha garganta que ao engolir saliva me provocava dor, ainda agora continua e, sinceramente nem sei porquê, não é muito usual, visto que tenho tido cuidado com alimentação. Deve ser castigo ou algo algum bruxedo que me lançaram. E vendo bem, ontem conheci uma senhora que passei horas a falar com ela sobre cenas meio maradas para alguns. A início era sobre política, mas depois era sobre reencarnação e cenas que tais. 

Com algum custo, lá me levantei para não chegar atrasada. Lá fiz o que tinha que fazer, e dei muito à perna, pode ser que fique com pernas fortes. ahahah E sim! Aqui a Anónima tem um fraquinho por homens com pernas fortes. Não se trata de gostar de homens musculados, mas sim de homens fortes, do género vickings. eheh Onde ia eu....tratei das minhas cenas, pelo caminho comprei uns pasteis de nata. Sim! um só não basta. E quando estava de volta a casa, após sair do comboio vejo uma senhora no chão. Vejo que caiu, e perto estava um rapaz e começou a ajudar. Eu junto-me e ajudo também. Ao se levantar vejo que está grávida e, penso logo em ligar para o  112. E não pensei na altura, mas penso antes e agora também, que é sempre bom ter o telemóvel connosco por estas coisas. No outro dia quando sai de casa, por causo sai sem telemóvel e sem relógio, mas também sem hora para chegar a casa, guio-me pela luz e pela fome. 

A senhora estava muito aflita, pois escorregou e caiu de frente batendo com a barriga no chão na calçada. Felizmente acho que deve estar tudo bem. O rapaz não sei se chegou atrasado a algum sítio, mas se sim, não sei se vão acreditar no que ele vai dizer para justificar o atraso. Isto faz-me lembrar o meu irmão que teve um acidente e um senhor ajudou e estava com um funcionário, e curioso foi que o funcionário disse que era melhor não ajudar porque não havia tempo, que iam chegar atrasados. cenas da vida, em que nos ensinam a viver apressados e só pensar em nós. Seja como for, continuando, eu depois ainda permaneci ali um pouco à espera da ambulância. Depois apareceram mais mulheres, e uma delas conheci-a de vista. Diziam para ela não chorar e graças a Deus ela não sangrou. Estava de 7 meses. Apareceu uma senhora que dizia ser tia, mas depois foi-se embora. Algo bizarro mesmo, em que eu e mais duas ficamo-nos a olhar no género - que cena marada. No fim essa que conhecia de vista é que foi fazer companhia, senão eu já tinha pensando que iria eu, pois nunca podia deixar uma senhora assim ir sozinha. 

Quando os bombeiros seguravam-na para a ambulância, ela me agradeceu. Mas sinceramente não precisava, e entendia perfeitamente se não o fizesse. Mas lembrei me quando uma vez que aconteceu algo com o meu ex-namorado nunca pude agradecer, porque tive, não sei por alma de quem, atender o telemóvel dele, porque a mãe não parava de ligar. Já a minha felizmente passa bem dias seguidos sem falar comigo e acho bem, pois maus hábitos nunca foi algo bom. Como namorado para a namorada não ficar ciumenta, dar o telemóvel a esta ou passwords do facebook para ela conferir que ele não a trai. Nem tanto à terra nem tanto ao mar. 

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