domingo, 26 de julho de 2015

Algo me prende


Algo me prende. Não sei o que é. Sei em parte que não conseguir ter confiança suficiente e não conseguir poder dizer toda a verdade à minha família. Mas falta-me apoio. Quem vai ser o meu apoio?! Por mais que digam nós mesmo, só nós, nunca poderemos ser apoio de nós mesmos por muito tempo. Precisamos sempre de alguém, de um backup. De um amigo ou alguém da família, no fundo alguém que nos ame (e não falo em amor no sentido de mulher-homem), que tenha tempo para nós também. Precisava de ser mais solta, mas ainda ronda o medo, e por mais que tente é tão complicado, está tão recalcado o que sou que não me consigo soltar mais. Fico sempre a querer entender tudo da outra pessoa, na esperança talvez porém de me entender a mim mesma. E o que quero eu para a minha vida?! Qual o propósito?! O que me fará feliz?! Não sei, nunca soube e acho que nunca foi boa numa coisa só. Mas sempre quis ter alguém (homem) e filhos. Hoje também sonho com um negócio que além de dinheiro também me dê realização. Confusa eu. Porque eu não consigo vencer tudo sozinha. 

sábado, 25 de julho de 2015

River IV


Years passed
And the river keeps running.
Keeps my heart beating,
Keeps my soul alive.
Ideas blowing in the air.
River goes and comes,
And you came again.
The sun was hot
But the water was cold.
My lips felt empty,
My body couldn't stop.
Yeh! Music was in the air,
And the bear didn't have a humor.
Funny bear that didn't laugh,
But still likes beer.
Belgium, Germany, Portuguese,
All types of beer he drinks.
What smell is this?
It's not coffee.
Yeh! its not.
It doesn't matter anyway.
The river get together with the sea,
All melt softy.
Eat a icecrem,
and jump in a trampoline.
What a mess!!
River will always
Come and goes.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Depois da chuva vem o pôr do sol


Nem parece que fiz uma viagem de tantos kilometros. Estou aqui sentada na rua, num banco de uma esplanada em que o nome é Paulaner. Podia ser outro, mas calhou ser este. A cerveja que bebo, da mesma marca, assemelha-se a uma portuguesa a meu ver. Claro está que, não sou boa entendedora de bebidas. Contudo em vez dos tradicioniais 33 cl, é 50 cl. Mas nunca podia sair daqui sem beber cerveja, sendo este a meu ver o exlibris da Alemanha. Já andei bastante e, também durante algum tempo andei perdida, como de costume. Tenho de instalar no telemóvel uma bussula ou então comprar uma mesmo, porque de vez em quando não sei distinguir o norte do sul. Apesar da 2ª guerra mundial ter desvastado grande parte da cidade, está tudo lindo, pois muita coisa foi reconstruída com base no que era antes. O povo deve ter sofrido imenso e deve ter sido uma luta terrível, e ainda nós falamos do Salazar. É que não acredito que todos os alemões tenham sido favor do Hitler, apenas tiveram de se sujeitar. Enfim...cada um pensará como pensa. 

Hoje choveu e apesar disso está calor. A chuva foi imensa de uma só vez, de uma só vez levou tudo e deixou um lindo pôr do sol. Nada é eterno, e por tal tão precioso tudo o é. Há cerca de uma hora atrás, junto ao rio, enquanto caminhava, estavam uns jovens a beber cerveja, algo muito típico aqui, e a ouvir música. Era a música que me fez de novo sonhar e pensar em ti, em toda a razão ou inspiração que não consigo esquecer. Parece que tudo o que penso sobre ele é como se fosse uma mentira e sinto-me injustiçada por ele não querer amizade comigo. Uma das coisas que adoro aqui são as bicicletas, e isso faz parte de uma cultura e não de uma simples moda. Era bom que em Portugal fosse mais assim. 



Pintura de Erik Jones

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mochila nas costas


Pintor: Tilo Uishner (em madeira)

Sozinha com uma mochila nas costas, eu caminho. Na eventualidade de encontrar alguém não aconteceu, mas consegui provar a mim mesma que era capaz e que tinha coragem para conseguir estar sozinha. Estar com amigos, rir, partilhar é tudo mais lindo eu sei, e maravilhoso, mas acho que às vezes saber estar sozinho também o é. Tudo depende, mas sozinha caminho para onde quero, e vejo o que quero. Simples. Ok! ok a maior parte do tempo ando perdida, sim! sem sei onde raio é o sul. E depois sozinha falo sozinha comigo mesma, ou com o que acho ser ele. A estupidez é tanta que até falo em inglês no meu pensamento a dizer graçolas e claro na minha mente ele responde e ambos nos rimos. Eu sei que nunca devia fazer isso, mas a verdade é que acontece, e em parte ele foi a razão pela qual comecei a viajar sozinha.

Eu sei que se vermos filmes e imagens também captamos outra cidade, mas nada como estar ali mesmo, sentir para ter a nossa prespectiva sobre o assunto. Novas experiências, conseguir-se desembaraçar-se. Sempre quis ter uma autocaravana, mas ainda não se proporcionou e como está a conjuntura dos nossos dias tenho que ter algum cuidado com o que faço ao dinheiro, porque ficar sem nenhum não pode ser. Para haver alguma liberdade tem que haver também algum dinheiro. Já me dizeram - mas o que vou eu fazer no sítio X?! Tipo não entendem e ficam bem sempre ali no mesmo sítio, mas eu preciso de vez em quando de fugir ao normal e ver novas coisas. Tenho também muita coisa para trabalhar em mim mesma, mas a cena é mais complicada do que parece.

Acho que os nosso ministros deviam viajar como turistas e usar transportes e comprar comida e etc etc, para depois comparar um país com os outros, além de ver outros aspectos de organização. E sinceramente cada vez que volto acho isto muito caro. Porque para o salário que temos de facto, por exemplo, transportes públicos são muito caros. Este País tinha que ser todo revisto e esquecer isso de agradar a gregos e troianos, ou de agradar aos pequeninos para conseguir ganhar eleições.





quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na calçada ela caiu


Artista:Vhils, na Rua de São Tomé em Lisboa

Foi acordei cedo para ir a uma entrevista. Mas ainda meio a dormitar, senti algo que me atormentou. Tomará eu que fosse algum desejo, mas não, simplesmente, e não tão simples, uma dor nas anginas. A inflamação na minha garganta que ao engolir saliva me provocava dor, ainda agora continua e, sinceramente nem sei porquê, não é muito usual, visto que tenho tido cuidado com alimentação. Deve ser castigo ou algo algum bruxedo que me lançaram. E vendo bem, ontem conheci uma senhora que passei horas a falar com ela sobre cenas meio maradas para alguns. A início era sobre política, mas depois era sobre reencarnação e cenas que tais. 

Com algum custo, lá me levantei para não chegar atrasada. Lá fiz o que tinha que fazer, e dei muito à perna, pode ser que fique com pernas fortes. ahahah E sim! Aqui a Anónima tem um fraquinho por homens com pernas fortes. Não se trata de gostar de homens musculados, mas sim de homens fortes, do género vickings. eheh Onde ia eu....tratei das minhas cenas, pelo caminho comprei uns pasteis de nata. Sim! um só não basta. E quando estava de volta a casa, após sair do comboio vejo uma senhora no chão. Vejo que caiu, e perto estava um rapaz e começou a ajudar. Eu junto-me e ajudo também. Ao se levantar vejo que está grávida e, penso logo em ligar para o  112. E não pensei na altura, mas penso antes e agora também, que é sempre bom ter o telemóvel connosco por estas coisas. No outro dia quando sai de casa, por causo sai sem telemóvel e sem relógio, mas também sem hora para chegar a casa, guio-me pela luz e pela fome. 

A senhora estava muito aflita, pois escorregou e caiu de frente batendo com a barriga no chão na calçada. Felizmente acho que deve estar tudo bem. O rapaz não sei se chegou atrasado a algum sítio, mas se sim, não sei se vão acreditar no que ele vai dizer para justificar o atraso. Isto faz-me lembrar o meu irmão que teve um acidente e um senhor ajudou e estava com um funcionário, e curioso foi que o funcionário disse que era melhor não ajudar porque não havia tempo, que iam chegar atrasados. cenas da vida, em que nos ensinam a viver apressados e só pensar em nós. Seja como for, continuando, eu depois ainda permaneci ali um pouco à espera da ambulância. Depois apareceram mais mulheres, e uma delas conheci-a de vista. Diziam para ela não chorar e graças a Deus ela não sangrou. Estava de 7 meses. Apareceu uma senhora que dizia ser tia, mas depois foi-se embora. Algo bizarro mesmo, em que eu e mais duas ficamo-nos a olhar no género - que cena marada. No fim essa que conhecia de vista é que foi fazer companhia, senão eu já tinha pensando que iria eu, pois nunca podia deixar uma senhora assim ir sozinha. 

Quando os bombeiros seguravam-na para a ambulância, ela me agradeceu. Mas sinceramente não precisava, e entendia perfeitamente se não o fizesse. Mas lembrei me quando uma vez que aconteceu algo com o meu ex-namorado nunca pude agradecer, porque tive, não sei por alma de quem, atender o telemóvel dele, porque a mãe não parava de ligar. Já a minha felizmente passa bem dias seguidos sem falar comigo e acho bem, pois maus hábitos nunca foi algo bom. Como namorado para a namorada não ficar ciumenta, dar o telemóvel a esta ou passwords do facebook para ela conferir que ele não a trai. Nem tanto à terra nem tanto ao mar. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A rota da hipocrisia


Uma vez tinha lido que quem movimenta-se no caminho do desejo é porque ainda tem ignorância. E que a inocência é a ausência de desejos. Por isto vejo que eu ainda caminho no caminho da ignorância. A muturidade tem haver com a consciência. Normalmente queremos uma vida ideal, só com coisas boas, sem dor, sem tristeza, sem problemas, mas esquecemos que a vida é feita de dualidade, ou seja é impossível ter alegria sem ter dor também. Que sentido tinha a luz sem a escuridão?!

"A morte define a vida, dá-lhe uma espécie de intensidade." (Osho)

Acho que muitas vezes vivemos na pura hipocrisia, em que defendemos uma coisa e depois sentimos outra ou vivemos outra. Eu mesma ando também nesse filme por vezes. Mas a maioria não consegue ver isso. Achamos que negar as coisas é o certo, que esconder as coisas é o certo, senão iremos fomentar o pecado e bla bla. Aprendemos a esconder o nosso eu, ou então o mostramos demasiado e perdermos a noção do sensato, porque por vezes o problema não está em nos apontarem o dedo e nós, mas também à nossa família. E talvez certas coisas devam ser mesmo resgardadas. Uma coisa é falar em geral sobre certos assuntos, que falta muito, e outra é falar promenores íntimos sobre nós. Claro está que ao dar opiniões sobre o geral acabamos por dizer o que fazemos ou faríamos. 




 Desenho de Karl Kopinski

Casamento é fruto do medo


"O amor é como um pássaro que voa, a sua liberdade inclui todo o céu. Pode-se prender um pássaro, fechá-lo numa magnífica gaiola doirada, e parece ser o mesmo pássaro que voava livre e que tinha o céu para si. Apenas parece ser o mesmo pássaro, mas não é. Foi morto. As suas asas foram cortadas. Roubáste-lhe o céu." (Roberta Rodrigues)

Pintura de Denis Nunez Rodriguez

Muitos casamentos ou ajuntamentos whatever, são senão formas de melhorar a vida. A palavra em si casamento, vem de casa. Então o que se pretendia era o sustento, a mulher saia da casa dos pais quando conseguia o tal homem que a ia salvar por assim dizer.
Alguns casamento são uma pura mentira nos dias de hoje, fruto de uma carência, de precisar do outro para conseguir chegar a algum lado. Mesmo até quando se precisa de amor,  procura-se o casamento, ou melhor juntar-se com outra pessoa para combater esse buraco.

No outro dia eu questionava a homens o que procuravam numa mulher para uma relação séria, e tudo o que me foi dito foi bastante vago, como; meiga, carinhosa, fiel, trabalhadora, responsável, honesta, e linda por fora. Outro me dizia, companheirismo, amizade, cumplicidade. A primeira cena que conclui é que não referem o sexo como uma característica, sobertudo quando alguns homens se queixam muito da falta de sexo ou falta de desejo da esposa. Porque vejamos nem todos gostam de chocolate, nem temos que gostar, mas convém nos juntarmos com outra pessoa mesmo compatível. Parece-me a mim que prezam muito a amizade e o amor, mas a parte do corpo? Sim! uma relação é composta genericamente por trés componentes, corpo, mente, coração. Ter amor, podemos amar muitas pessoas mesmo, visto que o amor está dentro de nós, e nós partilhamos com quem quisermos. A amizade é uma forma de amor. Agora química não existe com todas as pessoas. Dizer que o amor depois gera desejo acho errado, como também acho errado, ou nem sempre certo que o sexo possa gerar amor. São coisas separadas, que porventura podem estar juntas em alguns casos, ou melhor em certas pessoas. Outra cena que reparo é que mais parece que querem alguém seja uma amiga e uma mãe, um conforto ali em casa. E isto também se aplica para as mulheres. Ah..mas a resposta de um foi que; uma mulher boa em sexo não tem essas qualidades, e se as têm são pouco significativas. A isto eu acho preconceito do grande. Achar que as poucos ou muitas mulheres que ele conheceu são o todo da existência. E achar que podemos criar esteriotipos como estes. E depois também me pergunto que respeito este tipo de homens têm por uma mulher, sim! porque quando traem a esposa é com a outra que partem do pressuposto que não tem qualidades, mas unicamente é boa para a cama. Enfim...Mas depois me dizia que sim tinha generalizado e era a experiência dele, em que ele achou que era melhor escolher a que não era boa na cama, mas que tinha as outras qualidades. Mas depois me pergunto se são felizes. Ok! existem casos muito piores, em que a fachada é muito amor, e que vivem até infernos dentro de casa.

Mas acho uma piada que falam do casamento como se fosse fruto do amor entre duas pessoas, quando às vezes isso não se vê mesmo. Que amor é esse que as pessoas se escondem? Que amor é este que não conseguem terminar ou ser elas mesmas? Com medo que o outro sofra? Aqui está o medo. O medo muitas vezes é a razão dos casamentos e não o tal aclamado amor. Sim! muitos vão discurdar, pois fica e doi ouvir ou ler algo assim. Mas é o medo de ficar-se sozinho, o medo de não conseguir-se sustentar sozinho, o medo de não ser aceite socialmente, até pelos pais. Às vezes a sociedade faz uma pressão para termos alguém e termos a tal relação séria e, posteriormente ter filhos. Parece que certas pessoas se sentem realizadas por terem um casamento e, conseguirem que o casamento tenha sucesso (como um negócio). Às vezes até gostam de se gabar disso, do esposo ou esposa, ou então dos filhos que fazem isto e aquilo. O ego adora estas coisas claro. Muitos casamentos são meros negócios. E vejamos quando o medo está presente, como pode também estar o amor presente?!

Medo = energia que contrai, fecha, isola, foge, esconde, amealha, faz mal

Amor = energia que expande, abre, liberta, fica, revela, partilha, cura



domingo, 28 de junho de 2015

A descoberta de mim mesma


"O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos anda desnudos. O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso. O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos. O medo agride, o amor apaziga." ( Nelae Donald Walsh)

Desenho de Paula Bonet

Foi a uma terapia de cristais, há quem diga que é algo marado, mas até acho que muitas respostas aparecem ali e, que se descobre alguma coisa sobre mim mesma. Não tinha sido a primeira vez, mas desta vez eu senti-me mesmo inibida, mas também penso - como não hei-de sentir isso. Ela simplesmente mostrou a sua experiência de vida, e ao dizer, implicitamente condenava certas coisas, fazendo me a mim estar mais inibida e com sentimento de que falei demais com ela já. Nem todas as pessoas conseguem aceitar o outro, e por vezes existe uma projecção dos nossos valores, do que deve ser para os outros. Sei que fiquei confusa, porque eu vendo bem agora acho que esse não há de ser o problema, o sexo, o facto de ser fácil ou não, mas sim uma outra planóplia de cenas tristes na minha vida que não consigo ultrapassar e que me fazem com que tenham comportamentos menos dignos para mim mesma. 

É que vendo bem antes era virgem, uma rapariga que ninguém imaginaria esta minha faceta, supostamente o exemplo de boa rapariga em muitos sentidos, mas mesmo assim ninguém estava interessado em mim. Agora parece que só se interessam pelo sexo. será que o problema está mesmo em mim? Ou não será nos preconceitos e ideias pre concebidas que a sociedade lança para o ar e as pessoas captam e reproduzem para obter o resultado final? Dizem que o sexo é natural agora e que não deve ser condenado, contudo continua-se a condenar tudo e achar que a mulher tem que ser difícil; que se se for fácil então o homem depois perde o interesse? Mas pergunto-me que tem o sexo haver com os valores ou não das pessoas? ou a vontade de depois terem uma relação séria ou não? É isso que vai fazer com que o homem depois perca o interesse? Não será isso cenas de um ego?

Acho é que por vezes o medo nos inibe de fazer certas coisas com medo do que os outros passam achar. E quando as pessoas à priori já dizem que acham mal a pornografia, quem é que a seguir vai dizer que sente prazer com isso, quando anteriormente tinha-se dito que gostasse disso não era saudável? O importante é entender que todas as pessoas são diferentes, e que o próprio corpo é diferente assim como a forma que a mente vive isso. É bom não fazermos algo que nos dará prazer porque temos medo do outro? Também não será certo fazer por medo de morrer talvez.


terça-feira, 23 de junho de 2015

The Men of the moment - II


No outro dia escreviam sobre os franceses que conheci, e nem cheguei a dizer que por causa do francês que eu chamo o manhoso, perdi o rasto dos outros. Eu claro também não quis forçar, pois não posso correr atrás de quem não me quer. Mas depois da confusão com a polícia dei o meu contacto ao francês com quem falei mais. Eu ainda tinha esparança, porque como dizem é sempre a ultima cena a morrer lol, mas também pensava que ele tinha rascado o papel, pois o notei estranho. O certo é que afinal ele me tinha escrito, mas a mensagem foi para outros no facebook e não a tinha lido. Só depois de ele chegar a frança e me fazer o pedido de amizade no face é que eu vejo. Fiquei tão contente, por dentro parecia uma adolescente. E não! não tenho esperança que algo aconteça entre mim e ele. Entre mim e ele não aconteceu nada de sexual, nada; até porque também estavamos num grupo. Mas passamos bons momentos. 

Agora há pouco me perguntavam porque não tenho namorado, se era porque não queria. Não entendem que eu queria o Tal, e acham que sou demasiado esquisita, mas não creio. Existem é também alguns homens sem noção da realidade, que não é eu achar-me a melhor, nem ter o ego grande, mas existem homens que não merecem uma mulher como eu. Simples. Eu também não mereço todo o homem. Simples. Costuma se dizer que para cada panela uma tampa, logo não há que achar que pessoa sem ambições na vida, que quer alguém para não estar sozinha, sem cultura, pode ficar com uma que quer mais. Eu já não vejo as coisas assim, existem coisas ou situações que vejo como desesperantes mesmo e até me irritam. Não quero nem tenho paciência para pessoas sem noção da realidade, que não sabem falar, conversar por amizade pura. Irrita-me homens que falam todos a mesma cantiga e depois desmentem que querem só sexo, mas quando vemos claramente que é isso. E pior! para mim, e não somos todos iguais, até para sexo preciso de bem mais. Preciso de alguém com criatividade, que me cative de alguma forma. Existem pessoas com pouco estudos mas com alguma inteligência, mas existem outras que bem podiam estar a vida toda na escola que continuavam ignorantes. E sinceramente não sei às vezes se este facilitismo todo da net não mete as pessoas ainda mais burras ou preguiçosas. 

O foco devia ser conhecer-mo-nos a nós próprios e não andar a procurar alguém para assim sermos alguém. E por vezes as pessoa estão concentradas em cativar o outro e não a simplesmente serem elas mesmas. Ser natural é simplesmente ser-se, deixar-se ir. Quando se vai com algo na cabeça acho que perde muita piada mesmo. Sinceridade, honestidade e mente aberta é raro. Sinceridade não significa que tenhamos que dizer tudo, mas que tudo o que se diga seja verdade, e não parte de um plano. Capacidade de amar é raríssimo. Existe um medo, de investir e depois nada disso servir para nada. 

Eu considero o homem do momento ser às vezes melhor que o homem que diz que quer uma relação séria, mas na verdade é tudo (atenção: às vezes - nem sempre) parte de uma cantiga para também ter o mesmo - sexo - e depois além disso ter um conforto. Para mim mais vale a sinceridade, e depois o futuro logo dirá. Por vezes as pessoas também se confudem muito, e eu mesma também ando e andei confusa, mas acho que apesar de tudo vou tentando pensar e ver o bom e mau que vejo para aprender. Não vejo mal eu desejar um homem lindo para mim, ou não serei eu digna de tal?! Se também sou gira também mereço um homem giro certo! Não quero mais nem menos do que também posso dar. E por vezes dizem - beleza está no interior. Sim! é verdade, mas vejamos não podemos ser hipocritas também, a paixão é combustão com base na química. O amor sim não vê nada, mas a paixão é diferente. E numa relação para mim eu quero tudo, não me basta só amor, que será uma boa amizade, para mim é preciso bem mais, é preciso também um homem que crie em mim o desejo insano de não querer mais nenhum além dele. E por vezes, e não criticando, as pessoas contentam-se com pouco. Não acho isso mal, acho mal é criticarem e acharem mal o outro querer tudo. E paixão não é só conseguir ter um bom sexo com o outro, é muito além do físico. 

O francês no meio da conversa, dizia-me algo como, que era bom viajar e conhecer pessoas novas, e depois (não sei contar bem - reflexo da minha má memória) eu era uma rapariga gira, inteligente, simpática, entre outras coisas que não me lembro lol. Mas fiquei contente. Porque eu não foi directo, disse de uma forma menos directa, mas linda. Confesso que sabe bem ao ego ouvir estas coisas, e por estas e outras também vou ganhando mais confiança em mim. 


Pintura de Alyssa Monks

sábado, 20 de junho de 2015

The Men of the moment


Nem sempre temos sorte, mas por vezes temos momentos lindos de sorte seguidos de um azar estúpido. E claro que aqui a Anónima nem sempre está preparada para gente estúpida que deita a abaixo a minha sorte. Sim! Porque conheci  rapazes lindos e super simpáticos, franceses, mas depois por causa de um outro francês que se encontrou pelo caminho tudo ficou estragado. Odeio certa gente, odeio gente cheia de aparências e boas conversinhas, odeio gente que faz da vida enganar o outro. E por estas e outras já não dou dinheiro a gente que me pede, só dou a alguém que faz algo, como tocar música, porque vejo que se esforça e mostra talento para conseguir algo. Na verdade num concerto eu pago, logo se eu ouvir ou ver algo na rua, porque não contribuir para tal. Mas alguém que me pede é para esquecer. Não quero saber se diz que passa fome ou não, eu também tenho as minhas coisas. E pior é gente que diz ter dinheiro, mas depois faz uma história do vigário para enganar e, alguém é implicada nisso. Como foi neste caso eu, sim! Estudou tudo muito bem, e pensou que eu era o elo mais fraco e me acusou de o roubar. Chamou a policia e tudo, sim! bela encrenca. Mas é óbvio que na verdade nunca houve dinheiro nenhum. Eu sei eu sei que esta conversa é confusa de se entender, mas não tenho paciência para escrever tudo em promenor.  

O título é o homem do momento, então vou escrever sobre isso. Um dos rapazes fofinhos, falou muito comigo. Sim! a conversa foi deveras interessante, e para a idade que ele tinha, a mentalidade era muito boa mesmo. Mas acho que por vezes certas pessoas que viajam a mente é sempre mais aberta. E ele disse-me que ele não é bom nem mau, mas sim é o homem do momento. No fundo porque não interessa o passado ou o futuro, mas sim o presente só. Então que o bom é dar tudo no presente. Ele até dizia, que eu nem em tudo concordava, que por vezes assim com estranhos descobre-se novas coisas, e faz-se coisas que com outras pessoas não se faria. Mas mesmo quando não concordavamos era interessante. E é assim! é raro eu encontrar alguém assim interessante e inteligente para falar sobre vários assuntos. E a verdade é que quando ele me disse aquilo eu me lembrei de outro, também estrangeiro. Sim! a Anónima tem uma panca por estrangeiros, é algo que me fascina, que me atrai, não sei explicar. Não é só uma questão física, mas também da mentalidade. Claro que não é qualquer estrangeiro, são os de espírito livre. A cena está é que por serem livres atraem imenso, mas ao mesmo tempo nunca serão de ninguém. Enfim...

Pintura de Tyler Walker

domingo, 14 de junho de 2015

Dicas sobre Economia (se assim se pode chamar)


Hoje não vou falar sobre sexo nem nada dessas coisas, e falando que não vou falar sobre isso já escrevi a palavra. Ui....Vou falar sobre algo interessante, sim! não para todos, porque felizmente alguns ainda têm bons vencimentos e, ainda bem que assim o é. Então é assim...infelizmente sabemos mais coisas dos outros países do que do nosso próprio país. Porque vivemos numa cena secreta, em que não se pode saber de tudo, em que algumas coisas é só para alguns. Uma grande treta para não dizer aqui um grande palavrão. A verdade é que até ensinam muitas pessoas a viverem à custa do governo, coisa linda e por isso a crise não pára. 

Ponto n.1. Existem passes sociais, dos transportes públicos. Pelo menos em Lisboa assim o é, e dá para poupar algum bom dinheiro. Então enganem-se como eu, que pensava que era só para algumas pessoas mais desfavorecidas. Porque por vezes mesmo o salário não sendo muito baixo, o IRS pode dar para tal. Então meus amigos, toca de ir aos balções de informações da amiga CP que está sempre a fazer greves, e perguntem se no vosso caso dá para fazer. Basta levar cópia do IRS, cópia da Demonstração de resultados do IRS, Cópia do cartão de identificação, e acho que é tudo e, eles automaticamente irão ver no computador deles se dá ou não. 

Ponto n.2. Isenção das Taxas de Saúde. Para quem está desempregado, nem sempre é informado que ganhando ou não o subsídio de desemprego tem direito a isenção das taxas de saúde, logo meus amigos toca de tratar disso. Já o que o nosso amigo governo gosta de diferenciar as pessoas, então que seja direito de todos e não só de alguns. Penso que também quem ganha muito pouco pode fazer o pedido. 

Ponto n.3. Existem cursos grátis, mesmo para licenciados, mas sinceramente ainda não sei se isso funciona. 

Ponto n.4. Se eu me lembrar de algo mais farei. Porque a minha memória tem andando muito mal. Quando vejo volto a pensar sobre o mesmo, quando afinal já tinha a resposta. E enfim...bla bla bla
Acho que o importante é haver transparência das coisas e comunicação e não o medo de o outro também lucrar com algo. Que haja partilha. 

Grafitti de Hula

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ela


Defini-la é algo complexo. Não tão complexo como colocar um avião no ar. Para nós parece-nos tão fácil, nem nos questionamos. Não queremos saber a razão, porque a verdade é que as pessoas mesmo não admitindo sentem medo e, por medo se fecham, por medo inventam desculpas, por medo renegam, por medo ficam enfim atrofiadas, parecendo que vivem, mas na verdade vivem na esfera da aparência. 

Dizer que ela é vulgar é tudo menos verdade, mesmo que ela contudo faça coisas vulgares; pois nada nela é vulgar. Alguém que tem a capacidade de autencidade, de expontaneadade, de um sorriso genuíno, de uma brutalidade que depois brota para uma facilidade de perdão e capacidade de depois de chorar continuar a acreditar no que há de mais poderoso neste mundo. 

Eu ando sempre no meu mundo, protegido, escondido em máscaras, achando que nada tenho que me mostrar, pois isso faz de mim alguém que para mim tem sentido. Mostro ser alguém sensível, alguém confiante, alguém que nem sei se já o fui ou então é puro teatro. Se algum dia acreditei no amor, certamente hoje não acredito como muitos falam. Mesmo que um dia chore nunca o direi e se o dizer é tudo farsa para chamar a atenção de alguém. Na verdade sou alguém sozinho, mas que tem medo de amar, ou deixar-se ser amado.

Pergunto-me, o que faz ela não desistir?! O que faz continuar insistentemente a falar comigo quando ela sabe que eu só brinco com ela e a uso para me sentir melhor comigo mesmo. Não que eu preciso disso, na verdade acho que sou o mesmo com ela ou sem ela. Acho que nada mudou em mim. Mas contudo sinto que algo mudou nela. Sei que ela merece bem mais do que eu lhe posso dar, mas penso, porque eu não posso ser esse homem, porquê?! Mostro que quero alguém como ela, mas não sei lidar com isso, e talvez nenhum de nós esteja preparado e ambos andemos a fazer jogos. Mas ao mesmo tempo sinto que ela é tão ela. 

Dizer que ela é vulgar seria uma estupidez, o sensato é dizer que o estupido sou eu por não ter coragem de dizer a verdade nua a crua. E é isso, ela é crua e nua, e é assim que eu gosto dela, um misto de sensações e imprevistos, e um desejo louco que só podia vir de uma artista como ela. Ela deixou-me marcas em mim, um sorriso que nunca hei-de esquecer, e a forma selvagem e inocente com que ela se dedica a tudo. 


Pintura de Jeremy Mann

sábado, 6 de junho de 2015

Sexualidade ainda é um tabu - II


Foto de Edu Cesar, com Judith Caggiano, de 82 anos, e Vitor Sanchez, de 59

No outro dia falava com um amigo sobre tabus, sim! conversa interessante, e ele me disse certas coisas interessantes. Tanto que estava ao telefone com ele, e até lhe disse, espera vou buscar o caderno para apontar senão me esqueço lol. Estavamos a falar sobre relações, sobre fantasias e o facto de algumas pessoas procurarem fora o que podem ter em casa. Acrescentar uma terceira pessoa à relação é uma fantasia recorrente de alguns casais, tenham eles uma relação estável ou não. Mas eu pergunto-me até que ponto essa fantasia é também da mulher mesmo?! E até que ponto não é uma ideia do homem, e pela qual a mulher aceita compactuar. Até que ponto é normal ela aceitar isso, mas depois ela não ser capaz de dizer ao marido que também fantasia (imaginemos que fantasia também estar om outra mulher) em estar com outro homem ou outros homens?! Pensemos minha gente, sim! para isso temos o cérebro. Sim! o cérebro não serve só para efeito para quem pensava que aquilo estava ali por estar.

Uma vez li algures há muitos anos atrás, quando tinha à volta de 15 anos e nunca mais me esqueci. Que o maior orgão sexual é o cérebro. Esqueçam os pénis e vulvas por momentos ok. Cencentremo-nos no cérebro. E agora analisemos a palavra Fantasia. Fantasia é imaginar na mente, certo! Então pergunto-me a mim mesma, porque raio (desculpem a expressão) podemos ter a fantasia X, se nunca imaginamos na nossa mente como seria ter essa fantasia!? Sabemos que queremos realizar a fantasia, e que provalmente será bom, mas não imaginar não chega a ser macabro ou melhor irónico?! E pior é ir fazer algo que não se pensa - omo será depois?;  - O que sentirei depois? . Pois claro dirão alguns e cheiros de razão que nunca sabemos o futuro, mas podemos antever de certa forma. E às vezes há que pensar  - e se correr mal será que estou disposto a aceitar os riscos recorrentes disso?. Quase tudo na vida tem riscos. Um exemplo muito fácil de entender é fazer sexo sem protecção, sem preservativo. Quando o fazemos corremos um risco de apanhar uma doença, até Sida. Então será que muitas pessoas que apanharam essa doença pensaram antes?! Se calhar se tivessem pensado não tinham apanhado a doença. No momento acredito que tudo saiba bem, mas depois, os riscos. Ah pois é. pensamos que só acontece aos outros, mas isso é pura ilusão. Se queremos fazer da fantasia realidade há que pensar bem nos riscos.

Na conversa com o meu amigo, ele me dizia, algumas mulheres subjugam-se ao marido nas ideias, para não o perder, para o controlar. Preferem alinhar com as coisas que ele diz do que dizer não. Mas na verdade não tiveram antes a coragem de dizer certas coisas e, teoricamemte quanto mais intimidade se tem mais se devia partilhar, menos medo se devia sentir, mais abertura, mais loucura; isto é a minha linha de pensamento. Algumas mulheres têm medo de admitir que se masturbam (outras porém podem mesmo ser sinceras e não o fazem), medo de se expor, que o marido olhe para elas com outros olhos, como se não fossem as esposas certas, mas umas devassas talvez e, então elas se reservam, se protegendo. Então assim é cada vez mais pertinente falar sobre as coisas e, não para servir de moda ou de padrão, mas sim para fazer as pessoas pensarem, para quebrar tabus. Saber aceitar e desmistificar algumas coisas sobre sexo.




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sexualidade ainda é um tabu


Pintura de Aleah Chapin

Para algumas pessoas certamente irão dizer que sexo não é nenhum tabu e que no que diz respeito a sexualidade não existem já tabus. Mas enganem-se e, e inesplicavelmente quem diz já não haver tabus e não haver mais razões para falarmos sobre sexo é que na maioria das vezes tem tabus sérios na sua mente. 

Encontrei um artigo ao acaso em que falava sobre Quintino Aires, onde criticava muito certas frases que o psicologo usava dizendo que não fazia nenhum sentido e que não passava de um idiota que tenta indrominar as pessoas ensinando deprevações. E eu penso - oh meu Deus quanto exagero. Se não gostam é um direito, mas dizerem que por se falar sobre assunto provoca mais comportamentos desviantes isso é estupido demais para mim. Eu acho pelo contrário que quanto mais se fala, menos bloqueios internos existem dentro de nós. 

O Quintino disse que a maioria dos casais não sabe fazer sexo, e eu concordo e sublinho. E a maioria irá pensar que todos sabem fazer sexo, pois existe procriação. Mas um Ser Humano, que tem inteligência para construir aviões, meter algo tão pesado no ar, ou então mesmo tem tempos antigos contruir catedrais, para não dizer uma infinidade de coisas que nós (seres humanos) inventamos, pensar no sexo como algo básico como meter o pénis dentro da vagina e pimba, ejacular e está um bebé. Caramba!!! Há homens que com tanta conversa que se faz, ainda pensam que é enfiar o pénis bem fundo que isso é que dá prazer à mulher. Há homens, para não dizer mulheres também, que não sabem distinguir entre uma vulva e uma vagina, ou então onde fica o clitóris. Mas certamente para que raio precisamos dessa informação toda né. Basta enfiar e já está né! Se calhar também não é preciso saber que pedal é o travão ou o acelador do carro!?! E este é o mal de muita gente achar que tudo nesta vida é inato. Não é!!!! temos que aprender, senão somos senão macaquinhos. Ler é algo divino e, o desejo de querer saber mais. Quando se pensa que já se sabe tudo ou então já se sabe o suficiente por favor.....Bem dizia o filosofo Socrates "Só sei que nada sei". 

E agora digam me....Acham normal uma mulher ou homem não fazer certas coisas com o esposo/a e fazer essas coisas com o amante?! Mas atenção se poderem dizem que amam os maridos/esposas....que poético. Amam, mas sentem medo se mostrar o verdadeiro Eu. Para mim faz mais sentido que quanto mais intimidade haja, mais loucura haja entre o casal. E que não haja medo de mostrar o pior de nós, porque se de facto o outro nos ama então o aceitará e se não aceitar então é sinal que tudo tinha que terminar. Mas é isso...o medo...o medo de perdero que se tem. mas quando existe assim medo o amor é uma variável em decomposição. Eu não acho e sou contra que devemos fazer coisas obrigados ou para impressionar os outros, mas vejo que muitas vezes ainda existe o tabu evidente em muitas pessoas. Tal é o tabu que nem falar se pode falar sobre certos assuntos. E para falar sobre assuntos, não temos que contar o que nós fazemos na nossa intimidade, mas simplesmente falar de uma forma geral sobre um assunto, como por exemplo masturbação feminina. 

Será normal com o marido não engolir o esperma (ou esporra como um amigo meu dizia ahha) e, depois o fazer com o amante?! A mim parece algo macabro. Às tantas o marido pensa que a mulher não gosta e lá respeita e depois procura fora, e ela afinal gostava mas também o faz por fora. Não seria melhor fazerem os dois e ninguém procurar fora o que podem comer em casa. Oh meus amigos...ainda não se aperceberam que estamos a viver temos de crise, temos que fazer as refeições em casa. ahahaha

Agora é moda pelos vistos relações abertas e/ou casais que querem realizar a fantasia de juntar uma mulher. Acho piada que na maioria dos casos é para juntar uma mulher e não o homem. Porque será!? Humm pois para o homem é parece tudo muito apetecível, pois ele continua a ser o macho Alfa. Mas até que ponto a fantasia é mesmo da mulher ou não uma mera especulação ou curiosidade, em que nem imaginar a situação ainda o fizeram. Não será que por não terem vivido certas coisas antes desse namoro que deu em casamento, depois ficam com aquilo ali entalado!? Pois por este prisma tenho que escolher um homem que já tenha vivido tudo e agora queira estar SÒ comigo. Sim! A Anónima não é amiga de partilhar o que gosta, é uma egoísta. 

Como dizia e o Quintino Aires diz também falar sobre sexo e de forma natural e transformar certas coisas em criatividade vai fazer com que as perversidades sejam reduzidas. Falta imensamente a comunicação e a coragem para dizer que se quer determinada coisa ou então que não se quer fazer determinada coisa. Porque também por vezes certas pessoas são quase coagidas a fazer determinadas coisas em prol do suposto prazer mútuo, que por vezes é só de um lado. O outro lado só fica satisfeito, porque agradou o outro. 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Medo de mudar ou sei lá o quê


No outro dia entre conversas no facebook estava a falar com um rapaz, sim digo rapaz uma vez que ainda é mais novo que eu. Mas de certa forma já viveu mais que eu, inclusíve tem qum filho. Agora tem uma relação, mas pelos vistos nem tudo está bem. Vou falar sobre um pequeno episódio da vida deles, que julgo ser a realidade de muitos casais ou não só. Ele estava a falar comigo através do facebook comigo de noite na sala, e a esposa também estava no facebook noutro canto e também a ver televisão. E eu me pergunto se isto faz sentido. Depois cada um há-de se queixar que o outro não lhe liga, não o valoriza, não o deseja. Ele dizia-me a mim que a sentia distante e, que quando se chegava a ela, ela se queixava de dores de cabeça, indisposição ou sono. Mas o certo é que a meu ver ele estava apenas a dar desculpas. Numa relação é muito importante a comunicação, e saber falar abertamente sem tabus, caso contrário nem fazem sentido se chamarem namorados ou então um casal. Pois havendo amor, havia haver respeito e confiança. Mas também penso que seja um mal geral, muitos homens não sabem o que fazer, sentem-se perdidos e depois acabam culpando de certa forma a mulher, dizendo que ela não diz o que se passa. Mas imaginem se fossemos dizer tudo, fazer um manual para vocês homens actuarem. 

Ainda hoje um me dizia algo do género, para eu dizer o que ele tinha que fazer, o que eu queria que ele fizesse. Isto porque eu disse para ele parar com a conversa porque estava a ser indesejado. Mas imaginem eu estar a dizer ao homem o que ele tem que me escrever. Isso tem alguma lógica?!?! que tal ser-se ele próprio, como eu sou eu própria. Posso errar claro, mas com a experiência vamos aprendemos e ter também alguma sensibilidade, a adivinhar o outro, a essência do outro. Se falho!? Sim falho, mas vou aprendendo. Outra cena é virem conversar comigo, metem conversa, mas depois não falam nada, porque não têm assunto algum, e depois dizem que eu é que não quero falar, mas irrita ser eu a tomar a iniciativa de trazer um tópico para falar e, pior é eu falar sobre algo e depois não entenderem nada, e eu ter que dar uma de professora. Tem gente que diz que adora sexo, mas depois não sabe nada de sexo, ou o que sabe é simplesmente a penetração e pouco mais. Tão banal. Evolução please. Ser-se charmoso ou sensual requer estudo também. A vulgaridade dentro de um certo requinte tem graça sim, mas só vulgaridade em si só não tem piada alguma. Certamente terá para certas pessoas, mas não para todas. 

Noto muito no facebook, nestes perfils falso um desespero muito grande, e a procura de algo que às vezes nem as pessoas sabem bem o que procuram. Procuram algo que falta na vidas deles, mas será que procurar fora é a solução!? Há que mudar interiormente e depois partilhar com outra pessoa - não fará assim mais sentido?! Muitas vezes procuram novas sensações, o desejo de serem desejados. Mas depois como ter isso de verdade?! Como uma cena teatral conseguem isso por um momento, mas na verdade nunca o vão conseguir, porque tem que partir da própria pessoa e muitas pessoas nem conseguem-se abrir porque nem se conhecem a elas próprias, só conhecem a imagem delas mesmas. Existe um medo de se expôr, um medo de magoar-se a si mesmo ou magoar os outros, então não se diz certas coisas nem se faz certas coisas. 

Acho que vivemos numa era de facilitismos em que queremos tudo muito fácil, que apareça uma gaja ou gajo na net desesperado por sexo ou algo mais e pimba aconteça. Mas será isso mesmo que precisamos?! Porque não lutar para ter o desejo de quem nós desejamos?! Porque nos acomodamos ao chamado normal?! Porque nos fechamos em copas, e depois queremos que alguém se apaixone por nós?! Nos questionarmos é que nos dá respostas a nós mesmos. 

Grafitti de Pinche

domingo, 31 de maio de 2015

Body moves, but the heart stays the same


Pintura de Samantha French

Não te tenho aqui comigo, nem te terei. Pois sei bem que fiz asneira mesmo. Errei contigo. Mas ficou a inspiração, ficaste na mesma dentro de mim, e confesso que raramente quando penso em ti o penso numa versão sexual, mas sim mais numa versão mais de amigo, o comparsa que está ali ao meu lado a rir das minhas cenas. Eu a partilhar contigo. Por todo o lado que passei levo comigo as nossas músicas,e por vezes na rua enquanto ando ou estou sentada falo contigo. Sempre a partilhar. Sei que muito provavelmente não pensas em mim, mas mesmo assim talvez ainda continue alguma esperança ou então apenas porque foi tão diferente. Foi mesmo um sonho lindo. Algo lindo mesmo que vivemos. 

Still think about you, something in you makes me fell happy, makes me fell safe. In my thought I talk with you. Most of the times I am lost. My body goes one direction, my head another way, and my heart hundred miles away. I just wish everything thing goes just one direction. But the body has fear inside, and because of that wants to live everything, with the fear of time finish. Sometimes it can be a good thing, others not at all. We both like the same music, same melody in our body's. But of course you know what you want, and I don't, I am just lost. And the problem is that I want someone, but maybe it should not be like that. I really don't know. 


Fantasia entre a ramagem


Pintura de Max Petrone

As folhas rasmalham, produzem uma certa sinfonia quando o vento passa por elas. Fortes troncos emergem do solo, fixos, rígidos e nunca mudam de sítio. No topo a verdejante folhagem, que nos dá sombra, nos faz estarr melhor num dia tão quente. A beleza não está na perfeição, mas muitas vezes está quando a imperfeição nos transmite algo de belo e singular. Singular, único, incomparável, imensurável. Gosto desta brisa, de sentir. Não gosto de ver o lixo no chão, beatas de cigarro igualmente depositadas no chão onde estou. Queria me sentir mais livre. Acho que tantos anos de repressão agora dão em cenas maradas mesmo. Dou comigo a viver coisas que nunca pensei viver, algumas que iria criticar bastante. Por um lado ensina-me a ver muita coisa, e a aceitar/tolerar melhor as coisas. Mas francamente acho que já era assim. Talvez eu não consiga crescer bem, e então ainda viva no plano térreo mesmo. Ou então ando a tentar entender algo que ainda não entendi. 

Quando não se tem raízes é-se inconstante, é preciso ter raízes para fixar, não vacilar. E não é não fazer porque achamos mal, ou porque pensamos demasiado no que os outros pensam. Tanta coisa mudou e ao mesmo tempo não mudou. 

A fantasia é uma cena tramada, e porque fantasiamos?! Na verdade o fazemos porque a realidade não é o que desejamos. E por tal sonhamos com outras coisas diferentes ou coisas que num canário normal nunca aconteceriam. Por um lado é a adrenalina, a cena do proibido. 

Os pássaros chilreiam e nunca nos admiramos com a beleza. O desejo crepita. O vento sompra, apazigoa a minha alma, mas continou confusa. Tremedamente confusa e instável, por tal minha letra continua a mudar. Acho que o que falta muito neste mundo é o respeito, e tal proeza vem do amor. E por isso mesmo muitas pessoas aparentam ter respeito, mas na verdade não o sentem porque também não têm amor nos seus corações, nem o tentam ter. E amor é como uma planta é preciso cuidado, não basta pensar, é preciso actuar. Cada vez as pessoas actuam numa de moda e não de uma de sentir, porque vejamos nós somos animais superiores, então supostamente deviamos caminhar para a consciência. Eu falo isto, mas muitas vezes ando para aí perdida a ver não sei o quê. Mas ainda para aqui me questiono sobre certas coisas, ao passo que certas pessoas nem isso. E isso é algo que não deveríamos perder - a capacidade de nos questionarmos como as crianças, e também a capacidade de nos supreendermos. Tudo passando a ser rotina deixa de ter brilho, e deviamos procurar nós mesmo isso e não esperar que alguém nos traga esse brilho. Ou melhor parar de fazer teatro, e admitir a vida que temos e tentar mesmo mudar. Muita gente queria mudar, contudo nada faz para tal. Acomodam-se ao confortável, enfim...mas depois fantasiam. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Fantasia-se quando a realidade não é a desejada


“You know you're in love when you can't fall asleep because 
reality is finally better than your dreams.”
Dr. Seuss


Pintura de Kent Williams




Tantas pessoas vivem insatisfeitas com a própria vida e contudo não mudam. Mas como não se controla a mente, então sonham. Desejam algo que não têm. Nem sempre isso é mau, mas existem casos que isso é sim algo mau. Mas se vivessem o desejado sonho já não teriam de sonhar mais, ou melhor viver num abismo em que a vida é o pesadelo e precisam de coisas para fugir à realidade. Um homem casado uma vez me disse, que quando está com outra mulher e entra no motel ou hotel, nessas quatro paredes esquece tudo e vive outra vida. No fundo não quer pensar nos problemas da vida, na vida que ele tem, mas viver um sonho ali. Está a trair a mulher sim, mas será a culpa só dele?! Cada caso é um caso, e a culpa é de toda uma cultura/sociedade que cria muitas regras de como deve ser, e depois temos medo de ser nós mesmos.

Existem casos que as pessoas têm uma dificuldade em saber apreciar certas coisas da vida, da natureza. Regressar ao tal olhar virgem. Sim! olhar para algo como se fosse a primeira vez, ter a capacidade de nos deslumbramos com o que vemos de uma forma positiva. E por vezes as pessoa perdem esse encanto, essa capacidade que tínhamos quando éramos crianças. A nossa mente anseia mais, diversidade, mas isso também depende de nós, criar a tal criatividade.

Existem pessoas que se queixam de o parceiro já não os deseja e, logo não o procura, mas também se durante 10 anos continuarem iguais, ou então irem para pior, como por exemplo deixar criar barriga e os dentes se estragarem, é normal que a pica/desejo passe. O amor (amizade) ficará, mas a paixão se foi. Mas como podemos querer que nos desejem quando nem nós mesmos nos desejamos?! Temos que nos mimar, sermos egoístas no sentido de mudarmos para melhor. Ok! vamos envelhecendo, mas não significa porém que não cuidemos de nós, como ir ao dentista, ou fazer uma corrida pelo menos uma vez por semana. Manter a paixão, manter o desejo dá trabalho sim. E ir à procura de algo novo não será a solução, mas sim olhar para si mesmo. A mudança tem que vir de dentro primeiro.

Por um lado andamos mais exigentes e não é por si só mau, mas acho que faz parte da evolução. A mim não me dá pica um homem que só pensa em casar, ter filhos, uma vida estável, e basta ter um sexo mediano. Preciso de mais, de um homem que não olhe para o mundo com olhos quadrados, mas sim redondos, que me faça sonhar. Não sei explicar, mas tem pessoas que pensam pequenino, que não procuram saber mais, não se questionam sobre as coisas, não sentem excitação em saber mais. E ficam satisfeitas com o pouco que a vida pode dar, mas na verdade depois andam insatisfeitas. Não sei mesmo explicar. É algo que se sente mais do que algo se se explique. Mas nesta vida existem pessoas para tudo, e o importante é saberem encaixar.


Alguns homens estão casados ou juntos e desejam outra mulher, e algumas vezes é porque não vivem suas fantasias com a esposa, mas o que falta na maioria das vezes é a tal comunicação. Muitas vezes as pessoas não sabem ser honestas e sinceras. Ontem fiquei a saber de um casal, em que a mulher não se despia para o sexo, em que não tomavam banho juntos. Será que isso não é algo sujo. Tipo atribui-se tanta conotação negativa ao sexo, que depois existe uma grande vergonha ao viver o sexo. Porque não se vive o sexo com mais respeito?! Tem homens que também se acham os maiores, mas é normal que as esposas não queiram fazer com eles, pois eles pouco sabem. E nem procuram saber. Como não saber o que é a vulva, vagina, lábios, clitóris, etc. Eu acho importante ter algumas noções sobre sexo, senão somos animais básicos. Às tantas os da tribo sabem mais que nós, é assim que queremos ser?! Sim andamos de carro, a mexer no telemóvel achando que somos os maiores, mas depois não sabemos usar a internet como meio de enriquecer e procurar saber mais. De que vale querer sexo com outra mulher se não se procura saber mais sobre sexo?! 

domingo, 24 de maio de 2015

Foder


Dissertação sobre a palavra Foder


Ui o título é mesmo sugestivo. Isto vem a propósito de um desafio que recebi de um leitor, para escrever sobre a palavra foder. Ainda um dia estava a falar sobre vários assuntos com uma amiga e, já nem me lembro como foi, mas a certa altura ela disse que foder não é o mau, mas sim uma violação. Nada mais certo que isso. Por detrás de uma palavra esconde-se muitos sentidos, expressões, sentimentos, questões culturais. 

Ainda no outro dia alguém dizia que o sexo deve ser feito com amor. E de certo que sempre pensei isso. Essa mesma pessoa dizia que paixão é uma espécie de amor precoce. Mas pergunto-me a mim mesma será bom ou melhor será correcto confinar as coisas desta forma e negar a força do sexo, da natureza?! Ok! para seres mais iluminados isto será a versão melhor, mas verdade seja dita raros de nós o são, e o que se passa é que na maioria é que não existe esse desejo ardente do sexo isso constata-se unicamente porque o sexo está a ser controlado, manipulado pela mente. Ou seja existem filtros, condicionalismos da sociedade sobre o que é correcto e não o é. Mas e se pensarmos sem filtros?! Será que não temos fantasias?! Será que todas as fantasias devem ser oprimidas como os sonhos?! Sim! muita gente até abandona o sonho de uma paixão e um amor e fica-se pelo amor. Ok! o amor é sempre o mais importante, mas vejamos, sem paixão e só com amor, não será isso uma amizade?!

Um rapaz me disse que conheceu uma prostituta que durante 6 ou 7 anos não teve nenhum orgasmo. Não sei ao certo se era unicamente quando estava com os clientes, e os tinha quando se masturbava sozinha, ou se foi mesmo esse tempo todo sem nenhum orgasmo. Mas mesmo que seja só com os clientes, será isso o correcto?! E pior, sim! pior são esposas, mulheres casadas com homens que supostamente existe amor, e não existe orgasmo. Será isso o certo?! Muitas vezes as pessoas vivem presas e não se conseguem libertar. E para libertar é preciso nos livrarmos de condicionalismos de certo e do errado, como por exemplo que foder é mau e que fazer amor é que é lindo. Verdade ou não existem casais que nem foder fazem, só fazem o chamado fazer amor. Com isto não digo fazer com sentimento, mas o que agora quero dizer, é que fazem de forma tão branca e fraquinha  que claro que não dá pica. Ok! cada um gosta do que gosta e nada melhor do que variar. Pois tem momentos que só queremos mesmo é um abraço e carinhos, mas a vida não é só feita de dias de sol, existem dias de chuva e de noite. Então ser-se animal e fazer sexo de forma selvagem não é mau. Mau é haver regras pre-definidas. 

A palavra em si pode ser uma forma de libertação, de erotismo que perpetua o desejo. Contudo como disse aliado a esta palavra está um sentido pejorativo, nem sempre é dito como uma componente sexual, mas normalmente sempre com uma carga muito negativa. Segundo o que li, o emprego da palavra é algo machista, sendo até também aliado a uma violência sexual em que o homem é quem fode, quem exerce o poder. A palavra foder diz vir do latim vulgar futére que significa ter relações com a mulher. 



"(…)Mas se precisa tanto de companhia por que não abre o coração a alguém?

Estou mal arranjo uma companhia?!? Arranjar mulher porque preciso de companhia era no tempo do Salazar. Respeito as pessoas. Uma mulher sentia-se bem com um homem que dissesse: ‘ amo-te, és linda, deixa-me foder-te’, só porque queria companhia e alguém à espera quando chegasse a casa? Se fosse mulher sentir-me-ia muito mal se alguém estivesse comigo só porque precisava de alguém à espera em casa. Prefiro tratar das minhas neuras sozinho.

Nunca diz ‘fazer amor’?

O amor não se faz, acontece. Essa expressão é feíssima. Ama-se, faz-se sexo, mesmo que seja com amor. Isso é um preconceito português de achar que foder é só com as putas. Um dos grandes tabus da humanidade continua a ser o sexo. Como é possível viver os dias de hoje sem prazer? O sexo não serve só para procriar! Acho a expressão ‘fazer amor’ muito pouco ‘tesuda’.(…)"

Trecho de uma entrevista ao Rogério Samora, publicada na revista Tabu, do jornal Sol, de 27/10/2007.

sábado, 23 de maio de 2015

Um pássaro que não voa não é pássaro


"O caminho é que importa, não o seu fim. Se viajar depressa demais, vai perder aquilo que o fez viajar." (Louis L'Amour)

Pintura de Kris Lewis

Arranjamos desculpas para tudo. Conheci uma miúda de 18 anos. Não! uma miúda, mas sim uma rapariga muito responsável e madura de 18 anos. Ela fez-me pensar e, ver que tenho tanto para mudar. Ver as coisas de um prisma diferente. Ela é Canadiana, e com esta idade viaja sozinha pela Europa. Sim! sozinha e, foi ela que programou a viagem. Não tem tudo programado, mas vai vendo à medida que vai vendo as coisas. Diz ela que ficou desanimada com Paris, pois achou muito turístico e onde eu a encontrei era um sítio menos turístico. Gostei mesmo de falar com ela. Quem me dera ser alguém assim. Mas não! Com esta idade ainda não sou livre. Talvez tanta agitação dentro de mim, pois a minha família sempre me prendeu e há muito tempo que eu podia ser livre e não sou. Quando foi para a universidade nunca devia ter pensando na minha família e devia ter sido mesmo egoísta e deixar o medo de parte. Mas parte do medo é induzido, ou melhor foi introduzido em mim pela família. Pois a família quer nos dar conforto e segurança e às vezes acaba por nos prender no chamado amor. No fundo muitas vezes não se trata de amor, mas sim de um sufoco. Não tiveram uma vida e depois também não deixam os outros a ter. Implicitamente aplicam uma pressão, para a outra pessoa ter a consciência pesada quando não faz algo. Enfim....e depois ainda dizem - mas tu podes fazer o que queres; não foi eu que te prendi. Mas é a tal coisa, sem darem por isso, fazem-nos tomar decisões por eles. Quem gosta de ver o outro a sofrer por nós, a ficar triste, abandonado?! Enfim...

Ainda dei os meus contactos a ela, mas ela não me deu os delas, logo acho que ela não me vai adicionar. Eu também não posso prender ninguém. Só o facto de a ter conhecido já foi uma riqueza grande. Quando ter filhos, que espero ainda ter, quero que eles viajem e sejam como o rapaz que eu conheci que é a minha inspiração. Ainda hoje ele está no meu pensamento, e por vezes dou por mim quando estou sozinha a falar com ele por pensamento. Chega a ser estúpido eu sei. 

O que nos impede de fazermos o que queremos? O que nos impede de desejarmos algo? O que nos impede de sermos nós mesmos? Naturais? Porque buscamos não a nossa busca interior, mas sim pertencer a uma sociedade que vai sempre mudado. Agradar a outros e não ter uma personalidade é tão insuficiente, que .... :P enfim....É preciso pensar, buscar, cultivar, procurar respostas, fazer perguntas. E talvez muitas pessoas não estejam habituadas a pensar e a fazer questões, mas simplesmente a dizer - sim entendo ou  - sim concordo. Isso não basta, isso não é expressar o que se pensa. 


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