sábado, 25 de julho de 2015

River IV


Years passed
And the river keeps running.
Keeps my heart beating,
Keeps my soul alive.
Ideas blowing in the air.
River goes and comes,
And you came again.
The sun was hot
But the water was cold.
My lips felt empty,
My body couldn't stop.
Yeh! Music was in the air,
And the bear didn't have a humor.
Funny bear that didn't laugh,
But still likes beer.
Belgium, Germany, Portuguese,
All types of beer he drinks.
What smell is this?
It's not coffee.
Yeh! its not.
It doesn't matter anyway.
The river get together with the sea,
All melt softy.
Eat a icecrem,
and jump in a trampoline.
What a mess!!
River will always
Come and goes.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Depois da chuva vem o pôr do sol


Nem parece que fiz uma viagem de tantos kilometros. Estou aqui sentada na rua, num banco de uma esplanada em que o nome é Paulaner. Podia ser outro, mas calhou ser este. A cerveja que bebo, da mesma marca, assemelha-se a uma portuguesa a meu ver. Claro está que, não sou boa entendedora de bebidas. Contudo em vez dos tradicioniais 33 cl, é 50 cl. Mas nunca podia sair daqui sem beber cerveja, sendo este a meu ver o exlibris da Alemanha. Já andei bastante e, também durante algum tempo andei perdida, como de costume. Tenho de instalar no telemóvel uma bussula ou então comprar uma mesmo, porque de vez em quando não sei distinguir o norte do sul. Apesar da 2ª guerra mundial ter desvastado grande parte da cidade, está tudo lindo, pois muita coisa foi reconstruída com base no que era antes. O povo deve ter sofrido imenso e deve ter sido uma luta terrível, e ainda nós falamos do Salazar. É que não acredito que todos os alemões tenham sido favor do Hitler, apenas tiveram de se sujeitar. Enfim...cada um pensará como pensa. 

Hoje choveu e apesar disso está calor. A chuva foi imensa de uma só vez, de uma só vez levou tudo e deixou um lindo pôr do sol. Nada é eterno, e por tal tão precioso tudo o é. Há cerca de uma hora atrás, junto ao rio, enquanto caminhava, estavam uns jovens a beber cerveja, algo muito típico aqui, e a ouvir música. Era a música que me fez de novo sonhar e pensar em ti, em toda a razão ou inspiração que não consigo esquecer. Parece que tudo o que penso sobre ele é como se fosse uma mentira e sinto-me injustiçada por ele não querer amizade comigo. Uma das coisas que adoro aqui são as bicicletas, e isso faz parte de uma cultura e não de uma simples moda. Era bom que em Portugal fosse mais assim. 



Pintura de Erik Jones

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mochila nas costas


Pintor: Tilo Uishner (em madeira)

Sozinha com uma mochila nas costas, eu caminho. Na eventualidade de encontrar alguém não aconteceu, mas consegui provar a mim mesma que era capaz e que tinha coragem para conseguir estar sozinha. Estar com amigos, rir, partilhar é tudo mais lindo eu sei, e maravilhoso, mas acho que às vezes saber estar sozinho também o é. Tudo depende, mas sozinha caminho para onde quero, e vejo o que quero. Simples. Ok! ok a maior parte do tempo ando perdida, sim! sem sei onde raio é o sul. E depois sozinha falo sozinha comigo mesma, ou com o que acho ser ele. A estupidez é tanta que até falo em inglês no meu pensamento a dizer graçolas e claro na minha mente ele responde e ambos nos rimos. Eu sei que nunca devia fazer isso, mas a verdade é que acontece, e em parte ele foi a razão pela qual comecei a viajar sozinha.

Eu sei que se vermos filmes e imagens também captamos outra cidade, mas nada como estar ali mesmo, sentir para ter a nossa prespectiva sobre o assunto. Novas experiências, conseguir-se desembaraçar-se. Sempre quis ter uma autocaravana, mas ainda não se proporcionou e como está a conjuntura dos nossos dias tenho que ter algum cuidado com o que faço ao dinheiro, porque ficar sem nenhum não pode ser. Para haver alguma liberdade tem que haver também algum dinheiro. Já me dizeram - mas o que vou eu fazer no sítio X?! Tipo não entendem e ficam bem sempre ali no mesmo sítio, mas eu preciso de vez em quando de fugir ao normal e ver novas coisas. Tenho também muita coisa para trabalhar em mim mesma, mas a cena é mais complicada do que parece.

Acho que os nosso ministros deviam viajar como turistas e usar transportes e comprar comida e etc etc, para depois comparar um país com os outros, além de ver outros aspectos de organização. E sinceramente cada vez que volto acho isto muito caro. Porque para o salário que temos de facto, por exemplo, transportes públicos são muito caros. Este País tinha que ser todo revisto e esquecer isso de agradar a gregos e troianos, ou de agradar aos pequeninos para conseguir ganhar eleições.





quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na calçada ela caiu


Artista:Vhils, na Rua de São Tomé em Lisboa

Foi acordei cedo para ir a uma entrevista. Mas ainda meio a dormitar, senti algo que me atormentou. Tomará eu que fosse algum desejo, mas não, simplesmente, e não tão simples, uma dor nas anginas. A inflamação na minha garganta que ao engolir saliva me provocava dor, ainda agora continua e, sinceramente nem sei porquê, não é muito usual, visto que tenho tido cuidado com alimentação. Deve ser castigo ou algo algum bruxedo que me lançaram. E vendo bem, ontem conheci uma senhora que passei horas a falar com ela sobre cenas meio maradas para alguns. A início era sobre política, mas depois era sobre reencarnação e cenas que tais. 

Com algum custo, lá me levantei para não chegar atrasada. Lá fiz o que tinha que fazer, e dei muito à perna, pode ser que fique com pernas fortes. ahahah E sim! Aqui a Anónima tem um fraquinho por homens com pernas fortes. Não se trata de gostar de homens musculados, mas sim de homens fortes, do género vickings. eheh Onde ia eu....tratei das minhas cenas, pelo caminho comprei uns pasteis de nata. Sim! um só não basta. E quando estava de volta a casa, após sair do comboio vejo uma senhora no chão. Vejo que caiu, e perto estava um rapaz e começou a ajudar. Eu junto-me e ajudo também. Ao se levantar vejo que está grávida e, penso logo em ligar para o  112. E não pensei na altura, mas penso antes e agora também, que é sempre bom ter o telemóvel connosco por estas coisas. No outro dia quando sai de casa, por causo sai sem telemóvel e sem relógio, mas também sem hora para chegar a casa, guio-me pela luz e pela fome. 

A senhora estava muito aflita, pois escorregou e caiu de frente batendo com a barriga no chão na calçada. Felizmente acho que deve estar tudo bem. O rapaz não sei se chegou atrasado a algum sítio, mas se sim, não sei se vão acreditar no que ele vai dizer para justificar o atraso. Isto faz-me lembrar o meu irmão que teve um acidente e um senhor ajudou e estava com um funcionário, e curioso foi que o funcionário disse que era melhor não ajudar porque não havia tempo, que iam chegar atrasados. cenas da vida, em que nos ensinam a viver apressados e só pensar em nós. Seja como for, continuando, eu depois ainda permaneci ali um pouco à espera da ambulância. Depois apareceram mais mulheres, e uma delas conheci-a de vista. Diziam para ela não chorar e graças a Deus ela não sangrou. Estava de 7 meses. Apareceu uma senhora que dizia ser tia, mas depois foi-se embora. Algo bizarro mesmo, em que eu e mais duas ficamo-nos a olhar no género - que cena marada. No fim essa que conhecia de vista é que foi fazer companhia, senão eu já tinha pensando que iria eu, pois nunca podia deixar uma senhora assim ir sozinha. 

Quando os bombeiros seguravam-na para a ambulância, ela me agradeceu. Mas sinceramente não precisava, e entendia perfeitamente se não o fizesse. Mas lembrei me quando uma vez que aconteceu algo com o meu ex-namorado nunca pude agradecer, porque tive, não sei por alma de quem, atender o telemóvel dele, porque a mãe não parava de ligar. Já a minha felizmente passa bem dias seguidos sem falar comigo e acho bem, pois maus hábitos nunca foi algo bom. Como namorado para a namorada não ficar ciumenta, dar o telemóvel a esta ou passwords do facebook para ela conferir que ele não a trai. Nem tanto à terra nem tanto ao mar. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A rota da hipocrisia


Uma vez tinha lido que quem movimenta-se no caminho do desejo é porque ainda tem ignorância. E que a inocência é a ausência de desejos. Por isto vejo que eu ainda caminho no caminho da ignorância. A muturidade tem haver com a consciência. Normalmente queremos uma vida ideal, só com coisas boas, sem dor, sem tristeza, sem problemas, mas esquecemos que a vida é feita de dualidade, ou seja é impossível ter alegria sem ter dor também. Que sentido tinha a luz sem a escuridão?!

"A morte define a vida, dá-lhe uma espécie de intensidade." (Osho)

Acho que muitas vezes vivemos na pura hipocrisia, em que defendemos uma coisa e depois sentimos outra ou vivemos outra. Eu mesma ando também nesse filme por vezes. Mas a maioria não consegue ver isso. Achamos que negar as coisas é o certo, que esconder as coisas é o certo, senão iremos fomentar o pecado e bla bla. Aprendemos a esconder o nosso eu, ou então o mostramos demasiado e perdermos a noção do sensato, porque por vezes o problema não está em nos apontarem o dedo e nós, mas também à nossa família. E talvez certas coisas devam ser mesmo resgardadas. Uma coisa é falar em geral sobre certos assuntos, que falta muito, e outra é falar promenores íntimos sobre nós. Claro está que ao dar opiniões sobre o geral acabamos por dizer o que fazemos ou faríamos. 




 Desenho de Karl Kopinski

Casamento é fruto do medo


"O amor é como um pássaro que voa, a sua liberdade inclui todo o céu. Pode-se prender um pássaro, fechá-lo numa magnífica gaiola doirada, e parece ser o mesmo pássaro que voava livre e que tinha o céu para si. Apenas parece ser o mesmo pássaro, mas não é. Foi morto. As suas asas foram cortadas. Roubáste-lhe o céu." (Roberta Rodrigues)

Pintura de Denis Nunez Rodriguez

Muitos casamentos ou ajuntamentos whatever, são senão formas de melhorar a vida. A palavra em si casamento, vem de casa. Então o que se pretendia era o sustento, a mulher saia da casa dos pais quando conseguia o tal homem que a ia salvar por assim dizer.
Alguns casamento são uma pura mentira nos dias de hoje, fruto de uma carência, de precisar do outro para conseguir chegar a algum lado. Mesmo até quando se precisa de amor,  procura-se o casamento, ou melhor juntar-se com outra pessoa para combater esse buraco.

No outro dia eu questionava a homens o que procuravam numa mulher para uma relação séria, e tudo o que me foi dito foi bastante vago, como; meiga, carinhosa, fiel, trabalhadora, responsável, honesta, e linda por fora. Outro me dizia, companheirismo, amizade, cumplicidade. A primeira cena que conclui é que não referem o sexo como uma característica, sobertudo quando alguns homens se queixam muito da falta de sexo ou falta de desejo da esposa. Porque vejamos nem todos gostam de chocolate, nem temos que gostar, mas convém nos juntarmos com outra pessoa mesmo compatível. Parece-me a mim que prezam muito a amizade e o amor, mas a parte do corpo? Sim! uma relação é composta genericamente por trés componentes, corpo, mente, coração. Ter amor, podemos amar muitas pessoas mesmo, visto que o amor está dentro de nós, e nós partilhamos com quem quisermos. A amizade é uma forma de amor. Agora química não existe com todas as pessoas. Dizer que o amor depois gera desejo acho errado, como também acho errado, ou nem sempre certo que o sexo possa gerar amor. São coisas separadas, que porventura podem estar juntas em alguns casos, ou melhor em certas pessoas. Outra cena que reparo é que mais parece que querem alguém seja uma amiga e uma mãe, um conforto ali em casa. E isto também se aplica para as mulheres. Ah..mas a resposta de um foi que; uma mulher boa em sexo não tem essas qualidades, e se as têm são pouco significativas. A isto eu acho preconceito do grande. Achar que as poucos ou muitas mulheres que ele conheceu são o todo da existência. E achar que podemos criar esteriotipos como estes. E depois também me pergunto que respeito este tipo de homens têm por uma mulher, sim! porque quando traem a esposa é com a outra que partem do pressuposto que não tem qualidades, mas unicamente é boa para a cama. Enfim...Mas depois me dizia que sim tinha generalizado e era a experiência dele, em que ele achou que era melhor escolher a que não era boa na cama, mas que tinha as outras qualidades. Mas depois me pergunto se são felizes. Ok! existem casos muito piores, em que a fachada é muito amor, e que vivem até infernos dentro de casa.

Mas acho uma piada que falam do casamento como se fosse fruto do amor entre duas pessoas, quando às vezes isso não se vê mesmo. Que amor é esse que as pessoas se escondem? Que amor é este que não conseguem terminar ou ser elas mesmas? Com medo que o outro sofra? Aqui está o medo. O medo muitas vezes é a razão dos casamentos e não o tal aclamado amor. Sim! muitos vão discurdar, pois fica e doi ouvir ou ler algo assim. Mas é o medo de ficar-se sozinho, o medo de não conseguir-se sustentar sozinho, o medo de não ser aceite socialmente, até pelos pais. Às vezes a sociedade faz uma pressão para termos alguém e termos a tal relação séria e, posteriormente ter filhos. Parece que certas pessoas se sentem realizadas por terem um casamento e, conseguirem que o casamento tenha sucesso (como um negócio). Às vezes até gostam de se gabar disso, do esposo ou esposa, ou então dos filhos que fazem isto e aquilo. O ego adora estas coisas claro. Muitos casamentos são meros negócios. E vejamos quando o medo está presente, como pode também estar o amor presente?!

Medo = energia que contrai, fecha, isola, foge, esconde, amealha, faz mal

Amor = energia que expande, abre, liberta, fica, revela, partilha, cura



domingo, 28 de junho de 2015

A descoberta de mim mesma


"O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos anda desnudos. O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso. O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos. O medo agride, o amor apaziga." ( Nelae Donald Walsh)

Desenho de Paula Bonet

Foi a uma terapia de cristais, há quem diga que é algo marado, mas até acho que muitas respostas aparecem ali e, que se descobre alguma coisa sobre mim mesma. Não tinha sido a primeira vez, mas desta vez eu senti-me mesmo inibida, mas também penso - como não hei-de sentir isso. Ela simplesmente mostrou a sua experiência de vida, e ao dizer, implicitamente condenava certas coisas, fazendo me a mim estar mais inibida e com sentimento de que falei demais com ela já. Nem todas as pessoas conseguem aceitar o outro, e por vezes existe uma projecção dos nossos valores, do que deve ser para os outros. Sei que fiquei confusa, porque eu vendo bem agora acho que esse não há de ser o problema, o sexo, o facto de ser fácil ou não, mas sim uma outra planóplia de cenas tristes na minha vida que não consigo ultrapassar e que me fazem com que tenham comportamentos menos dignos para mim mesma. 

É que vendo bem antes era virgem, uma rapariga que ninguém imaginaria esta minha faceta, supostamente o exemplo de boa rapariga em muitos sentidos, mas mesmo assim ninguém estava interessado em mim. Agora parece que só se interessam pelo sexo. será que o problema está mesmo em mim? Ou não será nos preconceitos e ideias pre concebidas que a sociedade lança para o ar e as pessoas captam e reproduzem para obter o resultado final? Dizem que o sexo é natural agora e que não deve ser condenado, contudo continua-se a condenar tudo e achar que a mulher tem que ser difícil; que se se for fácil então o homem depois perde o interesse? Mas pergunto-me que tem o sexo haver com os valores ou não das pessoas? ou a vontade de depois terem uma relação séria ou não? É isso que vai fazer com que o homem depois perca o interesse? Não será isso cenas de um ego?

Acho é que por vezes o medo nos inibe de fazer certas coisas com medo do que os outros passam achar. E quando as pessoas à priori já dizem que acham mal a pornografia, quem é que a seguir vai dizer que sente prazer com isso, quando anteriormente tinha-se dito que gostasse disso não era saudável? O importante é entender que todas as pessoas são diferentes, e que o próprio corpo é diferente assim como a forma que a mente vive isso. É bom não fazermos algo que nos dará prazer porque temos medo do outro? Também não será certo fazer por medo de morrer talvez.


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