quarta-feira, 1 de julho de 2015

A rota da hipocrisia


Uma vez tinha lido que quem movimenta-se no caminho do desejo é porque ainda tem ignorância. E que a inocência é a ausência de desejos. Por isto vejo que eu ainda caminho no caminho da ignorância. A muturidade tem haver com a consciência. Normalmente queremos uma vida ideal, só com coisas boas, sem dor, sem tristeza, sem problemas, mas esquecemos que a vida é feita de dualidade, ou seja é impossível ter alegria sem ter dor também. Que sentido tinha a luz sem a escuridão?!

"A morte define a vida, dá-lhe uma espécie de intensidade." (Osho)

Acho que muitas vezes vivemos na pura hipocrisia, em que defendemos uma coisa e depois sentimos outra ou vivemos outra. Eu mesma ando também nesse filme por vezes. Mas a maioria não consegue ver isso. Achamos que negar as coisas é o certo, que esconder as coisas é o certo, senão iremos fomentar o pecado e bla bla. Aprendemos a esconder o nosso eu, ou então o mostramos demasiado e perdermos a noção do sensato, porque por vezes o problema não está em nos apontarem o dedo e nós, mas também à nossa família. E talvez certas coisas devam ser mesmo resgardadas. Uma coisa é falar em geral sobre certos assuntos, que falta muito, e outra é falar promenores íntimos sobre nós. Claro está que ao dar opiniões sobre o geral acabamos por dizer o que fazemos ou faríamos. 




 Desenho de Karl Kopinski

Casamento é fruto do medo


"O amor é como um pássaro que voa, a sua liberdade inclui todo o céu. Pode-se prender um pássaro, fechá-lo numa magnífica gaiola doirada, e parece ser o mesmo pássaro que voava livre e que tinha o céu para si. Apenas parece ser o mesmo pássaro, mas não é. Foi morto. As suas asas foram cortadas. Roubáste-lhe o céu." (Roberta Rodrigues)

Pintura de Denis Nunez Rodriguez

Muitos casamentos ou ajuntamentos whatever, são senão formas de melhorar a vida. A palavra em si casamento, vem de casa. Então o que se pretendia era o sustento, a mulher saia da casa dos pais quando conseguia o tal homem que a ia salvar por assim dizer.
Alguns casamento são uma pura mentira nos dias de hoje, fruto de uma carência, de precisar do outro para conseguir chegar a algum lado. Mesmo até quando se precisa de amor,  procura-se o casamento, ou melhor juntar-se com outra pessoa para combater esse buraco.

No outro dia eu questionava a homens o que procuravam numa mulher para uma relação séria, e tudo o que me foi dito foi bastante vago, como; meiga, carinhosa, fiel, trabalhadora, responsável, honesta, e linda por fora. Outro me dizia, companheirismo, amizade, cumplicidade. A primeira cena que conclui é que não referem o sexo como uma característica, sobertudo quando alguns homens se queixam muito da falta de sexo ou falta de desejo da esposa. Porque vejamos nem todos gostam de chocolate, nem temos que gostar, mas convém nos juntarmos com outra pessoa mesmo compatível. Parece-me a mim que prezam muito a amizade e o amor, mas a parte do corpo? Sim! uma relação é composta genericamente por trés componentes, corpo, mente, coração. Ter amor, podemos amar muitas pessoas mesmo, visto que o amor está dentro de nós, e nós partilhamos com quem quisermos. A amizade é uma forma de amor. Agora química não existe com todas as pessoas. Dizer que o amor depois gera desejo acho errado, como também acho errado, ou nem sempre certo que o sexo possa gerar amor. São coisas separadas, que porventura podem estar juntas em alguns casos, ou melhor em certas pessoas. Outra cena que reparo é que mais parece que querem alguém seja uma amiga e uma mãe, um conforto ali em casa. E isto também se aplica para as mulheres. Ah..mas a resposta de um foi que; uma mulher boa em sexo não tem essas qualidades, e se as têm são pouco significativas. A isto eu acho preconceito do grande. Achar que as poucos ou muitas mulheres que ele conheceu são o todo da existência. E achar que podemos criar esteriotipos como estes. E depois também me pergunto que respeito este tipo de homens têm por uma mulher, sim! porque quando traem a esposa é com a outra que partem do pressuposto que não tem qualidades, mas unicamente é boa para a cama. Enfim...Mas depois me dizia que sim tinha generalizado e era a experiência dele, em que ele achou que era melhor escolher a que não era boa na cama, mas que tinha as outras qualidades. Mas depois me pergunto se são felizes. Ok! existem casos muito piores, em que a fachada é muito amor, e que vivem até infernos dentro de casa.

Mas acho uma piada que falam do casamento como se fosse fruto do amor entre duas pessoas, quando às vezes isso não se vê mesmo. Que amor é esse que as pessoas se escondem? Que amor é este que não conseguem terminar ou ser elas mesmas? Com medo que o outro sofra? Aqui está o medo. O medo muitas vezes é a razão dos casamentos e não o tal aclamado amor. Sim! muitos vão discurdar, pois fica e doi ouvir ou ler algo assim. Mas é o medo de ficar-se sozinho, o medo de não conseguir-se sustentar sozinho, o medo de não ser aceite socialmente, até pelos pais. Às vezes a sociedade faz uma pressão para termos alguém e termos a tal relação séria e, posteriormente ter filhos. Parece que certas pessoas se sentem realizadas por terem um casamento e, conseguirem que o casamento tenha sucesso (como um negócio). Às vezes até gostam de se gabar disso, do esposo ou esposa, ou então dos filhos que fazem isto e aquilo. O ego adora estas coisas claro. Muitos casamentos são meros negócios. E vejamos quando o medo está presente, como pode também estar o amor presente?!

Medo = energia que contrai, fecha, isola, foge, esconde, amealha, faz mal

Amor = energia que expande, abre, liberta, fica, revela, partilha, cura



domingo, 28 de junho de 2015

A descoberta de mim mesma


"O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos anda desnudos. O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso. O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos. O medo agride, o amor apaziga." ( Nelae Donald Walsh)

Desenho de Paula Bonet

Foi a uma terapia de cristais, há quem diga que é algo marado, mas até acho que muitas respostas aparecem ali e, que se descobre alguma coisa sobre mim mesma. Não tinha sido a primeira vez, mas desta vez eu senti-me mesmo inibida, mas também penso - como não hei-de sentir isso. Ela simplesmente mostrou a sua experiência de vida, e ao dizer, implicitamente condenava certas coisas, fazendo me a mim estar mais inibida e com sentimento de que falei demais com ela já. Nem todas as pessoas conseguem aceitar o outro, e por vezes existe uma projecção dos nossos valores, do que deve ser para os outros. Sei que fiquei confusa, porque eu vendo bem agora acho que esse não há de ser o problema, o sexo, o facto de ser fácil ou não, mas sim uma outra planóplia de cenas tristes na minha vida que não consigo ultrapassar e que me fazem com que tenham comportamentos menos dignos para mim mesma. 

É que vendo bem antes era virgem, uma rapariga que ninguém imaginaria esta minha faceta, supostamente o exemplo de boa rapariga em muitos sentidos, mas mesmo assim ninguém estava interessado em mim. Agora parece que só se interessam pelo sexo. será que o problema está mesmo em mim? Ou não será nos preconceitos e ideias pre concebidas que a sociedade lança para o ar e as pessoas captam e reproduzem para obter o resultado final? Dizem que o sexo é natural agora e que não deve ser condenado, contudo continua-se a condenar tudo e achar que a mulher tem que ser difícil; que se se for fácil então o homem depois perde o interesse? Mas pergunto-me que tem o sexo haver com os valores ou não das pessoas? ou a vontade de depois terem uma relação séria ou não? É isso que vai fazer com que o homem depois perca o interesse? Não será isso cenas de um ego?

Acho é que por vezes o medo nos inibe de fazer certas coisas com medo do que os outros passam achar. E quando as pessoas à priori já dizem que acham mal a pornografia, quem é que a seguir vai dizer que sente prazer com isso, quando anteriormente tinha-se dito que gostasse disso não era saudável? O importante é entender que todas as pessoas são diferentes, e que o próprio corpo é diferente assim como a forma que a mente vive isso. É bom não fazermos algo que nos dará prazer porque temos medo do outro? Também não será certo fazer por medo de morrer talvez.


terça-feira, 23 de junho de 2015

The Men of the moment - II


No outro dia escreviam sobre os franceses que conheci, e nem cheguei a dizer que por causa do francês que eu chamo o manhoso, perdi o rasto dos outros. Eu claro também não quis forçar, pois não posso correr atrás de quem não me quer. Mas depois da confusão com a polícia dei o meu contacto ao francês com quem falei mais. Eu ainda tinha esparança, porque como dizem é sempre a ultima cena a morrer lol, mas também pensava que ele tinha rascado o papel, pois o notei estranho. O certo é que afinal ele me tinha escrito, mas a mensagem foi para outros no facebook e não a tinha lido. Só depois de ele chegar a frança e me fazer o pedido de amizade no face é que eu vejo. Fiquei tão contente, por dentro parecia uma adolescente. E não! não tenho esperança que algo aconteça entre mim e ele. Entre mim e ele não aconteceu nada de sexual, nada; até porque também estavamos num grupo. Mas passamos bons momentos. 

Agora há pouco me perguntavam porque não tenho namorado, se era porque não queria. Não entendem que eu queria o Tal, e acham que sou demasiado esquisita, mas não creio. Existem é também alguns homens sem noção da realidade, que não é eu achar-me a melhor, nem ter o ego grande, mas existem homens que não merecem uma mulher como eu. Simples. Eu também não mereço todo o homem. Simples. Costuma se dizer que para cada panela uma tampa, logo não há que achar que pessoa sem ambições na vida, que quer alguém para não estar sozinha, sem cultura, pode ficar com uma que quer mais. Eu já não vejo as coisas assim, existem coisas ou situações que vejo como desesperantes mesmo e até me irritam. Não quero nem tenho paciência para pessoas sem noção da realidade, que não sabem falar, conversar por amizade pura. Irrita-me homens que falam todos a mesma cantiga e depois desmentem que querem só sexo, mas quando vemos claramente que é isso. E pior! para mim, e não somos todos iguais, até para sexo preciso de bem mais. Preciso de alguém com criatividade, que me cative de alguma forma. Existem pessoas com pouco estudos mas com alguma inteligência, mas existem outras que bem podiam estar a vida toda na escola que continuavam ignorantes. E sinceramente não sei às vezes se este facilitismo todo da net não mete as pessoas ainda mais burras ou preguiçosas. 

O foco devia ser conhecer-mo-nos a nós próprios e não andar a procurar alguém para assim sermos alguém. E por vezes as pessoa estão concentradas em cativar o outro e não a simplesmente serem elas mesmas. Ser natural é simplesmente ser-se, deixar-se ir. Quando se vai com algo na cabeça acho que perde muita piada mesmo. Sinceridade, honestidade e mente aberta é raro. Sinceridade não significa que tenhamos que dizer tudo, mas que tudo o que se diga seja verdade, e não parte de um plano. Capacidade de amar é raríssimo. Existe um medo, de investir e depois nada disso servir para nada. 

Eu considero o homem do momento ser às vezes melhor que o homem que diz que quer uma relação séria, mas na verdade é tudo (atenção: às vezes - nem sempre) parte de uma cantiga para também ter o mesmo - sexo - e depois além disso ter um conforto. Para mim mais vale a sinceridade, e depois o futuro logo dirá. Por vezes as pessoas também se confudem muito, e eu mesma também ando e andei confusa, mas acho que apesar de tudo vou tentando pensar e ver o bom e mau que vejo para aprender. Não vejo mal eu desejar um homem lindo para mim, ou não serei eu digna de tal?! Se também sou gira também mereço um homem giro certo! Não quero mais nem menos do que também posso dar. E por vezes dizem - beleza está no interior. Sim! é verdade, mas vejamos não podemos ser hipocritas também, a paixão é combustão com base na química. O amor sim não vê nada, mas a paixão é diferente. E numa relação para mim eu quero tudo, não me basta só amor, que será uma boa amizade, para mim é preciso bem mais, é preciso também um homem que crie em mim o desejo insano de não querer mais nenhum além dele. E por vezes, e não criticando, as pessoas contentam-se com pouco. Não acho isso mal, acho mal é criticarem e acharem mal o outro querer tudo. E paixão não é só conseguir ter um bom sexo com o outro, é muito além do físico. 

O francês no meio da conversa, dizia-me algo como, que era bom viajar e conhecer pessoas novas, e depois (não sei contar bem - reflexo da minha má memória) eu era uma rapariga gira, inteligente, simpática, entre outras coisas que não me lembro lol. Mas fiquei contente. Porque eu não foi directo, disse de uma forma menos directa, mas linda. Confesso que sabe bem ao ego ouvir estas coisas, e por estas e outras também vou ganhando mais confiança em mim. 


Pintura de Alyssa Monks

sábado, 20 de junho de 2015

The Men of the moment


Nem sempre temos sorte, mas por vezes temos momentos lindos de sorte seguidos de um azar estúpido. E claro que aqui a Anónima nem sempre está preparada para gente estúpida que deita a abaixo a minha sorte. Sim! Porque conheci  rapazes lindos e super simpáticos, franceses, mas depois por causa de um outro francês que se encontrou pelo caminho tudo ficou estragado. Odeio certa gente, odeio gente cheia de aparências e boas conversinhas, odeio gente que faz da vida enganar o outro. E por estas e outras já não dou dinheiro a gente que me pede, só dou a alguém que faz algo, como tocar música, porque vejo que se esforça e mostra talento para conseguir algo. Na verdade num concerto eu pago, logo se eu ouvir ou ver algo na rua, porque não contribuir para tal. Mas alguém que me pede é para esquecer. Não quero saber se diz que passa fome ou não, eu também tenho as minhas coisas. E pior é gente que diz ter dinheiro, mas depois faz uma história do vigário para enganar e, alguém é implicada nisso. Como foi neste caso eu, sim! Estudou tudo muito bem, e pensou que eu era o elo mais fraco e me acusou de o roubar. Chamou a policia e tudo, sim! bela encrenca. Mas é óbvio que na verdade nunca houve dinheiro nenhum. Eu sei eu sei que esta conversa é confusa de se entender, mas não tenho paciência para escrever tudo em promenor.  

O título é o homem do momento, então vou escrever sobre isso. Um dos rapazes fofinhos, falou muito comigo. Sim! a conversa foi deveras interessante, e para a idade que ele tinha, a mentalidade era muito boa mesmo. Mas acho que por vezes certas pessoas que viajam a mente é sempre mais aberta. E ele disse-me que ele não é bom nem mau, mas sim é o homem do momento. No fundo porque não interessa o passado ou o futuro, mas sim o presente só. Então que o bom é dar tudo no presente. Ele até dizia, que eu nem em tudo concordava, que por vezes assim com estranhos descobre-se novas coisas, e faz-se coisas que com outras pessoas não se faria. Mas mesmo quando não concordavamos era interessante. E é assim! é raro eu encontrar alguém assim interessante e inteligente para falar sobre vários assuntos. E a verdade é que quando ele me disse aquilo eu me lembrei de outro, também estrangeiro. Sim! a Anónima tem uma panca por estrangeiros, é algo que me fascina, que me atrai, não sei explicar. Não é só uma questão física, mas também da mentalidade. Claro que não é qualquer estrangeiro, são os de espírito livre. A cena está é que por serem livres atraem imenso, mas ao mesmo tempo nunca serão de ninguém. Enfim...

Pintura de Tyler Walker

domingo, 14 de junho de 2015

Dicas sobre Economia (se assim se pode chamar)


Hoje não vou falar sobre sexo nem nada dessas coisas, e falando que não vou falar sobre isso já escrevi a palavra. Ui....Vou falar sobre algo interessante, sim! não para todos, porque felizmente alguns ainda têm bons vencimentos e, ainda bem que assim o é. Então é assim...infelizmente sabemos mais coisas dos outros países do que do nosso próprio país. Porque vivemos numa cena secreta, em que não se pode saber de tudo, em que algumas coisas é só para alguns. Uma grande treta para não dizer aqui um grande palavrão. A verdade é que até ensinam muitas pessoas a viverem à custa do governo, coisa linda e por isso a crise não pára. 

Ponto n.1. Existem passes sociais, dos transportes públicos. Pelo menos em Lisboa assim o é, e dá para poupar algum bom dinheiro. Então enganem-se como eu, que pensava que era só para algumas pessoas mais desfavorecidas. Porque por vezes mesmo o salário não sendo muito baixo, o IRS pode dar para tal. Então meus amigos, toca de ir aos balções de informações da amiga CP que está sempre a fazer greves, e perguntem se no vosso caso dá para fazer. Basta levar cópia do IRS, cópia da Demonstração de resultados do IRS, Cópia do cartão de identificação, e acho que é tudo e, eles automaticamente irão ver no computador deles se dá ou não. 

Ponto n.2. Isenção das Taxas de Saúde. Para quem está desempregado, nem sempre é informado que ganhando ou não o subsídio de desemprego tem direito a isenção das taxas de saúde, logo meus amigos toca de tratar disso. Já o que o nosso amigo governo gosta de diferenciar as pessoas, então que seja direito de todos e não só de alguns. Penso que também quem ganha muito pouco pode fazer o pedido. 

Ponto n.3. Existem cursos grátis, mesmo para licenciados, mas sinceramente ainda não sei se isso funciona. 

Ponto n.4. Se eu me lembrar de algo mais farei. Porque a minha memória tem andando muito mal. Quando vejo volto a pensar sobre o mesmo, quando afinal já tinha a resposta. E enfim...bla bla bla
Acho que o importante é haver transparência das coisas e comunicação e não o medo de o outro também lucrar com algo. Que haja partilha. 

Grafitti de Hula

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ela


Defini-la é algo complexo. Não tão complexo como colocar um avião no ar. Para nós parece-nos tão fácil, nem nos questionamos. Não queremos saber a razão, porque a verdade é que as pessoas mesmo não admitindo sentem medo e, por medo se fecham, por medo inventam desculpas, por medo renegam, por medo ficam enfim atrofiadas, parecendo que vivem, mas na verdade vivem na esfera da aparência. 

Dizer que ela é vulgar é tudo menos verdade, mesmo que ela contudo faça coisas vulgares; pois nada nela é vulgar. Alguém que tem a capacidade de autencidade, de expontaneadade, de um sorriso genuíno, de uma brutalidade que depois brota para uma facilidade de perdão e capacidade de depois de chorar continuar a acreditar no que há de mais poderoso neste mundo. 

Eu ando sempre no meu mundo, protegido, escondido em máscaras, achando que nada tenho que me mostrar, pois isso faz de mim alguém que para mim tem sentido. Mostro ser alguém sensível, alguém confiante, alguém que nem sei se já o fui ou então é puro teatro. Se algum dia acreditei no amor, certamente hoje não acredito como muitos falam. Mesmo que um dia chore nunca o direi e se o dizer é tudo farsa para chamar a atenção de alguém. Na verdade sou alguém sozinho, mas que tem medo de amar, ou deixar-se ser amado.

Pergunto-me, o que faz ela não desistir?! O que faz continuar insistentemente a falar comigo quando ela sabe que eu só brinco com ela e a uso para me sentir melhor comigo mesmo. Não que eu preciso disso, na verdade acho que sou o mesmo com ela ou sem ela. Acho que nada mudou em mim. Mas contudo sinto que algo mudou nela. Sei que ela merece bem mais do que eu lhe posso dar, mas penso, porque eu não posso ser esse homem, porquê?! Mostro que quero alguém como ela, mas não sei lidar com isso, e talvez nenhum de nós esteja preparado e ambos andemos a fazer jogos. Mas ao mesmo tempo sinto que ela é tão ela. 

Dizer que ela é vulgar seria uma estupidez, o sensato é dizer que o estupido sou eu por não ter coragem de dizer a verdade nua a crua. E é isso, ela é crua e nua, e é assim que eu gosto dela, um misto de sensações e imprevistos, e um desejo louco que só podia vir de uma artista como ela. Ela deixou-me marcas em mim, um sorriso que nunca hei-de esquecer, e a forma selvagem e inocente com que ela se dedica a tudo. 


Pintura de Jeremy Mann
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