sábado, 6 de junho de 2015

Sexualidade ainda é um tabu - II


Foto de Edu Cesar, com Judith Caggiano, de 82 anos, e Vitor Sanchez, de 59

No outro dia falava com um amigo sobre tabus, sim! conversa interessante, e ele me disse certas coisas interessantes. Tanto que estava ao telefone com ele, e até lhe disse, espera vou buscar o caderno para apontar senão me esqueço lol. Estavamos a falar sobre relações, sobre fantasias e o facto de algumas pessoas procurarem fora o que podem ter em casa. Acrescentar uma terceira pessoa à relação é uma fantasia recorrente de alguns casais, tenham eles uma relação estável ou não. Mas eu pergunto-me até que ponto essa fantasia é também da mulher mesmo?! E até que ponto não é uma ideia do homem, e pela qual a mulher aceita compactuar. Até que ponto é normal ela aceitar isso, mas depois ela não ser capaz de dizer ao marido que também fantasia (imaginemos que fantasia também estar om outra mulher) em estar com outro homem ou outros homens?! Pensemos minha gente, sim! para isso temos o cérebro. Sim! o cérebro não serve só para efeito para quem pensava que aquilo estava ali por estar.

Uma vez li algures há muitos anos atrás, quando tinha à volta de 15 anos e nunca mais me esqueci. Que o maior orgão sexual é o cérebro. Esqueçam os pénis e vulvas por momentos ok. Cencentremo-nos no cérebro. E agora analisemos a palavra Fantasia. Fantasia é imaginar na mente, certo! Então pergunto-me a mim mesma, porque raio (desculpem a expressão) podemos ter a fantasia X, se nunca imaginamos na nossa mente como seria ter essa fantasia!? Sabemos que queremos realizar a fantasia, e que provalmente será bom, mas não imaginar não chega a ser macabro ou melhor irónico?! E pior é ir fazer algo que não se pensa - omo será depois?;  - O que sentirei depois? . Pois claro dirão alguns e cheiros de razão que nunca sabemos o futuro, mas podemos antever de certa forma. E às vezes há que pensar  - e se correr mal será que estou disposto a aceitar os riscos recorrentes disso?. Quase tudo na vida tem riscos. Um exemplo muito fácil de entender é fazer sexo sem protecção, sem preservativo. Quando o fazemos corremos um risco de apanhar uma doença, até Sida. Então será que muitas pessoas que apanharam essa doença pensaram antes?! Se calhar se tivessem pensado não tinham apanhado a doença. No momento acredito que tudo saiba bem, mas depois, os riscos. Ah pois é. pensamos que só acontece aos outros, mas isso é pura ilusão. Se queremos fazer da fantasia realidade há que pensar bem nos riscos.

Na conversa com o meu amigo, ele me dizia, algumas mulheres subjugam-se ao marido nas ideias, para não o perder, para o controlar. Preferem alinhar com as coisas que ele diz do que dizer não. Mas na verdade não tiveram antes a coragem de dizer certas coisas e, teoricamemte quanto mais intimidade se tem mais se devia partilhar, menos medo se devia sentir, mais abertura, mais loucura; isto é a minha linha de pensamento. Algumas mulheres têm medo de admitir que se masturbam (outras porém podem mesmo ser sinceras e não o fazem), medo de se expor, que o marido olhe para elas com outros olhos, como se não fossem as esposas certas, mas umas devassas talvez e, então elas se reservam, se protegendo. Então assim é cada vez mais pertinente falar sobre as coisas e, não para servir de moda ou de padrão, mas sim para fazer as pessoas pensarem, para quebrar tabus. Saber aceitar e desmistificar algumas coisas sobre sexo.




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sexualidade ainda é um tabu


Pintura de Aleah Chapin

Para algumas pessoas certamente irão dizer que sexo não é nenhum tabu e que no que diz respeito a sexualidade não existem já tabus. Mas enganem-se e, e inesplicavelmente quem diz já não haver tabus e não haver mais razões para falarmos sobre sexo é que na maioria das vezes tem tabus sérios na sua mente. 

Encontrei um artigo ao acaso em que falava sobre Quintino Aires, onde criticava muito certas frases que o psicologo usava dizendo que não fazia nenhum sentido e que não passava de um idiota que tenta indrominar as pessoas ensinando deprevações. E eu penso - oh meu Deus quanto exagero. Se não gostam é um direito, mas dizerem que por se falar sobre assunto provoca mais comportamentos desviantes isso é estupido demais para mim. Eu acho pelo contrário que quanto mais se fala, menos bloqueios internos existem dentro de nós. 

O Quintino disse que a maioria dos casais não sabe fazer sexo, e eu concordo e sublinho. E a maioria irá pensar que todos sabem fazer sexo, pois existe procriação. Mas um Ser Humano, que tem inteligência para construir aviões, meter algo tão pesado no ar, ou então mesmo tem tempos antigos contruir catedrais, para não dizer uma infinidade de coisas que nós (seres humanos) inventamos, pensar no sexo como algo básico como meter o pénis dentro da vagina e pimba, ejacular e está um bebé. Caramba!!! Há homens que com tanta conversa que se faz, ainda pensam que é enfiar o pénis bem fundo que isso é que dá prazer à mulher. Há homens, para não dizer mulheres também, que não sabem distinguir entre uma vulva e uma vagina, ou então onde fica o clitóris. Mas certamente para que raio precisamos dessa informação toda né. Basta enfiar e já está né! Se calhar também não é preciso saber que pedal é o travão ou o acelador do carro!?! E este é o mal de muita gente achar que tudo nesta vida é inato. Não é!!!! temos que aprender, senão somos senão macaquinhos. Ler é algo divino e, o desejo de querer saber mais. Quando se pensa que já se sabe tudo ou então já se sabe o suficiente por favor.....Bem dizia o filosofo Socrates "Só sei que nada sei". 

E agora digam me....Acham normal uma mulher ou homem não fazer certas coisas com o esposo/a e fazer essas coisas com o amante?! Mas atenção se poderem dizem que amam os maridos/esposas....que poético. Amam, mas sentem medo se mostrar o verdadeiro Eu. Para mim faz mais sentido que quanto mais intimidade haja, mais loucura haja entre o casal. E que não haja medo de mostrar o pior de nós, porque se de facto o outro nos ama então o aceitará e se não aceitar então é sinal que tudo tinha que terminar. Mas é isso...o medo...o medo de perdero que se tem. mas quando existe assim medo o amor é uma variável em decomposição. Eu não acho e sou contra que devemos fazer coisas obrigados ou para impressionar os outros, mas vejo que muitas vezes ainda existe o tabu evidente em muitas pessoas. Tal é o tabu que nem falar se pode falar sobre certos assuntos. E para falar sobre assuntos, não temos que contar o que nós fazemos na nossa intimidade, mas simplesmente falar de uma forma geral sobre um assunto, como por exemplo masturbação feminina. 

Será normal com o marido não engolir o esperma (ou esporra como um amigo meu dizia ahha) e, depois o fazer com o amante?! A mim parece algo macabro. Às tantas o marido pensa que a mulher não gosta e lá respeita e depois procura fora, e ela afinal gostava mas também o faz por fora. Não seria melhor fazerem os dois e ninguém procurar fora o que podem comer em casa. Oh meus amigos...ainda não se aperceberam que estamos a viver temos de crise, temos que fazer as refeições em casa. ahahaha

Agora é moda pelos vistos relações abertas e/ou casais que querem realizar a fantasia de juntar uma mulher. Acho piada que na maioria dos casos é para juntar uma mulher e não o homem. Porque será!? Humm pois para o homem é parece tudo muito apetecível, pois ele continua a ser o macho Alfa. Mas até que ponto a fantasia é mesmo da mulher ou não uma mera especulação ou curiosidade, em que nem imaginar a situação ainda o fizeram. Não será que por não terem vivido certas coisas antes desse namoro que deu em casamento, depois ficam com aquilo ali entalado!? Pois por este prisma tenho que escolher um homem que já tenha vivido tudo e agora queira estar SÒ comigo. Sim! A Anónima não é amiga de partilhar o que gosta, é uma egoísta. 

Como dizia e o Quintino Aires diz também falar sobre sexo e de forma natural e transformar certas coisas em criatividade vai fazer com que as perversidades sejam reduzidas. Falta imensamente a comunicação e a coragem para dizer que se quer determinada coisa ou então que não se quer fazer determinada coisa. Porque também por vezes certas pessoas são quase coagidas a fazer determinadas coisas em prol do suposto prazer mútuo, que por vezes é só de um lado. O outro lado só fica satisfeito, porque agradou o outro. 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Medo de mudar ou sei lá o quê


No outro dia entre conversas no facebook estava a falar com um rapaz, sim digo rapaz uma vez que ainda é mais novo que eu. Mas de certa forma já viveu mais que eu, inclusíve tem qum filho. Agora tem uma relação, mas pelos vistos nem tudo está bem. Vou falar sobre um pequeno episódio da vida deles, que julgo ser a realidade de muitos casais ou não só. Ele estava a falar comigo através do facebook comigo de noite na sala, e a esposa também estava no facebook noutro canto e também a ver televisão. E eu me pergunto se isto faz sentido. Depois cada um há-de se queixar que o outro não lhe liga, não o valoriza, não o deseja. Ele dizia-me a mim que a sentia distante e, que quando se chegava a ela, ela se queixava de dores de cabeça, indisposição ou sono. Mas o certo é que a meu ver ele estava apenas a dar desculpas. Numa relação é muito importante a comunicação, e saber falar abertamente sem tabus, caso contrário nem fazem sentido se chamarem namorados ou então um casal. Pois havendo amor, havia haver respeito e confiança. Mas também penso que seja um mal geral, muitos homens não sabem o que fazer, sentem-se perdidos e depois acabam culpando de certa forma a mulher, dizendo que ela não diz o que se passa. Mas imaginem se fossemos dizer tudo, fazer um manual para vocês homens actuarem. 

Ainda hoje um me dizia algo do género, para eu dizer o que ele tinha que fazer, o que eu queria que ele fizesse. Isto porque eu disse para ele parar com a conversa porque estava a ser indesejado. Mas imaginem eu estar a dizer ao homem o que ele tem que me escrever. Isso tem alguma lógica?!?! que tal ser-se ele próprio, como eu sou eu própria. Posso errar claro, mas com a experiência vamos aprendemos e ter também alguma sensibilidade, a adivinhar o outro, a essência do outro. Se falho!? Sim falho, mas vou aprendendo. Outra cena é virem conversar comigo, metem conversa, mas depois não falam nada, porque não têm assunto algum, e depois dizem que eu é que não quero falar, mas irrita ser eu a tomar a iniciativa de trazer um tópico para falar e, pior é eu falar sobre algo e depois não entenderem nada, e eu ter que dar uma de professora. Tem gente que diz que adora sexo, mas depois não sabe nada de sexo, ou o que sabe é simplesmente a penetração e pouco mais. Tão banal. Evolução please. Ser-se charmoso ou sensual requer estudo também. A vulgaridade dentro de um certo requinte tem graça sim, mas só vulgaridade em si só não tem piada alguma. Certamente terá para certas pessoas, mas não para todas. 

Noto muito no facebook, nestes perfils falso um desespero muito grande, e a procura de algo que às vezes nem as pessoas sabem bem o que procuram. Procuram algo que falta na vidas deles, mas será que procurar fora é a solução!? Há que mudar interiormente e depois partilhar com outra pessoa - não fará assim mais sentido?! Muitas vezes procuram novas sensações, o desejo de serem desejados. Mas depois como ter isso de verdade?! Como uma cena teatral conseguem isso por um momento, mas na verdade nunca o vão conseguir, porque tem que partir da própria pessoa e muitas pessoas nem conseguem-se abrir porque nem se conhecem a elas próprias, só conhecem a imagem delas mesmas. Existe um medo de se expôr, um medo de magoar-se a si mesmo ou magoar os outros, então não se diz certas coisas nem se faz certas coisas. 

Acho que vivemos numa era de facilitismos em que queremos tudo muito fácil, que apareça uma gaja ou gajo na net desesperado por sexo ou algo mais e pimba aconteça. Mas será isso mesmo que precisamos?! Porque não lutar para ter o desejo de quem nós desejamos?! Porque nos acomodamos ao chamado normal?! Porque nos fechamos em copas, e depois queremos que alguém se apaixone por nós?! Nos questionarmos é que nos dá respostas a nós mesmos. 

Grafitti de Pinche

domingo, 31 de maio de 2015

Body moves, but the heart stays the same


Pintura de Samantha French

Não te tenho aqui comigo, nem te terei. Pois sei bem que fiz asneira mesmo. Errei contigo. Mas ficou a inspiração, ficaste na mesma dentro de mim, e confesso que raramente quando penso em ti o penso numa versão sexual, mas sim mais numa versão mais de amigo, o comparsa que está ali ao meu lado a rir das minhas cenas. Eu a partilhar contigo. Por todo o lado que passei levo comigo as nossas músicas,e por vezes na rua enquanto ando ou estou sentada falo contigo. Sempre a partilhar. Sei que muito provavelmente não pensas em mim, mas mesmo assim talvez ainda continue alguma esperança ou então apenas porque foi tão diferente. Foi mesmo um sonho lindo. Algo lindo mesmo que vivemos. 

Still think about you, something in you makes me fell happy, makes me fell safe. In my thought I talk with you. Most of the times I am lost. My body goes one direction, my head another way, and my heart hundred miles away. I just wish everything thing goes just one direction. But the body has fear inside, and because of that wants to live everything, with the fear of time finish. Sometimes it can be a good thing, others not at all. We both like the same music, same melody in our body's. But of course you know what you want, and I don't, I am just lost. And the problem is that I want someone, but maybe it should not be like that. I really don't know. 


Fantasia entre a ramagem


Pintura de Max Petrone

As folhas rasmalham, produzem uma certa sinfonia quando o vento passa por elas. Fortes troncos emergem do solo, fixos, rígidos e nunca mudam de sítio. No topo a verdejante folhagem, que nos dá sombra, nos faz estarr melhor num dia tão quente. A beleza não está na perfeição, mas muitas vezes está quando a imperfeição nos transmite algo de belo e singular. Singular, único, incomparável, imensurável. Gosto desta brisa, de sentir. Não gosto de ver o lixo no chão, beatas de cigarro igualmente depositadas no chão onde estou. Queria me sentir mais livre. Acho que tantos anos de repressão agora dão em cenas maradas mesmo. Dou comigo a viver coisas que nunca pensei viver, algumas que iria criticar bastante. Por um lado ensina-me a ver muita coisa, e a aceitar/tolerar melhor as coisas. Mas francamente acho que já era assim. Talvez eu não consiga crescer bem, e então ainda viva no plano térreo mesmo. Ou então ando a tentar entender algo que ainda não entendi. 

Quando não se tem raízes é-se inconstante, é preciso ter raízes para fixar, não vacilar. E não é não fazer porque achamos mal, ou porque pensamos demasiado no que os outros pensam. Tanta coisa mudou e ao mesmo tempo não mudou. 

A fantasia é uma cena tramada, e porque fantasiamos?! Na verdade o fazemos porque a realidade não é o que desejamos. E por tal sonhamos com outras coisas diferentes ou coisas que num canário normal nunca aconteceriam. Por um lado é a adrenalina, a cena do proibido. 

Os pássaros chilreiam e nunca nos admiramos com a beleza. O desejo crepita. O vento sompra, apazigoa a minha alma, mas continou confusa. Tremedamente confusa e instável, por tal minha letra continua a mudar. Acho que o que falta muito neste mundo é o respeito, e tal proeza vem do amor. E por isso mesmo muitas pessoas aparentam ter respeito, mas na verdade não o sentem porque também não têm amor nos seus corações, nem o tentam ter. E amor é como uma planta é preciso cuidado, não basta pensar, é preciso actuar. Cada vez as pessoas actuam numa de moda e não de uma de sentir, porque vejamos nós somos animais superiores, então supostamente deviamos caminhar para a consciência. Eu falo isto, mas muitas vezes ando para aí perdida a ver não sei o quê. Mas ainda para aqui me questiono sobre certas coisas, ao passo que certas pessoas nem isso. E isso é algo que não deveríamos perder - a capacidade de nos questionarmos como as crianças, e também a capacidade de nos supreendermos. Tudo passando a ser rotina deixa de ter brilho, e deviamos procurar nós mesmo isso e não esperar que alguém nos traga esse brilho. Ou melhor parar de fazer teatro, e admitir a vida que temos e tentar mesmo mudar. Muita gente queria mudar, contudo nada faz para tal. Acomodam-se ao confortável, enfim...mas depois fantasiam. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Fantasia-se quando a realidade não é a desejada


“You know you're in love when you can't fall asleep because 
reality is finally better than your dreams.”
Dr. Seuss


Pintura de Kent Williams




Tantas pessoas vivem insatisfeitas com a própria vida e contudo não mudam. Mas como não se controla a mente, então sonham. Desejam algo que não têm. Nem sempre isso é mau, mas existem casos que isso é sim algo mau. Mas se vivessem o desejado sonho já não teriam de sonhar mais, ou melhor viver num abismo em que a vida é o pesadelo e precisam de coisas para fugir à realidade. Um homem casado uma vez me disse, que quando está com outra mulher e entra no motel ou hotel, nessas quatro paredes esquece tudo e vive outra vida. No fundo não quer pensar nos problemas da vida, na vida que ele tem, mas viver um sonho ali. Está a trair a mulher sim, mas será a culpa só dele?! Cada caso é um caso, e a culpa é de toda uma cultura/sociedade que cria muitas regras de como deve ser, e depois temos medo de ser nós mesmos.

Existem casos que as pessoas têm uma dificuldade em saber apreciar certas coisas da vida, da natureza. Regressar ao tal olhar virgem. Sim! olhar para algo como se fosse a primeira vez, ter a capacidade de nos deslumbramos com o que vemos de uma forma positiva. E por vezes as pessoa perdem esse encanto, essa capacidade que tínhamos quando éramos crianças. A nossa mente anseia mais, diversidade, mas isso também depende de nós, criar a tal criatividade.

Existem pessoas que se queixam de o parceiro já não os deseja e, logo não o procura, mas também se durante 10 anos continuarem iguais, ou então irem para pior, como por exemplo deixar criar barriga e os dentes se estragarem, é normal que a pica/desejo passe. O amor (amizade) ficará, mas a paixão se foi. Mas como podemos querer que nos desejem quando nem nós mesmos nos desejamos?! Temos que nos mimar, sermos egoístas no sentido de mudarmos para melhor. Ok! vamos envelhecendo, mas não significa porém que não cuidemos de nós, como ir ao dentista, ou fazer uma corrida pelo menos uma vez por semana. Manter a paixão, manter o desejo dá trabalho sim. E ir à procura de algo novo não será a solução, mas sim olhar para si mesmo. A mudança tem que vir de dentro primeiro.

Por um lado andamos mais exigentes e não é por si só mau, mas acho que faz parte da evolução. A mim não me dá pica um homem que só pensa em casar, ter filhos, uma vida estável, e basta ter um sexo mediano. Preciso de mais, de um homem que não olhe para o mundo com olhos quadrados, mas sim redondos, que me faça sonhar. Não sei explicar, mas tem pessoas que pensam pequenino, que não procuram saber mais, não se questionam sobre as coisas, não sentem excitação em saber mais. E ficam satisfeitas com o pouco que a vida pode dar, mas na verdade depois andam insatisfeitas. Não sei mesmo explicar. É algo que se sente mais do que algo se se explique. Mas nesta vida existem pessoas para tudo, e o importante é saberem encaixar.


Alguns homens estão casados ou juntos e desejam outra mulher, e algumas vezes é porque não vivem suas fantasias com a esposa, mas o que falta na maioria das vezes é a tal comunicação. Muitas vezes as pessoas não sabem ser honestas e sinceras. Ontem fiquei a saber de um casal, em que a mulher não se despia para o sexo, em que não tomavam banho juntos. Será que isso não é algo sujo. Tipo atribui-se tanta conotação negativa ao sexo, que depois existe uma grande vergonha ao viver o sexo. Porque não se vive o sexo com mais respeito?! Tem homens que também se acham os maiores, mas é normal que as esposas não queiram fazer com eles, pois eles pouco sabem. E nem procuram saber. Como não saber o que é a vulva, vagina, lábios, clitóris, etc. Eu acho importante ter algumas noções sobre sexo, senão somos animais básicos. Às tantas os da tribo sabem mais que nós, é assim que queremos ser?! Sim andamos de carro, a mexer no telemóvel achando que somos os maiores, mas depois não sabemos usar a internet como meio de enriquecer e procurar saber mais. De que vale querer sexo com outra mulher se não se procura saber mais sobre sexo?! 

domingo, 24 de maio de 2015

Foder


Dissertação sobre a palavra Foder


Ui o título é mesmo sugestivo. Isto vem a propósito de um desafio que recebi de um leitor, para escrever sobre a palavra foder. Ainda um dia estava a falar sobre vários assuntos com uma amiga e, já nem me lembro como foi, mas a certa altura ela disse que foder não é o mau, mas sim uma violação. Nada mais certo que isso. Por detrás de uma palavra esconde-se muitos sentidos, expressões, sentimentos, questões culturais. 

Ainda no outro dia alguém dizia que o sexo deve ser feito com amor. E de certo que sempre pensei isso. Essa mesma pessoa dizia que paixão é uma espécie de amor precoce. Mas pergunto-me a mim mesma será bom ou melhor será correcto confinar as coisas desta forma e negar a força do sexo, da natureza?! Ok! para seres mais iluminados isto será a versão melhor, mas verdade seja dita raros de nós o são, e o que se passa é que na maioria é que não existe esse desejo ardente do sexo isso constata-se unicamente porque o sexo está a ser controlado, manipulado pela mente. Ou seja existem filtros, condicionalismos da sociedade sobre o que é correcto e não o é. Mas e se pensarmos sem filtros?! Será que não temos fantasias?! Será que todas as fantasias devem ser oprimidas como os sonhos?! Sim! muita gente até abandona o sonho de uma paixão e um amor e fica-se pelo amor. Ok! o amor é sempre o mais importante, mas vejamos, sem paixão e só com amor, não será isso uma amizade?!

Um rapaz me disse que conheceu uma prostituta que durante 6 ou 7 anos não teve nenhum orgasmo. Não sei ao certo se era unicamente quando estava com os clientes, e os tinha quando se masturbava sozinha, ou se foi mesmo esse tempo todo sem nenhum orgasmo. Mas mesmo que seja só com os clientes, será isso o correcto?! E pior, sim! pior são esposas, mulheres casadas com homens que supostamente existe amor, e não existe orgasmo. Será isso o certo?! Muitas vezes as pessoas vivem presas e não se conseguem libertar. E para libertar é preciso nos livrarmos de condicionalismos de certo e do errado, como por exemplo que foder é mau e que fazer amor é que é lindo. Verdade ou não existem casais que nem foder fazem, só fazem o chamado fazer amor. Com isto não digo fazer com sentimento, mas o que agora quero dizer, é que fazem de forma tão branca e fraquinha  que claro que não dá pica. Ok! cada um gosta do que gosta e nada melhor do que variar. Pois tem momentos que só queremos mesmo é um abraço e carinhos, mas a vida não é só feita de dias de sol, existem dias de chuva e de noite. Então ser-se animal e fazer sexo de forma selvagem não é mau. Mau é haver regras pre-definidas. 

A palavra em si pode ser uma forma de libertação, de erotismo que perpetua o desejo. Contudo como disse aliado a esta palavra está um sentido pejorativo, nem sempre é dito como uma componente sexual, mas normalmente sempre com uma carga muito negativa. Segundo o que li, o emprego da palavra é algo machista, sendo até também aliado a uma violência sexual em que o homem é quem fode, quem exerce o poder. A palavra foder diz vir do latim vulgar futére que significa ter relações com a mulher. 



"(…)Mas se precisa tanto de companhia por que não abre o coração a alguém?

Estou mal arranjo uma companhia?!? Arranjar mulher porque preciso de companhia era no tempo do Salazar. Respeito as pessoas. Uma mulher sentia-se bem com um homem que dissesse: ‘ amo-te, és linda, deixa-me foder-te’, só porque queria companhia e alguém à espera quando chegasse a casa? Se fosse mulher sentir-me-ia muito mal se alguém estivesse comigo só porque precisava de alguém à espera em casa. Prefiro tratar das minhas neuras sozinho.

Nunca diz ‘fazer amor’?

O amor não se faz, acontece. Essa expressão é feíssima. Ama-se, faz-se sexo, mesmo que seja com amor. Isso é um preconceito português de achar que foder é só com as putas. Um dos grandes tabus da humanidade continua a ser o sexo. Como é possível viver os dias de hoje sem prazer? O sexo não serve só para procriar! Acho a expressão ‘fazer amor’ muito pouco ‘tesuda’.(…)"

Trecho de uma entrevista ao Rogério Samora, publicada na revista Tabu, do jornal Sol, de 27/10/2007.
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