terça-feira, 21 de abril de 2015

Quando crescer quero ser branca



O título deste post é a frase de uma menina, e ela não quer ser preta. Acho triste, e nem sei bem donde ela tirou essas ideias que ser branco é ser mais lindo. A mãe dela é branca, mas o pai é preto, e ela saiu mais ao pai, mas não quer ser da cor que é. Acho triste isso, e nunca tinha ouvido algo assim. Tanto que eu cresci numa escola em que éramos mais brancos e pretos devia ser algo raro ali, mas eu tinha uma amiga preta, que só esteve um ano ali. Foi a primeira classe, era eu, ela, chamada Mira e mais uma amiga chamada Helena. Sim escrevo os nomes verdadeiros, mesmo quando o blog virar publico pode ser que as encontre. Acho que não. Tínhamos uma árvore que simbolizava a amizade, mas não quem teve a triste ideia de a cortar. Enfim...

O que eu estava a dizer, era que tinha essa amiga, e mesmo ela estando no meio de tantos brancos nunca senti que ela se sentisse mal por ser da cor que era. E nós éramos crianças, até me lembro um dia de brincarmos aos nomes, e chamarmos chocolate a ela e ela a nós leite, algo assim. Mas tudo numa inocência grande. Acho tão mau não aceitarmos a cor que temos, e acho estupidez achar que ser assim ou assado é que é lindo, quando se costuma dizer - o cu não tem haver com as calças. Agora se há pessoas pretas que não são lindas, existem, como existem brancos que esteticamente não são lindos. Mas isso faz parte e até isso cada um tem que se contentar com o que é.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mente Difusa


Muita coisa ainda está mal na minha mente. Quem me dera resolver os meus problemas, por vezes parece que parte deles se resolvem, mas algo interno está mal e continua a errar. E por tal atraio as pessoas erradas para mim, para me mostrar algo que tenho que mudar, e até eu não aprender, continuamente esse tipo de pessoas vai continuar a entrar na minha vida. Porquê?! Porque me deixo ir assim?! Porque não aprendo?! Afinal quem sou eu?! Por vezes tenho dificuldade até a saber o que sinto, o que quero nesta vida. E quanto mais vivo, por vezes menos sei o que quero e fico confusa, parada, difusa em pensamentos, num corpo que anseia, mas a mente não está preparada. 

Em mim sinto e sai uma revolta, uma raiva que nem sempre sei controlar. Tenho momentos que parece que fico mansinha, mas mesmo assim nunca serei uma submissa, uma mente que se deixa levar por pensamentos alheios. Por vezes parece sim, mas depois a minha mente pensa e o instinto analisa, compara e vê que afinal tenho que fazer de forma diferente. E depois é como dizem, tudo mexe comigo, também fruto de uma insegurança que não sei gerir e uma pressão de conseguir. Como poderei ser livre?! Queria tanto que compreendessem-me e me aceitassem, mas é tão complicado. Parece que tenho que ser assim ou assado, ou o outro estar pior que eu para eu ser aceite. Fica difícil assim, que amor é este?! A sociedade faz muitas exigências, e eu no meio disto fica complicado seguir o meu caminho, ou melhor encontrar o meu caminho. 

Parece que tenho uma necessidade grande que me digam que sou isto e aquilo, que afinal tenho algum valor. Ao mesmo tempo sinto que não preciso e vou contra todos, sem fazer um mínimo esforço de agradar. Não sei realmente o que fazer, algo se esconde e eu não sei o que é. O que será que está reservado para mim?! O tempo passa muito depressa e temos sempre necessidades que se não aprendermos continuamos a errar e o tempo não espera. 

A minha mente anda instável. Até me apaixono por mais que um homem, o que ainda torna tudo mais confuso. Para os homens aceitarem isso é complicado, mas depois eles aceitam que gostem mais do que uma. Mas é a tal coisa, se um ou uma dessa atenção e correspondesse aí passava a ser só essa pessoa. Pois acho até normal gostarmos de mais que uma pessoa, mas acredito que basta uma. E a tal, é uma questão depois de trabalho de equipa. No início o mais importante é a parte física funcionar bem. Se não mais tarde, tudo termina logo, as peças têm que se encaixar bem. 



Pintura de Carl Beazley

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Abismo



Fecho os olhos, abro os braços e deixo-me cair. Se isto não é confiar só pode ser loucura. E de certo que sou uma louca. Mas em parte também confio muito, embora tente andar com o olho aberto, mas por vezes esqueço-me de usar o instinto. Sinto o vento sobre o meu rosto, oiço o silêncio do desconhecido, onde murmúrios surgem mas eu jogo-me antes de conseguir entender. Agora sim o medo se instala, ficando literalmente sem chão. Tarde demais passando depois a ser insegurança. Onde estás? Onde está o homem que tanto preciso e sonho? Talvez por ainda não saber como é o seu rosto, ainda não o encontrei. Onde está ele para me dar segurança e abrigo? Abro os olhos e entro na realidade, o ar gela-me o rosto. 

domingo, 12 de abril de 2015

River III


River comes and goes,
Never the same.
It was a wonderful day
I went to see snow.
That a show!
Drink a cup of tea,
Saw a nice bear,
With a beard of course.
Wild hair,
Drinking ginger beer.
Well!
Bears don’t drink beer,
But me and you do love it.
White bear,
Strong hands,
To hold me up,
To lift me up.
Always smoothing,
Always smashing,
Making me feel all warm.
River even in the snow runs,
Runs like you
Goes like me.
We are free baby
We are crazy darling.
So just make it,
Bring me a coffee,
And drink your ginger beer. 




terça-feira, 31 de março de 2015

a pensar...


O sol passa por entre a ramagem, o tronco nu da árvore ergue-se com exuberância. Será que o meu caminho é estar longe de todos?! Porque me preocupo com quem não quer se relacionar comigo?! De que adianta dizerem que são meus amigos, que estão ali para tudo se depois mais parece que me querem usar. Relacionar é raro. Talvez até seja mais fácil relacionar com uma árvore do que com uma pessoa. 

Tenho um ego muito tramado mesmo, dou muito, mas depois também quero muito em troca. E depois sofro quando o outro afinal não era quem eu pensava que era. Mas pergunto-me porque algumas pessoas não são honestas, sinceras?! Vejo que quando partilham algo connosco é porque se querem relacionar, mas depois há sempre a questão - será que não é por interesse?!. Noto que em algumas situações não sei ficar no meu cantinho e tenho uma necessidade de chamar a atenção, também pelo que sofri, e faço para chamar a atenção, fazer de coitadinha. Ok! por vezes a cena é mesmo má e sofro, mas às tantas não adianta partilhar e esperar que me ajudem ou que me compreendam.

O tempo passa, e ainda me sinto muito presa. Presa a justificar tudo à minha família, a não ser livre. E nem entendo porquê?! Ou até entendo, pois já tentei desligar-me mas a coisa é complicada. Infelizmente Portugal é um País atrasado ainda, tento em conta a mentalidade de algumas pessoas. Tento em conta que muitas pessoas não sabem porra nenhuma, desculpem-me a expressão do que seja amor. E depois fazem sofrer, nem se amam a elas mesmas como podem amar os outros?! E depois o que vemos com muita frequência!! Violência doméstica. Quantos casos?! Muitos, e em alguns casos existe depois morte. Nos casos em que a mulher decide após anos se libertar, ele decide colocar um fim a tudo. E por vezes é a própria mulher que coloca outras mulheres nessa prisão, achando que a mulher tem que obedecer ao homem  e ser submissa. Juro que não entendo tanta coisa. sei que viajar é um passo muito bom para nós, pois faz-nos crescer.


sábado, 28 de março de 2015

Pensamentos


Por vezes não me aceito na totalidade, e gostava que olhassem para mim de uma forma diferente, mais profundamente. Mas as coisas não são como eu quero e muitas vezes estou com alguém que está a um nível diferente, mas acabo me envolvendo porque verdade seja dita também sou humana, ou melhor também sou um animal. E muitas vezes depois queremos achar que por termos chegado ao aclamado amor, depois já não precisamos de coisas mais básicas como o sexo. Penso que seja mentira. Pelo menos no meu caso, e não sei porquê, até fica mal dizer isso, mas ao menos sou sincera, tenho muitos dias que acordo impregnada no pensamento do desejo. 

Um artista viva numa esfera que os meros humanos não vivem, num nível de intensidade tremendamente vacilante. O tamanho do risco de cada passada, o bater no coração que nos lança para um abismo lindo. Se tudo correr bem, mergulhamos e caímos num mar com pétalas vermelhas. Tudo estupidamente lindo, pois a imaginação é algo deveras fascinante. O que sei é que eu tive um percurso diferente do chamado normal, e por tal também me sentia às vezes desenquadrada. No outro blog que tinha tinha feito um post a escrever sobre a aquisição de um dildo, ainda virgem. E não! nunca sangrei. Mas alguém escreveu (estava a recordar e por vezes faço uma leitura sobre mim mesma) que era algo fantástico, ejacular e que devia escolher bem a quem me entregar, pois is ser um sortudo. Na verdade escolhi mal o primeiro, mas depois mais tarde tive um namoro sério que foi bom, mas muita coisa na vida invalidou que fosse para a frente. Não é que falhasse, mas simplesmente tivemos de terminar. 

Tenho me exposto muito aqui na internet. No início ninguém sabia quem era a Anónima, depois através do blog conheci algumas pessoas. Pelo menos duas veem me à cabeça e ainda são meus amigos. Depois mais tarde eu mesma partilhei o blog com pessoas que já conhecia ao vivo, e hoje o blog está fechado por razões parvas, e a rara pessoa que lê conhece-me. Mas mesmo assim quando escrevo, escrevo como se fosse para quem não me conhece, sempre da mesma perspectiva. Talvez seja mais uma droga que tenho. Complicado. 

Ao mesmo tempo que quero não quero, e afasto o que quero, e não sei o que fazer.  





Confesso....


Pintura de Erik Jones

Confesso para o mundo, sim! confesso que gostava de ser eu a tua fonte de inspiração para os teus lindos textos, cheios de um sentimento que anseia sair para fora. Bem sei que não te conheço, mas minha mente anseia te conhecer, assim como meu corpo ainda se lembra da ultima vez. A primeira e ultima vez. Quem sou eu!? Que quero eu?! Porque me importo e não sei ficar na minha?! Ânsia de ter o que não me deseja, de possuir quem não me quer. E confesso mais, confesso que desejo mais que um corpo, mais que uma alma. Conexões, provocações, o êxtase da paixão que me leva a uma procura, a uma redescoberta onde não tenho que tanto desejo, em que não me valorizo, dando confiança a quem não confia em mim. 

Ah! gostava, tanto adorava que abrisses tua alma, teus desejos para mim. Eu queria que deixasses teu corpo cair sobre o meu confiante que iria cuidar de ti. E sei que juntos iríamos ser invencíveis, alvo de inveja alheia, pois o som propagado de nossos corpos juntos iria estremecer qualquer coração frio. E é isso, queria que confiasses e deixasses eu aquecer teu coração, e entregar o meu a ti por completo. Será que escreves para chamar a atenção e buscas mostrar afinal o que não és?! Mas mesmo que assim o seja, o certo é que em ti habita a criatividade, coisa que não está em todos nós. A beleza de um sofrimento que te leva a ver as coisas com outra visão. 

Mas num mundo amargo, nem sabes o que desejas, ou julgo que não saibas, e vês-te em cima a controlar tudo, sem entregar teu coração. Dizes não ter medo, mas sentes medo de sofrer, caso contrário entregarias teu coração, e verias que não existe limite para a alegria sentida no extasie e o mais simples de tudo seria como um milagre. Sim! o mundo é frio e contigo teria mais sentido, mas não irias dar-me sentido à vida, apenas seria uma partilha. 

O certo é que embora eu imagine, não é em mim que pensas, e sim noutra, ou noutras, pois tua mente divaga sem parar. E eu mesmo não querendo sinto em mim um riacho de ciúmes, uma angustia por nunca ser a tal, por não valorizares a mulher que sou. Embora em parte também seja ainda a criança que me recuso a deixar de ser. Confesso. Sim! confesso que meu corpo tem vontades tais como os peixes nos mares, e que minha mente admira a tua inteligência, e meu coração quer conhecer o teu e ser teu.   
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