Grafitti de Georgina Ciotti
Preciso do sol, uma energia tão pura que me aquece o corpo, os ossos e me energiza. Por vezes perco total esperança, face a tanta pressão que sinto dentro de meu peito e a uma consciência pesada. Não queria segredos nem mentiras. Coisa que em parte abomino, pois odeio que me mintam. A mente não está clara, turvando até meu sensível coração e me deixando enganar e pensar que até pessoas que quiça sejam boas estejam a ser falsas. Nada sei, tudo mexe comigo. O coração tremelica na ansiedade. E por vezes dizem que sou desconfiada, mas a piada está que essas pessoas que dizem isso são as próprias que me enganam.
Ansiedade. Nossa alma anseia algo mais. A mente anseia o desejo, o corpo anseia as necessidades. A alma por outro lado anseia algo superior, algo que nos eleve aos céus. Amor. O mundo nos mostra a dureza, que por vezes se formos inocentes sofremos e somos vítimas, então pensamos que temos que ser espertos, inteligentes e bem sucedidos. Mas será esse o caminho?! E o buraco da nossa alma?! Corpo anseia mais e a mente é ociosa por ter mais e mais, pois a insatisfação também é fonte de criação, contudo sem a componente amor, tudo não passa de um pensamento impregnado de luxuria.
Sexo por vezes pode ser visto como o álcool ou droga, em que quando estamos projectados naquele momento, em que o cérebro se conecta com um prazer imenso que nos faz esquecer todos os problemas. Mas para muitas pessoas, infelizmente a meu ver, o sexo ainda é algo instintivo, algo apenas carnal. Pois algumas pessoas conseguem até ter a consciência que conseguem partilhar um corpo, mas nunca abrir sua alma para o outro. Não sei qual dos livros que li, mas foi de Paulo Coelho, que fala sobre isso, e se não nos abrirmos nunca chegamos a amor algum. Muitas vezes o que as pessoas fazem é simulação, simulação artificial do chamado fazer amor. Pois fazer amor não é fazer com carinho e ternura, mas sim o abrir a nossa alma por completo para a outra pessoa.













