Pintura de Erik Jones
Confesso para o mundo, sim! confesso que gostava de ser eu a tua fonte de inspiração para os teus lindos textos, cheios de um sentimento que anseia sair para fora. Bem sei que não te conheço, mas minha mente anseia te conhecer, assim como meu corpo ainda se lembra da ultima vez. A primeira e ultima vez. Quem sou eu!? Que quero eu?! Porque me importo e não sei ficar na minha?! Ânsia de ter o que não me deseja, de possuir quem não me quer. E confesso mais, confesso que desejo mais que um corpo, mais que uma alma. Conexões, provocações, o êxtase da paixão que me leva a uma procura, a uma redescoberta onde não tenho que tanto desejo, em que não me valorizo, dando confiança a quem não confia em mim.
Ah! gostava, tanto adorava que abrisses tua alma, teus desejos para mim. Eu queria que deixasses teu corpo cair sobre o meu confiante que iria cuidar de ti. E sei que juntos iríamos ser invencíveis, alvo de inveja alheia, pois o som propagado de nossos corpos juntos iria estremecer qualquer coração frio. E é isso, queria que confiasses e deixasses eu aquecer teu coração, e entregar o meu a ti por completo. Será que escreves para chamar a atenção e buscas mostrar afinal o que não és?! Mas mesmo que assim o seja, o certo é que em ti habita a criatividade, coisa que não está em todos nós. A beleza de um sofrimento que te leva a ver as coisas com outra visão.
Mas num mundo amargo, nem sabes o que desejas, ou julgo que não saibas, e vês-te em cima a controlar tudo, sem entregar teu coração. Dizes não ter medo, mas sentes medo de sofrer, caso contrário entregarias teu coração, e verias que não existe limite para a alegria sentida no extasie e o mais simples de tudo seria como um milagre. Sim! o mundo é frio e contigo teria mais sentido, mas não irias dar-me sentido à vida, apenas seria uma partilha.
O certo é que embora eu imagine, não é em mim que pensas, e sim noutra, ou noutras, pois tua mente divaga sem parar. E eu mesmo não querendo sinto em mim um riacho de ciúmes, uma angustia por nunca ser a tal, por não valorizares a mulher que sou. Embora em parte também seja ainda a criança que me recuso a deixar de ser. Confesso. Sim! confesso que meu corpo tem vontades tais como os peixes nos mares, e que minha mente admira a tua inteligência, e meu coração quer conhecer o teu e ser teu.













