Pintura de Erik Jones
Pensando que não, muitas pessoas nem fazem a mínima ideia do que seja o amor. De facto certas pessoas dizem - "amor que é isso?!". Porque para certas pessoas amor é algo supérfluo, em que o importante mesmo é ser boa pessoa, trabalhadora, honesta, ganhar dinheiro, sustento, etc etc. E parece que temos que valorizar a pessoa não pelas atitudes que ela tem perante nós, mas sim pelo que ela faz, ou seja é trabalhadora, então devíamos valorizar isso. Conheço bem um caso assim do género. Mas a verdade é que muitas vezes é esquecido o amor, e amor não é carinhos e cenas assim, é muito mais que isso. Para mim é algo que temos dentro de nós e partilhamos depois com os outros; uma energia criativa que nos impulsiona a ser melhores pessoas, a perdoar. O medo por outro lado é o oposto do amor, e cria uma série de sentimentos doentios. Por vezes até as pessoas julgam que amam, mas no meio da coisa o medo está a ganhar domínio. Para haver amor mesmo não pode haver medo. E medo não entenda-se somente a cena de nos atirarmo-nos de um precipício.
Passamos tanto tempo a fingir, a fingir sermos quem não somos, que às tantas nem sabemos bem quem somos. Para termos o que queremos tornamo-nos pessoas frias, insensíveis, sem coração. É nos ensinado que não devemos ser inocentes, que devemos ser os mais espertos, e estar sempre na defesa. O medo invalida a possibilidade de uma relação a sério, dos centros se encontrarem. Amor é sacríficio, mas não é deixarmo-nos de nos amarmo-nos a nós mesmos, porque acima de tudo há que haver respeito e confiança. E talvez seja uma das cenas que mais falta por aí, o respeito. O medo é que cria regras estúpidas, como pensar ou achar que se a mulher anda com alguns homens não pode ser um dia uma mulher fiel e digna, ou que se ela se entregar logo não poderá dali germinar uma relação séria.
Felizmente acho que as mentes se vão abrindo, mas existe um vasto caminho a percorrer. Liberdade é algo fundamental, e liberdade não é fazer o que nos dá na real gana, pois a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Devemos respeitar o facto de sermos diferentes, pois o importante é sermos autênticos, verdadeiros sem mentiras, sem fingimentos, sem interesses. O querer aproveitar-se do outro, querer ser mais esperto é sinal de muita falta de amor próprio talvez.
Ontem foi ao salão erótico, e até foi giro. E acho que certas coisas devem ser vistas como naturais, como arte. Pois nós supostamente somos seres mais evoluídos, logo devemos ser criativos, inocentes e não seres maldosos. Ok! todos nós temos uma certa quota de maldade inserida dentro de nós, mas existem muitas formas de a libertar de forma positiva. A energia existe, e é para ser bem usada. Desporto, sexo são duas formas que me lembro de a libertar, mas também pintar ou escrever é muito positivo. Criar. Inovar. Respeitar.