Só sabemos se estamos em liberdade ou em prisão, quando cruzamos uma fronteira. Só aí vemos a realidade. Por vezes pensamos que temos liberdade, mas na verdade não o é. Apego, possessividade, tudo provindo do medo, faz por vezes com que sejamos diferentes do que devíamos ser. Por vezes o homem gosta da mulher, mas gosta que ela seja como ele quer, meiga, agradável, no fundo é mais uma versão submissa.
Se vivemos através de hábitos, então não estamos a viver, não estamos a desfrutar da vida, mas sim a viver conforme se acha ser o certo. Tem pessoas que parece que só sabem concordar, viver feitos cordeirinhos. E no fundo é o que nos é ensinado, a seguir o que parece mais certo, mais famoso ou que seja. Existem pessoas sem pensamento próprio, coisa mais devassada, coisa mais éfemera. Por vezes chegam ao ridículo de concordar sem entender, pois nesta vida aprendemos a não questionar, a não criar muitas ondas, a deixar o outro na sua vidinha e seguir a nossa como bons egoístas que somos. Mas atenção! gostamos de mostrar que somos amigos. Ironia da vida. O ego é algo traiçoeiro mesmo.
O que muita gente quer é servidão, e amizade implica liberdade, e sem amizade não há amor. Por vezes não amamos as pessoas, mas sim o que podemos adquirir delas, e aqui está um grande erro. Não digo que eu seja perfeita, mas admitir erros faz parte do processo para sermos melhores e mudarmos, e tem pessoas que nem admitem isso ou acham isto tudo conversa da tanga. Sim! talvez achem mais interessante falar da vizinha ou então do carro que querem comprar, enfim...Nem o suposto amor de pai e mãe, muitas vezes é tudo utopia mesmo, pois muitas vezes querem que o filho seja isto ou aquilo e se não o for parece que já não gostam dele. O desejo de recompensa não é amor verdadeiro.
Grafitti - El Mac


























