sábado, 14 de fevereiro de 2015

Onde anda o amor?!


Pintura de Erik Jones

Pensando que não, muitas pessoas nem fazem a mínima ideia do que seja o amor. De facto certas pessoas dizem - "amor que é isso?!". Porque para certas pessoas amor é algo supérfluo, em que o importante mesmo é ser boa pessoa, trabalhadora, honesta, ganhar dinheiro, sustento, etc etc. E parece que temos que valorizar a pessoa não pelas atitudes que ela tem perante nós, mas sim pelo que ela faz, ou seja é trabalhadora, então devíamos valorizar isso. Conheço bem um caso assim do género. Mas a verdade é que muitas vezes é esquecido o amor, e amor não é carinhos e cenas assim, é muito mais que isso. Para mim é algo que temos dentro de nós e partilhamos depois com os outros; uma energia criativa que nos impulsiona a ser melhores pessoas, a perdoar. O medo por outro lado é o oposto do amor, e cria uma série de sentimentos doentios. Por vezes até as pessoas julgam que amam, mas no meio da coisa o medo está a ganhar domínio. Para haver amor mesmo não pode haver medo. E medo não entenda-se somente a cena de nos atirarmo-nos de um precipício. 

Passamos tanto tempo a fingir, a fingir sermos quem não somos, que às tantas nem sabemos bem quem somos. Para termos o que queremos tornamo-nos pessoas frias, insensíveis, sem coração. É nos ensinado que não devemos ser inocentes, que devemos ser os mais espertos, e estar sempre na defesa. O medo invalida a possibilidade de uma relação a sério, dos centros se encontrarem. Amor é sacríficio, mas não é deixarmo-nos de nos amarmo-nos a nós mesmos, porque acima de tudo há que haver respeito e confiança. E talvez seja uma das cenas que mais falta por aí, o respeito. O medo é que cria regras estúpidas, como pensar ou achar que se a mulher anda com alguns homens não pode ser um dia uma mulher fiel e digna, ou que se ela se entregar logo não poderá dali germinar uma relação séria. 

Felizmente acho que as mentes se vão abrindo, mas existe um vasto caminho a percorrer. Liberdade é algo fundamental, e liberdade não é fazer o que nos dá na real gana, pois a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Devemos respeitar o facto de sermos diferentes, pois o importante é sermos autênticos, verdadeiros sem mentiras, sem fingimentos, sem interesses. O querer aproveitar-se do outro, querer ser mais esperto é sinal de muita falta de amor próprio talvez. 

Ontem foi ao salão erótico, e até foi giro. E acho que certas coisas devem ser vistas como naturais, como arte. Pois nós supostamente somos seres mais evoluídos, logo devemos ser criativos, inocentes e não seres maldosos. Ok! todos nós temos uma certa quota de maldade inserida dentro de nós, mas existem muitas formas de a libertar de forma positiva. A energia existe, e é para ser bem usada. Desporto, sexo são duas formas que me lembro de a libertar, mas também pintar ou escrever é muito positivo. Criar. Inovar. Respeitar. 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Conversas sobre casamento


Mesmo à pouco tive uma conversa que resultou em me bloquearem. Costume. Acho piada que tenho que adivinhar o pensamento alheio, e saber respeitar os outros. Mas e os outros?! Respeitam-me?! Então pergunto a ele se era casado, diz-me que não. Até aqui tudo bem. Depois pergunto se era junto ou whatever, e ele diz que sim. Ao que respondo, que mais valia atrás ter me dito que era casado, que para mim era tudo igual, viver junto ou estar casado, ou seja que o papel era uma treta. Bem!. magoei-o mesmo, que ele me manda fod*r. E diz que estou a blasfemar a união sagrada, o casamento. Mas eu acho que na verdade ele está a desvalorizar a união dele. Enfim...cenas que nem sei. Sei que cada vez mais é complicado falar com as pessoas. Esta mania da liberdade deixa as pessoas com pouca abertura para ouvir os outros. E querem todos ter a mania que têm razão. Ok! eu tenho uma certa mania de impôr o meu pensamento, de me fazer explicar, mas se termos boa educação, podemos falar e cada um explica o seu ponto de vista. A realidade é que não têm argumentos, e depois viram-se com estas bocas. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Liberdade Feminina



"Você não pode parar (as moscas), mas pode proteger-se" 

Este é uma publicidade que foi usada no Egipto, em que as moscas representam homens e o chupa representa a mulher. Isto é a chamada culpabilização da vítima. Do género, " coitadinhos dos homens, não têm culpa, a mulher é que os seduziu, bla bla bla". Please, quando será que isto termina e de facto a mulher começa a ser respeitada como tal?! 

A cultura em que vivemos está virada para um capitalismo puro e controle de massas. E mesmo hoje em dia tenhamos liberdade de expressão, por vezes isso é virado contra nós, pois é esquecido os valores, é esquecida que a minha liberdade termina quando começa a liberdade da outra pessoa. Vive-se numa era que quem tem dinheiro manda, e não interessa o bem estar da outra pessoa. Frequentemente é feita uma objectivação da mulher, que em interessa sim satisfazer os desejos e fantasias do homem. 

A violência na mulher é algo que se assiste constantemente, fruto de uma cultura/sociedade ignorante. E a violência não é só física, mas psicológica também. O que por outro lado provoca que a mulher fica com desconfiança em relação ao homem, pois muitas vezes o interesse do homem passa unicamente pelo sexo. Dizem então que a mulher se deve dar ao respeito, e então deverá quase que enclausurar-se. Mas será que adianta?! Sim! porque mulheres que vestem burga também são vítimas, logo estamos longes ainda de nos vermos livres do assédio por exemplo entre outras coisas contra a mulher. 


"A supervalorização da liberdade sexual como objetivo da luta das mulheres está intimamente ligada ao crescimento da “sociedade de consumo” e é uma corrente que fortalece o individualismo. Em termos práticos, desvia a atenção das mulheres da questão fundamental de classe. Elas deixam de fortalecer a luta pela coletivização das múltiplas jornadas, contra a divisão sexual do trabalho e da luta pelos espaços de poder proletário da sociedade. É importante ressaltar que estas ideias aparecem com força entre intelectuais, estudantes ou mulheres presentes nos meios culturais, que já atingiram certo prestígio ou posição social um pouco mais favorecida ou reconhecida, e que, em geral, não vivem as contradições e os problemas do trabalho doméstico na mesma intensidade das mulheres proletárias. Estes movimentos privilegiam uma moral privada, que se opõe à necessidade da criação de uma moral social proletária e, ao mesmo tempo em que reivindicam diretos das mulheres, incentivam resquícios históricos da poligamia, que sempre foi, na prática, poligamia para os homens e monogamia para as mulheres." (Raphaella Mendes)







quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Diferenças de Idade


Por vezes se diz que a diferença de idade não é em si um problema ou obstáculo para uma relação íntima, como o caso de um namoro e/ou casamento. contudo a mim faz-me uma confusão tremenda certas pessoas não terem a noção da realidade, e não se olharem ao espelho. para mim estar com um homem com idade de ser meu pai é de doidos. não digo que nunca seria possível tal ocorrer, mas para tal teria de ser um homem com uma certa postura, corpo, charme, etc etc, e não um que comparativamente comigo nota-se uma diferença colossal. Como me posso sentir atraída fisicamente por um homem velho, não é natural. Natural é estarmos com pessoas da nossa idade. Acredito que hajam pessoas que discordem comigo, mas para mim é estúpido certas coisas simplesmente. E se já os novos às vezes custam a aguentar o ritmo, imaginem os mais velhos. Uma mulher de 30 com um homem de 60 anos para mim não tem sentido nenhum mesmo. E sim comigo infelizmente aconteceu isso, mas é que é preciso falta de sentido de respeito também. Achar que com um jantar me ia comprar. Aceitei sim senhora, mas querer algo mais não não. Também já me fizeram prejuízo, uma coisa pagou a outra, não tenho que ser parva. Ainda por cima gente sem postura, que fala nas costas, inventa merdices, e depois pelo não que recebeu, que era óbvio que assim fosse, fica todo amuado. Não sabe ter nível, nem maturidade, nem entender que eu com idade de ser sua filha mereço alguém da minha idade, alguém com um emprego, com uma vida normal e não um palhaço que ficou sem nada desta vida e agora quer uma mulher para lhe dar algo na vida. Eu trabalho para ser independente e se tiver noites com os pés frios aqueço com aquecedor. Acho engraçado esta raça de homens que até são machistas, dividem as mulheres e acham que certas que eles já baptizaram têm que estar disponíveis para eles. Então não devia ser isso mesmo?! O pior é que uma pessoa é simpática e confundem isso com outras coisas, e isso é de pessoas com mente devassa ou depravada mesmo. E pior é que Portugal ainda em certas coisas é um País atrasado mesmo, mentes pequeninas. 


Grafitti IVES ONE With Klaas Lageweg

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

bla bla bla


Jeremy Mann

A noite tem outro encanto - alguém disse isso algures. E tem de facto outro encanto, as luzes é de uma magia linda. Existe claro a magia das estrelas, e imagino-me deitada num sítio com uma manta a ver as estrelas, se for com uma agradável companhia melhor. Uma que me faça rir e esquecer toda a negridão deste mundo de interesses e corações vazios. Às vezes queremos todos o mesmo, mas de maneira diferente, com uma intensidade diferente. Talvez sejam os valores que nos distinguem uns dos outros, que distinguem melhor dizendo as nossas acções. Posso fazer o mesmo que a outra pessoa, mas numa conjuntura diferente lol. Francamente já nem sei o que escrevo, porque quero escrever algo, mas não estou a conseguir. Nem consigo pensar como deve ser. 

A escuridão vem e tapa nossos defeitos, ficando o deslumbre do que somos. Às vezes sinto uma vontade de dançar, mas por vezes parece que vem aquela inibição de me mostrar, de parecer louca. Mas quando me solto a dançar, e por vezes o faço sozinha no quarto é bom. Parece que sinto a música dentro de mim, e mesmo dançando mal danço à minha maneira. Liberta-me, ajuda-me. Gostava de saber dançar bem, de forma sensual, mas acho complicado. A música nos ajuda muito. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Escrever faz parte do processo

Pintura de Sangduck Kim


"Escribir es como hacer el amor. No te preocupes del orgasmo, preocúpate del proceso." 
Isabel Allende

A minha ânsia de saber tudo, da procura da verdade, por vezes deixa-me perdida, por vezes leva-me a extremos que mais pareço uma louca. Por vezes até julgo o ser, e custa me quando não sou compreendida. Sim! procuro que haja alguém que me compreenda; eu mesma por vezes não sei quem sou mesmo. Será que sou mesmo esse espírito alegre?! E porque não o consigo ser, porque continuo tão presa?! Procuro respostas, mas a verdade é que vivo presa, com medo, porque não sei lidar com muita coisa e julgamentos. Quantas vezes penso, porque tenho que ter o pai que tenho. Mas depois vejo, tantas pessoas que sofrem mais que eu, ou pessoas que estão em muito piores condições. Na verdade queixo-me de barriga cheia, sim! nunca passei grandes dificuldades, nunca passei fome na minha vida inteira, sempre tive o necessário. 

Acho que já escrevi aqui sobre isso, mas tenho uma lembrança, de quando era pequenina, por volta de uns 5 anos, e ia dar um beijinho ao meu pai, depois de ele fazer a barba. E pergunto-me a mim mesma, que fiz eu de mal para ele não gostar de mim?! Será que ele não tem sentimentos?! Será que ele não dá valor a nada?! Será que tudo tem que ser visto do ponto de vista utilitário?! Gostava de ter amor, um amor que nunca senti. Talvez por isso não me vejo a casar, não consigo imaginar o meu pai me levando ao altar. Não faria sentido. Também que sentido faz o casamento, é apenas um contrato. Também dou por mim a pensar em alguém que gostei mesmo, e que não deu certo. E penso, será que vou encontrar alguém assim, que goste de mim da mesma maneira e que queira uma relação. Dou por mim por vezes a chorar, porque não sei lidar com as emoções que são criadas em volta de pensamentos ou lembranças. E vejo que por vezes esses pensamentos negativos vêm muito do meu pai, que não presto, que não tenho valor.

O tempo é uma variável que passa e por vezes nem damos por ele, e infelizmente não podemos voltar atrás no tempo. Dou por mim a pensar, se vou conseguir ter filhos, e olho para as linhas da minha mão e até parece que mudaram. Nem sei mais o que quero, e talvez por isso nem consiga atrair algo bom para mim. Será que vi ou conheci a minha alma gémea?! Será que o conheci e não estava preparada, ou será que ainda vou conhecer?! La vie. Quando será que conseguimos aceitar os outros pelo que são e não pelo que parecem. Pelo que são connosco, pela atitude que têm connosco e não pela aparência.

Conjunturas sobre preconceitos


Conjunturas sobre preconceitos em volta de comportamentos e relacionamentos, sobre ser homem e ser mulher



Existem coisas que de facto me criam urticária, que me fazem uma confusão completa e pior é quando me tentam vender uma ideia achando que é plena verdade. Por vezes até me faço de mais parva que sou, pois ando numa onda de não criar ondas e de criar interesses. Sim! por vezes além de uma amizade, também faz jeito alguns interesses. 

Vejam lá que me tentaram vender a ideia como verdade, que o sexo é muito importante para o homem, e que o homem se masturba em média umas quatro vezes por dia. Eu disse - mas existem alguns homens que passam até dias sem se masturbar. Ao que me responde logo prontamente, que isso é mentira, que me mentiram. E eu penso, mas gostam de achar que sou sempre sonsa ou é minha impressão?!. Cada pessoa é uma pessoa diferente, e logo não existem verdades absolutas em relação a certos tópicos como este. E mais!, agora não tenho uma fonte para provar, mas sei que em termos de biologia as mulheres sentem muito mais desejo que o homem. Culturalmente é o homem, mas em termos físicos o corpo e energia da mulher está preparado para muito mais que o homem. Tanto que o homem fica logo cansado e a mulher não. Contudo, culturalmente a mente adquiriu outra aparência e estatuto, pois o homem como sempre quer ser o melhor, poderoso e com controlo. E no caso da mulher, a maioria das vezes a coisa anda adormecida. 

Outra cena que já me irrita, é a constante mania que algumas pessoas, que se acham com razão, de dizerem que para ter uma relacionamento sério, uma mulher não pode dar tudo ao homens, e que no que toca ao sexo, a mulher tem que se fazer de difícil. Sinceramente não entendo, a minha mente deve ser quadrada, ou aberta demais, pois não entendo que diferença fará a mulher ser fácil ou difícil, eu acho é que devemos ser nós mesmos. Se me apetece fazer logo sexo, por raio vou fazer me de difícil?! Se por outro lado não me sinto à vontade, e não estou para ali virada, então sim devo esperar. Mas fazer, para ter numa cena de jogar acho até feio e grotesco, pensar que o outro é uma marioneta. E pior é o outro querer jogar este jogo e gostar. Porque para mim, uma coisa não invalida a outra. Eu posso ser fácil na cama, mas depois posso ser séria numa relação, e basta falar e ver os objectivos que se caminha para esse sentido. É óbvio há que haver alguma paixão também. Mas talvez o medo seja que a mulher seja assim para todos, e talvez isso fira o ego dos homens.



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