Pintura de Sangduck Kim
"Escribir es como hacer el amor. No te preocupes del orgasmo, preocúpate del proceso."
Isabel Allende
A minha ânsia de saber tudo, da procura da verdade, por vezes deixa-me perdida, por vezes leva-me a extremos que mais pareço uma louca. Por vezes até julgo o ser, e custa me quando não sou compreendida. Sim! procuro que haja alguém que me compreenda; eu mesma por vezes não sei quem sou mesmo. Será que sou mesmo esse espírito alegre?! E porque não o consigo ser, porque continuo tão presa?! Procuro respostas, mas a verdade é que vivo presa, com medo, porque não sei lidar com muita coisa e julgamentos. Quantas vezes penso, porque tenho que ter o pai que tenho. Mas depois vejo, tantas pessoas que sofrem mais que eu, ou pessoas que estão em muito piores condições. Na verdade queixo-me de barriga cheia, sim! nunca passei grandes dificuldades, nunca passei fome na minha vida inteira, sempre tive o necessário.
Acho que já escrevi aqui sobre isso, mas tenho uma lembrança, de quando era pequenina, por volta de uns 5 anos, e ia dar um beijinho ao meu pai, depois de ele fazer a barba. E pergunto-me a mim mesma, que fiz eu de mal para ele não gostar de mim?! Será que ele não tem sentimentos?! Será que ele não dá valor a nada?! Será que tudo tem que ser visto do ponto de vista utilitário?! Gostava de ter amor, um amor que nunca senti. Talvez por isso não me vejo a casar, não consigo imaginar o meu pai me levando ao altar. Não faria sentido. Também que sentido faz o casamento, é apenas um contrato. Também dou por mim a pensar em alguém que gostei mesmo, e que não deu certo. E penso, será que vou encontrar alguém assim, que goste de mim da mesma maneira e que queira uma relação. Dou por mim por vezes a chorar, porque não sei lidar com as emoções que são criadas em volta de pensamentos ou lembranças. E vejo que por vezes esses pensamentos negativos vêm muito do meu pai, que não presto, que não tenho valor.
O tempo é uma variável que passa e por vezes nem damos por ele, e infelizmente não podemos voltar atrás no tempo. Dou por mim a pensar, se vou conseguir ter filhos, e olho para as linhas da minha mão e até parece que mudaram. Nem sei mais o que quero, e talvez por isso nem consiga atrair algo bom para mim. Será que vi ou conheci a minha alma gémea?! Será que o conheci e não estava preparada, ou será que ainda vou conhecer?! La vie. Quando será que conseguimos aceitar os outros pelo que são e não pelo que parecem. Pelo que são connosco, pela atitude que têm connosco e não pela aparência.
O tempo é uma variável que passa e por vezes nem damos por ele, e infelizmente não podemos voltar atrás no tempo. Dou por mim a pensar, se vou conseguir ter filhos, e olho para as linhas da minha mão e até parece que mudaram. Nem sei mais o que quero, e talvez por isso nem consiga atrair algo bom para mim. Será que vi ou conheci a minha alma gémea?! Será que o conheci e não estava preparada, ou será que ainda vou conhecer?! La vie. Quando será que conseguimos aceitar os outros pelo que são e não pelo que parecem. Pelo que são connosco, pela atitude que têm connosco e não pela aparência.













