quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conjunturas sobre preconceitos


Conjunturas sobre preconceitos em volta de comportamentos e relacionamentos, sobre ser homem e ser mulher



Existem coisas que de facto me criam urticária, que me fazem uma confusão completa e pior é quando me tentam vender uma ideia achando que é plena verdade. Por vezes até me faço de mais parva que sou, pois ando numa onda de não criar ondas e de criar interesses. Sim! por vezes além de uma amizade, também faz jeito alguns interesses. 

Vejam lá que me tentaram vender a ideia como verdade, que o sexo é muito importante para o homem, e que o homem se masturba em média umas quatro vezes por dia. Eu disse - mas existem alguns homens que passam até dias sem se masturbar. Ao que me responde logo prontamente, que isso é mentira, que me mentiram. E eu penso, mas gostam de achar que sou sempre sonsa ou é minha impressão?!. Cada pessoa é uma pessoa diferente, e logo não existem verdades absolutas em relação a certos tópicos como este. E mais!, agora não tenho uma fonte para provar, mas sei que em termos de biologia as mulheres sentem muito mais desejo que o homem. Culturalmente é o homem, mas em termos físicos o corpo e energia da mulher está preparado para muito mais que o homem. Tanto que o homem fica logo cansado e a mulher não. Contudo, culturalmente a mente adquiriu outra aparência e estatuto, pois o homem como sempre quer ser o melhor, poderoso e com controlo. E no caso da mulher, a maioria das vezes a coisa anda adormecida. 

Outra cena que já me irrita, é a constante mania que algumas pessoas, que se acham com razão, de dizerem que para ter uma relacionamento sério, uma mulher não pode dar tudo ao homens, e que no que toca ao sexo, a mulher tem que se fazer de difícil. Sinceramente não entendo, a minha mente deve ser quadrada, ou aberta demais, pois não entendo que diferença fará a mulher ser fácil ou difícil, eu acho é que devemos ser nós mesmos. Se me apetece fazer logo sexo, por raio vou fazer me de difícil?! Se por outro lado não me sinto à vontade, e não estou para ali virada, então sim devo esperar. Mas fazer, para ter numa cena de jogar acho até feio e grotesco, pensar que o outro é uma marioneta. E pior é o outro querer jogar este jogo e gostar. Porque para mim, uma coisa não invalida a outra. Eu posso ser fácil na cama, mas depois posso ser séria numa relação, e basta falar e ver os objectivos que se caminha para esse sentido. É óbvio há que haver alguma paixão também. Mas talvez o medo seja que a mulher seja assim para todos, e talvez isso fira o ego dos homens.



domingo, 14 de dezembro de 2014

Voltei


Voltei ao trabalho. Sim! Tive férias. Tive dias maravilhosos, mas também tive dias em que fiquei tão triste. E porquê? Culpa minha, da minha estupidez, da minha insegurança, da minha falta de senso comum. E por tal tenho muita coisa para mudar em mim, e sim! tem que ser. Primeiro sozinha tenho que mudar, e só depois quiça encontro a tal pessoa especial. E pode ser que seja o tal com quem já me cruzei, mas tenho que deixar de pensar nele. 

A minha colega me dizia que eu venho com um brilho no olhar. Ao certo não sei se é verdade ou se é apenas impressão dela, se é um esforço meu para mostrar algo. Nem sei. Talvez seja também às vezes um erro ao querer implicitamente que tenham pena de mim, e devia ser mais assim, esquecer a merda de vida que já tive, do passado que me inunda com medos. E sim! tenho que conseguir vencer o meu mundo, a minha família, o meu passado. E construir um novo mundo, um negócio quiça. 

Vai ser muito complicado, pois não posso mudar na superfície, e tenho que mudar radicalmente dentro de mim. Uma luz tem que se iluminar e esquecer todas as outras pessoas, parar de comparar, de sentir-me inferior. Passar a deixar o medo de morrer, de não ter filhos, de não ter um amor, de achar que os outros sem merecer têm mais que eu. Enfim...Tenho que viver a vida como se amanhã fosse o ultimo dia. E por tal deixar-me de preocupar-me com o que os outros pensam, se é verdade ou ilusão da minha cabeça, pois o que interessa é o que sinto apenas. 





domingo, 30 de novembro de 2014

Poem - Trying to be angels


Slowly I comprehend,
But I can not Forget
All the things that I don’t understand.
Nature is divine,
And we are corrupted,
Not nature, not spontaneous.
I heat rules, but I need rules,
I heat my bad temper,
But I can’t avoid of feeling.
Suffering is important to understand,
To respect, to know how to love.
We want to control, possess,
Own what is from nobody.
We are sons from the devil,
Trying to be angels.

(29/11/2014)



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Poema - A chuva batia forte


A chuva caia forte, 
Batia forte em meu coração,
Inundando-me de medos,
De incertezas e indecisões.
Em mim sinto o fogo da paixão, 
Um perigoso jogo de colisões
Em que nem sei qual deles,
Quero ter a meu lado. 
Medo de morrer, 
Medo de envelhecer, 
Sofrimento colateral
Que me empurra para o êxtase carnal. 
A chuva batia forte, 
E na ansiedade pela novidade, 
A ânsia de viver tudo de uma só vez,
Me fazia voar,
Me fazia libertar,
Entornar meus medos,
Enxovalhar minha alma, 
Enformar alguns segredos,
Pois só na escuridão encontro-me, 
Pois só no lodo nascem as flores. 

(28/11/2014)




Poema - Ansiedade


Nota: (poema um pouco hardcore lol)

Sinto que nunca sai daqui
Tudo aqui se entranha em mim,
O cheiro, a terra, os sons,
A dureza de vários tons.
Em mim sinto a nostalgia,
A Ânsia de viver a magia
Do teu beijo, do teu toque
Na minha pele que respira desejo.
O desejo de te ter para mim,
A luxúria de ser possuída,
Comida e fodida somente por ti.
Nada em mim é vulgar,
Tudo em mim é vulgar
Pois eu sou a escuridão que te rodeia,
Pois eu sou a luz que te espera.
O sol aquece-me os ossos,
As borboletas espairecem-me a memória.
Sinto que nada sou,
E que tudo sou quando contigo estou.

(28/11/2014)


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Loucura



Sinceramente não sei o que escreva, mas sinto que preciso de escrever. Para entendermos as acções dos outros, temos que saber ou entender a vida/percurso que essa pessoa teve. Caso contrário, achamos que o outro está a ser injusto para connosco, pois não está a agir como nós gostaríamos que agisse, mas talvez no mundo dessa pessoa seja o normal. Nem sempre é um ofensa directa à outra pessoa, por vezes é um grito de desespero, de atenção, e se assim o é, não devemos colocar essa pessoa em baixo, mas sim ter a paciência para que esse mau momento passe. 

Nem sempre precisamos que nos digam algo, por vezes só precisamos que nos oiçam. Não entendo qual é o drama em entender que eu por exemplo tenho uma necessidade grande em dizer a certas pessoas a verdade, contar muita coisa da minha vida. Para mim é um alívio, a escrita não basta. Sinceramente a mim me faz confusão quando as pessoas são reservadas pelo medo, pior mesmo é quando são hipócritas e dizer ser algo que não são, quando defendem algo que depois não vivem. 

Normalmente os mais puritanos são os piores, falam e criticam, mas depois existem uns podres que escondem na sua vida. Odeio quando não têm coragem para falar na frente e depois falam nas costas. Odeio quando querem parecer boas pessoas, e depois tentam fazer dos outros os malucos. Odeio quando acham que a vida deles é o exemplo perfeito, e acham que todos devem fazer da mesma forma. Odeio pessoas falsas, fingidas, interesseiras, enfim...

Já tive tantos amigos, sobretudo amigas, que pensava que eram mesmo para ficar, e que o vento levou para longe. Muitas pessoas não nos aceitam, apenas gostam de nós quando estamos bem, quando conseguimos dar algo de bom para elas, ou quando somos parecidos com elas. O amor verdadeiro é demasiado simples e demasiado complexo para as pessoas saberem lidar com ele. Acho que poucas pessoas pensam sobre isso, e ficam achando que já sabem o que é amor e amar. E talvez seja um erro, pois acho que devemos pensar sobre isso, pois amor é algo que aprendemos constantemente, e que ao contrário do que muitas pessoas pensam, não tem regras, é um energia tão inconstante que pode até ser perigosa ao mesmo tempo que é criativamente boa. É óbvio que eu muitas vezes não sei amar, mas sei admitir isso. Mas muitas vezes sentem medo e depois dizem que amam, mas na verdade não amam. Quem ama de verdade arrisca sem pensar muitas vezes. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Profundidade de um grito mudo


Ontem foi o dia que desci da ribanceira abaixo, jogaram-me sem dó nem piedade. Pergunto-me porquê?! Será a verdade, ou dizer o que penso tão nefasto, que mereço a violência da outra pessoa?! Porque neste casos, prefiro quantas vezes o desprezo e que me ignorem do que me façam mal. E pior nem sei o que é, se é a violência vir de alguém que é próximo de nós, ou se a indiferença das outras pessoas. Podemos fazer tudo na rua, que parece que todos tentam ignorar. Que mundo cruel este onde estou. Por vezes até me sinto fria, gelada sem sentimentos, mas ao mesmo tempo que sinto um vazio dentro de mim, sinto uma tristeza profunda que me deixa paralisada sem força para continuar. Que vida é esta a minha?! Que tenho uma família que me prende, que eu não posso ser eu, que tenho de tentar viver conforme as expectativas dos outros. Estou farta, farta da boa educação, de formalismos da treta, de na minha cara dizerem que são meus amigos, e nas costas terem montes de criticas contra mim. A maioria das pessoas não gosta da verdade, da espontaneidade, nem muito menos de tentar compreender a razão da raiva da outra pessoa. No momento que mais precisamos é quando nos viram mais a costas. As pessoas falam em amor, em amizade, mas na verdade só querem alguém que os complete, alguém com quem se sintam bem, alguém que os faça sentir melhor. Isso não é amor, isso é outra coisa qualquer. Amor é de certa forma sacrifício, gostar dessa pessoa apesar de tudo de mal que ela um dia diga ou faça. 
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