domingo, 23 de novembro de 2014

Profundidade de um grito mudo


Ontem foi o dia que desci da ribanceira abaixo, jogaram-me sem dó nem piedade. Pergunto-me porquê?! Será a verdade, ou dizer o que penso tão nefasto, que mereço a violência da outra pessoa?! Porque neste casos, prefiro quantas vezes o desprezo e que me ignorem do que me façam mal. E pior nem sei o que é, se é a violência vir de alguém que é próximo de nós, ou se a indiferença das outras pessoas. Podemos fazer tudo na rua, que parece que todos tentam ignorar. Que mundo cruel este onde estou. Por vezes até me sinto fria, gelada sem sentimentos, mas ao mesmo tempo que sinto um vazio dentro de mim, sinto uma tristeza profunda que me deixa paralisada sem força para continuar. Que vida é esta a minha?! Que tenho uma família que me prende, que eu não posso ser eu, que tenho de tentar viver conforme as expectativas dos outros. Estou farta, farta da boa educação, de formalismos da treta, de na minha cara dizerem que são meus amigos, e nas costas terem montes de criticas contra mim. A maioria das pessoas não gosta da verdade, da espontaneidade, nem muito menos de tentar compreender a razão da raiva da outra pessoa. No momento que mais precisamos é quando nos viram mais a costas. As pessoas falam em amor, em amizade, mas na verdade só querem alguém que os complete, alguém com quem se sintam bem, alguém que os faça sentir melhor. Isso não é amor, isso é outra coisa qualquer. Amor é de certa forma sacrifício, gostar dessa pessoa apesar de tudo de mal que ela um dia diga ou faça. 

domingo, 16 de novembro de 2014

conversas....


Com o avançar da idade aprendemos que as certezas são cada vez menos, e que os julgamentos muitas vezes vezes devem ficar em gavetas. Se não queremos também ser julgados pela aparência, também deveríamos ter o cuidado de não o fazer. Uma coisa é querer ajudar e outra é achar que somos donos da verdade. É sempre fácil falar como é óbvio, e eu mesma muitas vezes julgo e condeno certas pessoas. Não sou flor que se cheire às vezes. Mas verdade seja dita, acho que sou mais vezes enganada por certas pessoas, na minha estúpida ingenuidade do que as vezes que condeno os outros. Eu muitas vezes chego ao fim com a simples conclusão, gosto de quem gosta de mim. 

Destino. É tão lindo acreditar que isto ou aquilo estava destinado para acontecer, quando são coisas boas. Mas quando são fatalidades, o pensamento muda radicalmente. Na verdade não acredito que o destino esteja escrito. Mas talvez acredite em vidas passadas, e isso explique aquela sensação de dejávu que às vezes temos. Por vezes são sonhos que temos do que virá a acontecer, que por vezes estão na verdade codificados, mas depois de as coisas acontecerem faz um clique. 

A família muitas vezes é um peso que carregamos, uma pressão que é feita sobre nós, para sermos assim ou assado. E claro, depois não conseguimos ser quem devíamos ser, porque o peso é imenso, de agradar a família. Mas pergunto-me eu, que amor é este, que depois condena se formos de forma diferente?! Que amor é este que depois julga, e do género - se não fores assim não gosto de ti. 






quinta-feira, 13 de novembro de 2014

cenas disparatadas


Hoje foi um dia de moleza de relax. Nem arrumar o quarto consegui. Ainda tentei...mas enfim...não tenho vocação para tal pelos vistos. lol Hoje estava a lançar e a almoçar ao mesmo tempo, uma variação de comidas de vários sítios lol. Tamarinho, pão, queijo francês, chá à maneira inglesa (com leite), marmelada, e pizza. Ya eu sei..granda misturada. Só mesmo a Anónima para fazer isto. E abri um post só para escrever esta cena disparatada. Podia ser pior, podia dizer que hoje acordei com o fogo dentro do meu corpo, e a imaginação a rodopiar em cenas ao som da música dos coldplay. enfim...

Encontrar o caminho certo nao é facil


Por vezes sentimo-nos perdidos nesta vida densa e confusa, onde existem tantos preconceitos e regras. Onde é sempre fácil julgarmos os outros. Não acredito que exista alguém que não chore. Ou melhor, acredito que hajam pessoas que não choram, mas essas de certo já devem estar na verdade mortas. Pois uma pessoa que está vida, tanto está contente, como pode estar triste. A felicidade não é um estado de alegria constante, mas sim um contentamento com o que somos e temos. 

Por que será que algumas pessoas se escondem tanto?! Fingindo que são pessoas sempre happys?! Ninguém é assim, pelo menos alguém real e vivo. Porque não assumimos quando estamos mal?! Porque afinal a amizade é para isso mesmo. E se aquele amigo não nos ajudar ou é porque não deu mesmo ou é porque não era amigo, e isso é a selecção das coisas. Não somos todos compatíveis. 

Ainda me pergunto quem sou eu. Sei que me tenho perdido em alguns caminhos e embora pareça mau, é bom para me encontrar. Não queria fazer sofrer quem gosta de mim, mas infelizmente isso acontece. Por vezes gostamos de alguém que não sente o mesmo por nós, e alguém sente mais do que nós sentimos por essa pessoa. Enfim...a vida é de facto complexa e nem sempre é fácil encontrar a peça certa para o puzzle.

O que não falta neste mundo são pessoas feitas máquinas, que agem como actores, com a tal boa educação, mas depois nas costas falam mal. Falsidade, quando não estão bem com elas mesmas, e por isso não são honestos e sinceros. Medo, que faz com que se minta, achando que se ama aquela pessoa que se está a trair. Inveja, interesses, quando não se está contente com o que se tem e é. enfim...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014


Acordei com o desejo impregnado em meu corpo, a ligeireza do movimento desencadeava mais desejo ainda, onde tu eras a imagem constante dessa minha aflição, dessa minha vontade de ser tocada e de gritar. Será que ainda te lembras? Será que ainda pensas em mim? Será que fantasias com os meus gemidos? Acho que não. Tudo não passou de um sonho. Com o pensamento levantei voo, nem foi preciso o toque das experientes caricias, nem o som da tua voz, bastou a volúpia imaginação que contaminou-me para um paraíso secreto, onde já somos um só.  





Quem sou eu afinal?!



"Vivemos um sonho imenso e tu? Não vives NaDA! És uma isolada frustrada que ainda ataca a genuinidade dos outros. Jamais me voltes a dirigir a palavra. És uma perda de tempo. Daí estares sempre só, mais cedo ou mais tarde. "


Isto foi o que alguém me escreveu. Será que sou mesmo assim? Gostava tanto de ser compreendida, mas o grande mal é eu não me aceitar como sou e na verdade nem saber bem quem sou. Doí-me o coração ouvir ou ler certas coisas, mesmo sabendo que as pessoas não me conhecem pessoalmente. Pois sei bem que certas pessoas que me conhecem também não me aceitam. E eu não sei ser imune a isso, passar ao lado disso. Precisava de alguém que me dizesse que eu não sou assim, que tenho valor. Mas o certo é que me vejo assim. Se calhar quando estou bem não passa de uma ilusão do meu pensamento, uma miragem, que depois desaparece e volta a tristeza, a dureza de um coração que não sabe amar. Ou talvez eu veja longe demais, a verdade e isso me faça doer a alma, e magoar os outros por ser tão bruta na maneira como falo. Talvez que gostasse que enxergassem com os mesmos olhos que eu, não sei...

De certa maneira sou sensível, pois tudo me toca, a energia boa ou má me atinge e me faz sentir. Mas por outro lado sou cruel e bruta ao ponto de me esquecer dos sentimentos dos outros. Se bem que por vezes nem os vejo sofrer, mas sim a ter uma atitude de indiferença perante mim. Vivemos numa era em que é cada um por si, em que certos valores foram substituídos por um egoísmo na verdade. Eu acredito que na verdade estamos melhor, pois existe uma maior liberdade. Mas apesar disso, existem coisas um pouco esquecidas, e passamos a achar por vezes que podemos viver sem ajuda dos outros. Mas não somos nada sozinhos.


Procuramos incessantemente fora o que não temos em nós mesmos, e por tal não temos na nossa relação também. O amor não pode nunca depender de outra pessoa, embora claro, hajam pessoas que nos despertam isso. Mas o amor mesmo tem que estar dentro de nós, e só quando nos aceitamos, nos amamos, é que podemos viver bem com os outros. Mas aqui reside a questão, saber o que afinal é amar, e aprender a amar. Sim! porque não se trata de algo natural, como o sexo que no fundo é biológico. Não acredito em vários tipos de amor, acredito é em paixão e amor. Amor não possui, mas a paixão possui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Um sonho


"Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram." (os irmãos Karamazov, Fiódor Dostoévski)





Seria um sonho ou realidade?! Conheci-te e não sei porquê, comecei a contar te a minha vida toda sem medos. Na altura nada queria ou esperava, apenas acreditei e confiei. De certa forma liberta-me poder dizer tudo sem censura, e sem aquela cena de me queixar da vida, embora tenha dito que não tinha sorte. Mostrei-te o meu lugar favorito, onde ficamos sentados a ver a paisagem, Será mesmo que nessa altura sentiste algo por mim, ou foi depois de eu abrir a minha boca demasiado?! Ou será que só querias aproveitar, e na verdade acho que foi o que fiz também. Mas acho que a cena foi tão romântica que para mim não foi só sexo e senti algo mais depois. Sou uma inocente talvez, uma eterna sonhadora, que depois entra num buraco de desgosto e depressão por não ter o que tanto desejo. Não sei agarrar nenhum homem, de facto sou uma tola que até sou enganada, que nem me sei valorizar. Algumas  conseguem que eles paguem tudo e eu não consigo nada, sou armada em boazinha e dou-me mal claro. Como alguém vai gostar de mim, se apaixonar por mim, se sou uma despistada, que pareço mais uma burrinha. Não sei história, nem línguas, nem geografia, enfim...Acho que na verdade sou muitos distante e quando me agarro é demasiado, e penso logo rápido demais, passo da primeira mudança para a 4ª ou 5ª. E claro que pensam que assim não dá, mesmo que achem piada na altura. Bla bla bla....Acho que foi mesmo um sonho.




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