Ontem foi o dia que desci da ribanceira abaixo, jogaram-me sem dó nem piedade. Pergunto-me porquê?! Será a verdade, ou dizer o que penso tão nefasto, que mereço a violência da outra pessoa?! Porque neste casos, prefiro quantas vezes o desprezo e que me ignorem do que me façam mal. E pior nem sei o que é, se é a violência vir de alguém que é próximo de nós, ou se a indiferença das outras pessoas. Podemos fazer tudo na rua, que parece que todos tentam ignorar. Que mundo cruel este onde estou. Por vezes até me sinto fria, gelada sem sentimentos, mas ao mesmo tempo que sinto um vazio dentro de mim, sinto uma tristeza profunda que me deixa paralisada sem força para continuar. Que vida é esta a minha?! Que tenho uma família que me prende, que eu não posso ser eu, que tenho de tentar viver conforme as expectativas dos outros. Estou farta, farta da boa educação, de formalismos da treta, de na minha cara dizerem que são meus amigos, e nas costas terem montes de criticas contra mim. A maioria das pessoas não gosta da verdade, da espontaneidade, nem muito menos de tentar compreender a razão da raiva da outra pessoa. No momento que mais precisamos é quando nos viram mais a costas. As pessoas falam em amor, em amizade, mas na verdade só querem alguém que os complete, alguém com quem se sintam bem, alguém que os faça sentir melhor. Isso não é amor, isso é outra coisa qualquer. Amor é de certa forma sacrifício, gostar dessa pessoa apesar de tudo de mal que ela um dia diga ou faça.
Poema
Há 10 meses













