quarta-feira, 8 de outubro de 2014


Acordei com o desejo impregnado em meu corpo, a ligeireza do movimento desencadeava mais desejo ainda, onde tu eras a imagem constante dessa minha aflição, dessa minha vontade de ser tocada e de gritar. Será que ainda te lembras? Será que ainda pensas em mim? Será que fantasias com os meus gemidos? Acho que não. Tudo não passou de um sonho. Com o pensamento levantei voo, nem foi preciso o toque das experientes caricias, nem o som da tua voz, bastou a volúpia imaginação que contaminou-me para um paraíso secreto, onde já somos um só.  





Quem sou eu afinal?!



"Vivemos um sonho imenso e tu? Não vives NaDA! És uma isolada frustrada que ainda ataca a genuinidade dos outros. Jamais me voltes a dirigir a palavra. És uma perda de tempo. Daí estares sempre só, mais cedo ou mais tarde. "


Isto foi o que alguém me escreveu. Será que sou mesmo assim? Gostava tanto de ser compreendida, mas o grande mal é eu não me aceitar como sou e na verdade nem saber bem quem sou. Doí-me o coração ouvir ou ler certas coisas, mesmo sabendo que as pessoas não me conhecem pessoalmente. Pois sei bem que certas pessoas que me conhecem também não me aceitam. E eu não sei ser imune a isso, passar ao lado disso. Precisava de alguém que me dizesse que eu não sou assim, que tenho valor. Mas o certo é que me vejo assim. Se calhar quando estou bem não passa de uma ilusão do meu pensamento, uma miragem, que depois desaparece e volta a tristeza, a dureza de um coração que não sabe amar. Ou talvez eu veja longe demais, a verdade e isso me faça doer a alma, e magoar os outros por ser tão bruta na maneira como falo. Talvez que gostasse que enxergassem com os mesmos olhos que eu, não sei...

De certa maneira sou sensível, pois tudo me toca, a energia boa ou má me atinge e me faz sentir. Mas por outro lado sou cruel e bruta ao ponto de me esquecer dos sentimentos dos outros. Se bem que por vezes nem os vejo sofrer, mas sim a ter uma atitude de indiferença perante mim. Vivemos numa era em que é cada um por si, em que certos valores foram substituídos por um egoísmo na verdade. Eu acredito que na verdade estamos melhor, pois existe uma maior liberdade. Mas apesar disso, existem coisas um pouco esquecidas, e passamos a achar por vezes que podemos viver sem ajuda dos outros. Mas não somos nada sozinhos.


Procuramos incessantemente fora o que não temos em nós mesmos, e por tal não temos na nossa relação também. O amor não pode nunca depender de outra pessoa, embora claro, hajam pessoas que nos despertam isso. Mas o amor mesmo tem que estar dentro de nós, e só quando nos aceitamos, nos amamos, é que podemos viver bem com os outros. Mas aqui reside a questão, saber o que afinal é amar, e aprender a amar. Sim! porque não se trata de algo natural, como o sexo que no fundo é biológico. Não acredito em vários tipos de amor, acredito é em paixão e amor. Amor não possui, mas a paixão possui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Um sonho


"Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram." (os irmãos Karamazov, Fiódor Dostoévski)





Seria um sonho ou realidade?! Conheci-te e não sei porquê, comecei a contar te a minha vida toda sem medos. Na altura nada queria ou esperava, apenas acreditei e confiei. De certa forma liberta-me poder dizer tudo sem censura, e sem aquela cena de me queixar da vida, embora tenha dito que não tinha sorte. Mostrei-te o meu lugar favorito, onde ficamos sentados a ver a paisagem, Será mesmo que nessa altura sentiste algo por mim, ou foi depois de eu abrir a minha boca demasiado?! Ou será que só querias aproveitar, e na verdade acho que foi o que fiz também. Mas acho que a cena foi tão romântica que para mim não foi só sexo e senti algo mais depois. Sou uma inocente talvez, uma eterna sonhadora, que depois entra num buraco de desgosto e depressão por não ter o que tanto desejo. Não sei agarrar nenhum homem, de facto sou uma tola que até sou enganada, que nem me sei valorizar. Algumas  conseguem que eles paguem tudo e eu não consigo nada, sou armada em boazinha e dou-me mal claro. Como alguém vai gostar de mim, se apaixonar por mim, se sou uma despistada, que pareço mais uma burrinha. Não sei história, nem línguas, nem geografia, enfim...Acho que na verdade sou muitos distante e quando me agarro é demasiado, e penso logo rápido demais, passo da primeira mudança para a 4ª ou 5ª. E claro que pensam que assim não dá, mesmo que achem piada na altura. Bla bla bla....Acho que foi mesmo um sonho.




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Dia nublado


Quem sou eu? De novo o enigma na minha cabeça. De novo problemas surgem à minha volta. Como posso ser eu livre e feliz, se sei existe algo ou alguém que acorrenta essa mesma liberdade, de quem eu gosto. Como posso ser feliz, se minha mãe e avó não o são?!?! Tenho uma família tão pequenina, sempre desejei ter uma família grande, uma família que se desse bem, que pelo menos no natal se unisse e fizesse uma festa. Mas não! Sinto que me "castraram" quando era pequena. 

Lembro-me de dançar na marquise, punha o rádio e dançava e às vezes molhava o chão com água e escorregava, e imaginava mil coisas. Mas parte da minha espontaneidade foi debilitada, e sinceramente não sei se serei essa pessoa alegre ou serei mesmo uma pessoa depressiva e negativa que muitas vezes sinto. Farto-me de sonhar, e quase sempre sonho com casas, e sei que algum significado isso terá, muitas das vezes são casas velhas, que pelos vistos não revela grande coisa. Mudanças. Mudanças que não consigo fazer sem sofrer. E tanto desejava ser desejada e não sou. 

Nunca consegui agradar o meu pai, e nunca mais o vou conseguir, mas mesmo assim tento aguentar as coisas com alguma calma, para não o turvar. Mas nunca o vou conseguir enfrentar, terminou a coragem, pois o medo de que algo aconteça é muito maior. Não é por mim, mas porque ele não tem problemas em fazer mal a quem eu gosto. Crueldade. Como raio existem pessoas tão frias, que ainda acham que têm a razão no seu lado?! Como raio posso gostar dele, se ele não gosta de mim?! Se ele nem gosta dele mesmo?!  

E ando por aí perdida à procura de um amor que não encontro, de ser alguém que não sou. Medo isola minha alma, Na verdade não sou nada de valor e isso devasta minha alma, meu coração. Se tive alguma criatividade, já se foi. Com esta idade devia ter filhos já e nada. Eu sei que não nasci para estar sozinha. Mas também pareço ser incapaz de fazer o que muitas pessoas fazem, que é se juntarem com uma pessoa pela qual não estão apaixonadas, mas só gostam e até pode haver amor, mas depois nunca chega a ser a tal coisa. E eu posso nunca ter nada, mas sonho em ter tudo. Porque sei lá....depois veem brigas e outros problemas e se não houver paixão, o que nos vai unir?! É preciso muitos alicerces e cimento para construir uma casa. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Liberdade



Sabem o que a Anónima fez, ganhou coragem e foi a uma praia de nudismo. E por caricato que pareça, sentia-me mais à vontade do que na praia normal. Liberdade total. Claro está que estava bem acompanhada, com alguém com que já me sentia à vontade. Há muito tempo que tinha isto em mente, e houve o dia que finalmente eu coloquei isso em acção. No início até pensava ir pouco a pouco, tipo fazer top less e depois avançar, mas olhem cheguei e despi tudo :P Estavam poucas pessoas na praia, e sei que algumas concerteza não têm a mente aberta mesmo, mas que se lixe né. Ali estamos tudo por igual. Respeito e igualdade. Parece que nem faz mal que a depilação não esteja bem. Foi muito fixe. A sensação da água no corpo directamente, o corpo a secar logo com o sol a bater, sem roupa a ficar ainda molhada. Muito fixe. Recomendo. 

Falando de outro assunto, deviamos viver sempre na era dos porquês. Assim não nos fixavamos em conceitos que na verdade não fazem sentido nenhum. Pois vivendo e convivendo com pessoas diferentes é que vemos como as coisas são. Porque muitos países parece certo o homem ter muitas mulheres e não o contrário? a ideia de que o homem precisa de sexo e a mulher de amor também é um pouco parva. Na verdade precisamos todos de amor, e todos também de sexo. Embora claro, haja mulheres que usem o sexo para ter amor e os homens usem o amor para terem sexo. Porque não somos logo sinceros?! 

domingo, 24 de agosto de 2014

Pequena Reflexão



Penso que o sexo não seja só sexo, mas sim uma simulação do amor, da carência de amor que sinto. E por tal quero tanto ser tratada como uma princesa e não como uma puta. Existem fantasias para tudo e cada pessoa é diferente. Por vezes existe uma inconformidade com o que se espera de uma mulher, e ainda hoje existem muitos tabus. Acho inclusive que muitas vezes são as mulheres as culpadas, de outras se sentirem mal com elas mesmas. Achar que se é melhor ou se está certa só porque se tem alguém que a valoriza é de certo errado, e achar que a outra que não consegue a culpa é dela também. Estou farta de se dizer que a mulher tem que ser difícil, e que o próprio homem que gosta que ela seja fácil na verdade só valorize a que valoriza demasiado e não se dá por capricho. Estou farta de tantas regras. Farta. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Amor é Libertar e Não Aprisionar



Chega um suposto cliente, um homem de 80 e tais anos, com uma factura na mão do nosso estabelecimento, me vem e pergunta se a esposa dele esteve ali. Ao que respondi que não, nem teria como dizer não, face à evidência nas mãos dele. Rapidamente me lembrei do que a minha colega me tinha dito, e vi que tudo era verdade. Há horas atrás a senhora tinha saído do quarto e muito atrapalhada, parecia desorientada, até achava que lhe devíamos dinheiro do troco. Ela também com 80 e tais anos, com muitas dificuldades a se movimentar, vestida de maneira muito simples. 

O senhor, com uma postura ainda altiva, falando de forma calma e controlada, queria me fazer crer que a senhora dele o andava a trair, ou melhor que algum homem a podia tentar enganar. Dizia-me ele - não se pode confiar, sabe menina, eu não posso confiar nela. Perguntou-me se ela tinha entrado com alguém ou não, enfim....vi logo que era verdade o que ela tinha dito quando chegou, que ele tinha batido nela. Sim! homens com estas idades ainda batem nas mulheres, quando são violentos a violência não passa, por vezes piora. Por isso de nada vale continuar numa relação em que as coisas não estão bem, mais vale terminar quanto mais cedo melhor. 

Possuir é lindo do ponto de vista romântico, em que o outro nos quer só para ele, e nos protege, e nos quer bem, e nos mima, mas no ponto de vista em que insere ciúme, desconfiança, é para esquecer. Amor implica confiar, e não é fingir que se confiar é confiar mesmo. Mais vale estar sozinho ou sozinha do que ter uma relação de faz de conta, em que se partilha a cama com alguém que nem amigo é. Por isso há muita coisa a ser mudada, muita mentalidade. Mulher nenhuma deve servir o homem. 





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