Perco me na viragem dos tempos, em pensamentos que intoxicam minha mente de dopamina que se tornam viciantes. Perco me sabendo e não sabendo, na adrenalina, na procura de perder o medo, de abrir o coração num caminho manchado de loucura. Alucinante. Viciante. Vibrante. São várias as coisas que nos deixam sem palavras, vidrados e parados no tempo, apenas a apreciar o momento actual. E como tudo e o povo diz, tudo o que é demais não presta. Se vicia é porque está a passar o limite do saudável, da felicidade. Querer sempre mais e mais, ao mesmo tempo que nos dá prazer, torna-se angustiante, incansável, sem sabermos viver sem tal. Nada nesta vida é eterno. Ao mesmo tempo que caminho para uma perda de medo, porque caminho em caminhos escuro descalça, também caminho lá porque na verdade tenho medo. Medo de morrer sem saber como é, medo de ficar velha sem apreciar pequenos prazeres efémeros. E onde há medo, na verdade não há amor.
Poema
Há 10 meses













