sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A culpa é dos símbolos...(lol)



Ainda não tinha pensando nesta perspectiva, mas de facto é mesmo verdade, e do ponto de vista filosófico e sociológico faz todo o sentido. Nós sociedade criamos símbolos, dos quais faz parte a linguagem e formas diferentes de agir, e cada cultura tem os seus. Como forma de nos relacionarmos cada vez mais usamos os tais símbolos e por vezes perdemos a realidade. Isto porque agora também com tanta evolução, esquecemos ou então não queremos nos relacionar com o Eu, mas sim com os símbolos. Ou seja, damos mais importância aos símbolos do que ao ser. 

Uma mesma coisa, acto ou palavra pode ter imensos significados em vários sítios, e isso varia muito, contudo não é por isso que não nos podemos relacionar e entender com pessoas de países e culturas diferentes das nossas, o que significa que existem coisas em que seremos sempre iguais. Tristeza é igual em todo o lado, e amor também por exemplo. E amizade também...logo é estúpido dizer que amizade é isto ou aquilo porque assim nos foi dito e bla bla bla. Existe um apego a formulas, métodos para ter o que se quer, e ser o que se espera que sejamos. 

Os símbolos remetem-nos assim a ideias, e por ventura mostram-nos uma aparência e nem sempre a realidade. Aprendemos a ter a tal boa educação, e reagir de determinada maneira e não de maneira mais autêntica, aprendemos a nos relacionar com as nossas capas, e não com os nossos eus. Isto porque muitas pessoas têm até medo de se relacionar assim e mostrar quem são e por tal acham mal quando os outros dizem tanta coisa da sua vida. 

Na sociedade contemporânea, diferentes culturas partilham os mesmos códigos, ou incorporam-nos nos seus meios (linguagens, roupa, comida, objectos, etc.) e da mesma forma que o reconhecimento de um signo requer o conhecimento do seu código, o código necessita de familiaridade com a sua cultura (Hurwitz, 1993).

Aprendemos a usar as várias técnicas e manobras para esconder quem somos e mostrar quem queremos mostrar, e não queremos na verdade nos relacionar com os outros. Por vezes a verdade é suja mesmo, que só usamos os outros. Ainda no outro dia perguntava a um rapaz que tem uma amiga quase íntima que anda sempre com ela, se ela tinha namorado, e ele disse que não sabia. E eu penso mas que raio de amizade é mesmo esta, que no facebook até parece mais um namoro e depois não sabem nada um do outro, ou melhor pelo menos ele não sabe dela. Relacionam-se, mas depois ninguém sabe ver a alma de ninguém, nem se o outro está bem ou não, se nos está a usar ou não. Enfim...Mas a culpa não é dela, a maior parte da culpa é dele, neste caso. 





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A vida é uma só


Estava na fila para o supermercado, em que pensava que afinal vi mal e me meti no lado errado. Pensando que só tinha um cesto de coisas, afinal a senhora que estava à minha frente tinha muito coisa mesmo, logo demorei mais tempo na fila. Mas sempre pacifica pois também não tinha hora certa sair ou estar em algum lado. Mas depois pensei...anda bem que foi assim, pois assim ouvi e vi algo que me tocou no peito. 

Ela perguntava a ele algo que não ouvi, mas sei que ouvi falar em luto, e de facto ele estava com blusa preta. Ela depois pergunta - mas quem morreu? E depois oiço a voz dele dizer  - "a minha mãe". Ao mesmo tempo que ele disse isso, fez um gesto com a perna e o pé, via-se que estava a tentar-se controlar para não chorar. Ela pergunta como é que tinha morrido, do quê. E ele diz só - "suicidou-se". Falou baixo, pois não é nada para fazer alarido. Ele estava a ser atendido por esta senhora que pelos vistos o conhecia. E via-se também que ele desejava sair dali. Quando respondeu que a mãe se tinha suicidado também fez o mesmo gesto com a perna. E mesmo ele estando de costas para mim, vi um pouco do rosto dele, não o suficiente para o conhecer na rua, mas o suficiente para ver que estava com os olhos carregados de vontade de derramar lágrimas de um sofrimento ainda presente. 

Qual será o filho que vai compreender que a mãe se tenha suicidado?! Perto de onde vivo também se matou uma mulher, mãe de dois filhos, que não estava bem, e um dia colocou fim a tudo. Cada caso tem as suas razões e por vezes as causas estão bem à mostra de quem vive junto com essa pessoa, pois normalmente não logo na primeira vez que morrem, existem por vezes tentativas e depois até ao dia que acontece mesmo. Mas o que sei é que, não quero medir a dor, mas que é custa mais assim  do que se morresse num acidente de carro. Nem sei. É talvez saber que já sofria e que não conseguimos fazer com que isso não acontecesse. 

Sei que a certo momento senti até vontade de o abraçar, comoveu-me aquilo e senti que ele precisava de um abraço mesmo e de chorar. Mas também sei que por vezes é preciso e sabe bem ficar sozinho nestes momentos, mas também sabe bem um abraço sem palavras nenhumas, em que podemos nos libertar. Enfim...cenas que nos fazem pensar na vida e porque raio somos tão egoístas e medricas. 



A ouvir: Sia - Breathe me

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


Quem me dera que o vento te trouxesse para perto de mim, que as minhas palavras não te arrastassem para longe de mim. Vieste um mês depois de mim viver para aqui - pensei - só pode ser o destino. Teu beijo ficou cravado em mim, tuas mãos no meu sentir fizeram com que perdesse o respirar. Eras a combinação perfeita para mim, para um dia termos os nossos filhos, a genética perfeita. Sim! sou uma sonhadora louca. 




E não é que descobri que afinal o meu nome tem origem germânica. Ah pois é! pelos vistos é isso mesmo. Por isso me dizia que o meu nome não era daqui, e eu que sempre pensei que era. Será que isso significa algo or maybe not.


A ouvir: Chiara - Due respiri

Escondemo-nos em capas



Meu coração deita espuma de loucura, um insaciável grito de insanidade, de um desejo tórrido de ser amada e amar como se fosse morrer amanhã. 



Os animais não usam máscaras como nós, e são super transparentes. Um cão que não tem tanta facilidade em se expressar como nós, contudo expressa-se muito melhor que nós, porque não mente, não finge, não esconde. Simplesmente quando está zangado mostra isso e quando está feliz também mostra tal. Um dia pode nos abanar a cauda de felicidade, e outro dia pode até nos morder se fazemos algo que não lhe convém. E porque será que nós perdemos essa capacidade?! Porque será que achamos melhor nos escondermos atrás de máscaras que arranjamos para nós, que normalmente é de bonzinho, que gosta de todos?!

Aprendemos a complicar o simples, e a querer tudo de mão beijada tal como nos foi ensinado e isso é o grande mal. Fazemos o que nos ensinaram e o que a sociedade faz e não deixamos transparecer o que somos por dentro. Quando era mais nova via o Dragon Ball, e para quem viu entende isto. O Bubu gordo era mau, contudo também era bom. Ele até estava a ser bonzinho, mas porque era tratado com muito cuidado, e nada faziam para ele soltar a fúria. Ele tinha um cão que gostava muito, e estabeleceu uma relação com ele, um dia mataram o cão e o bubu soltou toda a raiva dentro de si, outro ser saiu dele, todo o mal. Ele ficou bom depois disso, e o mal foi expulso. O que quero dizer aqui não é fazer nada disso e ninguém fica só bom bom claro. Mas digo que por vezes é bom expelir aos poucos e não de uma só vez a maldade. Sem pensar, apenas sermos nós mesmos. Vejo tanta gente a falar sozinha pelas ruas, com rostos que mostram que guardam algo dentro de si que não mostram com vergonha ou medo. E me pergunto porquê?! Claro que existem aqueles mais inteligentes que escondem até isso, e acreditam até que vivem uma vida normal e por tal estão bem. Mas será?!

Um cão nunca esconde nada, nem fala nas costas de ninguém. Então porque raio nós temos que ser assim?! Porque não podemos agir sem pensar, controlar?! Claro que agir controlado tudo, premeditando tudo fica mais fácil, mas será o certo?! Claro que não é. Porque na verdade não existe uma evolução, mas sim o contrário. E será mesmo que queremos ser máquinas como as que inventamos?! Temos é de voltar às nossa origens e ser mais originais. Qual o medo em contar a nossa vida para todo o mundo saber?! Um dia vamos todos morrer mesmo. Porque nos apegamos tanto a esta vida que é passageira?!









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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Quem sou eu? #7

 
 
Mesmo depois de bater numa parede, volto a cometer os mesmo erros, e volto a acreditar. Para mim é fácil apaixonar-me, basta um momento, um olhar ou um beijo e a imaginação gira tanto que sonho acordada com o futuro e em o ver novamente. Mas tudo não passou de um sonho, uma fantasia criada ao som da música de um bar, e de uma dança em que fechei os olhos e me deixei levar para um mundo diferente sem medo.
Tenho momentos em que perco o medo, nem penso nas consequências dos meus actos, e penso que de certa forma isso sim é viver. O mau é depois criar espectativas e depois cair da nuvem para baixo. mas enfim...sonhadores sonham alto e eventualmente caem.
Por um lado gostava de entender, por outro lado gostava de esquecer e por outro não consigo e vou guardar como uma boa memória no meu coração. Eu não sei se é verdade ou estupidez minha, mas creio que certas pessoas se atraem, suas energias se atraem, e como imanes se juntam, nem é preciso que basta olhar e vemos o que o outro quer.
Sou uma eterna criança à busca de algo, querendo tudo e mais alguma coisa. Uma eterna criança dentro de um corpo de mulher desejoso por algo mais carnal, mas na verdade que quer viver o amor da forma mais intensa possível. Querendo tudo...nada tenho.  
Muita gente que fala fala, e nunca mostra um dia mau, na verdade são os mais infelizes, pois guardam dentro deles mundos e fundos, falsidades, máscaras e egos altos, quando na verdade sem eles mesmo saberem não gostam deles mesmos. São piores que eu, que já vivo no lodo, mas sei que vivo lá. E eles creem que vivem num sítio muito lindo, mas na verdade seus corações estão fechados.
O medo é o oposto do amor, e quem tem medo de alguma forma não sente amor, e quem se protege ou pensa em outras coisas não ama aquele amor profundo. Quê da paixão louca?! O amor da cabana?! Quem é que disse que isso não existe e não é possível?! Certamente não foram os sonhadores.
 

 
 
 
 
 
(Música: All of Me - John Legend)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quem não chora, coração duro tem.


" Muitas vezes vivemos à espera que pessoas mudem, que as coisas mudem, mas chega uma altura em que nós mudamos e nada mais precisa de mudar"


"Quando a risada e o choro são impossíveis, seu coração fica completamente fechado; você não tem emoções e começa a viver somente na cabeça, e toda a sua realidade consiste em pensamentos. Pensamentos são secos, eles não podem trazer a risada ou as lágrimas. As lágrimas e a risada vêm do coração. E a clareza não é da mente, mas do coração; a confusão é da mente. (...)
E nunca se confunda entre a seriedade e a sinceridade — a seriedade não é sinceridade. A sinceridade não precisa ser séria; ela pode rir, pode chorar, pode verter lágrimas. A seriedade é um estágio bloqueado da mente, um estágio em que você não pode fluir; é um estado de não-fluxo, de estagnação. Pessoas sérias são pessoas doentes." (OSHO)

Existem pessoas que não mudam, que dizem que querem mudar, mas na verdade não o querem, pois o medo é imenso de depois sofrer. Sim! porque um coração aberto sempre sofrerá, é como estar na rua ao sol, mas também à chuva. Estar fechado em casa, olhando pela janela, seguro, protegido também pode ser lindo, mas não é viver, não sentimos a chuva, mas também não sentimos o sol na nossa pele. É impossível só sair e só sentir o sol, sem sentir a chuva também. Quem tem coração fechado só irá sorrir por sorrir, e nunca de forma espontânea, de forma inocente. Certamente poderá rir muito a gozar de alguma coisa, mas não irá sorrir e rir com o coração, pois o riso e o choro estão ligados. 

A minha avó materna sempre me disse que chorar alivia a alma, e de certa forma é sinal que temos um coração aberto e vivo. Um coração fechado não permite que alguém chore, irá ser de alguém cheio de medos, e quem tem medo não pode dizer que amou ou ama. Se ficamos ali na indecisão, a pensar no que será melhor fazer ou dizer, então o medo já anda ali. Só quando abrirmos nosso coração para a verdade, e vertermos lágrimas ganhamos consciência das coisas e da vida, e mudamos. Sem esforço, sem afinco, não mudamos e ficamos sempre na mesma. 



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