A chuva cai do céu como se fossem lágrimas, as lágrimas que tu não consegues derramar sobre o teu rosto que aparentemente emana tranquilidade. É importante a chuva como é importante chorar, verter água para fertilizar o solo, espairecer as ideias e aliviar a alma. Também é importante gritar, assim como rir às gargalhadas. Uma vida vivida a meio termo, com regras, com controlo não é vida, é uma racionalização do impossível. Uma vida plena é feita de dias de sol e outros de chuva, da noite e do dia, da luz e da sombra, de mulheres e de homens.
Num coração duro, e seco como o deserto não nasce nada senão apatia, indiferença e egoísmo. É preciso deixar correr água, uma água salgada que abre nosso coração para uma nova era, a era do Amor. Quantos corações vagueiam por aí enclausurados no medo de se mostrar e ter intimidade. Quantos corpos se exibem para ganhar confiança, quando o coração continua fechado em mentiras e fingimentos do que não são. E é esta chuva que juntamente com o sol faz com que possamos ver o arco íris. Sim! sem a chuva que quase ninguém gosta, nem quer ter, é que conseguimos ver algo tão belo e grandioso. O que mais preciso de dizer?!
[Na mente a música: Radioactive, Image Dragons]












