O dinheiro por mais bom que seja não compra tudo. E o amor é algo que o dinheiro nunca conseguirá comprar, no máximo compra um fingimento do amor, de uma amizade, ou que seja. E quando somos muito ricos fica até complicado às vezes saber quem são mesmo os nossos amigos, ou quem nos ama de verdade. Pois no meio de facilidades, de dinheiro, conforto, e tudo mais, existe concerteza bem estar e por tal, sem problemas, não existe razão para zangas. Mas é com esses momentos piores, em que o outro revela o pior de si que vemos mesmo se amamos essa pessoa ou não. Pois amor de verdade tudo supera, e quando não supera é porque o amor evaporou.
Nós não somos sempre iguais. E eu com um emprego, um namorado e sem problemas de maior, porque raio havia eu de andar frustrada com a vida não é?! Claro que quando temos mil problemas, e depois esperamos um amigo e não o temos, tudo desaba ainda mais para baixo. Porque um amigo não é algo para bons momentos só, isso é amigo do copo. Amigo de verdade ajuda nos piores momentos.
Com dinheiro tudo é fácil, podemos ir aqui e ali, e não precisamos tanto também dos outros, e mostramo-nos mais fortes até do que somos, e quê dê mostrar fraquezas ou desabafos insanos, nada. E depois claro que não aceitam isso dos outros.
Amizade é onde impera o amor, e amor é algo inatingível para muita boa gente. Ora se muitas pessoas continuam a achar que a carreira é mais importante que viver um grande amor, que as regras da sociedade são muito importantes e para serem seguidas porque assim tem que ser, então não existe nem espaço para o tal amor que procuram. Procuram da boca para fora, pois quando se quer, vive-se.
Amor não é conforto, não é bons costumes, não é boa educação; amor é liberdade. Amor é quebrar barreiras, fronteiras sem medo dos riscos. Não é dizer que se toma riscos, mas depois são riscos calculados, em que sabendo que a margem de erro é muito pequena. Amor não é decidir o melhor para nós, nem o que nos dá mais interesse, mas sim ir além fronteiras, é correr a pensar no outro, porque conseguimos entrar na alma do outro. E para conhecer a alma de alguém - alma!, não as aparências - é preciso conhecer primeiro a nossa alma, conhecer o nosso âmago, as nossas profundezas. Pois todos nós temos uma parte menos boa, e é essa que devíamos mostrar logo e não um eu todo bonitinho, cheio de ego. Quê da humildade?!
Dinheiro tapa muitos buracos, muitas lacunas que o amor de plástico não resolve. Isto porque o dinheiro cria em cima de uma casa mal feita, sem fundações, um tecto que protege da chuva por exemplo. Mas um dia que esse tecto (dinheiro) desapareça, a chuva cai e a casa que não tinha fundações para aguentar tempestades desaba, e fica feita em cacos. Amor não se constrói só de boas boas que gostamos do outro, mas sim de uma base muito sólida que tem que vir de dentro de nós - o amor. E amor também é sacrifício, e muita confiança, muita sinceridade e sem medos. E é isso que não acontece, pois as pessoas vivem contaminadas pelo medo e inseguranças e por tal tomam caminhos mais fáceis para elas. E depois iludem que é assim ou assado e enquanto não viverem situações drásticas, não conseguem ver quem é seu amigo de verdade ou não. Se bem que há muita gente que nem sabe o que é amizade nem amor, e fica com definições da treta, como se fosse algo baseado numa cultura de um país ou zona. Amor é igual no mundo inteiro. Agora existem é se calhar poucas pessoas que sabem amar de verdade e isso é outro assunto.
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