Li algures no tempo, e confesso que já li mais que uma vez, porque de cada vez que leio tenho uma maneira diferente de ver as coisas, e cada vez mais concordo com tudo o que foi escrito. Li este post do Ronan, cheio de sabedoria, sobre o amor e o medo, e que resumindo quem tem medo não ama. Aconselho vivamente a ler-lo.
Eu sinceramente tenho alturas na minha vida que ando longe do verdadeiro amor, e acho bom admitir isso. Mas também sei mais ou menos ver o que é amor, e se é ou não uma acomodação em vez do amor. Muitas vezes enquanto há paixão, dinheiro, conforto, etc etc, existe "amor", depois parece que como magia, que se muitos desses condicionantes ou variáveis desaparecessem esse amor lindo também desaparecia. Parece caricato até. Se calhar chamam amor a algo que não é amor. E vendo bem, muitas relações estão minadas de medo, do medo de perder, de dizer toda a verdade, de ser frontal, etc. Os centros não se chegam a conhecer. Porque se assim fosse, eu não via tanto anónimo no facebook, que alguns até têm namoradas ou são casados e dizem que amam, mas depois não contam muita coisa a elas, ou a eles. Isto aplica-se para ambos os sexos. Quantas traições existem, quantas mentiras existem em relações que dizem haver amor?!
No início parece que existe sempre o medo, de que aquela pessoa seja mesmo de confiança, e andamos a testar o outro. Eu falo isto, mas também sou meio mafiosa lol. Talvez por encontrar pessoas que com a Anónima dizem uma coisa e depois comigo já não. É mais fácil falarmos com um desconhecido, de longe, e sei que isto é verdade, pois também sinto isso às vezes. Mas como estava eu dizendo, nós estabelecemos limites, barreiras, para o que é bom e é mau, ou seja só vamos amar aquela pessoa e não a outra. Contudo muitas vezes se erra profundamente, e como queremos depois algo em troca, entramos num processo de frustração, por sofrermos, porque amarmos quem não nos ama. Ou algo do género. Mas o verdadeiro amor nada exige, apenas dá. E muitas vezes damos por nós somente a exigir.
Até muitas vezes as amizades são controladas, tudo é controlado com a razão, e não é vivido com o coração de forma genuína e pura. Quando olhamos para certas crianças podemos ver a inocência delas, quando não gostam dizem que não, de forma simples e eficaz. Mas nós tentamos manobrar isso, e ensinamos as boas educações, a ser fingido e falso, a agradar, e ter esquemas para ter algo que queremos, a seleccionar, a não mostrar o que de facto sentimento, etc. As crianças quando gostam é porque nós as conquistamos, e elas muitas vezes reflectem isso mesmo, agora com um adulto fica mais complicado o que vai na sua cabeça macabra. E por vezes é por isso que dizem que as pessoas são complicadas, porque dizem coisas, mas depois querem o oposto.
O medo é necessário para a sobrevivência, para não nos atiramos de uma ravina e não morrermos, para não metermos a mão no fogo, nem nos metermos na frente de um arma ou de um leão. Mas o medo no amor é algo que não faz sentido, porque o amor como energia pura não tem barreiras, é meio louco looool. Jesus tentou deixar essa mensagem de amor, de amor, não de sofrimento como muitas vezes a igreja nos quer incutir. A igreja quer é nos controlar, e para tal diz que o sexo é mau, quando ele em si não é mau. Para mim creio que Jesus era um homem muito especial, que fez com que toda a sua energia sexual subisse a um nível muito superior. Mas eu por exemplo nunca irei conseguir um prodígio desses.
"Se estamos sozinhos temos medo de nunca encontrar alguém.
Quando encontramos alguém - após o primeiro "Amo-Te" - passamos o
resto da vida com medo de perder esse "amor". E então vamos tentando
delimitar as coisas, acertar os limites, definir o que gostamos, não gostamos,
o que queremos e não queremos, se somos compatíveis ou não, se
"funcionamos" ou não, o que me magoa e ela não pode fazer, o que a
magoa e eu não posso fazer e "à mínima coisinha entramos logo em
diálogo". Mente, razão, lógica. E muito pouco coração, muito pouca
espontaneidade, muito pouco sentimento." (Coach / Ronan in Eis o homem)
Há muita gente que diz que ama, mas é incapaz de tomar riscos, só aceitam o amor dos outros, mas dar, assim dar por dar sem querer nada em troca poucos sabem. Eu até pouco sei. Às vezes sinto que a razão toma conta do coração, e torno-me uma egoísta, embora tenha tido outros momentos em que abri de verdade meu coração sem medo, mas no fim o medo tomou lugar. Se calhar espero alguém que faria o que eu seria capaz também de fazer, e depois não admito que me mintam, ou que me ignorem quando dou bons conselhos. Agonia-me quando quero ajudar, e resolvem ficar naquela que são assim e não há nada a fazer e eu tenho que simplesmente respeitar. Acho é muita piada quando me querem mudar, mas eu não posso mudar os outros. E depois eu é que sou doida. E pior são aqueles que se fingem que gostam de nós, que nos elogiam, mas depois nos esfaqueiam. E mesmo nas costas são capazes de dizer que sou inteligente, mas que não tenho educação e fiz coisas que tinha que adivinhar que ia ofender, mas será que também não me ofenderam?! as moedas têm dois lados, e sabe criticar a minha vida, e opinar, mas depois não gostam que fazem o mesmo.
Por vezes o medo é tanto de falhar, de as coisas não serem tão fáceis como ir a um supermercado e comprar algo, que ficam ali parados, quietos à espera que algo caia do céu. Por vezes certas pessoas entram num processo de criar barreiras à sua volta, por medo de talvez atrair a pessoa errada, e depois nem errada nem certa chegam lá. A razão toma lugar, domina todo o processo de relacionamento, e depois como pode surgir um amor, como pode germinar uma flor num solo de cimento?! Para amarmos mesmo, a meu ver, temos de nos expôr e sim! corremos o risco de levar "tapas" e de sofrer, mas se o fizermos com coração acho que vale a pena. Um dia alguém há de aparecer que tenha uma maneira similar, e que como fiz o cantor Rui Veloso, canta a mesma canção. Por vezes criticamos que os outros só seleccionam com quem estão e nos refugam quando somos boas pessoas, mas e nós também não o fazemos?! Por vezes não olhamos para o espelho, e queremos algo que não conseguimos dar, e isso não é possível.
Por vezes a razão do nosso sofrimento é apenas que o nosso ego ficou magoado por não sermos aceites pela outra pessoa. Se tivéssemos mesmo uma atitude de aproximação baseada no amor, não ficamos tristes ou frustrados por aquela pessoa não nos amar, ou não nos ver como um companheiro ou companheira. mas também por vezes complicamos muito as relações, impondo demasiados limites, como diz o Ronan, e isso depois é estragar algo que pode ser lindo.
Por vezes o medo é tanto de falhar, de as coisas não serem tão fáceis como ir a um supermercado e comprar algo, que ficam ali parados, quietos à espera que algo caia do céu. Por vezes certas pessoas entram num processo de criar barreiras à sua volta, por medo de talvez atrair a pessoa errada, e depois nem errada nem certa chegam lá. A razão toma lugar, domina todo o processo de relacionamento, e depois como pode surgir um amor, como pode germinar uma flor num solo de cimento?! Para amarmos mesmo, a meu ver, temos de nos expôr e sim! corremos o risco de levar "tapas" e de sofrer, mas se o fizermos com coração acho que vale a pena. Um dia alguém há de aparecer que tenha uma maneira similar, e que como fiz o cantor Rui Veloso, canta a mesma canção. Por vezes criticamos que os outros só seleccionam com quem estão e nos refugam quando somos boas pessoas, mas e nós também não o fazemos?! Por vezes não olhamos para o espelho, e queremos algo que não conseguimos dar, e isso não é possível.
Por vezes a razão do nosso sofrimento é apenas que o nosso ego ficou magoado por não sermos aceites pela outra pessoa. Se tivéssemos mesmo uma atitude de aproximação baseada no amor, não ficamos tristes ou frustrados por aquela pessoa não nos amar, ou não nos ver como um companheiro ou companheira. mas também por vezes complicamos muito as relações, impondo demasiados limites, como diz o Ronan, e isso depois é estragar algo que pode ser lindo.



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