sábado, 10 de agosto de 2013

Onde está o amor? Onde está a amizade?


Hoje fiquei triste, desiludida. Enfim...já vi que algumas pessoas não tiveram culpa, mas houve quem tivesse. Ou melhor a culpa foi minha por ter depositado confiança nele. Resumindo fiquei triste em casa. Foram mais alguns problemas aqui em casa, que também me deixaram muito preocupada. E só se ouve nas notícias tragédias, ainda fico mais aflita. Enfim...onde está o amor? onde está a amizade? se calhar é castigo também por não ter sido uma boa amiga ou sei lá. ou é mesmo uma falta de sorte. 




sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vidas alternativas :)


Embora estejamos a caminhar para um mundo cada vez mais industrializado e mecanizado, em paralelo existem pessoas que optam por vidas alternativas, mais naturalistas. Agora as feiras medievais podemos ver muitas dessas pessoas, e constatar que é uma opção muito boa, sendo que parecem ser mais livres, felizes e saudáveis. 

Mas não sou muito de ir atrás dos outros, mas que devemos sempre ser nós mesmos. Ou seja estar num grupo onde possamos ser nós mesmos, livres. É que por vezes o que assistimos é uma persistência dos outros para que sejamos como eles. Por vezes isso é implícito, e nem sempre é dito logo na nossa cara, da melhor maneira. Mas será tão difícil compreender que, uma coisa é ajudar a outra pessoa a ficar um pouco melhor, outra coisa é tentar que ela seja como nós. 





quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Às vezes não somos nós, desempenhamos apenas um papel


Por vezes andamos aqui a desempenhar papéis, funções, que depois nos apegamos e não conseguimos nos livrar de tal. Ontem vi na televisão, sobre mães super protectoras, em como uma mãe se apagou e tal forma ao papel de mãe, que nem deixava o filho crescer, ter responsabilidades, por medo. Ela até assumiu que ficava triste por ver que o filho conseguia fazer coisas sem ela. Ela tinha medo de o deixar ser independente, pois depois não ia precisar dela, e posteriormente a vida dela deixava de ter sentido. Acreditava que para ser boa mãe tinha que o proteger, mas depois caia no exagero, caia num papel de mãe e não em ser uma mãe somente. 

Tanto no seio da família, como numa empresa, ou outra instituição, desempenhamos papéis tão afincadamente que nos esquecemos que  somos humanos, que por detrás de uma função está uma pessoa com sentimentos. Aprendemos a mecanizar tudo, inconscientemente a tornar pessoas em máquinas. Temos à nossa volta indústrias que nos exploram, com o objectivo de lucrar e não de nos proporcionar  bem estar, apenas um prazer instantâneo, uma ilusão da alegria, da felicidade. Mesmo na saúde são indústrias em visam lucrar com o nosso suposto bem estar, e muita gente preocupa-se mais com o dinheiro do que em nos fazer bem. Mas contudo para certas pessoas parece ser algo tão natural isso. Valores são sobrepostos por algo como dinheiro. 

Onde fica a amizade mesmo? Onde vagueia a energia do amor? Muitas pessoas acham que sabem o que é o amor, outros esperam que o amor entre na vida deles como um raio de magia. Nós muitas vezes nem sabemos lidar, nos relacionar com os outros, apenas lidamos com a imagem que temos dessa pessoa. 

Por vezes não nos preocupamos com os outros, apenas continuamos a desempenhar um papel de tal, ou o papel de mãe protectora, ou de amigo com bom coração que só quer ajudar, etc etc. Não queremos deixar  papel, pois isso significa deixar o ego, deixarmos de ter valor, significado. Exigir coisas dos filhos, querer que eles faça isto ou aquilo, criticar certas atitudes, achar que eles nem sabem escolher uma namorada quando são adultos, é algo que vem da faceta do papel de mãe, E por vezes os filhos acreditam mesmo que os pais só os querem proteger, mas não, estão apenas a desempenhar os tais papéis, para se sentirem úteis, com valor. Parece que sem isso a vida deixa de ter sentido. Os filhos por outro lado também desempenham o papel de filhos, e desejam a aprovação dos pais, e caso não consigam sentem-se mal com eles mesmos. 





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Não sei quem sou


Achei um diário que tinha, e relendo alguns textos, vejo como as coisas há muito tempo que correm mal aqui em casa. O tempo é que faz esquecer, e penso que é só agora que está pior. Quer dizer, cada vez está pior, onde antes não haviam ameaças tão expressas de uma forma tão clara. Mas também vi, que em muitos momentos, estava embrenhada no ego. Esta coisa que querer chamar a atenção, e achar que os outros estão contra mim é reflexo disso. Eu sei que nem todos estão contra mim, mas tem pessoas que me desiludem tanto, e outras ou as mesmas em que me sinto apenas mais um produto e não alguém com valor, especial. Isto em parte é por causa de em vez de alguém me apoiar, só sabem dizer que não sou capaz. Como é que uma criança consegue se tornar um bom adulto, maduro, se só sabe ver os pais a se darem mal. As crianças gostam muito de agradar os pais, e eu sempre quis agradar o meu pai, mas de há uns anos para cá, vi que é algo impossível. Ele nunca gostará de mim, e sinto-me ofendida quando me tentam dizer que no fundo ele gosta de mim. Para dizer a verdade, o meu pai não gosta de ninguém. E vejo que conviver neste ambiente só me faz mal. Mas depois penso na minha mãe, e por tanta pressão não foi estudar para longe. 

Só desabafando o que sinto é que melhor conseguirei viver. Deixar registo do que sinto, vejo, desejo e vivo, é parte integrante da minha existência. (2000) 

Houve uma altura no 12º ano que foi à psicóloga da escola, e isso me fez tão bem. Mas depois foram só poucas secções e não deu para muito. No início era para escolher melhor a área para ir para a universidade, porque eu tinha muita coisa na cabeça, e não sabia ao certo o que escolher. No fim o critério de escolha, acabou sendo a zona e os cursos dessa zona. Parece que para eu ser livre e feliz, os outros ficam todos desapontados comigo, como a minha mãe. E depois vou me deixando ficar aqui, numa tentativa de acalmar as águas. 

É engraçado como a verdade é tão mutável, como hoje penso algo como certo e depois é algo muito diferente. Em como achamos que determinada pessoa é que está errada e noutro dia vemos que afinal era tudo tanga, coisa que nos enfiaram na cabeça. Parte da minha família é muito complicada, e tenho uma família pequena. Não querem buscar o amor, sempre foram infelizes e isso sim é o natural, o normal. Só a minha avó materna tem uma visão diferente da vida, é alguém que eu gosto muito mesmo, e sei que ela sempre gostará de mim. Nem sei o que era de mim se não fosse ela. Isto porque a minha mãe, por vezes sem querer me faz sofrer, por continuar com este homem frio. 



terça-feira, 6 de agosto de 2013

O que uns acham justiça é senão vingança suja


Abri a televisão e estava a dar o filme - Lista de Schindler, para quem não sabe é sobre a 2ª Guerra Mundial, em que um soldado alemão salva muitas vidas. Este tipo de filmes comove-me muito, não consigo controlar as lágrimas de emoção perante actos de maldade como estes. Juro que não compreendo o sentido da guerra. Mas agora foi pesquisar um pouco outra vez sobre o assunto, embora me lembrasse de certas coisas que estudei sobre isto na escola. E não é que encontrei num forum algo irreal, mesmo. 

Alguém perguntava porque Deus não tinha salvado os Judeus, e mais que uma pessoa respondeu que foi por vingança. Ou seja como os judeus disseram para Jesus ser crucificado, então Deus estava de certa forma a se vingar. Nada mais absurdo, quando Jesus sempre defendeu o perdão. Se Deus é amor, como pode Deus desejar mal a alguém ou querer de alguma forma fazer justiça. Esse achar que uns são melhores que outros, ou que até crianças inocentes têm que pagar por algo que outros fizeram é ultrajante, é provindo de alguém com coração duro mesmo. 

Vingança é um sentimento tão mau mesmo, que infelizmente muitas pessoas sentem e demonstram. Aqui em Portugal quantos casos de violência doméstica existem, alguns nem nem têm rezão de existir. Mas mesmo que a mulher se porte mal, nada, mas nada justifica um acto destes. Ninguém é de ninguém. Mas só para não serem gozados, só porque acham que o mundo gira à volta deles, mas o negam, decidem se vingar, ou simplesmente não querem separação. Podia ser tão simples, mas não é, porque muita gente tem o coração congelado e vive somente do ego. Acham que os outros estão contra eles, e quem está contra eles é mau, e tem que ser castigado. Ou seja, quem não for submisso e obediente é castigado. 

Pesquisei mais um pouco, e vi mais sítios, fóruns onde muita gente concorda que afinal não era algo mau o que faziam com os judeus, como se tivesse explicação, e que eles de facto mereceram. Por isso o mundo não melhora, por haver gente assim. E depois dizem que quem acha o contrário tem lavagem cerebral e gente que acha normal tanto sofrimento é normal. E ainda há quem diga que os alemães foram estúpidos, nas medida que podiam ter vencido a guerra, e deixaram-se vencer pelos aliados. Mas reparo que muitas coisa é baseado no que é escrito na América e Brasil, ou seja longe da Europa, onde de facto se sofreu. Mas alguém falou com pessoas da Polónia, ou mesmo Alemanha?! Sim, mesmo alguns alemães sentem vergonha do que se passou, e são contra tal atrocidade. 

Vejam por exemplo aqui neste forúm

Mas gostava que estas pessoas vivem mesmo as fotografias e até gravações que os próprios alemães faziam. Eles tinha tudo controlado, os nomes apontados, tudo era controlado meticulosamente. Achar que uma raça é melhor que outra é sujo mesmo. 

Existe um livro que li quando tinha 15 anos, e foi importante para mim - O Diário de Anne Frank, e é algo real, que ela escrevia e dava para sentir parte do que se passava. 






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O fruto proibido


O fruto proibido sempre foi o mais apetecido - é o que se ouve dizer à muito tempo. Nem sempre esta frase se aplica, mas por vezes nos sentimos tentados. Uns defendem que para tal, o melhor é liberalizar tudo, ou quase tudo, de forma a não haver a sensação de proibido, mas por outro lado isso também é bastante maléfico. Pois o facilitismo depois também facilita muito o fazer coisas que depois nos podemos arrepender e que não existe volta a dar. 

Eu sou contra o americanismo, se assim se pode chamar. Porque parece que é uma cultura tão vã, tão fingida, tão artificial, tão idiota, que me faz confusão. Foi daí que surgiu a tal comida de plástico, o famoso Mc Donnalds, que tanta gente gosta, e ficam admirados quando eu digo que não gosto daquilo. Muita comida americana sabe bem, mas faz muito mal. Eles praticamente metem açúcar em tudo, e a junção entre o salgado e o doce chega a ser até viciante. Mas para quem não sabe, houve um homem que fez um filme em que comia, salvo erro, durante 1 mês só Mc Donnalds, e os médicos diziam que se continuasse podia morrer. Aquilo para mim é tudo comida da treta para não dizer outra palavra bem pior. 

O sexo também é de tal forma vulgarizado, que até existe um programa que é sexo, praia e pais a assistir, e mesmo os filhos sabendo que os pais estão a ver, fazem com cada coisa do arco da velha, que sei lá. Coisas como ficarem alcoolizados, terem sexo desprotegido ou sexo em grupo, como se fossem macacos ou cães. Afinal não evoluímos assim tanto, ainda temos comportamentos de macacos. E acredito que a sensação possa de facto ser boa, libertadora. Mas será que têm consciência do que fazem?! Acho que não né! Nem existe protecção, e depois as doenças?! Ah pois é! É tudo muito lindo no pensamento, mas depois na realidade as coisas não são assim. Andar a fazer sexo oral num estranho que já teve muitas parceiras, sem alguma segurança é até meio irresponsável mesmo. Não é um acto consciente, mas sim  um reflexo animal. 




Vergonha de ser pobre


Somos todos diferentes, o sentido e significado da vida difere assim de pessoa para pessoa. Se calhar se perguntarmos todos, aparentemente, querem ser felizes. Mas todos sabemos que as coisas não são assim, e mesmo para os que de facto pensam assim, cada um tem os seus objectivos de vida que os farão mais felizes. Para uns é muito importante a carreira profissional, o terem uma casa boa, um carro bom, e para outros será mais importante outras coisas. Acho que no meio disto o amor é colocado no meio, ou mesmo em último lugar, quando ele não é mesmo esquecido. 

Muitos dirão, que o amor não alimenta, que não paga renda, nem impostos, nem trata da nossa saúde. Se bem que em relação à saúde discordo, porque quando estamos bem, a nossa saúde está melhor também. Certos problemas são provocados pelo psicológico. Mas bem sei, que muitos problemas de saúde em nada têm haver com o psicológico. Não sou hipócrita e vou dizer que o dinheiro não é importante, mas quando me comparo, ou melhor quando olho para certas casas, vejo o quão simples eu sou, e que muito coisa eu não gasto dinheiro nisso, e acho mesmo supérfluo. 

Existem ainda pessoas em situações deploráveis, casas mesmo degradadas, sem casa de banho, etc etc, mas parece-me a mim que só é para isso que olham. Dizendo algo do género: - Não sei como é que conseguem viver naquelas condições, meu Deus!. Mas e alguém pensa que podem viver melhor que que quem vive com ar condicionado, com casa de banho, com água quente, etc etc. O amor não será melhor que tudo o resto. Ok! eu sei que em alguns casos de pobreza infelizmente também não há amor, mas se calhar também não tem haver com o estigma que a sociedade cria, que só os ricos podem ser felizes. E pensamentos como estes surgem - Ah se eu tivesse um carro, ou uma casa como o beltrano era mesmo feliz. Enfim...coisas da vida. 

Acho que cada vez agimos como máquinas, e como algumas pessoas já o disseram, a crise que preocupa mesmo não é a crise de dinheiro, mas a crise de valores mesmo. Por isso é que depois também há crise de emprego e etc, porque valores nobres se perdem. Parece-me que certas pessoas agem como se fossem eternas, ou então nem dão valor à vida. Não temos consciência da beleza da vida, de como é bom sermos bons para os outros, sem interesses, sem segundas intenções. Arranjamos desculpas para tudo, de que não podemos ter filhos por causa do dinheiro, e depois algumas dessas pessoas têm bastante dinheiro. Não vejo qual o objectivo em as crianças terem tantos brinquedos, roupa, calçado; é isso que as faz feliz?! Sinceramente, eu que foi criança, não acredito nisso. Quantas vezes preferia eu ainda ter tido menos (e eu não tive muito, pois sou doutra geração) mas ver os meus pais felizes, com amor. Uma criança até com uma folha de árvore faz brincadeiras, inventa animais, histórias. Essa é a magia de ser criança, a criatividade, a imaginação, fantasia.

Existe para algumas pessoas a vergonha de ser pobre. Algumas dizem que não, mas depois eram incapazes de viver assim um amor de cabana por assim dizer. Algumas pessoas preferem ter casamentos de farsa, com maridos ou mulheres que não amam, mas que se dão bem e as coisas funcionam. Eu não estou falando em radicalismos. Mas por exemplo, eu era incapaz de ter um marido longe de mim meses a trabalhar fora, só para ele ganhar mais, do que ter lo perto de mim a ganhar menos. E depois quando a morte surgir o que vão pensar?! Que podiam ter passado mais tempo juntos. Mas cada é como é, e eu penso como penso, mas acho que certas pessoas se esquecem do amor sim! 






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