terça-feira, 6 de agosto de 2013

O que uns acham justiça é senão vingança suja


Abri a televisão e estava a dar o filme - Lista de Schindler, para quem não sabe é sobre a 2ª Guerra Mundial, em que um soldado alemão salva muitas vidas. Este tipo de filmes comove-me muito, não consigo controlar as lágrimas de emoção perante actos de maldade como estes. Juro que não compreendo o sentido da guerra. Mas agora foi pesquisar um pouco outra vez sobre o assunto, embora me lembrasse de certas coisas que estudei sobre isto na escola. E não é que encontrei num forum algo irreal, mesmo. 

Alguém perguntava porque Deus não tinha salvado os Judeus, e mais que uma pessoa respondeu que foi por vingança. Ou seja como os judeus disseram para Jesus ser crucificado, então Deus estava de certa forma a se vingar. Nada mais absurdo, quando Jesus sempre defendeu o perdão. Se Deus é amor, como pode Deus desejar mal a alguém ou querer de alguma forma fazer justiça. Esse achar que uns são melhores que outros, ou que até crianças inocentes têm que pagar por algo que outros fizeram é ultrajante, é provindo de alguém com coração duro mesmo. 

Vingança é um sentimento tão mau mesmo, que infelizmente muitas pessoas sentem e demonstram. Aqui em Portugal quantos casos de violência doméstica existem, alguns nem nem têm rezão de existir. Mas mesmo que a mulher se porte mal, nada, mas nada justifica um acto destes. Ninguém é de ninguém. Mas só para não serem gozados, só porque acham que o mundo gira à volta deles, mas o negam, decidem se vingar, ou simplesmente não querem separação. Podia ser tão simples, mas não é, porque muita gente tem o coração congelado e vive somente do ego. Acham que os outros estão contra eles, e quem está contra eles é mau, e tem que ser castigado. Ou seja, quem não for submisso e obediente é castigado. 

Pesquisei mais um pouco, e vi mais sítios, fóruns onde muita gente concorda que afinal não era algo mau o que faziam com os judeus, como se tivesse explicação, e que eles de facto mereceram. Por isso o mundo não melhora, por haver gente assim. E depois dizem que quem acha o contrário tem lavagem cerebral e gente que acha normal tanto sofrimento é normal. E ainda há quem diga que os alemães foram estúpidos, nas medida que podiam ter vencido a guerra, e deixaram-se vencer pelos aliados. Mas reparo que muitas coisa é baseado no que é escrito na América e Brasil, ou seja longe da Europa, onde de facto se sofreu. Mas alguém falou com pessoas da Polónia, ou mesmo Alemanha?! Sim, mesmo alguns alemães sentem vergonha do que se passou, e são contra tal atrocidade. 

Vejam por exemplo aqui neste forúm

Mas gostava que estas pessoas vivem mesmo as fotografias e até gravações que os próprios alemães faziam. Eles tinha tudo controlado, os nomes apontados, tudo era controlado meticulosamente. Achar que uma raça é melhor que outra é sujo mesmo. 

Existe um livro que li quando tinha 15 anos, e foi importante para mim - O Diário de Anne Frank, e é algo real, que ela escrevia e dava para sentir parte do que se passava. 






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O fruto proibido


O fruto proibido sempre foi o mais apetecido - é o que se ouve dizer à muito tempo. Nem sempre esta frase se aplica, mas por vezes nos sentimos tentados. Uns defendem que para tal, o melhor é liberalizar tudo, ou quase tudo, de forma a não haver a sensação de proibido, mas por outro lado isso também é bastante maléfico. Pois o facilitismo depois também facilita muito o fazer coisas que depois nos podemos arrepender e que não existe volta a dar. 

Eu sou contra o americanismo, se assim se pode chamar. Porque parece que é uma cultura tão vã, tão fingida, tão artificial, tão idiota, que me faz confusão. Foi daí que surgiu a tal comida de plástico, o famoso Mc Donnalds, que tanta gente gosta, e ficam admirados quando eu digo que não gosto daquilo. Muita comida americana sabe bem, mas faz muito mal. Eles praticamente metem açúcar em tudo, e a junção entre o salgado e o doce chega a ser até viciante. Mas para quem não sabe, houve um homem que fez um filme em que comia, salvo erro, durante 1 mês só Mc Donnalds, e os médicos diziam que se continuasse podia morrer. Aquilo para mim é tudo comida da treta para não dizer outra palavra bem pior. 

O sexo também é de tal forma vulgarizado, que até existe um programa que é sexo, praia e pais a assistir, e mesmo os filhos sabendo que os pais estão a ver, fazem com cada coisa do arco da velha, que sei lá. Coisas como ficarem alcoolizados, terem sexo desprotegido ou sexo em grupo, como se fossem macacos ou cães. Afinal não evoluímos assim tanto, ainda temos comportamentos de macacos. E acredito que a sensação possa de facto ser boa, libertadora. Mas será que têm consciência do que fazem?! Acho que não né! Nem existe protecção, e depois as doenças?! Ah pois é! É tudo muito lindo no pensamento, mas depois na realidade as coisas não são assim. Andar a fazer sexo oral num estranho que já teve muitas parceiras, sem alguma segurança é até meio irresponsável mesmo. Não é um acto consciente, mas sim  um reflexo animal. 




Vergonha de ser pobre


Somos todos diferentes, o sentido e significado da vida difere assim de pessoa para pessoa. Se calhar se perguntarmos todos, aparentemente, querem ser felizes. Mas todos sabemos que as coisas não são assim, e mesmo para os que de facto pensam assim, cada um tem os seus objectivos de vida que os farão mais felizes. Para uns é muito importante a carreira profissional, o terem uma casa boa, um carro bom, e para outros será mais importante outras coisas. Acho que no meio disto o amor é colocado no meio, ou mesmo em último lugar, quando ele não é mesmo esquecido. 

Muitos dirão, que o amor não alimenta, que não paga renda, nem impostos, nem trata da nossa saúde. Se bem que em relação à saúde discordo, porque quando estamos bem, a nossa saúde está melhor também. Certos problemas são provocados pelo psicológico. Mas bem sei, que muitos problemas de saúde em nada têm haver com o psicológico. Não sou hipócrita e vou dizer que o dinheiro não é importante, mas quando me comparo, ou melhor quando olho para certas casas, vejo o quão simples eu sou, e que muito coisa eu não gasto dinheiro nisso, e acho mesmo supérfluo. 

Existem ainda pessoas em situações deploráveis, casas mesmo degradadas, sem casa de banho, etc etc, mas parece-me a mim que só é para isso que olham. Dizendo algo do género: - Não sei como é que conseguem viver naquelas condições, meu Deus!. Mas e alguém pensa que podem viver melhor que que quem vive com ar condicionado, com casa de banho, com água quente, etc etc. O amor não será melhor que tudo o resto. Ok! eu sei que em alguns casos de pobreza infelizmente também não há amor, mas se calhar também não tem haver com o estigma que a sociedade cria, que só os ricos podem ser felizes. E pensamentos como estes surgem - Ah se eu tivesse um carro, ou uma casa como o beltrano era mesmo feliz. Enfim...coisas da vida. 

Acho que cada vez agimos como máquinas, e como algumas pessoas já o disseram, a crise que preocupa mesmo não é a crise de dinheiro, mas a crise de valores mesmo. Por isso é que depois também há crise de emprego e etc, porque valores nobres se perdem. Parece-me que certas pessoas agem como se fossem eternas, ou então nem dão valor à vida. Não temos consciência da beleza da vida, de como é bom sermos bons para os outros, sem interesses, sem segundas intenções. Arranjamos desculpas para tudo, de que não podemos ter filhos por causa do dinheiro, e depois algumas dessas pessoas têm bastante dinheiro. Não vejo qual o objectivo em as crianças terem tantos brinquedos, roupa, calçado; é isso que as faz feliz?! Sinceramente, eu que foi criança, não acredito nisso. Quantas vezes preferia eu ainda ter tido menos (e eu não tive muito, pois sou doutra geração) mas ver os meus pais felizes, com amor. Uma criança até com uma folha de árvore faz brincadeiras, inventa animais, histórias. Essa é a magia de ser criança, a criatividade, a imaginação, fantasia.

Existe para algumas pessoas a vergonha de ser pobre. Algumas dizem que não, mas depois eram incapazes de viver assim um amor de cabana por assim dizer. Algumas pessoas preferem ter casamentos de farsa, com maridos ou mulheres que não amam, mas que se dão bem e as coisas funcionam. Eu não estou falando em radicalismos. Mas por exemplo, eu era incapaz de ter um marido longe de mim meses a trabalhar fora, só para ele ganhar mais, do que ter lo perto de mim a ganhar menos. E depois quando a morte surgir o que vão pensar?! Que podiam ter passado mais tempo juntos. Mas cada é como é, e eu penso como penso, mas acho que certas pessoas se esquecem do amor sim! 






quarta-feira, 31 de julho de 2013

Toddler and Tiaras



Já tinha ouvido falar deste programa aqui na internet, hoje por curiosidade vi uma parte disso na tv. Vi que nem todas as mães são mães gordas a feias, mas contudo nada me tira da cabeça que são mães com problemas ou de auto estima ou fracasso. Ou seja são pessoas que não estão bem com elas mesmas, e incutem valores e ideias erradas nas crianças, nem as deixam ser crianças. Muitas meninas estão ali esperançosas no fundo de agradar a mãe, e não porque elas próprias queriam aquilo. No fundo levam uma lavagem cerebral do que deve ser feito, de que é bom ganhar e serem competitivas e que precisam de ser mais bonitas e melhores que as outras.

Pegam em crianças ainda inocentes, e metem um monte de porcaria na cabeça delas, e não as deixam ser puras, simplesmente crianças sem preocupações. A beleza ali é tão importante neste concurso que a pressão é imensa, e até recorrem a muitas coisas falsas e artificiais afim de realçar a beleza natural. É dizer que não são belas o suficiente sem maquilhagem, sem cabelo falso, sem bronzeamento, sem dentadura, sem tirar pêlos das sobrancelhas, ou seja sem sofrer, sem fazer sacrifícios. E por vezes as crianças mostram que não querem estar ali, mas como aquelas mães e pais já gastaram muito dinheiro a investir em algo, em roupa e outros bens, nada os demove de sair do concurso. Estão no fundo a alimentar uma indústria que fomenta se aproveitar disto para mudar as crianças e ganhar mais dinheiro. No fundo o dinheiro é que move isto tudo, e a estupidez e ego das pessoas.  

Se estes pais e mães dedicassem tanto tempo como dedicam aqui, a amar a criança, este mundo seria muito melhor. Mas se calhar estes pais ainda são crianças que não cresceram e por tal fazem isto. É mais importante ganhar o concurso e usar um filho como se fosse um boneco. No fundo é isso que eu acho, que são pessoas frustradas que usam os filhos para aliviar isso. Mas claro que não admitem, mesmo entre eles criticam-se uns aos outros. Porque no fundo ninguém sabe avaliar o que faz, só o que os outros fazem. Como eu estou a fazer aqui lool. Felizmente em Portugal não vamos tão longe como os americanos, acho que somos mais autênticos. Mas tem sítios onde se já vê crianças na escola pintadas, e com cabelo pintado também. É mesmo ridículo. 

Este programa existe desde 2008, eu pergunto no futuro como serão estas crianças. Isso devia ser estudado depois. Como será o seu desenvolvimento emocional, e a sua auto estima no futuro quando forem adultos. As crianças aprendem a fingir, a ser algo que os outros querem que elas sejam, afim de ter algo em troca. Só que este algo consegue se com base em aparências e não valores sólidos, para no fim ter algo que vai ser vazio. E pensando bem às vezes quando penso também não acho bem crianças nos filmes e etc. Mas continuando e falando só disto. Fazem sorrisos falsos, e depois nem sabem ser autenticas como deveriam ser. Genuínas. Ficam achando caso não sejam bonitas não conseguem ser felizes.

Há pessoas que se desculpam dizendo que há crianças a passarem fome, quer dizer agora porque há algo pior isto não faz mal é isso!? Afinal para que se tem filhos?! Amar um filho é o quê afinal? Isto não é cultura, não é amar, não é coisa nenhuma. Se alguém entendesse alguma coisa de psicologia entenderia. Lá porque sou mãe não quer dizer que tudo o que faça é certo, ou que se pode fazer tudo de um filho. Um filho não é propriedade dos pais. E agora me pergunto e se uma filha destas ficasse obesa ou doente, ou queimada como seria?! Onde estaria o amor!? É que me parece que só está na beleza física.
Os pais não querem que os filhos se divirtam, querem que eles ganhem. E os filhos querem agradar os pais como é normal. Enfim...

Eu acho que tudo isto está tirando a autenticidade das crianças, a criatividade delas. Está sim formatando para o que deve ser, como devem ser, que é mais importante serem belas fisicamente do que belas no interior. Para depois quando algo não corre bem ficarem numa depressão, por não conseguirem ser belas, como ser como acham que devem ser. 





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Que mundo é este?!


Não há um dia em que não aconteça algo de mau no mundo. Agora foi um acidente com um autocarro em Itália, e há pouco tempo um comboio em Espanha. Pergunto-me por exemplo o que ia na cabeça daquele condutor para em vez de ir a 80km ir a 190km. Ainda por cima dizem que antes disso ele tinha postado no facebook que gostava de velocidade, mas que depois isso foi eliminado. Enfim...É preciso termos consciência dos nossos actos, antes de fazermos coisas como estas. Mas acho que são poucas as vezes é que as pessoas sabem mesmo o que fazem. Acham que é como um jogo talvez, em que  podem fazer tudo o que lhes apetece. 

A violência doméstica que só cresce em vez de diminuir é prova da maldade que nós temos, de que estamos longe de saber amar. Torna-mo-nos obsessivos, e até chamamos amar a tudo menos amar. Mesmo moços novos são machistas, e se acham no direito de se acharem donos de uma mulher. Parece que mexe muito o orgulho de um homem como esses, uma mulher não o querer, e então decidem se vingar. Do género - se não é meu, não é de mais ninguém. A mulher tem vindo, e continua a ser tratada como um objecto, como uma boneca, que pode ser usada a deitada fora. Como um robó que tem que servir o homem, porque afinal temos de ter propósitos de vida né. Um homem pensa, para que quero uma mulher, se ela não sabe cuidar de mim e da casa. Infelizmente há coisas que estão longe de terminar, de serem mudadas para melhor.

Eu sinceramente não entendo como é que certas pessoas que não amam, que nem gostam do outro, esperam que o outro goste delas. Exigem algo que não dão. E se dão algo é a pensar em ter em algo em troca, isso é um negócio, não é uma relacionamento. Se as pessoas não estão bem porque continuam, porquê que existem pessoas que querem obrigar a outra pessoa a ter algo que não quer. Parece que existe um prazer doentio nisso, em ter algo à força, baseado na criação do medo na outra pessoa. 




Pintura de Brad Kunkle

sábado, 27 de julho de 2013

Traição


Concordo em pleno com o Quintino Aires, quando ele diz que, "quem ama não trai". E é sobre este tema que hoje vou falar, sobre traição. 

Embora vivamos numa sociedade menos acorrentada, com mais liberdade, a sinceridade ainda é um problema. E pergunto-me eu, se num relacionamento amoroso não existe sinceridade, e se esconde do parceiro um outro muita coisa, como pode haver amor? Incrível como existem pessoas que dizem que amam seus parceiros ou parceiras, e continuam a trair. Incrível mais, e até chocante para mim, que existam coisas como a mulher trair o marido e o marido gostar de tal e gostar de assistir a tal. Acho que a minha mente, embora seja aberta, é ainda muito conservadora. Talvez isto seja fruto de muita repressão antiga, não sei. Se bem que eu sou de uma família à antiga mesmo, e não sinta a menor vontade de fazer coisas como tais. Contudo também faz de mim alguém um pouco ingénua, e parvinha, num mundo onde as pessoas se usam. 

Para mim o sexo não pode ser banal nem vulgar, nem tem sentido. Acho que antes me fazia alguma confusão, quando era virgem, embora também tivesse curiosidade, mas de facto para mim quando li sobre tantra tudo fez mais sentido. Ou melhor achei que naquelas palavras se enquadrava a minha maneira de ser. Contudo estou longe de saber o que é o tantra ou sexo tantrico. Mas a ideia de que não vou só partilhar o meu corpo, mas a minha alma também ali, um respeito pelo outro, uma partilha, como algo lindo. É que para muita gente o sexo é conseguir algo, ter algo, e só dar afim de depois o seu ego estar mais elevado. Mas para mim nunca pode ser isso, é uma espécie de forma primitiva de chegar ao amor. Ao amor de um homem/mulher, amantes, porque existem outros tipos de amor, como mãe - filho/a, ou amigo - amiga, etc etc. 

Quantos milhares de homens (e também mulheres) procuram pessoas na internet para ter algo. E por incrível que pareça, eles não se inibem ao dizer o que querem, nem que têm namorada, enfim...O que até certo ponto é bom, mas acho que o fazem comigo, por eu ser anónima talvez. 

Depois há coisas que me transcendem também, pessoas que gostam do sexo, que dizem que necessitam de sexo, mas que não gostam de se masturbar. Então não gostam deles mesmos?! E depois não será que usam os outros para ter algo, pensando que também estão a dar algo aos outros. Tipo - toma lá, dá me cá. Parece que só dão algo em troca de outra coisa, e isso é uma espécie de negócio. Se bem que o que reparo é que ás vezes é visto como uma mercadoria o sexo, e as pessoas como meio de obter essa mercadoria que eles também querem adquirir. Alguns querem sentir que elas os desejem, faz bem ao ego. 

Muitas pessoas continuam a viver relações sem sentido, e não saem delas por medo, embora não admitam nem para elas mesmas. Arranjam mil e uma desculpas, e odeiam ser julgados ou até aconselhados. Nem todas as pessoas querem de facto melhorar a relação que têm com o seu companheiro. Uns estão mais esforçados em manter em sigilo a sua vida secreta do parceiro. 

As pessoas procuram afecto, amor das formas mais erradas. Eu também estou envolvida neste filme, visto que nem sempre a minha cabeça funciona bem. Mas tento, ou melhor quero chegar lá. Mas tem coisas que me deixam mal mesmo, saber que as pessoas são tão diferentes do que pensamos que elas são. Às vezes existem pessoas que parecem tão certinhas, e afinal têm uma vida secreta que me choca em parte. 






quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aprender a amar


Tal como no trabalho, ninguém nasce ensinado, e por tal precisamos de experiência certo!. Cada vez mais se quer alguém que venha trabalhar para a empresa, mas que já tenha experiência suficiente para trabalhar sozinho, sem requerer ajuda de ninguém. No amor, também se começa a exigir o mesmo, que o outro saiba tudo, ou então que o outro nos ensine a amar. Contudo penso que aqui seja ligeiramente diferente. Acho eu, tudo depende. 

Por vezes pensamos que quem tem mais experiência é melhor, sabe mais. Embora hoje em dia as empresas prefiram pessoal sem experiência afim de serem mais moldáveis, mais facilmente manipulados, enfim...Mas vamos falar do amor, e menos do trabalho, porque senão dá confusão aqui. 
Certas mulheres acham que até é bom os homens terem experiência para serem melhores amantes por exemplo, que um virgem com certeza não será tão bom amante. Para mim nada mais errado, pela experiência que tenho. Eu mesma, quando era virgem podia saber mais coisas que muitas mulheres com experiência. 

Para aprendermos a amar, não se vê somente pelo currículo que temos, mas sim por outros factores que não estão à mostra. E primeiro de tudo, temos de mergulhar bem fundo dentro de nós, para nos conhecermos, afim de nos darmos a conhecer. Temos depois de saber mergulhar e procurar compreender a outra pessoa, não o rotulo, mas sim a essência dessa pessoa. Quando as pessoas são compatíveis, e se juntam, conhecem-se, elas se unificam, se tornam uma só. O sexo é um deslumbre disso, e é uma boa forma de praticar a partilha do corpo, o conhecer o corpo do outro, enfim...Mas amar é mais que isso, e ter uma relação muito mais ainda complicado é, acho eu. 

Se nós não sabemos amar, e não conhecemos bem a outra pessoa, e estamos mais centrados em nós próprios e não no nós, eu e ele, ou eu e ela, então a coisa claro que não funciona. Não podemos esperar que tudo seja dado, que tudo seja ensinando, que o outro tenha paciência para nos tornar bons amantes. Somos todos diferentes, e eu podia ser uma amante para um homem, mas se calhar se fizer o mesmo para outro pode não dar certo, porque ele é diferente. Não existem receitas, embora muitas leituras ajudem a nos tornarmos melhores. 

De uma pessoa com 18 anos não esperamos o mesmo de uma com 30 anos. Os objectivos de vida vão mudando. E ao passo que com 18 anos se namora ainda com o espírito de aprender a namorar, com 30 anos já esperamos nos juntar e viver juntos. E claro que quando alguém com 30 anos, encontra outra pessoa com uma mentalidade de 18, fica complicado, esperar tantos anos que alguém mude por nós. Atenção não estou dizendo que a culpa é da pessoa que não tem experiência, mas estou dizendo que a culpa também não é de quem não tem paciência para esperar que o outro seja quem queremos. 





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