quarta-feira, 17 de julho de 2013

Blá Bla bla


Devo estar perto de ganhar o meu tostão, mas ainda não o ganhei, e já passaram mais de 2 meses. Mas enfim...não me posso queixar muito né. Contudo as despesas continuam, hoje foi um pedacinho de dente que caiu e claro tenho que ir ao dentista tratar isto. Aqui acho que se faz bem gastar o dinheiro, é muito bem sei, mas compensa, pois não há dinheiro que pague o nosso bem estar, os nosso dentes. 
Se vermos as pessoas mais antigas, guardavam o dinheiro, religiosamente, dinheiro suado do trabalho, não gastavam nestas coisas que acham desperdício e depois para onde foi parte do dinheiro?! para o Banco, ou para os filhos. Existem coisas que não devemos copiar, mas sim modificar para melhor. Temos a responsabilidade de sermos melhor que os nossos pais. Acho que em certas coisas devemos nos ajudar, noutras devemos ser egoístas e gastar o dinheiro sim em coisas que nos façam bem.

Falando de outro assunto, há coisas que me intrigam, aquelas pessoas que falam falam, mas nunca se olham ao espelho. E depois como hei-de eu ser normal, ou melhor sã?! Se só tenho pessoas variadas ao pé de mim, pessoas cobardes, que usam o medo deles com a força para colocar medo em mim. E pior é que resulta, é que sinto medo mesmo. Ai!!!! Ou são filhos que vivem às custas dos pais, ou pais que dão tudo aos filhos, ou então são pais que só querem mais e mais, só exigem dos filhos e mesmo assim nunca se mostram satisfeitos. Quanto mais têm mais querem, é como a história que a minha mãe contava, um rei que quanto mais comia mais fome tinha. Nada o satisfazia. Se não há amor, não há satisfação. 

Um filho não é algo que nos pertence, não é um produto, não é para mimar para sempre, não é para explorar, nada disso é amor. Existem mulheres que têm filhos porque fica bem, para agradar maridos, para agarrar maridos, para serem normais. Admiro muito mais uma mulher que admite que não daria boa mãe. Mas normalmente isso não acontece, e por isso quase que se abandona um filho como se abandona um cão. E não é mais vezes feito, porque socialmente fica mal. Opostamente existem boas mães que não conseguem ter filhos, o que me deixa também triste. 




Pintura de Anna Bocek

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pensamentos com maresia


A brisa do oceano tranquiliza meu espírito, a areia é óptima para esfoliação, e como não tinha mais nada para fazer, foi à praia. Ainda existe muita coisa na minha cabeça por resolver, partes do passado que tenho que resolver se quero viver o futuro. Dizem que viver o presente é que é importante e concordo, mas é importante também resolver certas coisas do passado, dar tempo ao tempo, para depois viver o futuro sem traumas ou conflitos. Nem tudo o que queremos podemos ter, e temos que ver isso como natural. Natural são outros problemas que surgem no meio disso, enfim...

Lembro-me dos momentos em que chegava a casa e quase fazia um esforço para não parecer muito feliz, porque enfim....aqui em casa tudo é mal visto. E agora parece difícil sentir isso novamente, é como uma amiga minha me disse, que eu ainda não resolvi o passado. E depois tomei decisões que me vieram prejudicar. No meio de tanto problemas, uma pessoa desanima, porque nada mais queremos do que ser apreciados, amados, e quando não somos fica mais difícil. 

O meu pai cada dia que passa fica pior, e quando olho para ele, vejo muitas outras pessoas. Ele queixa-se de que ninguém gosta dele, que ninguém o ajuda, etc etc, mas depois ele não é capaz de fazer nada pelos outros sem segundas intenções. Se ele não sabe amar, como espera que os outros o amem. Se ele não ajuda os outros, como espera que os outros o ajudem!? Só para eu ficar com heranças, por interesses?! Só para ele ficar contente e gostar de mim, pelo que faço e não pelo que sou?! Pior é que amor é tabu para ele, até a amizade ele diz que não existe. Qualquer palavra que dizemos é mal interpretada e ele vira-se contra nós, não sabe sorrir nem sequer. 

Como a minha avó materna diz muitas vezes - Passa uma nuvem no céu, todos olham e falam, mas ninguém olha para si. O meu pai sabe ver os erros nos outros, mas nele não sabe. E muita gente é assim, até eu às vezes sou assim, mas depois reflicto e penso sobre o que fiz. No fundo é o reajustamento mental que temos que fazer, e assumir a nossa culpa, e não culpar o outro. Sei que muita coisa tenho e tive culpa, e é isso que tenho que mudar. Mudar é preciso para sermos melhores, felizes. Não é mostrar que estamos bem connosco mesmos para os outros, mas sim estamos bem de facto connosco mesmos e não termos medo de mos mostrarmos, de ajudarmos, de amarmos. Isso eu aprendo muito com a minha avó materna, e ela eu vejo tem um sorriso na cara, vejo que ela gosta mesmo de mim. 

O amor nunca pode ser uma exigência, e sei que também aí errei. E que também erram comigo, enfim...





sábado, 13 de julho de 2013

"Viver é lindo, basta saber"


Pior que dizermos que estamos mal, e nos queixarmos, é não nos queixarmos e fingirmos até para nós mesmo que tudo está ok, quando afinal está um pandemónio dentro de nós. Por vezes é preciso uma reviravolta na nossa vida para mudarmos, mudarmos para melhor. Se temos amigos que nos podem ajudar, nada melhor que pedirmos ajuda a esses amigos. Eu confesso que gostava que amigas e amigos me pedissem mais vezes ajuda, porque quando eu ajudo não só ajudo o outro, como me ajudo muito a mim. Um amigo de verdade não nos vira a cara, mas nos dá na cabeça e nos faz pensar caso seja necessário. 

Prontos! nem sempre sou boa amiga. Por vezes não sei ajudar, meto as mãos pelos pés. Outras vezes sei lá. Mas sei que gosto de mostrar quem sou, por detrás da menina tímida que sempre hei-de ser, que faz parte de mim. Eu no fundo não sou nenhum rótulo, que às vezes as pessoas têm a mania de colocar, mas sim uma mistura. Nunca devemos subestimar ninguém. Embora eu mesma me engane em muitos aspectos, por isso seria muito mais fácil de as pessoas se mostrassem como elas realmente são. Porque custa tanto dizer o que pensamos?! Porque custa mostrarmos quem somos de verdade, e andamos com facetas para tentar agradar a sociedade?! 

Parece que às vezes queremos muito ser normais. Mas afinal o que é normal? Não será melhor ser especial, diferente? Sinceramente não sei o que é normal hoje em dia, e acho que quando dizem isso é o que a maioria da sociedade é, contudo pode não ser o melhor. E primeiro de tudo temos de nos conhecer, para depois crescermos. Claro que por vezes juntos, com alguém, crescemos mais e melhor, mas para tal é preciso querer mudar e não ficar estático. 

A minha avó costuma dizer, "viver é lindo, basta saber" e é verdade.




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nem tudo o que parece é


Nem sempre temos as nossas prioridades e valores bem estabelecidos. Por vezes tentamos corresponder a um pro-tópico do que a sociedade espera de nós. Existem pessoas que querem mostrar algo para fora, algo que não é real, para nos iludir, a fim de conseguir algo. 

Há pouco tempo vi uma reportagem na RTP1 sobre trabalho precário, numa empresa prestigiada chamada Menina Design, em que se exploram jovens licenciados com estágios não remunerados. Irónico é saber que a empresa foi fundada por dois jovens recém licenciados. E também é engraçado ouvir falar bem da empresa, e como existem pessoas com a cabeça feita por eles, e se deixam enganar, ficando em empresas sem escrúpulos. Se todos irmos na conversa deles, e não termos pensamento próprio, deixamos de ser nós, para ser um produto acabado de outra pessoa ou da sociedade. Infelizmente vivemos num país em que agora existe muito trabalho precário, onde nos oferecem fracas condições de trabalho e/ou baixo vencimento, e onde nunca nos podemos queixar, caso contrário, somos intitulados como não queremos trabalhar, como temos má vontade, ou então que existem  mais pessoas para ocupar o cargo e a porta está à nossa espera. 

Parece que o conhecimento de gerações e gerações nem sempre muda as pessoas, e por vezes acabamos por achar normal as injustiças, a crueldade, enfim...Pergunto-me se a concorrência feroz é mais importante que o amor, se o dinheiro é mais importante que uma amizade, se dizer a verdade é mais importante do que estar preocupado com o que os outros pensam. Para mim a resposta está na ligação com a natureza, em sermos simples, honestos, e lutarmos com bom valores. Não é preciso colocarmos os outros para baixo para ficarmos melhor. Infelizmente existem pessoas que nos querem bem, desde que não estejamos melhor que eles. Para eu ter algo, não preciso de passar por cima dos outros, posso sim ensinar, e não guardar tudo para mim. Mas muitas vezes a competição é mesmo feroz e cada um fica no seu cantinho desejando que o outro perca. 






terça-feira, 9 de julho de 2013

Lembranças doces, rostos amargos


Há umas horas atrás ouvi o galopar de um cavalo na estrada. Lembro-me que quando era mais nova, quando ouvia o som, ia logo ver os cavalos. Cada vez é mais raro, mas deixei de ter aquela pica por assim dizer. Mas momentos ficam na nossa memória, e infelizmente nem todas as memórias são as melhores. Por isso mesmo vou ficando cada vez mais frágil, sensível a cada coisa que se passa, e também com medo. O medo não é bom, mas é provocado por pessoas que querem espalhar o medo com base em palavras duras, com base na força física, e em ameaças que podem ser um triste pesadelo. 

Hoje estive num centro de saúde com a minha avó materna, e olhei de relance para algumas pessoas que estavam lá, e via-se explicitamente no rosto de algumas as suas vidas. Quando somos novos isso nem sempre trespassa para fora, mas depois tudo fica marcado no rosto. Contudo existem rostos que enganam muito, mesmo com muita idade. Mas vou falar de um tipo de rosto agora, aquele que quando está parado no tempo, os lábios esboçam um sorriso ao contrário, linhas duras de sofrimento, muitos anos sem ser feliz, aprisionados. Acho que as mulheres têm mais esses rostos, porque foram infelizes ao lado de homens que nunca as amaram, e depois claro está, se tornam amargas e amarguradas. 

Por vezes deixamo-nos cair num que achamos ser o certo, o correcto, e esquecemo-nos de ser felizes. E que nem sempre a felicidade é o que é certo para o outro. E vejo que em certas coisas a nova geração está melhor, mais livre e isso é bom. Uma ditadura nunca pode ser bom. Falam-me do Salazar e eu digo que sim, ele era um óptimo economista, sei ver que algumas coisas até eram boas, mas também sei ver que havia muita coisa mal, muita ignorância, e por tal era fácil ter pessoas submissas. E isso era o que os homens adoravam nas mulheres. E ainda hoje há homem machista, acreditem, mesmo os novos. Mas quando dizem que derrotaram o Salazar é mentira, porque nem era ele que governava, era Marcelo Caetano, e ele conseguiu algo bom para nós, as reformas. E agora para mim como será?! Estamos a retorcer na economia, né. Enfim...o 25 de Abril nunca foi um golpe do povo, mas um golpe político, militar. Mas isso não quero falar aqui. 

A minha avó paterna é dessas pessoas que não se pode confiar, e é amarga. Nem todos os velhinhos são bonzinhos, alguns são terríveis para quem os conhece bem. Lembro-me de quando era pequena e ela me vir com questionários sobre a minha mãe, para onde ela ia, e qual era a avó que eu gostava mais. Ao que eu respondia o que a minha mãe me dizia que eram as duas. Mas sempre gostei mais da materna. Uma mostrava-me amor, e outra só zangas e gritos. Até me ameaçou uma vez que não me fazia mais pão doce para mim, nem sei bem já porquê. Pior é que ela não reconhece nada de mal que tenha feito, e continua a plantar o mal. Há pessoas que não aprendem, e infernizam a vida dos outros. Só há um ano para aí é que vi o diabo que ela tinha dentro dela, o quanto falsa ela era mesmo para comigo, e isso me custou muito. Uma pessoa vai pensando que os outros sempre têm alguma bondade dentro deles, e que gostam de nós, mas isso por vezes é uma ilusão, e a nossa ingenuidade pode nos sair cara. 

Eu acho que a nova geração, parte dela, está mais sincera, mais frontal, e menos condicionada pelo certo ou errado. E isso é bom. Claro que também há nova geração fútil, sem valores, mas penso que tenhamos que ter fé, que isto melhore né. Pelo menos para os meus filhos penso em partilhar o melhor e ensiná-los a serem felizes. Para tal também o preciso de o ser, dar o exemplo. Resta saber onde está o meu principe loool






quinta-feira, 4 de julho de 2013

O amor é infinito


"Geralmente, as pessoas amam quando as suas condições são satisfeitas. Dizem elas:"Devias ser assim, só então te amarei." Uma mãe diz ao filho: "Só te amo, se te portares bem." Uma mulher diz ao marido: "Tens de ser deste modo, só então amarei." Toda a gente cria condições e o amor desaparece." Osho 

Às vezes parece que as pessoas não estão muito interessadas em amar, mas sim noutros interesses, daí continuar a haver guerra no mundo. Se as pessoas aprendessem a amar, não existiriam guerras. É o medo que faz com que hajam conflitos e guerras, o oposto do amor. Os soldados limitam-se a cumprir ordens, achando que estão a fazer a coisa certa, mas na verdade não podiam estar mais errados. Por mim a industria das armas terminava, mas tudo isto é mexe com muito dinheiro, poder, e claro muita gente não quer que a guerra termine, nem que o amor se torne realidade. 

Às vezes até parece que a própria família não está interessada que nós nos apaixonemos, que amemos, porque existe o tal medo que nós nos afastemos da mesma. E por tal, por vezes pais ou mães não querem que os filhos escolham livremente os parceiros, ou então criam problemas com os parceiros dos filhos ou filhas. Criam-se condicionalismos, e não se confia na outra pessoa, achando que a outra pessoa irá fazer mal ao que nos pertence. Enfim...








quarta-feira, 3 de julho de 2013

A vida é cheia de surpresas


Existem muitas teorias de como ser feliz, de como ser e fazer algo, contudo para cada pessoa existe uma verdade. A vida é misteriosa, e cheia de surpresas, às quais nunca estamos totalmente preparados. Por vezes perdemos tempo para estar preparados, para não errar, e depois perdermos o momento certo. Logo não podemos ter sempre respostas prontas para cada momento, visto que a via é uma surpresa, cheia de imprevisibilidades. Sempre ouvi dizer que fazer asneiras é bom, desde que depois não voltemos a cometer o mesmo erro duas vezes. Eu de facto falho nessa área, e por vezes volto a cometer os mesmos erros. Mas aprender faz parte do processo para crescer. O importante é sabermos o que queremos para a nossa vida, para sermos felizes. Isto porque pensando bem, o tempo passa e não espera por nós. 










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