quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nem tudo o que parece é


Nem sempre temos as nossas prioridades e valores bem estabelecidos. Por vezes tentamos corresponder a um pro-tópico do que a sociedade espera de nós. Existem pessoas que querem mostrar algo para fora, algo que não é real, para nos iludir, a fim de conseguir algo. 

Há pouco tempo vi uma reportagem na RTP1 sobre trabalho precário, numa empresa prestigiada chamada Menina Design, em que se exploram jovens licenciados com estágios não remunerados. Irónico é saber que a empresa foi fundada por dois jovens recém licenciados. E também é engraçado ouvir falar bem da empresa, e como existem pessoas com a cabeça feita por eles, e se deixam enganar, ficando em empresas sem escrúpulos. Se todos irmos na conversa deles, e não termos pensamento próprio, deixamos de ser nós, para ser um produto acabado de outra pessoa ou da sociedade. Infelizmente vivemos num país em que agora existe muito trabalho precário, onde nos oferecem fracas condições de trabalho e/ou baixo vencimento, e onde nunca nos podemos queixar, caso contrário, somos intitulados como não queremos trabalhar, como temos má vontade, ou então que existem  mais pessoas para ocupar o cargo e a porta está à nossa espera. 

Parece que o conhecimento de gerações e gerações nem sempre muda as pessoas, e por vezes acabamos por achar normal as injustiças, a crueldade, enfim...Pergunto-me se a concorrência feroz é mais importante que o amor, se o dinheiro é mais importante que uma amizade, se dizer a verdade é mais importante do que estar preocupado com o que os outros pensam. Para mim a resposta está na ligação com a natureza, em sermos simples, honestos, e lutarmos com bom valores. Não é preciso colocarmos os outros para baixo para ficarmos melhor. Infelizmente existem pessoas que nos querem bem, desde que não estejamos melhor que eles. Para eu ter algo, não preciso de passar por cima dos outros, posso sim ensinar, e não guardar tudo para mim. Mas muitas vezes a competição é mesmo feroz e cada um fica no seu cantinho desejando que o outro perca. 






terça-feira, 9 de julho de 2013

Lembranças doces, rostos amargos


Há umas horas atrás ouvi o galopar de um cavalo na estrada. Lembro-me que quando era mais nova, quando ouvia o som, ia logo ver os cavalos. Cada vez é mais raro, mas deixei de ter aquela pica por assim dizer. Mas momentos ficam na nossa memória, e infelizmente nem todas as memórias são as melhores. Por isso mesmo vou ficando cada vez mais frágil, sensível a cada coisa que se passa, e também com medo. O medo não é bom, mas é provocado por pessoas que querem espalhar o medo com base em palavras duras, com base na força física, e em ameaças que podem ser um triste pesadelo. 

Hoje estive num centro de saúde com a minha avó materna, e olhei de relance para algumas pessoas que estavam lá, e via-se explicitamente no rosto de algumas as suas vidas. Quando somos novos isso nem sempre trespassa para fora, mas depois tudo fica marcado no rosto. Contudo existem rostos que enganam muito, mesmo com muita idade. Mas vou falar de um tipo de rosto agora, aquele que quando está parado no tempo, os lábios esboçam um sorriso ao contrário, linhas duras de sofrimento, muitos anos sem ser feliz, aprisionados. Acho que as mulheres têm mais esses rostos, porque foram infelizes ao lado de homens que nunca as amaram, e depois claro está, se tornam amargas e amarguradas. 

Por vezes deixamo-nos cair num que achamos ser o certo, o correcto, e esquecemo-nos de ser felizes. E que nem sempre a felicidade é o que é certo para o outro. E vejo que em certas coisas a nova geração está melhor, mais livre e isso é bom. Uma ditadura nunca pode ser bom. Falam-me do Salazar e eu digo que sim, ele era um óptimo economista, sei ver que algumas coisas até eram boas, mas também sei ver que havia muita coisa mal, muita ignorância, e por tal era fácil ter pessoas submissas. E isso era o que os homens adoravam nas mulheres. E ainda hoje há homem machista, acreditem, mesmo os novos. Mas quando dizem que derrotaram o Salazar é mentira, porque nem era ele que governava, era Marcelo Caetano, e ele conseguiu algo bom para nós, as reformas. E agora para mim como será?! Estamos a retorcer na economia, né. Enfim...o 25 de Abril nunca foi um golpe do povo, mas um golpe político, militar. Mas isso não quero falar aqui. 

A minha avó paterna é dessas pessoas que não se pode confiar, e é amarga. Nem todos os velhinhos são bonzinhos, alguns são terríveis para quem os conhece bem. Lembro-me de quando era pequena e ela me vir com questionários sobre a minha mãe, para onde ela ia, e qual era a avó que eu gostava mais. Ao que eu respondia o que a minha mãe me dizia que eram as duas. Mas sempre gostei mais da materna. Uma mostrava-me amor, e outra só zangas e gritos. Até me ameaçou uma vez que não me fazia mais pão doce para mim, nem sei bem já porquê. Pior é que ela não reconhece nada de mal que tenha feito, e continua a plantar o mal. Há pessoas que não aprendem, e infernizam a vida dos outros. Só há um ano para aí é que vi o diabo que ela tinha dentro dela, o quanto falsa ela era mesmo para comigo, e isso me custou muito. Uma pessoa vai pensando que os outros sempre têm alguma bondade dentro deles, e que gostam de nós, mas isso por vezes é uma ilusão, e a nossa ingenuidade pode nos sair cara. 

Eu acho que a nova geração, parte dela, está mais sincera, mais frontal, e menos condicionada pelo certo ou errado. E isso é bom. Claro que também há nova geração fútil, sem valores, mas penso que tenhamos que ter fé, que isto melhore né. Pelo menos para os meus filhos penso em partilhar o melhor e ensiná-los a serem felizes. Para tal também o preciso de o ser, dar o exemplo. Resta saber onde está o meu principe loool






quinta-feira, 4 de julho de 2013

O amor é infinito


"Geralmente, as pessoas amam quando as suas condições são satisfeitas. Dizem elas:"Devias ser assim, só então te amarei." Uma mãe diz ao filho: "Só te amo, se te portares bem." Uma mulher diz ao marido: "Tens de ser deste modo, só então amarei." Toda a gente cria condições e o amor desaparece." Osho 

Às vezes parece que as pessoas não estão muito interessadas em amar, mas sim noutros interesses, daí continuar a haver guerra no mundo. Se as pessoas aprendessem a amar, não existiriam guerras. É o medo que faz com que hajam conflitos e guerras, o oposto do amor. Os soldados limitam-se a cumprir ordens, achando que estão a fazer a coisa certa, mas na verdade não podiam estar mais errados. Por mim a industria das armas terminava, mas tudo isto é mexe com muito dinheiro, poder, e claro muita gente não quer que a guerra termine, nem que o amor se torne realidade. 

Às vezes até parece que a própria família não está interessada que nós nos apaixonemos, que amemos, porque existe o tal medo que nós nos afastemos da mesma. E por tal, por vezes pais ou mães não querem que os filhos escolham livremente os parceiros, ou então criam problemas com os parceiros dos filhos ou filhas. Criam-se condicionalismos, e não se confia na outra pessoa, achando que a outra pessoa irá fazer mal ao que nos pertence. Enfim...








quarta-feira, 3 de julho de 2013

A vida é cheia de surpresas


Existem muitas teorias de como ser feliz, de como ser e fazer algo, contudo para cada pessoa existe uma verdade. A vida é misteriosa, e cheia de surpresas, às quais nunca estamos totalmente preparados. Por vezes perdemos tempo para estar preparados, para não errar, e depois perdermos o momento certo. Logo não podemos ter sempre respostas prontas para cada momento, visto que a via é uma surpresa, cheia de imprevisibilidades. Sempre ouvi dizer que fazer asneiras é bom, desde que depois não voltemos a cometer o mesmo erro duas vezes. Eu de facto falho nessa área, e por vezes volto a cometer os mesmos erros. Mas aprender faz parte do processo para crescer. O importante é sabermos o que queremos para a nossa vida, para sermos felizes. Isto porque pensando bem, o tempo passa e não espera por nós. 










quinta-feira, 27 de junho de 2013

Falta muito para sermos evoluídos


Anos passam, séculos passam, e mesmo assim ainda falta muito para dizermos que somos uma espécie evoluída. Por exemplo no que concerne ao tema do sexo e do amor, muito existe a dizer, e muitos tabus ainda persistem e não nos deixam ser felizes. 

Na era pré histórica o sexo com certeza que era algo natural como podemos ver nos símios, mas depois passados anos de evolução, e com a religião, o sexo foi visto como algo sujo, que tinha que ser controlado e usado para ter o controlo sobre as pessoas. Passou-se de um extremo para outro.

Nós nascemos do sexo, logo o sexo é uma forma de a forma de propagar a espécie, e está inserido no nosso corpo essa vontade/desejo de procriar. É algo primitivo/básico que nós temos/sentimos. Se vermos os animais, eles nem pensam, apenas reagem ao apelo da natureza. Normalmente a fêmea é a mais selectiva, isto para a espécie ser forte e não fraca. Quando uma cadela está com o cio, ela quer estar com cães, eles por sua vez sentem através do cheiro que existe uma cadela com o cio, e lá vão eles, movidos pelo instinto sexual da procriação. Nós já somos mais parecidos com os bonobos, em que a fêmea tem o mesmo ciclo menstrual que a mulher. E aqui se vê que além de fazerem sexo por procriação, também o fazem para minimizar o stress no grupo. 

Nós humanos temos o cérebro mais evoluído, e a prova são estas coisas todas que inventamos, e por tal temos capacidades de chegar a um estado mais supremo que é o amor. Só que isso está meio atrofiado, e muitas vezes não aprendemos a usar essa energia do amor, e acabamos sentido sentimentos opostos, derivados do medo que é um das emoções mais básicas que quase todos os animais sentem, incluído os repteis. O medo é importante para a sobrevivência da espécie. Isto porque pensar leva muito tempo, e por tal temos um mecanismo que faz desencadear a reacção do medo; o coração bate mais forte, e a adrenalina aparece nas veias. 

"Como os corpos das mulheres e das raparigas estão sempre cobertos, o desejo mais profundo dos homens é ver-lhes a carne, como facilmente se imagina. Pensam nisso noite e dia, e falam muito do corpo feminino em termos que fazem pensar que algo tão bonito e natural é pecado e tem de ficar escondido no escuro. Se elas começassem a mostrar a carne, eles poderiam focar a sua atenção noutras coisas, deixando os olhos de espreitar e as bocas a sussurrar palavrões quando passasse uma rapariga." /(Tuiavii de Tiavéa, no livro Papalagui)

Hoje em dia damos por nós, a usar o sexo de forma banal, e outras pessoas que ainda estão bloqueadas no que respeita ao sexo, por acharem que é algo pecaminoso, que só pode ser feito entre pessoas casadas. O sexo é usado de forma errada, e não de forma natural. Somos controlados pelo sexo, e deveria ser ao contrário nós o controlarmos. A internet está impregnada de pornografia, e onde está algo natural ali? Mesmo os que dizem que é gravações caseiras acham mesmo que aquilo é natural? Porque se expõem? Não existe nada de natural nisso. Eu acho que como o ditado diz, nem tanto à terra nem tanto ao mar. E acho que este mundo de pornografia só está tão crescente porque a religião teve o seu contributo, em que censurou o sexo como algo mau. E depois claro dizem, que o pecado é o fruto mais apetecido. 

O que é que o sexo tem haver com o amor? Em parte nada tem haver, pois para haver sexo não é preciso amor, e para amor não é preciso sexo. Contudo entre homem e mulher, namorados, deve existir ambas as coisas, e por vezes o sexo acaba por ser a forma mais primitiva de chegar ao amor. O orgasmo dá-nos um deslumbre do paraíso, que no fundo é uma substância libertado no nosso cérebro, chamada oxitocina, e uma libertação de energia. Mas sem o amor, não passa de um deslumbre mesmo, ao passo que com amor é algo muito diferente.









quinta-feira, 13 de junho de 2013

Discursos sobre formas de pensar e ser


Nós mulheres somos logicamente diferentes dos homens, podemos dar à luz, e por tal temos capacidades que eles não têm. (Contudo existem certas mulheres que têm o cérebro mais masculinizado do que outras.) As mulheres conseguem por tal reconhecer mais facilmente emoções nas outras pessoas. E portanto ligam mais a pormenores, enquanto os homens não ligam tanto. As mulheres são mais intuitivas e sensíveis, e por tal detectam melhor as mentiras dos homens, e quando elas mentem eles por vezes nem notam, como por exemplo fingir um orgasmo. lol

Enquanto o homem só faz uma coisa de cada vez, as mulheres conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Diz no livro, que se falar com um homem enquanto ele está a fazer a barba é provável que ele se corte. Sei que isso não é com todos, mas se calhar até pode acontecer com outros. Diz que para as mulheres é mais complicado distinguir a direita da esquerda. Realmente eu às vezes tenho que pensar. Ao passo que os homens já conseguem melhor distinguir isso. Mas sabem, o livro diz que certos homens têm o cérebro feminilizado, e certas mulheres têm o cérebro masculinizado, e é verdade. Contudo na maioria dos casos, mulher que é mulher adora compras e o homem que é homem não mostra o que sente, e não quer falar dos problemas. 

No livro tem um teste, para ver como é nosso cérebro, e eu  fiquei em meio termo, equilibrado, o que é bom, pois nem 8 nem 80. Tenho coisas em que sei que sou definitivamente mulher, e outras em que sou um pouco homem. Normalmente homens gostam mais de coisas, mulheres de relações, homens preocupam-se mais com poder, e mulheres com amor. Contudo como todos sabemos as mulheres cada vez estão mais parecidas com os homens, e isso nota-se na forma de agir, comportamentos, como por exemplo importar-se mais com a carreira do constituir família, o próprio sexo, em que é mais banalizado. Isto porque a meu ver, um homem usa o amor para ter sexo, e a mulher usa o sexo para ter amor. Estou a ser genérica, pois sei que cada caso é um caso, e existem pessoas que nem uma coisa nem outra.

Um problema que sei que não é só das mulheres, mas também dos homens, e por tal tantas relações funcionam mal, ou mesmo terminam é a falta de comunicação. E com isto não digo que se deva falar, mas saber falar. Por vezes as coisas são ditas, mas não de forma clara, e depois existem mal entendidos, que geram posteriormente conflitos. É preciso saber falar sem medo, claramente, abertamente, especificando ou dando exemplos para se entender bem.

As mulheres queixam-se dos homens, e os mesmos queixam-se que não compreendem as mulheres. Mas contudo temos que perceber, que embora haja mulheres parecidas com homens e homens parecidos com mulheres, somos como o yin e yang, opostos. E estes opostos é que se atraem. Contudo, é preciso muita perseverança e amor para compreender o outro, descobrir, saber comunicar, abrir o coração sem medo, sem jogos. E muitas vezes as pessoas não têm tempo para perder com o outro, nem têm paciência para compreender o outro e o ajudar. E isso é um problema, pois esperamos cativar os outros só com a nossa maneira de ser. Achar que temos que cultivar o amor dentro de nós, mas depois ser incapaz de partilhar isso não serve de muito, mas ninguém está para fazer sacrifícios, de facto hoje em dia achamos que não podemos sacrificar nossa vida por ninguém.





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