Nem sempre temos as nossas prioridades e valores bem estabelecidos. Por vezes tentamos corresponder a um pro-tópico do que a sociedade espera de nós. Existem pessoas que querem mostrar algo para fora, algo que não é real, para nos iludir, a fim de conseguir algo.
Há pouco tempo vi uma reportagem na RTP1 sobre trabalho precário, numa empresa prestigiada chamada Menina Design, em que se exploram jovens licenciados com estágios não remunerados. Irónico é saber que a empresa foi fundada por dois jovens recém licenciados. E também é engraçado ouvir falar bem da empresa, e como existem pessoas com a cabeça feita por eles, e se deixam enganar, ficando em empresas sem escrúpulos. Se todos irmos na conversa deles, e não termos pensamento próprio, deixamos de ser nós, para ser um produto acabado de outra pessoa ou da sociedade. Infelizmente vivemos num país em que agora existe muito trabalho precário, onde nos oferecem fracas condições de trabalho e/ou baixo vencimento, e onde nunca nos podemos queixar, caso contrário, somos intitulados como não queremos trabalhar, como temos má vontade, ou então que existem mais pessoas para ocupar o cargo e a porta está à nossa espera.
Parece que o conhecimento de gerações e gerações nem sempre muda as pessoas, e por vezes acabamos por achar normal as injustiças, a crueldade, enfim...Pergunto-me se a concorrência feroz é mais importante que o amor, se o dinheiro é mais importante que uma amizade, se dizer a verdade é mais importante do que estar preocupado com o que os outros pensam. Para mim a resposta está na ligação com a natureza, em sermos simples, honestos, e lutarmos com bom valores. Não é preciso colocarmos os outros para baixo para ficarmos melhor. Infelizmente existem pessoas que nos querem bem, desde que não estejamos melhor que eles. Para eu ter algo, não preciso de passar por cima dos outros, posso sim ensinar, e não guardar tudo para mim. Mas muitas vezes a competição é mesmo feroz e cada um fica no seu cantinho desejando que o outro perca.
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