Anos passam, séculos passam, e mesmo assim ainda falta muito para dizermos que somos uma espécie evoluída. Por exemplo no que concerne ao tema do sexo e do amor, muito existe a dizer, e muitos tabus ainda persistem e não nos deixam ser felizes.
Na era pré histórica o sexo com certeza que era algo natural como podemos ver nos símios, mas depois passados anos de evolução, e com a religião, o sexo foi visto como algo sujo, que tinha que ser controlado e usado para ter o controlo sobre as pessoas. Passou-se de um extremo para outro.
Nós nascemos do sexo, logo o sexo é uma forma de a forma de propagar a espécie, e está inserido no nosso corpo essa vontade/desejo de procriar. É algo primitivo/básico que nós temos/sentimos. Se vermos os animais, eles nem pensam, apenas reagem ao apelo da natureza. Normalmente a fêmea é a mais selectiva, isto para a espécie ser forte e não fraca. Quando uma cadela está com o cio, ela quer estar com cães, eles por sua vez sentem através do cheiro que existe uma cadela com o cio, e lá vão eles, movidos pelo instinto sexual da procriação. Nós já somos mais parecidos com os bonobos, em que a fêmea tem o mesmo ciclo menstrual que a mulher. E aqui se vê que além de fazerem sexo por procriação, também o fazem para minimizar o stress no grupo.
Nós humanos temos o cérebro mais evoluído, e a prova são estas coisas todas que inventamos, e por tal temos capacidades de chegar a um estado mais supremo que é o amor. Só que isso está meio atrofiado, e muitas vezes não aprendemos a usar essa energia do amor, e acabamos sentido sentimentos opostos, derivados do medo que é um das emoções mais básicas que quase todos os animais sentem, incluído os repteis. O medo é importante para a sobrevivência da espécie. Isto porque pensar leva muito tempo, e por tal temos um mecanismo que faz desencadear a reacção do medo; o coração bate mais forte, e a adrenalina aparece nas veias.
"Como os corpos das mulheres e das raparigas estão sempre cobertos, o desejo mais profundo dos homens é ver-lhes a carne, como facilmente se imagina. Pensam nisso noite e dia, e falam muito do corpo feminino em termos que fazem pensar que algo tão bonito e natural é pecado e tem de ficar escondido no escuro. Se elas começassem a mostrar a carne, eles poderiam focar a sua atenção noutras coisas, deixando os olhos de espreitar e as bocas a sussurrar palavrões quando passasse uma rapariga." /(Tuiavii de Tiavéa, no livro Papalagui)
Hoje em dia damos por nós, a usar o sexo de forma banal, e outras pessoas que ainda estão bloqueadas no que respeita ao sexo, por acharem que é algo pecaminoso, que só pode ser feito entre pessoas casadas. O sexo é usado de forma errada, e não de forma natural. Somos controlados pelo sexo, e deveria ser ao contrário nós o controlarmos. A internet está impregnada de pornografia, e onde está algo natural ali? Mesmo os que dizem que é gravações caseiras acham mesmo que aquilo é natural? Porque se expõem? Não existe nada de natural nisso. Eu acho que como o ditado diz, nem tanto à terra nem tanto ao mar. E acho que este mundo de pornografia só está tão crescente porque a religião teve o seu contributo, em que censurou o sexo como algo mau. E depois claro dizem, que o pecado é o fruto mais apetecido.
O que é que o sexo tem haver com o amor? Em parte nada tem haver, pois para haver sexo não é preciso amor, e para amor não é preciso sexo. Contudo entre homem e mulher, namorados, deve existir ambas as coisas, e por vezes o sexo acaba por ser a forma mais primitiva de chegar ao amor. O orgasmo dá-nos um deslumbre do paraíso, que no fundo é uma substância libertado no nosso cérebro, chamada oxitocina, e uma libertação de energia. Mas sem o amor, não passa de um deslumbre mesmo, ao passo que com amor é algo muito diferente.













