Quando eu penso que pode sossegar um pouco é mentira. A confusão volta novamente e toda uma amargura de vida dos outros pisa em cima de mim. Que mal fiz eu?! Parte do tempo passo ocupada para os outros, ou para mim mesma em problemas, e nem tenho tempo para estudar, nem quanto mais pintar e descansar como deve ser. Em parte pensando que não, entrar no computador, ver, escrever ajuda-me a descansar e a me abstrair um pouco disto tudo.
Aqui em casa de novo o meu pai anda mal, e sabem que mais, o problema é sempre o mesmo, o dinheiro. Estou tão saturada disto do dinheiro, que toda a gente ache que o dinheiro e posses é mais importante que tudo o resto. Acreditam que o meu pai está com medo que a minha avó seja enganada e venda as terras. Era bem feita digo eu! Eu assim por assim não tenho direito a nada, e quando ter já estou velha para usufruir, logo não faz sentido para mim. Agora vem se queixar que não viveu a vida dele, que podia ter emigrado e estar rico e não conseguiu isso por causa dos pais dele, mas depois não deixa os outros viverem a vida deles. Engraçado não é!
Nem a minha mãe entendeu logo a fúria do meu pai, mas eu entendi logo, porque tento pensar com a cabeça dele. E estas pessoas são egoístas, só pensam nelas mesmas. Quer que a minha avó não vá para o lar, que seja a minha mãe a sacrificada a cuidar dela, para depois ele ficar descansado que fica com tudo. Isto porque ele acha que merece, porque trabalhou e sacrificou muito. Afinal, pergunto eu, sacrificou a vida dele em prol de bens materiais? É que se sim é como uma prostituta que vende o corpo em prol de dinheiro sem sentimento. Mas como ele é homem, e como só as mulheres é que são p*tas, logo ele é um inocente como outros homens. Isto porque ele trabalha e sustenta a casa, para poder jogar implicitamente na cara dos outros que nos dá casa.
Fico passada com a maldade repetida das pessoas e eu ter que fingir que nada se passa ou passou. Ter que esquecer todo o mal feito é dose, quando nem pedem desculpa, quando nem sabem admitir os erros. Isto porque acham que fazem tudo bem, e são os bons. E que assim como eu sou uma ingrata, como já foi chamada. A minha mãe chegou a estar no hospital, eu a trabalhar e a cuidar de casa, a fazer comida, limpar, etc, e mesmo assim a me chamar de ingrata, porque disse que quem estava pior era a mãe e não concordei com o meu pai que ele é que tinha ficado mal com aquilo.
Mas onde eu estava, a falar das relações que as pessoas têm com o dinheiro. Sim! existem pessoas que não usam o dinheiro, mas usam pessoas para conseguir o dinheiro. Parece que não querem ter relações com pessoas mas sim com dinheiro. Amor! bem isso é palavra que não consta do vocabulário destas pessoas francamente. E depois pior, eu vou fazer algo, e para eu não poder nunca abrir a boca e me pagar o que faço, pagam com dinheiro. Quer dizer não podiam pagar com tempo, ou com amor, não! dinheiro que é fácil. Ficamos achando que o dinheiro paga tudo, até a preocupação da outra pessoa. Mas dinheiro não paga amor, nem sentimentos. Eu não vou ser boa para depois ter de herança. Se não quer dar, não dé. Eu não vou fingir gostar de alguém que não gosta de mim, nem dos que eu mais gosto, e que separou a família, porque acha que só a parte dele é que é boa.