segunda-feira, 20 de maio de 2013

Amor, por Osho


"O amor pode ter três dimensões.

Uma é a da dependência; eis o que acontece à maioria das pessoas. O marido é dependente da esposa, a esposa é dependente do marido; eles exploram um ao outro, dominam um ao outro, possuem um ao outro, reduzem um ao outro a uma mercadoria.

Em 99 por cento dos casos, isso é o que está acontecendo no mundo. Eis por que o amor, que pode abrir as portas do paraíso, abre apenas as portas do inferno.

A segunda possibilidade é o amor entre duas pessoas independentes. Isso também acontece de vez em quando. Mas isso também traz infelicidade, porque há um conflito constante. Nenhuma adaptação é possível; os dois são muito independentes, e ninguém está pronto para se comprometer, para se adaptar ao outro.

Os poetas, os artistas, os pensadores, os cientistas, os que vivem num tipo de independência, pelo menos mentalmente, são pessoas cuja convivência é impossível; são pessoas excêntricas. Dão liberdade ao outro, mas a liberdade deles parece mais indiferença do que liberdade; dá a impressão de que eles não se preocupam, de que não se importam.

Eles se entregam mutuamente ao seu próprio espaço. A relação parece ser apenas superficial; eles têm medo de se aprofundar mais uns nos outros porque estão mais ligados à própria liberdade do que ao amor, e eles não querem se comprometer.

E a terceira possibilidade é a da interdependência. Isso acontece muito raramente; mas sempre que acontece, uma parte do paraíso cai na terra.

Duas pessoas, nem independentes nem dependentes, mas numa grande sincronicidade, como que respirando no mesmo corpo, uma alma em dois corpos - sempre que isso acontece, acontece o amor.
Só isso se pode chamar de amor.

As outras duas formas não são realmente amor, são apenas vínculos - sociais, psicológicos, biológicos, mas vínculos. A terceira forma é algo espiritual."

Osho


Surpresa


Existem mentiras e mentiras. Existem mentiras que depois se podem tornar numa agradável surpresa  e outras que se podem tornar num motivo para tristeza ou desgosto. E acho de mau gosto comparar uma com a outra, e achar que eu por exemplo sou mal agradecida. :P Enfim... vou dar dois exemplos a ver se compreendem a diferença e a ver se alguém aprende com os erros dos outros. 

Ele finge que se esqueceu do aniversário, e depois faz uma surpresa, como uma festa de aniversário com amigos dela. 
Ela pediu para comprar algo, e ele finge que não comprou, e depois faz surpresa.
Ou seja nestes casos a pessoa fica a pensar que não tinha nada, mas depois surge uma surpresa. Havia uma expectativa de receber algo, por momentos pensa-se que não se vai receber nada e surge a tristeza, mas depois em seguida surge a surpresa e o momento de alegria ainda é maior. 

Ele finge que não comprou nada, e diz que prendas não são importantes, e depois mesmo que ela encontre uma prenda, ele fica achando que ela estragou a surpresa e diz que a prenda não era para ela. 
Nesta caso, ela também tinha expectativa, depois fica triste e depois ainda mais triste. Pior é quando afinal mais tarde se descobre que a prenda era para ela, mas ele mentiu e estranhou tudo, e nem chega a dar a prenda. 

Resume: Não mintam ok. Isso é mesmo mau, quando alguém sofre em vão. 










Quem sou eu? #5


"Considero-te uma rapariga sincera, que gosta do que é frontal e que sente muito as coisas como elas são, precisavas de sentir um pouco mais de segurança em relação ao futuro, visto que emocionalmente gostarias essa mesma segurança e ao não conseguires, parece que tudo o que existe à tua volta é posto um pouco em causa, no entanto os teus valores não o podem ser porque sabes naquilo que acreditas e sabes lutar por isso."

Escrito por um leitor e amigo que tenho, mais novo que eu, mas de uma perspicácia muito grande, que captou logo um pouco de mim. 
Escrito a 23/01/2010





sábado, 18 de maio de 2013

Pensamentos


Estou a ver um filme em que foi dito "Só atacam se se sentirem ameaçados.", e de facto é o que eu faço, sinto-me ameaçada e depois ataco. Quando sinto que não confiam em mim, quando me sinto apenas um objecto e não a pessoa que merecia ter o valor que devia, sinto me mal e ataco. 

A auto estima é algo que está no topo, e que nos fazer ser melhores ou não pessoas. Um amigo ou amiga ajuda e é ajudada por nós, onde existe confiança. Nada melhor do que ter alguém connosco que desperta o melhor de nós, que puxa por nós sem pedirmos, afim de sermos melhor. A meu ver, um amigo não espera que nós mudemos sozinhos, mas ajuda-nos a tal, está no nosso lado. 

"Você está com tanto medo, medo de inimigos que fecha as portas de sua casa. Agora nem sequer um amigo poderá entrar, o próprio amante ficará lá fora. O amante continuará a bater à sua porta, mas você tem medo, ta,vez seja o inimigo. Então você fecha-se." (Osho)

Acho que é fácil quem está junto durante muitos anos, casada ou casado falar do que é estar sozinha. Parece que só eles ou elas é que tiveram o direito ao clique, que acham paixão, amor. E que os outros têm que se contentar apenas com sexo, como se isso fosse suficiente. Mas só alguém que está no mesmo patamar pode falar. Pois essas pessoas sempre tiveram ao lado delas alguém que as apoiava, que mostrava carinho, ajuda, etc, enquanto os outros sempre tiveram que conquistar tudo sozinhos. A felicidade não depende só de nós, mas dos que nos rodeiam também. E ter alguém, um marido/esposa é muito importante também. Não é para todas as pessoas, mas é para muitas, e sim! mexe muito com a auto estima da pessoa. 

Há pessoas que me irritam porque não me compreendem, acham que é tudo fácil. Porque para eles foi tudo fácil. Quantas pessoas com a mesma idade já estão a viver numa casa própria, com liberdade, sem dar satisfação a pais. E podem dizer ah o solteiro pode viver sozinho também. Mas e pagar a renda, é muito diferente serem duas pessoas a pagar do que uma. Por isso muita gente continua junta mesmo não gostando um do outro, por causa do dinheiro. 

Há pessoas que não correm riscos, e mesmo algumas que estão juntas nunca correram riscos, as coisas apenas cairam do céu (sorte). Odeio insinuações de que eu nunca amei, até parece que todas as pessoas são capazes de amar da mesma forma. É muito fácil amar alguém perfeito, lindo de morrer, mas alguém com defeitos já é diferente. E por isso os tímidos ficam para ultimo, os que são introvertidos, mesmo que não sejam muito boas pessoas, e os menos bonitos. As pessoas olham para as capas, e não para o conteúdo do livro. E apaixonam-se pela capa e ficam assim até ao resto. Não sei se é triste isso, se eu é que sou maluca. Mas eu não quero que gostem de mim só pela minha beleza, mas pelo que eu sou. E por tal não vou gostar de alguém só pela sua capa. Uma pessoa tem um potencial muito grande, e temos que ver mais além.



sexta-feira, 17 de maio de 2013


Olho para mim, olho para o meu passado e vejo, constato que não tenho valor. Ou melhor o valor que tenho é quase vago, é só uma valor ilusório em que me usam para os seus interesses. Nunca tive um homem verdadeiramente apaixonado por mim. E porquê?! Simples. Porque o meu pacote não vale nada. Claro que se for para sexo aparecem logo. Isso existem fartura de homens ou mulheres para nos usar, para fazerem como cães. Como se eu não tivesse sentimentos, e fizesse as coisas no vazio. Quem me lê acha que sou como muitas são, uma vulgar que consegue fazer sexo só por sexo. Mas eu não sou assim! Sou uma sonhadora, alguém sensível, alguém com um coração. Não quero também um homem à antiga, não é isso. Quero amor, não quero fantasias como isso que inventam e acham que é verdade da paixão. ninguém nunca vai sentir isso por mim. Eu não sou linda, não tenho personalidade para mostrar, sou tímida e introvertida. Sou tudo o que os homens não querem. Atenção! há homens que podem me desejar para com o pensamento de eu ser mais fácil de controlar, de ser um submissa como alguns gostam. Mas paixão não.

Só com 27 tive o meu primeiro namorado, até então ninguém nunca gostou de mim. E não!!! não sou cega. Simplesmente a Anónima sempre foi um caso à parte, uma rapariga diferente das outras, e por tal nunca poderia ser a tal. Os namoros que tive, tive pela internet, e todos cativados pelo blog. Logo todos estavam em vantagem perante mim. Cativei pela escrita, e não por uma imagem minha. Não consigo ser sensual, não consigo ser nada. Sou uma pessoa prática em tudo o que faço, e vou logo à questão prática. Não ando em rodeios, nem gosto disso, e no trabalho sou assim também. Claro que isso é mal visto e por isso não tenho mais emprego. Arrancaram uma parte de mim, mas para eles eu não vestia a camisola. Tudo me faz sentir mal, triste, inútil. Nunca foi capaz de conquistar nada nesta vida, a única coisa que tenho é este blog onde escrevo tretas que me veem à cabeça e que no fundo por mais que leiam e até me conheçam ao vivo, nunca me conhecem realmente.  

De que vale ter amigos, se quando eu mais preciso não me ajudam. E depois claro que não posso chatear quem está pior que eu. E quem está melhor não quer saber de problemas. Como a minha amiga, que dizia que estava para nunca mais me falar. E ela continua sem perceber. Parece que sou uma louca. Só quem vive este tipo de vida sabe o que é. Quem sempre teve tudo, quem teve pais que os amam, quem sempre teve pelo menos um homem que gostasse de si. Sim! porque com os homens é diferente. Isto pensa-se que um homem é que deve correr atrás da mulher e não o contrário. Se ela corre atrás é porque não tem valor. 

Pois aqui a Anónima é uma sombra, uma pegada na areia que com o vento que passa atrás dela apaga sua pegada e tudo o que tinha sentido deixou de ter sentido. O que vale eu lutar se nada é visto, se sou ignorada. Não acredito em cliques, acho que isso é tudo uma questão de sorte, e eu não tenho essa sorte. Se vou esperar por uma sorte dessas que se compara a eu ganhar o euro milhões ainda hoje estava sozinha, e nem beijado tinha. Não sabem ver o valor que tenho, o que se resume a que eu não tenho valor. Só aqui pessoal da net é que diz que eu tenho valor, mas penso que seja tudo falso. 

Eu sou apenas uma peça descartável  uma substituta enquanto não encontram melhor. É assim no amor e no trabalho. No trabalho nunca tive um emprego que me valorizassem, sempre foi uma empregada barata que fazia mais do que lhe era competido. No amor sempre dei o que podia, para fazer tudo certo, mas depois não recebo a mesma dedicação, o mesmo esforço. Acham que tenho que ser tudo e não receber nada em troca. É muito fácil darem conselhos, quando são felizes com alguém que lhes dá valor, e se tivessem na mesma que eu de certeza que era pior. Mas como não vivem a minha vida não sabem. Logo é muito fácil falar, que eu sozinha tenho resolver os meus problemas todos, e que um namorado não serve para isso, mas depois têm namorado que lhes ajudam a ser melhores pessoas, a ser felizes. Mas eu claro que não mereço. Nunca vou ser a tal. Logo nem vale a pena ser boa pessoa, nem boa na cama, nem nada, não tenho uma estrela na testa. Sou uma inútil e só me usam. 

E ai! de alguém que me venha dizer o contrário, pois todos me mostram que esta é a verdade. Não quero conversas com ninguém. Não quero nada. Hei de morrer e depressa todos se esquecem de mim, pois sou como a pegada. De que vale falarem que gostam de mim, se é tudo falso, são palavras, não são acções. As acções é que valem tudo. E eu estou saturada de dar dar e depois não receber nada em troca. 



domingo, 12 de maio de 2013

Luxúria vs Amor

“A luxúria é animalesca. Olhar para alguém com luxúria é um insulto, é humilhante, é reduzir a outra pessoa a uma coisa, a uma mercadoria. Nenhuma pessoa gosta de ser usada; essa é a pior coisa que você pode fazer com alguém. Ninguém é uma mercadoria, ninguém é um meio pelo qual se conseguir alguma coisa.
Essa é a diferença entre luxúria e amor. A luxúria usa a outra pessoa para você satisfazer alguns dos seus desejos. O outro é apenas usado e, quando ele deixa de ter utilidade, é descartado. Ele se torna inútil; a sua função foi preenchida. Esse é o ato mais imoral da existência: usar o outro para se conseguir alguma coisa.” (Osho)

Quando amamos de verdade alguém não jogamos nada na cara do outro, porque amar é dar sem esperar nada em espera. Tem pessoas que nem compreendem isso, e ficam achando que têm que pagar o favor que lhe fizemos, para não jogarmos depois na cara dele o que fizermos, e se jogarmos, essa pessoa depois também tem cartas na manga e nos diz que pagou isso.

Quando amamos de verdade, damos liberdade à outra pessoa de ser o que ela quer, não julgamos, não tentamos mudar. Como famílias que meteram os filhos num sítio para eles deixaram de ser homossexuais para se tornarem heterossexuais, como se isso fosse um crime. O fundamental é sermos boas pessoas, felizes, e não o que parecemos ser. Ter um filho e depois nunca estar satisfeito com o que ele conquista, passar a vida a jogar na cara que os outros são mais, e que o vizinho é doutor, e que o outro é mais rico, e sujo. Cada pessoa é como é, e devemos amar-las como elas são, como uma borboleta livre. Se tentamos prender a borboleta nas nossas mãos, ela depressa morre, as asas dela são tão frágeis que se desfazem. O amor é assim, não perde, solta.

Quando amamos de verdade não usamos as outras pessoas para nosso bem. A prostituição é fruto disso, de queremos ter o que queremos sem nenhum esforço, sem abrir o coração, basta pagar e se obtém o que se quer. A prostituta está ali para receber dinheiro e não para ter prazer, quem é para ter prazer é o cliente. Infelizmente existem pessoas casadas, em que a mulher é como uma escrava para o homem, às tantas pior que a prostituta, pois tem que fazer de tudo, e tem que ser assim. 




Pintura de Jean Despujols


Querer ter o que não se pode mudar



"Somos amargos porque não somos o que deveríamos ser. Toda a gente se torna amarga porque toda a gente acha que isto não é o que a vida deveria ser; se isto é tudo, então não há nada....Desta amargura brota a raiva, a inveja, a violência, o ódio - toda a espécie de negatividade." (Osho)

Uma cliente do Canadá à tempos me disse algo mesmo lindo, em que pensei e disse, que se mais pessoas pensassem como ela, tudo estaria melhor. Isto porque estávamos a falar sobre a meteorologia, e ela me disse que não se importa se chove ou faz sol, porque isso são coisas que ela não pode mudar. Diz que há pessoas que parece que vivem dentro de uma bola, pois querem que tudo seja como desejam. Se estão de férias querem que só faça sol por exemplo. Quando é Natal querem que faça neve nesses dias, mas nos outros que não. Ela diz que não devemos nos preocupar com isso, mas sim com o que podemos mudar, e segundo ela são 4 coisas que mais importam na vida dela. Termos saúde, sermos felizes,  amarmos e sermos pessoas honradas; se a memória não me falha são essas as coisas mais importantes para ela. Ela veio de viagem sozinha, e tem alguns amigos cá. Mas verdade seja dita, alguns clientes se queixam tanto do tempo. Alguns vêem do Canadá, onde existem temperaturas abaixo de zero, e estão aqui e queixam-se que faz muito frio. lol. Se conformasse-mo-nos mais com certas coisas da vida em vez de nos queixarmos seriamos mais felizes. Como inventarem coleiras para os cães não ladrarem porque o que interessa é o bem estar das pessoas, mas e os animais não terão direito a falarem também?!. Enfim...dia a dia vamos aprendendo com a convivência dos outros. 

Existem pessoas amarguradas, e quantos mais velhas pior fica. Se uma pessoa quando é nova já é amargurada, quando ficar mais velha fica pior acreditem. Pelo menos é isso que eu assisto. Certas pessoas não conseguiram ser felizes em novas, nem estar me paz consigo mesmas, e depois quando envelhecem tudo piora, e por vezes tornar a vida dos outros no inferno é algo que faz parte da vida deles. Existem momentos da vida em que se devia relaxar e não se preocupar com certas coisas tão mesquinhas, tão ridículas. 

Por vezes pensamos - ah coitadinhos dos velhos, ou  - ah coitadinha da velhinha que é diz que é maltratada pela família. Mas acreditem que, embora haja muitos casos em que os idosos são negligenciados  e vistos como uma vergonha, existem casos em que eles são do piorio, e fazem da vida dos outros negra. Existe de tudo neste mundo. Existem pessoas que só se sabem centrar neles mesmos, e não querem deixar que os outros vivam a vida deles. 

Há pessoas que gostam muito de olhar para os outros, comparar, avaliar, e depois às vezes gostam de se fazer de coitadinhos, que o outros é que tem tudo e também queriam ter o que o outro tem, e que não merecia. Quantas vezes não somos assim, uns mais do outros. Se olhássemos mais para nós e menos para os outros, estávamos muito melhor. 



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