sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vagueando sem ti

Vagueando junto ao mar
Sigo sozinha sem ti
Sorrindo sem motivo
Tentando ser Feliz
Neste mar.
O teu olhar...

Esquecida
Entristeço-me à toa
Fujo ao destino.
Mas, será que fujo?

Chamo por ti.
De que serve,
Se longe estás de mim?
(Se) longe estás de mim.

Assassino a ilusão
E crio mais solidão.
Vagueio sem ti
Por ti, choro então.

Nos meus olhos,
Nos meus sonhos
Uma imensa escuridão
Mas...
Quem és tu, afinal?
Apenas a força da minha imaginação?,
Um grito que vem de destino?,
És um cristal,
Um pedragolho,
Fruto do meu olhar...

(Escrito em 1999)



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quem sou eu? #4


Quantos não são os dias em que desejava ser outra pessoa, ou estar inserida noutra família. Contudo tenho plena noção de que existem pessoas bem piores, assim como famílias mais danificadas. No fundo eu sei que tenho que me contentar com o que tenho, e que no meio disto tudo tenho que saber construir uma melhor pessoa, uma melhor Anónima. Mas nem sempre é fácil, e por vezes o meu feitio não ajuda. Sei que, depois de reflectir que parte dos meu devaneios são reflexo do que assisto aqui em casa. Por mais que não queiramos vamos copiar certos comportamentos. Tenho que pensar, pensar antes de abrir a boca, porque na maioria das vezes quem fica mal com isso sou eu. Tenho que ser mais ponderada, mais cautelosa, mas nem sempre é fácil. Quem sabe com o passar da idade melhoro :P Se bem que às vezes não sei. Pois quando penso nisso, tinha alturas em que parecia ser uma pessoa bastante controlada, mas se calhar era demais, e hoje às vezes dá-me uns fanicos e digo o que penso, o que me dá na gana. Embora quando não esteja à vontade com as pessoas, seja a tal Anónima tímida. 
A música me ajuda, a música me liberta, um sorriso teu me dá alento e me faz respirar melhor, um abraço teu me dá confiança. Nada somos sem amigos, nada somos sem ter alguém que olhe por nós, que nos faça rir. 







Dos meus sonhos

Na vivenda dos meus sonhos
Nas recomendações dos meus fantoches,
Vejo sobressaltada o meu amor,
A nova criação das povoações.

E reencostada nas fulgurantes torres
Reajustada às interrogadas cores,
Corro pelo manto de tulipas,
Designando-me rainha de um império.

Que rico império!
O amor dos meus sonhos,
A pura fantasia por vinda do ócio,
E jogada ao oceano da Odisseia sem sereias.

E sentada no farol dos meus sonhos
No oceanário de flora ao vivo,
Espreito a beleza do sorriso,
Oculto um leve riso por o ter visto.

E sem querer dar por isso,
Deu-me um aperto no coração
Por fingir não o amar,
Por enganar-me, entretanto sonhando.

Mas dos meus sonhos não me separo
Nem da sensação com que me deparo,
E tentando ver construções,
A Natureza em sintonia,
Deixo-me prender pela fantasia
E leve dilatação da alegria.

(Escrito a 21/05/2000)

Pintura de Elisa Afunso


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Terão os homens mais desejo sexual que as mulheres?



O que acha? Vá pensem e digam de sua justiça. Eu cá tenho a minha opinião, e acho que isso é um mito generalizado. Pois acredito e sei que existem mulheres com mais apetite sexual que muitos homens. Claro que existem também muitos homens com muito desejo, mas não acredito nisso de ser homem que tem mais vontade.

Normalmente a sociedade assim o pensa em geral – ah um homem tem certas necessidades e precisa de ir à prostituta  - ou então – ah um homem  trai porque tem essa necessidade, que uma mulher não sente. Para mim tudo isto são tretas. Nada disto está provado, e o que está provado para mim é que tanto faz ser mulher ou homem no que diz respeito à quantidade de desejo sexual que se sente.

Existem é casos em que as mulheres estão “enclausuradas” e ainda não conheceram a sua verdadeira essência e por vergonha não assumem nem para elas isso, e ficam achando que o sexo é sujo. Mas existem mulheres que já não têm esses complexos, e quando se libertam, às vezes nem os homens dão conta de tanto desejo lol.


Apaixonada pelo melhor amigo, por Quintino Aires


Vou partilhar aqui um texto do Quintino Aires, que gostei muito. Regra geral concordo com muito do que ele diz, embora haja alguns assuntos que discordo. 

"A necessidade de amar e a urgência de uma paixão amorosa são presenças obrigatórias na vida das pessoas. Alguns podem achar que viver sem um amor é algo que não os afecta, mas a verdade é que quase sempre, de uma forma mais ou menos consciente, as ideias de uma paixão, da possibilidade de viver um amor, marcam presença na vida de todas as pessoas, mesmo que muitas vezes essa presença seja vivida em segredo.

Claro que as primeiras hipóteses são dirigidas àqueles com quem mais se convive. Naturalmente, pois precisamos apreciar alguma coisa na pessoa por quem nos apaixonamos, e pelo convívio sempre descobrimos uma ou outra característica que nos deixa a pensar nessa pessoa de uma outra forma.

Muitas vezes não é um verdadeiro amor, nem mesmo uma paixão, mas o vazio de emoções, de envolvimentos emocionais significativos, que confunde na nossa cabeça os sentimentos, e muitas vezes um simples carinho, em conjunto com uma falta de amor erótico já há muito tempo acumulada, leva a interpretar aquele sentimento como se de uma paixão se tratasse. Naturalmente que um amigo mais próximo é sempre o principal candidato a uma destas “paixões”.

Por vezes são verdadeiros amores platónicos vividos em segredo; outras vezes, e para conveniência dos dois, decidem partilhar uma amizade com algo mais, uma amizade colorida, que se bem conversada pelos dois e muito clara na cabeça de um, para o outro já se transformou em paixão. Se são dois amigos é natural que muitas horas sejam passadas em conjunto e que muitas realidades das suas vidas sejam partilhadas. O problema começa quando um nem sempre está disponível, ou, pior ainda, quando começa a interessar-se por uma terceira pessoa. Claro que não é simples que um sentimento se transforme noutro, e dificilmente uma amizade se transforma numa paixão. Mas se a confusão na cabeça de um, ou mesmo dos dois, já não permite distinguir a carência de um amor de uma verdadeira paixão, o mais certo é que as confusões comecem.

Uma coisa é certa, de todas as opções que pode tomar, a pior é realmente nunca falar com ele sobre aquilo que sente, porque se a amizade for verdadeira, mesmo que os sentimentos dele por si não sejam idênticos aos seus, ele saberá perceber o que está a acontecer e lidará com o assunto com maturidade e diálogo. Se a sua intenção é sondar, antes de se atirar de cabeça numa revelação bombástica, siga estas dicas fabulosas de sedução.

Com o tempo o mais certo é que nem paixão nem amor, e nem mesmo amizade. Já se conhecem demasiado bem um ao outro para que o período de paixão, que é sempre um envolvimento com alguma fantasia, possa ser vivido pelos dois. Conhecem-se o bastante para permitir que uma ou outra mentira, com a intensão de sedução, possa ser bem aceite pela outra pessoa. Poderia ser conveniente, e muito prático, pois este tempo em que estamos já todos bastante conscientes de que as pessoas têm geralmente feitios complicados, um tempo em que a falta de tempo faz pouco prático o tempo gasto na aventura de conhecer novas pessoas.

Uma paixão por alguém que já se conhece parece realmente a solução ideal. Tudo parece perfeito, até que se começam a viver essa paixão na prática. Cada um conhece demasiado bem o outro e é tentado a fazer algum jogo de controlo sobre o outro, pois na paixão e no amor sempre desejamos poder controlar. Dá-nos alguma segurança. Mas claro que o outro lado também conhece bem o que passa pela cabeça dos dois, não gosta, e começam as primeiras irritações. E no final, nem paixão nem amizade, apenas o arrependimento. E a convicção de que o melhor mesmo é passar mais alguns anos sem arriscar o amor."




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Devemos pensar por nós mesmos


Nós devemos fazer algo porque achamos que sim, e não porque os outros dizem que sim. Devemos considerar algo correcto ou não por nós próprios e não porque algum líder diz que assim o deve ser. Seguir outra pessoa nunca pode ser algo muito prudente ou mesmo correcto, o melhor mesmo é ler muito e ler o que achamos que faz mais sentido para nós, e viver. Nada como uma mistura, e na mistura está a virtude. Na cozinha vemos como isso faz com que as coisas sejam melhores. Porque é que eu posso comer isto ou aquilo, quando existem tantas coisas. 

Eu não gosto muito de regras rígidas. Acho que certas regras são importantes, contudo fazer algo porque tem que ser não é para mim muito sinceramente, pois em mim me cria um certo sentimento de prisão. Eu sinceramente acho que seguir certas seitas ou religiões é por vezes uma prisão. As pessoas vão à procura de soluções para os seus problemas, da esperança, mas por vezes sem saber é a sua própria fé. Não é Deus que a salva, mas a sua força interior, a sua fé. Porque quando acreditamos em algo, e depois algo muda em nós, mas fomos nós mesmos. 

Existem regras que para mim são disparatadas, só nos impedem de sermos mesmo felizes. Contudo aceito bem que certas pessoas sejam felizes assim, embora me faça confusão. Eu não consigo viver certas regras. Se vivermos achando que estamos seguindo a verdade, e que aquilo é a verdade, acabamos por fechar a nossa mente para certas coisas, e não aceitar a diferença. Não estou dizendo que sou contra certas regras, pois se não houvesse regras seria um caos, mas que certas regras podem nos ser prejudiciais. Hoje em dia a sociedade vai ficando com mente mais aberta, e isso de certa maneira é benéfico. 

Um líder é alguém que segue um caminho e o mostra para outras pessoas, mas isso não significa que o caminho do líder seja o correcto, ou melhor dizendo o certo para nós. Somos todos diferentes, e nada melhor que pensarmos com a nossa cabeça e não com a cabeça dos outros. Às vezes assiste-se a grupos de amigos por exemplo, que todos pensam igual, se o "líder" diz algo, os outros também pensam semelhante. Se calhar o mal não são os "lideres", mas os que não sabem pensar com a cabeça deles mesmos e gostam de seguir modas e tendências. 




Pintura de Denis Nuñez Rodriguez

segunda-feira, 8 de abril de 2013

À busca da minha saniedade mental

Ir à praia é algo que me faz muito bem à minha saniedade mental. Confesso que às vezes ainda ando errada, que confundo as coisas. Confesso que às vezes me exalto demais, levo as coisas muito a sério. Confesso que o sangue me ferve muito e por vezes me falta a paciência. Confesso que tenho que aprender a que certas coisas, palavras, acções, não podem passar por mim, mas sim ao meu lado, afim de eu não ficar maluca. 

E por falar em praia, sabem o que já pensei que seria boa ideia fazer?! Tentem adivinhar?! Vá...pensem...A imagem que coloquei é sugestiva disso, é nudismo. Conheço um amigo que já fez e no facebook tenho um casal que é defensor do nudismo. No fundo é uma forma de estar na vida, e mais que tudo, liberdade. E pensando que não, tentam também ter uma alimentação saudável, mas sem fundamentalismos. Pelo que me disseram já existem cerca de 100.000 naturistas em Portugal. Mas confesso que ainda não estou preparada para tal, mas quem sabe como será o futuro. Acho que o meu maior medo é ser vista, ou seja que quem me veja não seja com uma visão de mente aberta, e depois vá comentar que a Anónima esteve ali nua e era assim ou assado ou mesmo que não fale, que pense. Ui! pois tenho medo que no meio dos naturistas estejam lá uns bacanos que estejam lá só com o objectivo de observar os outros. 


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