Silenciosamente, ele pegou na mão direita dela e tirou-lhe a
pulseira. Depois retirou-lhe os brincos e colocou tudo na mesa perto
do espelho. Ela não sabia o que dizer e pensou que seria melhor ficar calada.
Pouco depois ele senta-se na cama de frente para ela. Ela fica de pé para ele,
e ele a olhar para ela com um leve sorriso no rosto.
- És uma caixinha de
supressas. Gostava de saber o que vai no teu pensamento.
Ela desviou o olhar dele, para o chão, e em seguida fixou-o
esse mesmo olhar azul para o janela e suspirou.
- Ao mesmo tempo que
és uma mulher também tens uma menina dentro de ti, desejosa por receber
valorização.
Ele levanta-se e põe as mãos na face dela, fazendo com que
ela olhe para ele.
- Se não quiseres não
tens que ficar aqui, e levo-te para casa. O que queres?
- Não sei. O meu
coração diz-me uma coisa e a minha cabeça diz-me outra. Por um lado tenho uma voz
que me diz para ficar, e outra que me diz que é melhor ir embora para não ter
problemas. Já estou a falar demais não é. Sou mesmo parva. Tu também és rico,
podes ter as mulheres que quiseres.
Ele riu-se.
- Desculpa-me me rir,
mas tu consegues ser engraçada no meio desse teu jeito tímido de quem diz
disparates. Ouve-me Sofia, não sei o que te têm dito, mas acredita no que te
digo, tu és uma mulher fantástica. E para de pensar que eu sou rico, daqui a
uns anos tudo de pode inverter, nunca sabemos. E acerca das mulheres eu posso
ter muitas, mas escolhi agora estar contigo, não dás valor a isso?! Por mim
pegava em ti a viajávamos para um sítio só os dois, longe de tudo o resto.
Sinto algo por ti, não sei o que é, mas sinto me muito atraído por ti. E sei que
sentes também algo, caso contrário não estarias aqui comigo.
- Sim, é verdade,
sinto algo, mas tenho medo…
- Não tenhas medo, o
medo tira-te o brilho. Confia em mim Sofia.
Depois de um leve suspiro ela sorriu e lhe abraçou.
- Se me fizeres
sofrer acabam-se os serviços 5 estrelas – Disse ela muito sorridente, com uma
lágrima no olho, e em seguida mostrou a língua.
- É assim que eu
gosto de te ver, esta sim é a Sofia que tanto adoro. E sim! E adoro o teu
serviço 5 estrelas. Tens uma boca que faz maravilhas.
Ele dá-lhe um beijo na testa, e ela avança para um beijo na
boca em seguida. Depressa o beijo faz subir a temperatura de seus corpos e
Sofia começa a voar como se estivesse no céu com as suas borboletas. Outrora
medo, agora elas fazem parte de algo mais supremo e mágico.
Ela empurra-o para a cama, e baixa-se e tira as sapatilhas
dele, assim como as peúgas.
- Tu és
terrível. – Diz ele rindo-se
Ela tira os sapatos dela dos pés dela, e joga-se para cima
dele, fazendo com que ele suba. Ele sobe mais para cima, e ela começa a tentar
tirar-lhe as calças, mas ele puxa-a e beija-a. Enquanto a beija puxou o vestido
e lho tirou, ficando ela só com a lingerie preta rendada. Ela determinada,
volta para baixo e tira-lhe as calças. Eram uns boxers brancos.
- Humm… - murmura ela
– acho que ele chama por mim, não concordas?
- Sabes bem que sim,
ele deseja-te muito, e eu também.
Ela tira em seguida a camisa e joga-a para longe. Ele
deitado na cama, e ela com as pernas entre ele, baixa-se e começa por chupar os
seus mamilos. Com as mãos no seu peito com aqueles pêlos que a atraem tanto,
ela beija depois seu corpo, de cima a baixo. Depois no golpe rápido tira-lhe os
boxers.
- És muito acelerada.
- Cala-te. Aqui em
manda sou eu. – rindo-se alegre
Ele deu umas gargalhadas e ela sorria, e nisto ela repara
nas covinhas na cara dele.
- Adoro-te ver assim
a rir. Ficas tão lindo.
Passa a língua na virilha e depois sobre aquele membro que
tanto a excitava. Passa a língua pela ponta desse mesmo membro que estava ereto,
e beija-o também. Aqueles lábios suaves a acaricia-lo, a chupa-lo ao de leve
num deliciosa tortura, enquanto ele tinha os olhos fechados, mas a sua
expressão não enganava, o prazer imenso que ele sentia. Enquanto a boca se
dedicava à ponta daquele sol que a fazia render, as suas mãos tocavam nas ancas
dele, rodopiavam em movimentos calmos. Após algum tempo, suga-o para dentro de
sua boca, e movimenta a boca num vai e vem vagaroso, em que a cabeça se mexia
ligeiramente. Executava de forma refinada aquele serviço. Enquanto uns dedos
movimentavam-se no períneo, outros tocavam nas partes moles abaixo do mastro. Mastro
esse do corpo onde ela navega, onde ela comanda o navio.
Sofia sempre gostou de ver filmes com piratas, e se não
estivesse tão empenhada no que estava a fazer, e o sangue do seu corpo não
estivesse a circular com tanta velocidade, de certo se imaginaria num barco com
ele, fazendo amor, de forma selvagem, ela como pirata tal e como estava vestida
e ele assim rendido a ela.
Jorge já não conseguia aguentar a adrenalina de seu corpo, o
orgasmo que teimava em vir. Ele gemia baixinho, e as mãos dele seguravam o
cabelo longo dela. Nisto ela para, olha para ele, e após segundos recomeça de
forma mais activa, até que ele se vem dentro de sua boca.













